Pular para o conteúdo principal

A FUNDA DE DAVI E A ESPADA DE GOLIAS

Boa parte dos problemas que nos atormentam, ao ponto de nos tirar o sono, são fruto de um desvio de perspectiva.

 

Essa é uma daquelas obviedades gritantes que, como toda e qualquer obviedade, acaba sendo desdenhada por nós e, por desdenharmos a dita cuja, acabamos sempre, ao final, montando num porco, como se diz por aí.

 

Problemas, entreveros, dificuldades, encrencas e tutti quanti, não são elementos acidentais da vida humana, nada disso. Eles, juntos e misturados, são fatores centrais da vida de qualquer indivíduo. Não tem mamãe, a barriga me dói.

 

Por essa razão, a maneira como encaramos os problemas faz toda a diferença. Se somos pessoas que preferem encarar tudo de um prisma obtuso e tacanho, sem dúvida alguma, qualquer probleminha será visto como uma tempestade de proporções apocalípticas.

 

Infelizmente muitas são as pessoas que procuram ver e viver as dificuldades por essa perspectiva. Não é à toa que, também, não é pequeno o número de indivíduos que acaba perdendo incontáveis oportunidades por apenas desesperar diante de um e outro obstáculo que a vida lhes impõem.

 

Agora, se nós não fôssemos tão tacanhos, veríamos que, subjacente a todos os entreveros que se apresentam em nosso caminho, há uma infinidade de oportunidades que podem ser exploradas por nós, possibilidades de crescimento pessoal, de aprimoramento de nossas potencialidades, de descobrimento de outras tantas que, até então, não conhecíamos.

 

Mas, para tanto, é imprescindível que, ao nos depararmos com os perrengues, criemos o hábito de agradecer a Deus pela oportunidade que está sendo oferecida para nós por meio de um novo desafio, ao invés de ficarmos praguejando contra tudo e contra todos como, aliás, nós frequentemente fazemos. E fazemos sem pensar. E assim fazemos porque não temos o hábito de parar para pensar no que estamos fazendo com a nossa vida.

 

Escrevinhado por Dartagnan da Silva Zanela

https://sites.google.com/view/zanela

 

Inscreva-se [aqui] para receber nossas notificações.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

OS CRÍTICOS DO PAU OCO

Quando uma palavra passa a ser utilizada em demasia pela grande mídia e pelos autoproclamados “bem-pensantes”, é sinal de que o pobre vocábulo acabou perdendo praticamente todo o seu crédito cognitivo. Quando isso ocorre, ela passa a ser utilizada para sinalizar qualquer coisa e, por isso mesmo, termina significando coisa alguma. E isso, cara pálida, é uma tremenda enrascada porque abre as porteiras da vida para toda ordem de barbaridades. Um bom exemplo disso são os usos e abusos da palavra “crítico”. É educação crítica para cá, é opinião crítica para lá, pensamento crítico acolá; enfim, é um Deus nos acuda porque a única coisa que se faz presente em meio a tanta pretensa criticidade é o espírito de rebanho que, por sua própria natureza, sufoca qualquer possibilidade de uma opinião serena, de um pensamento independente e de uma educação emancipatória. Mas é claro que nós não iremos vestir, jamais, essa carapuça porque, “sacumé”, nós somos “críticos de fato”, não apenas de nome, como...

SOBRE A TIRANIA DO OLHAR ENVIESADO - notas e reflexões heterodoxas semanais

Errarmos na forma é algo compreensível e até mesmo aceitável; agora, errar na intenção não, porque são outros quinhentos. # Quando o homem empenha-se em negar o seu destino eterno, ele acaba, cedo ou tarde, perdendo a sua confiança na natureza humana, porque a nossa natureza decaída, sem o guiamento divino, é tremendamente traiçoeira. # Buscar a sabedoria, em sua essência, significa ter olhos e ouvidos atentos para toda e qualquer instrução que nos for brindada pela vida para, com ela, crescermos em espírito e verdade. # Nem mesmo um santo é capaz de dizer algo que toque profundamente o coração de um orgulhoso. # Deus veio revelar-nos o Seu rosto no rosto humano, nos mostrar a Sua presença perenemente refletida no nosso olhar. # Tomemos cuidado — muito cuidado — para não acabarmos nivelando a realidade ao patamar limitado e limitante das nossas interpretações pretensamente críticas. # A felicidade plena neste mundo é impossível; o impossível necessário. # Uma das principais causas dos ...

O AVESSO DA EDUCAÇÃO

Há um velho provérbio popular que nos lembra que a dor ensina a gemer. Dito de outro modo, seriam os obstáculos e as dificuldades a mãe e o pai do aprendizado, não a vida mansa sem nenhuma espécie de perrengue. Por essa razão, educadores como Jules Payot tinham uma clara consciência da importância da formação, da educação da vontade para que os indivíduos pudessem realmente crescer em espírito e verdade. Quando nossa vontade não é vergada, quando ela não é contrariada, ao invés de nos tornarmos indivíduos independentes, capazes de agir de forma minimamente eficaz, eficiente e efetiva, o que teremos como resultado majoritário são pencas e mais pencas de indivíduos que literalmente desmoronam todas as vezes em que têm a necessidade de realizar uma tarefa que exija um mínimo de esforço focado; porque, ao invés de tornarem-se autônomos, foram reduzidos a meras figuras autômatas. E vejam só como são as coisas: os antigos monges do deserto sabiam muito bem que o único animal que, por sua p...