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DIÁRIO DE INSIGNIFICÂNCIAS E INCONGRUÊNCIAS (p. 51)

Não confunda simulacro midiático com consenso científico.

 

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Um consenso, que não seja fruto de uma discussão honesta, que não esteja aberto para possíveis críticas e correções e que, ainda por cima, exige ser levado a sério por todos, com o perdão da palavra, um trem desse naipe não vale um vintém furado.

 

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Concentremo-nos em nossa respiração, por alguns instantes, e ouçamo-la. Se não formos capazes de parar para fazer isso com um mínimo de atenção é porque, provavelmente, não somos capazes de nos concentrar vivamente em absolutamente nada, nem mesmo no que foi dito através destas poucas palavras.

 

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Infelizmente, muitas e muitas vezes, ao invés de nos tornarmos senhores da nossa vontade, acabamos preferindo ser reles escravos dos mais rasteiros desejos e reféns dos mais aviltantes caprichos.

 

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Se nos recusamos a ler, um livro que seja, a respeito dos assuntos que gostamos tanto de dar os nossos palpites, peçamos a Deus para que Ele semeie em nossos corações a decência de nada falarmos a respeito desses mesmos assuntos que, por conta da nossa soberba preguiça, preferimos não compreender.

 

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Telejornal não é, nunca foi, e nunca será, sinônimo de credibilidade excelsa; muito menos fonte inquestionável de informações. Se cremos nisso, se fundamentalmente nos informamos por meio disso, não é preciso dizer o que somos, não é mesmo?

 

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Qualquer um que acredite estar bem informado porque acompanha religiosamente o que é noticiado pelos telejornais, na real, tais figurões, figurinhas e figuraças, não passa de papagaios de pirata depenados que, orgulhosamente, repete tudo, tudinho, o que os donos da sua minguada consciência mandaram dizer, com aquela afetação de criticidade ofendida que só eles sabem fazer.

 

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Se nós não temos interesse nenhum em examinar, com a devida atenção, um assunto, não sejamos cretinos ao ponto de querermos ter uma opinião sobre o tema e, ainda por cima, exigir que os outros ouçam, respeitosamente, o que estamos dizendo sem pensar.

 

Escrevinhado por Dartagnan da Silva Zanela

https://sites.google.com/view/zanela

 

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