O finado Papa Bento XVI, em uma de suas preleções, nos chamava a atenção para a importância de procurarmos cultivar uma admiração particular por um santo, de sermos devotos de uma pessoa que procurou, com todas as forças de sua alma, amar a Deus e tomar o Evangelho como farol de sua vida. E, ao recomendar isso, ele não estava nos dizendo para termos pôsteres de um santo no quarto e andarmos com camisetas e broches dele como se fôssemos um adolescente fã de uma banda, nada disso. Se somos devotos de um santo, deveríamos, em suas palavras, procurar nos tornar familiares a ele, buscando conhecer a sua vida, as suas obras e o seu pensamento para, desse modo, aprendermos a crescer em espírito e verdade com ele. Bento XVI, por sua deixa, era devotíssimo de São José e de Santo Agostinho, o rochedo de Hipona. Não apenas isso: deste segundo, além de devoto, era um grande estudioso de sua obra; talvez um dos maiores do século XX. Quando li isso, há mais ou menos umas duas décadas, meu coração en...