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O PESO DAS COISAS SIMPLES - Notas e Reflexões Heterodoxas Semanais

É muito fácil esquecer o enorme esforço psíquico que é exigido de nós para podermos aprender qualquer coisa com um mínimo de profundidade e destreza. No caso de algumas pessoas, nem isso — tendo em vista que inúmeros indivíduos nunca, nunquinha, se esforçaram minimamente para aprender algo com um mínimo de destreza e profundidade.


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Todo brasileiro, inclusive eu e você, carrega no âmago de sua alma o cadáver de uma pessoa, de um indivíduo que poderia ter nascido e realizado mil e uma façanhas, mas que não nasceu porque foi abortado por nossa preguiça nem um pouco original.


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Existem muitas coisas nesta vida que, por sua natureza, são complexas e, diante delas, devemos nos esforçar para estarmos à altura de sua complexidade. E não existe nada mais complexo neste mundo do que as coisas simples da vida. Não é à toa, nem por acaso, que nos complicamos por completo quando somos confrontados por elas.


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Um dos elementos fundamentais que é, de certa forma, desdenhado por toda essa turma que vive falando de “pedagogias ativas” para cá e “protagonismo juvenil” para lá, é que a densidade do poder da aprendizagem é, de fato, edificada na interioridade do aluno, no diálogo dialógico que ele irá forjar no interior de sua mente no correr de sua formação e em cada um dos dias que estão por vir em sua vida.


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Todos nós, vez por outra, temos um vislumbre de tudo aquilo que gostaríamos de realizar em nossa vida, e isso, sem dúvida alguma, é muito bom. Porém, se não tivermos um domínio razoável da linguagem para podermos expressá-lo com relativa clareza para nós mesmos, infelizmente, no frigir dos ovos, não iremos realizar nada daquilo que vislumbramos.


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Toda ação deve ter um propósito claro, um sentido. Para tanto, é de fundamental importância que procuremos ter uma visão serena da realidade para podermos, a partir dela, agir com um propósito sólido. É indispensável que procuremos nos guiar balizando-nos no senso das proporções frente a cada uma das situações que a vida nos apresentar, e não apenas pelo nosso temperamento — pouco importa qual seja a sua natureza.


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Todos querem ser tratados como se fossem uma autoridade; muitos gostam — e gostam muito — de fazer pose de autoridade. Mas, afinal de contas, o que é uma autoridade? É alguém que procura levar mortalmente a sério a vida em cada uma de suas facetas. Sem isso, podemos até ser investidos de poder e ser bajulados como se fôssemos uma autoridade, mas jamais o seremos de fato.


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Escrevinhado por Dartagnan da Silva Zanela - professor, escrevinhador e bebedor de café. Autor de “UM GRANDE MONTE DE PÓ E SOMBRAS”, entre outros livros.

https://lnk.bio/zanela 




Comentários

  1. Sendo assim, temos pouquíssimas autoridades, se é que temos.

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