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NÃO SABE DE NADA INOCENTE - Notas e reflexões heterodoxas semanais

Existem muitas maravilhas no envelhecer. Uma delas é a forma como nos relacionamos com o passado. Quanto mais os anos passam, maior é a clareza que os tempos que não voltam mais assumem; basta apenas que estejamos com a mente e o coração abertos para acolher as verdades que a velhice tem a nos apresentar.


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Duas verdades simples, que apenas os bocós-de-mola ousam desdenhar: não há salvação sem cruz, da mesma forma que não existe glória sem sacrifício. Não adianta, não tem lesco-lesco.


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Uma lição simples que, infelizmente, demoramos muito tempo para aprender e dar o devido valor: nada do que aprendemos nesta vida é inútil. Nada, nadica de nada. E se não acolhemos essa obviedade da vida em nosso coração, é sinal de que há algo de muito torto em nosso caráter.


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G. K. Chesterton nos ensina que não pode haver uma nação formada exclusivamente por milionários, da mesma maneira que nunca existirá uma nação composta apenas por camaradas com o coração embebido de utopias; mas é totalmente plausível que existam muitas e muitas nações constituídas por camponeses felizes e satisfeitos.


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Todo governo, no frigir dos ovos, acaba sendo, invariavelmente, uma terrível necessidade.


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O poder é uma grande responsabilidade — todo e qualquer poder, não apenas os grandes, como diria o tio do Peter Parker. E, independentemente do seu tamanho e da sua natureza, ele frequentemente acabará sendo uma armadilha para todos aqueles que flertam com ele.


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Quem tem pressa de aprender, como se estivesse indo tirar o pai da forca, dificilmente aprenderá algo com alguma profundidade, porque o aprendizado e a compreensão são, antes de qualquer coisa, uma atitude amorosa. E quem diz que não, com o perdão da palavra, não sabe o que significa compreender, aprender e, muito menos, o que é amar.


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Escrevinhado por Dartagnan da Silva Zanela - professor, escrevinhador e bebedor de café. Autor de “UM GRANDE MONTE DE PÓ E SOMBRAS”, entre outros livros.

https://lnk.bio/zanela 







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