O professor Antônio Cândido, em uma entrevista há muito concedida, disse uma obviedade ululante que, como todas as obviedades, precisa ser repetida porque nós, seres humaninhos, temos o péssimo hábito de esquecer tudo aquilo que realmente tem alguma importância. Disse ele que a leitura de Homero, Cervantes, Shakespeare, Dumas, Dostoiévski, Machado e companhia limitada, juntamente com o conhecimento de histórias folclóricas, literatura de cordel e demais preciosidades, nunca fez mal a ninguém. Aliás, até onde sabemos, ninguém ficou estúpido ou se tornou uma pessoa pior por ter se entregado a esse tipo de desfrute literário. Além disso, Northrop Frye e Harold Bloom nos lembram que a literatura, por meio de suas páginas, nos apresenta vidas humanas possíveis que, se forem lidas, apropriadas e devidamente interiorizadas, enriquecem a nossa alma com perspectivas que seriam literalmente inacessíveis a uma pessoa que sabe ler e não lê. E tem mais! Por termos contato com esses dramas humanos f...