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PULANDO SEM PARAQUEDAS - Notas e reflexões heterodoxas

1. O nosso sentimentalismo não é — e nunca será — causa suficiente para gerar um ato de bondade. Na verdade, na grande maioria das vezes, ele é um grande obstáculo.


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2. Há uma diferença abissal entre parecer bom e ser bom; e, para uma pessoa de olhar e discernimento dispersos, distinguir uma coisa da outra é, praticamente, uma impossibilidade.


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3. Como reconhecer um tirano? Eis aí uma pergunta que vale ouro. Na real, há muitos sinais que podem denunciar um figurão desse naipe, mas de todos eles há um que é a sua marca distintiva: querer obstruir a livre circulação de informações sob a justificativa de que está fazendo isso em nome de um "bem maior". Meu amigo, qualquer um que venha insinuar algo assim, pode ter certeza, bom sujeito não é.


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4. Urge ter paciência quando tudo à nossa volta nos convida a mergulhar num oceano de histeria. Urge, mas é um trem danado de difícil manter a cabeça no lugar num quadro assim. E como é!


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5. Ler um e-book é uma maravilha pela comodidade e praticidade de poder tê-lo junto ao nosso celular, ao alcance da vista, em qualquer lugar ou circunstância; mas, sejamos francos, nada se compara a pegar uma obra impressa nas mãos, sentir o cheiro das páginas ao folheá-la e lê-la calmamente sentado em uma poltrona.


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6. Poderíamos fazer um trato: fica terminantemente proibido que torcedores de candidatos derrotados, ao final do pleito eleitoral, queiram lacrar ou mitar dizendo: "E mais uma vez o povo escolheu Barrabás". Pelo amor de Deus, creio que está mais do que na hora de criarmos vergonha nas ventas, recobrar o senso das proporções e parar de vereda com esse tipo de firula.


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7. Se o candidato para quem você estiver torcendo vencer as eleições, pode ter certeza de que foi por vontade de Deus; e se ele perder, não tenha dúvida nenhuma de que, também, foi por vontade d'Ele. Agora, o “X” da questão é: o que o Senhor dos Senhores quer que aprendamos com a vitória ou com a derrota dos candidatos em quem depositamos o nosso voto de confiança? A resposta a essa pergunta é a única que, realmente, interessa.


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Escrevinhado por Dartagnan da Silva Zanela - professor, escrevinhador e bebedor de café. Autor de “UM GRANDE MONTE DE PÓ E SOMBRAS”, entre outros livros.

https://lnk.bio/zanela 





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