Esta semana me sobrou um tempinho e, por isso, dei um pulo no sebo de que sou freguês de longa data para dar uma olhadela nas velhas novidades que lá havia. Para minha felicidade, encontrei o livro Meretrizes e Doutores: saber médico e prostituição no Rio de Janeiro (1840–1890), de Magali Engel. Ao folheá-lo, tenho uma grata surpresa: o referido livro tinha pertencido à minha ex-professora Terezinha Saldanha — que Deus a tenha. Sempre que podia, levava meus filhos comigo a sebos, livrarias e bibliotecas. Hoje raramente faço isso, pois atualmente eles vão por conta própria e, às vezes, para minha alegria, são eles que me convidam para fazer um tour entre estantes de livros novos e usados. Amo livros. Não vivo sem eles. E o gozado nessa paixão é que ela surgiu em mim antes mesmo do gosto pela leitura germinar. Quando criança, passava muitas e muitas vezes a tarde toda na biblioteca do colégio. Lendo livros? Não. Admirando-os nas estantes, pegando um e outro para folheá-los e, é claro, ...