José Ortega y Gasset dizia que os gênios, por um traço que lhes é todo particular, acabavam criando o seu próprio ofício e, de certa forma, a sua própria identidade. Esse era o caso do próprio filósofo espanhol e, em grande medida, é o caminho pelo qual inúmeros homens comuns, com suas vidas comuns, vivem os seus dias extraordinários. Em minha porca vida, graças a Deus, conheci uma baciada de pessoas assim que, com seu jeitão, acabaram me ensinando muita coisa e, por isso, lhes sou muito grato. Outras tantas, além de terem me enriquecido com seus conhecimentos, acabaram se tornando fonte de inspiração e, por isso mesmo, tenho uma dívida com elas. Uma dessas pessoas, sem dúvida alguma, foi o meu querido amigo Acir das Neves, o tio Polaco — que, aliás, não tinha nenhuma ascendência polonesa. Conheci-o no ano 2000, quando minha esposa me apresentou a ele; e, daquele dia em diante, muitas foram as conversas, incontáveis foram os causos e memoráveis foram as lições. Lições, causos e convers...