Gustavo Corção, em seu livro “As Fronteiras da Técnica”, afirma de forma categórica que não teme a bomba atômica. O que ele realmente teme é a mão que segura a caneta, a mão dos políticos e burocratas que determinam os rumos a serem tomados e que afetarão a vida de muitíssimas pessoas. Lembro-me dessa passagem da obra de Corção devido a um dado que, por razões não tão ocultas assim, não ganhou e não está ganhando a atenção que deveria receber. No caso, é o triste fato de que, segundo pesquisas, os alunos brasileiros seriam os mais indisciplinados, desregrados e licenciosos do mundo. Esse dado vergonhoso nada mais é do que o resultado da mentalidade que se formou a partir das concepções pedagógicas que norteiam as políticas públicas em nosso país. No correr de décadas, essa mentalidade transformou o espaço escolar em uma terra de ninguém, um espaço instável onde as regras não são claras. Nesse cenário, exige-se de forma atávica que os professores realizem a façanha de educa...