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Mostrando postagens com o rótulo versos quixotescos

PARA MINHA MÃE

Sob o signo de Áries Nasceu uma da Silva Que, para este mundo, Trouxe novos ares.   Sim, foi em abril, Ao terceiro dia, Que ela nasceu, E o dia sorriu.   Era uma menina e tinha, Junto do seu nome, Que é Aderly, O nome de Maria.   Menina que veio, Nos anos setenta, Dar à luz a mim, Seu filho moreno   Que, no dia de hoje, Com estes versos simples, Comemora à distância O seu aniversário,   Desejando-lhe, Minha mãe querida, Com essas pobres rimas Muitos anos de vida.   Te amo.

UM BRINDE

Brindar a vida Todo santo dia É um festivo ato De ação de graça, E brindá-la Na sua companhia, Amada minha, Repartindo A mesma taça De vinho tinto É pura Alegria, Simplesmente É Divino.

PARA MINHA HELENA

Menina de cachinhos E de olhar amendoado Que aos quatorze dias Do mês de março Trouxe para minha vida Uma nova e singular Alegria.   Menina linda De belos cachinhos Que, sorrindo, ensina Todo santo dia Esse homem velho A ver cada dia da vida Sob um novo prisma.   Menina morena Minha linda menina É uma alegria poder Hoje, ontem e sempre, Tê-la ao meu lado E poder chamá-la De minha menina Minha linda filha.   Feliz aniversário 14/03/2025

MINHAS MULHERES

Em tudo há um equilíbrio, Um ponto sutil, Um entre tantos mil, Que nos coloca nos trilhos, Libertando-nos dos desatinos, Que nos agrilhoam E nos dominam. E é em nosso dia a dia, Entre tropeços e quedas, Ferido por farpas e arestas, Que encontramos a alegria, Até então ignorada, Por nós, até então, Desconhecida. E, por isso, sem pestanejar, Sem medo algum de errar, Posso dizer Com meu coração na mão, Que o alicerce do meu viver, São as mulheres do meu bem querer: Mãe, esposa e filha, Que com sua presença, Toda feminina, Alumiam minha vida Como um majestoso farol, Maior e mais belo Que o de Alexandria.   Feliz dia das mulheres. 08/03/2025

PELA JANELA DA VIDA

Uma janela se fecha Quando um ano termina Para se renovar a vida No ano que principia.   01/I/2025   #   Sou, graças a Deus, Um anarquista Desiludido, Por isso, Sou um conservador Contrito, Grato a Deus Por tudo que vivo.   01/I/2025   #   Eis que um olhar envelhecido Rompe o silêncio Cínico estabelecido, Para com ousadia buscar A luz do vocábulo esquecido. 01/I/2025

TRÊS [QUASE] POESIAS

Os pássaros cantam, Gorjeiam sem parar, Porque belo é O seu cantar. Os homens trabalham, Lavoram sem cessar, Porque penosa é a trilha Do seu caminhar.   22/12/2024   #   Se a pátria é amada A alma do povo Para protege-la Deve estar armada.   22/12/2024   #   Domingo Tenha sol Ou faça chuva À Santa Missa Certamente Eu vou. 22/12/2024

ENQUADRADO

Ao que parece O general foi preso Por um crime Que não cometeu. O tonto fardado Subestimou A maldade dos Vermelhos; Soberbamente desdenhou O conselho do Filósofo Que no ostracismo Morreu E, por isso mesmo, Deu no que deu.   14/XII/2024.

PARA MINHA AMADA MORENA

Todo mês de novembro Na alvorada do dia sete Com os olhos marejados De contentamento Fico a matutar, agradecido, Diante do raiar nascente Que se coloca a alumiar Meu envelhecido sorriso Enquanto contemplo os céus De hoje e de sempre Que foi nessa data [Nela, justamente,] Que a muitas primaveras passadas Nasceu aquela linda menina Morena e pequenina Que um dia se fez senhora E arrebatou meu coração Desarmando-o com seu sorriso Enredando-me nos firmes laços Armados e bem firmados Bem juntinhos dos átrios Dos nossos corações enamorados Que primavera após primavera Permanecem e permanecerão Para além do crepúsculo dos tempos Juntos, ardentemente apaixonado, Tal qual no primeiro momento Em que nossos olhares Pela primeira vez Se tocaram. Por Dartagnan da Silva Zanela 07 de novembro de 2024.

DOZE DE OUTUBRO DE 2024

Todo santo e belo dia, Do raiar do astro rei Até sua luz à tarde findar, Em meio a bela sinfonia   Que encanta todas as greis Daqui e d'além mar, Sinto o meu velho coração, Pulsando sem versar,   Repetindo um doce refrão Declamando sem palavras Que mesmo que o pulsar   Do meu peito venha cessar Eu, para sempre, continuarei Para sempre a te amar.

QUASE POESIA (p. 07)

# 044   Cristo, o rei dos reis, Curva-se com amor Para em nossos imundos pés Gentilmente deitar água E, ao deitá-la Sobre nossas cracas, Ele quer curar nossa alma Carregada, cheinha De pútridas máculas.   # 045   Não respeito sua opinião. Respeito, profundamente, Seu direito inalienável De estar, completamente, Equivocado.   # 046   Educação não se ganha, Educação se conquista, Com labor e constância.   # 047   Aquele que se considerar Insubstituível, de si, Facilmente se perderá.   # 048   Toda criação clama Gemendo em silêncio Na Sexta-feira Santa.   # 049   Para todas as alegrias Junto das boas companhias Leve uma xícara de café.   Nas horas de amargura Quando a tristeza profunda Beba um bom café.   No labor do dia a dia Na fadiga da nossa rotina Tome aquele café.   # 050   Jamais confunda Uma reflexão Crítica   Com a fissura Duma masturbação Cerebrina.   Escrevinhado por Dartagnan da Silva Zanela - ...

QUASE POESIA (p. 06)

# 037   Quando a chuva, matreira, Se derrama nas folhas altivas, Da imponente castanheira, De forma intensa e amiga, No âmago da alma envelhecida, Abre-se uma amistosa clareira, De luz cristalina, curativa, E, de uma singular maneira, Lava as antigas feridas Que foram adquiridas De forma dura e fria, Ou de forma despercebida, Com o passar das noites e dias, Entre lágrimas e alegrias.   # 038   Fugir da verdade É viver a vida Pela metade.   # 039   O estudo pode até Na vida, não ser tudo, Mas viver a vida Desdenhando O dito-cujo, É o trem pra lá De estúpido.   # 040   A grande mídia É uma farsa Uma piada infame E sem graça.   # 041   A poesia não é E nunca será Uma coisa útil Ou algo que o valha E, por isso mesmo, Por sua inutilidade Sem igual Ela sempre foi E para sempre será Algo fundamental.   # 042   De um modo geral Os titulares do poder Com sua cara de pau E sem a menor moral Que amam ficar Três por quatro Praticando o mal Com ...

QUATORZE DE MARÇO

 Num certo dia, num lugar Próximo a uma lagoa antiga De plácidas águas de alegria Ciosas para refletir o luar Que viria após o crepúsculo Da tarde que se ia devagar Para alegremente saudar Uma gentil alma de luz solar Que viria a este mundo habitar. Me lembro bem, como me lembro, Foi a muito, num mês de março, Que essa menininha morena De cabelinhos bem cacheados Nasceu para tornar tudo encantado. Todos os dias, cada um deles, Não apenas e tão somente este O décimo quarto, do mês de março, Em que comemoramos o aniversário, Da minha amada filhinha, A linda e doce menininha De cabelos cacheados.

BODAS DE OPALA

Foi numa conversa despretensiosa, Regada a cerveja e gargalhadas, Nas primícias do mês de março, No raiar do milênio terceiro que   Nossas mãos se tocaram enquanto Nossos castanhos olhos se cruzavam Para que nossas acanhadas almas Se aproximassem, sem medo,   Pela primeira vez. Pois é, foi numa noite de março, Quente como nos dias de hoje, Que a vinte e quatro anos passados,   Iniciamos nossa linda caminhada Ritmada no pulsar das mãos dadas Das nossas vidas entrelaçadas Pelas linhas da vida e do amor.   Te amo minha amada. (02/III/2024)

QUASE POESIA (p. 05)

# 028   Nunca se apaga a luz da verdade. Somos nós que cerramos as vistas Para que ela não nos faça visitas Com a candura da sua bondade Em nossa pobre alma aflita.   # 029   Toda paciência se esgota Quando o amor-próprio vem E, sem dó, a sufoca.   # 030   A cerejeira da velha praça Quanto tem as suas flores Pela brisa de leve tocadas Inflamam todos os amores Com as fragrâncias exaladas Que aliviam as velhas dores Das almas fatigadas.   # 031   O erro encontrado No meio do caminho É parte necessária Da tortuosa jornada Que nos permitirá Ficar face a face Diante da verdade Que nos encontrará No final da estrada Desta nossa vida Porcamente vivida.   # 032   Cristo, Rei do Universo, De quem sou indigno servo Entrego esses pobres versos Aos pés do trono do Senhor, Que é o divino Verbo.   # 033   É pornográfico, Triste pra caralho, Vermos um inocente Ser feito de otário Por um delinquente Engravatado.   # 034   O que não é Apre...

QUASE POESIA (p. 04)

# 021   Não sou, não mesmo, amigo de rei nenhum. Nem de presidente, nem de governador, Muito menos de deputado ou de senador, Desprezo igualmente a todos, um por um; Gente mesquinha que faz da dissimulação Da intriga ardilosa e da treinada mentira A matéria-prima da magia do seu dia a dia Usada para engambelar toda essa triste nação Encenando gestos de prodigalidade e alegria Perante as câmeras metidas de todas mídias Que não querem saber de espiar os bastidores Onde os biltres se derretem em vilanias Com dinheiro, tramoias e muitas baixarias Que, no fundo, são seus únicos amores.   # 022   Num estalar de dedos Somem os delírios E todos os medos.   # 023   Imaginar que O tal do materialismo Ou do cientificismo Seriam equivalentes Ao saber científico É um trem ridículo Um tremendo mico Pra dizer o mínimo.   # 024   O poder não é corruptor Ele apenas potencializa Todo o fel e desamor De quem o cobiça.   # 025   Quem com exuberância Fala o que b...

QUASE POESIA (p. 03)

# 015   O grande problema, meu irmão, Não é a nossa falta de motivação. A encrenca toda é a fraqueza adquirida Por nossa desídia e falta de perspectiva, Fruto da ausência esculachada e desinibida De todo e qualquer tipo de disciplina Em nossa porca vida mal vivida.   # 016   Enquanto a chuva cai Lentamente e sem cansar A saudade com ela se vai E com o correr das águas São levadas e lavadas Todas as velhas mágoas.   # 017   Na vida tudo tem peso, tudo Tem número e alguma medida, Especialmente os frutos Da nossa indisciplina.   # 018   De forma sonsa e insólita Com um golpe traiçoeiro A República foi proclamada No Brasil brasileiro.   # 019   Em Banânia, a vida pública Tanto na era republicana Como nos idos da monarquia Sempre foi uma porcaria Regida por uma camarilha De inigualável vilania.   # 020   O Quinze de novembro é uma farsa, O dia set...

QUASE POESIA (p. 02)

# 008   Se Sócrates bebeu a Cicuta Para não negar a verdade, Indo contra a vontade Da canalhada corrupta, Se Cristo morreu crucificado Para com seu sangue nos redimir, Dos nossos inúmeros pecados, Se no caminho para Damasco Um clarão de luz cegou Saulo Que caiu vergonhosamente do cavalo Para tornar-se São Paulo O grande e ousado apóstolo Daquele que venceu a morte, Quem somos nós na ordem do dia Para rir e fazer pouco caso Daqueles que procuram sem cessar, Num misto de fervor e agonia, A luz que há de nos libertar? Somos a negação daquilo que Poderíamos um dia ter sido, Apenas uma pálida sombra Desprovida de sentido.   # 009   Todo menino mimado e metido Que torna-se um tirano constituído Pela batuta da letra morta da lei Age como se fosse um poderoso rei Apesar de ser apenas um menino Mimado, togado e cretino.   # 010   Tombou o velho Nabucodonosor Depois de ter causado E espelhado tanta dor Da mesma forma tombará também Todos aqueles se negarem Realizar gracio...