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Mostrando postagens de maio, 2026

NÃO SABE DE NADA INOCENTE - Notas e reflexões heterodoxas semanais

Existem muitas maravilhas no envelhecer. Uma delas é a forma como nos relacionamos com o passado. Quanto mais os anos passam, maior é a clareza que os tempos que não voltam mais assumem; basta apenas que estejamos com a mente e o coração abertos para acolher as verdades que a velhice tem a nos apresentar. # Duas verdades simples, que apenas os bocós-de-mola ousam desdenhar: não há salvação sem cruz, da mesma forma que não existe glória sem sacrifício. Não adianta, não tem lesco-lesco. # Uma lição simples que, infelizmente, demoramos muito tempo para aprender e dar o devido valor: nada do que aprendemos nesta vida é inútil. Nada, nadica de nada. E se não acolhemos essa obviedade da vida em nosso coração, é sinal de que há algo de muito torto em nosso caráter. # G. K. Chesterton nos ensina que não pode haver uma nação formada exclusivamente por milionários, da mesma maneira que nunca existirá uma nação composta apenas por camaradas com o coração embebido de utopias; mas é totalmente plau...

A DESTRUIÇÃO SILENCIOSA DAS BIBLIOTECAS

Todos, ao menos da boca para fora, afirmam que a prática da leitura é de fundamental importância para o desenvolvimento cognitivo de uma pessoa; porém, a maneira como o ato de ler é apresentado soa, no mínimo, engraçada porque, na grande maioria dos casos, ele é tratado como se fosse algo natural e simples que, uma vez aprendido, estaria sacramentado, pronto e acabado. Pois é. Mas não é bem assim que a banda toca. Como nos lembra Gregorio Luri, ler não é algo natural — nada disso. Seu aprendizado exige esforço e deve ser consistente porque, antes de qualquer coisa, ler é colocar um texto dentro de um contexto; do seu devido contexto. Isso exige um grande empenho de nossa parte, e é justamente aí que a porca torce o rabo. A decodificação de um texto exige do leitor, além da capacidade de situar o escrito em um contexto apropriado, um domínio crescente do vocabulário, uma fluência na decodificação das palavras, uma certa musicalidade no momento de entoá-las (seja verbal ou mentalmente...