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OS ECOS VINDOS DA ESPANHA

São Josemaria Escrivá, quando peregrinou por este vale de lágrimas, no correr do século XX, passou pelo Brasil. Sim, ele esteve aqui na Terra de Vera Cruz e, desde o primeiro momento que aqui esteve disse que ficou enamorado pelo nosso amado país.   Ele não cansava de dizer, por todos os rincões que passou, que estava encantado com o povo brasileiro e havia dito algo que nós, brasileiros do século XXI, deveríamos refletir com muita seriedade e sobriedade, muita mesmo.   São Josemaria disse que o Brasil tem uma profunda vocação missionária, que o Brasil, o povo brasileiro, terá a missão de evangelizar o Velho Mundo que, um dia, a muito tempo atrás, trouxe o Evangelho e a Santa Cruz para essas terras de além mar.   Uma das coisas que mais me chama a atenção é que aqui, onde hoje é nossa amada Terra de Vera Cruz, viviam nações indígenas que migravam de um lado para o outro a procura da “Terra sem males”, peregrinavam, sem cessar e sem cansar, a procura do paraíso, do reino da verdade.   A

LIVROS, LIVRETOS, LIVRINHOS E LIVRAÇOS

Sou apenas e tão somente um reles leitor. Poderia dizer que os livros seriam a minha pinga e, em certa medida, eles o são. Pinguinha essa que aprecio com gosto e pouquíssima moderação.   Em se falando nisso, recentemente, vi muitas fotos fofas de livrinhos, livretos, livros e livraços, publicadas nas redes sociais.   Aliás, essa folia de ficar postando fotos de pilhas de livros nas redes sociais já é uma velha mania nacional, onde figuras, figurinhas e figuraças exibem retratos vistosos com os livros que acabaram de comprar. Até aí, nada de novo.   E, de um modo geral, os livros fotografados acabam, muitíssimas vezes, ficando esquecidos nas prateleiras, intactos, sem uma marca de manuseio sequer, tendo em vista que, desde os idos do declínio da República Romana, livros são um excelente artigo de decoração, artigo esse que reforça muito bem aquela imagem canhestra de “medalhão”, tão bem descrita por Machado de Assis.   Mas voltemos para as fotos recentes, onde as pilhas de livros eram s

ESTAQUEADOS FEITO MARMOTAS

Existem certos ensinamentos que deveriam ser assimilados por nós ao ponto deles integrarem o nosso modo de ser. Um desses ensinamentos é aquele que nos é ministrado pelas palavras de Edgar Allan Poe, onde o mesmo nos lembra que devemos acreditar em apenas metade daquilo que vemos e, principalmente, em nada daquilo que ouvimos aqui e acolá.   Essa lição, tão bem expressa pelas palavras cristalinas desse grande escritor, foi dita de outro modo, pelo velho Raul Seixas, através de uma de suas canções, onde o mesmo nos diz que não precisamos ler jornais, porque mentir sozinhos nós somos capazes.   Seja através da sutileza de Edgar Allan Poe ou do jeitão bem humorado do Velho Raul, uma coisa é certa, mais do que certa, tremendamente certa: na época em que nós temos nosso acesso facilitado à informação, é justamente o tempo em que agimos de uma forma miseravelmente crédula diante de tudo aquilo que chega até nós.   Posso estar enganado, mas algo me diz que quando consumimos as tranqueiras que

OS MEMES DA FRONTEIRA FINAL

As redes sociais, no momento, estão cheias de lamúrias mil diante do resultado do primeiro turno. Chega ser um trem melancólico de se ver, para não dizer outra coisa.   E, diante da paisagem que se encontra desenhada diante de nossas vistas, penso que podemos levantar algumas perguntas simples para refletirmos sobre os últimos acontecimentos. Dito isso, vem comigo.   Primeiro, só por curiosidade, além de compartilhar memes, vídeos, prints e similares, o que mais os “militantes” digitais que se declaram de “direita” fizeram? Ah! Foram aos eventos, agitaram bandeiras, fizeram transmissões ao vivo e tutti quanti. Ótimo! Muito bom. Mas não estaria faltando algo?   Por um acaso foi tentado, num ato de boa vontade, da parte dos indivíduos que se declaram “conservadores” convictos, conversar com um amigo, ou conhecido, para tentar entender as razões dele e, de forma amistosa, apresentar as suas razões para convencê-lo, como um bom amigo? Pois é.   E tem outra meu caro: por um acaso os “milita

O ATESTADO DE ÓBITO DA PROCURA PELA VERDADE

Santo Tomás de Aquino, juntamente com toda a sabedoria perene, nos ensina que o homem de um único livro é, sem dúvida alguma, um grande perigo. E complemento: tão perigoso, senão mais perigoso que um homem que não tenha lido nenhum livro.   Explico-me: uma pessoa que nunca tenha lido livro algum na vida, ao menos, tem em seu íntimo, uma razoável compreensão de que seus conhecimentos são limitados e, tal entendimento, acaba lhe dando uma certa modéstia frente a realidade.   Agora, a pessoa que tenha lido apenas um livro ou, digamos, que tenha lido um cadinho de um, um tantinho de outro e assim por diante, é uma pessoa muitíssimo perigosa porque ela tem a falsa sensação de que conhece alguma coisa com uma suposta amplitude.   E se cultivamos esse tipo de impressão em nossa alma, corremos o sério risco de nos fecharmos para o conhecimento de qualquer coisa em profundidade, ficando apegados a ninharias que apenas apequenam a nossa alma e estreitam o nosso olhar.   De certo modo é isso que

SHERLOCK HOLMES E O CONTROLE REMOTO

Todos aqueles que apreciam as aventuras de Sherlock Holmes, escritas por Sir Arthur Conan Doyle, sabem muito bem que o procedimento [primeiro] de investigação do grande detetive era o da exclusão. Dito de outro modo, ele procurava ser criterioso quanto à escolha daquilo que iria direcionar a sua preciosa atenção, selecionando cuidadosamente tudo o que ele iria utilizar para realizar as suas investigações.   Tal procedimento é de grande serventia para toda e qualquer pessoa, de toda e qualquer época, principalmente para nós que vivemos num tempo onde poucos são os critérios utilizados por nós para selecionarmos o que irá capturar a nossa atenção.   Se exagero no que afirmo, perguntemos a nós mesmos: quando chegamos em casa e estamos, digamos assim, “de boas”, na frente da dita cuja da televisão, qual critério utilizamos para selecionar aquilo que iremos assistir? Seguimos a programação que nos é apresentada pelos canais de televisão aberta? Acatamos, caninamente, as sugestões que nos sã

O CAJADO DO VELHO ANCIÃO

Desde os tempos de vovó que todo mundo sabe, de cor e salteado, que é muito importante consultarmos mais de uma fonte de informação antes de chegarmos a uma conclusão sobre qualquer assunto.   Aliás, a confrontação de ideias que contrariam uma a outra, a contraposição de propostas de solução para um problema é a base para aquilo que nossas avós chamavam simplesmente de bom-senso e que, atualmente, as pessoas mais comedidas, diriam que isso seria o mínimo que se espera de uma pessoa que tenha um pouquinho de razoabilidade.   Para tanto, é imprescindível que tenhamos a tal da paciência para, é claro, realmente conhecermos os pontos de vista divergentes e, com esforço e diligência, possamos chegar a uma resposta minimamente convergente e suficientemente razoável.   Não apenas isso. Antes de qualquer coisa é de fundamental importância que consideremos a possibilidade de que podemos estar redondamente errados sobre o que pensamos a respeito do que está sendo analisado por nós.   Se estiverm