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ALÉM DA LETARGIA DA ALMA - Notas e Reflexões Heterodoxas Semanais

É fácil, muito fácil, esquecer o enorme esforço psíquico necessário para aprendermos alguma coisa com um mínimo de maestria. E, por esquecermos, com o tempo, ao invés de aprender mais e mais coisas com alguma profundidade, vamos nos mantendo rasos, superficiais e estagnados.


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Todo brasileiro, de certa forma, leva dentro de si, como se fosse o cadáver de um homem morto, a fisionomia de um indivíduo que pode nascer, mas que até o momento não foi parido pela nossa alma; e, em muitos casos, jamais chegará a ver a luz da vida, tamanho o grau de letargia em que muitas pessoas se encontram.


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Diante de muitas situações complexas, as pessoas tentam complicar as coisas, crentes de que, agindo assim, irão resolvê-las. Outras, por sua vez, diante das mesmas situações, acabam agindo de forma simplória e, por conta disso, dão com os burros n'água. Enfim, para encarar quadros complexos é necessário que sejamos simples, mas, feliz ou infelizmente, não existe nada mais complexo do que agirmos com simplicidade.


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No mundo digital todos, praticamente todos, em alguma medida, vivem à procura de uma esmolinha na forma de aplausos que, neste universo, manifestam-se na forma de curtidas e engajamento.


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Somente aprendemos algo efetivamente quando somos capazes de interiorizar o que nos foi ensinado. Quando aquilo que aprendemos passa a integrar a nossa personalidade, podemos dizer, com uma certa tranquilidade estóica, que isso é, de fato, um saber nosso, que não nos foi emprestado. Podemos dizer que todo aprendizado efetivo é similar a saber andar de bicicleta: uma vez aprendido, a gente nunca mais esquece.


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Todos nós, vez por outra, temos uma clara visão sobre algo que almejamos realizar; porém, por inúmeras razões, não conseguimos concretizar esse "algo" porque não somos capazes de expressá-lo. E não o somos porque nosso domínio das ferramentas verbais é muitíssimo precário. Infelizmente, sem um razoável domínio da linguagem, não seremos capazes de tornar nosso mundo interior inteligível para os outros e, principalmente, para nós mesmos.


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Muitas vezes somos confrontados por vigaristas, e isso é uma situação, no mínimo, desconfortável; porque tratar um picareta com a mesma dignidade que é devida a um adversário é faltar com o devido respeito para com aqueles que são nossos adversários.


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Escrevinhado por Dartagnan da Silva Zanela - professor, escrevinhador e bebedor de café. Autor de “UM GRANDE MONTE DE PÓ E SOMBRAS”, entre outros livros.

https://lnk.bio/zanela 





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