Pular para o conteúdo principal

PARA ALÉM DOS UMBRAIS DA MORTE

Há certas pessoas que gostam de se colocar na dianteira dos outros com a pretensão de serem líderes de alguma coisa, para poderem ter atrás de si uma penca de seguidores. Tal atitude, como todos sabemos muito bem, no mínimo é uma clara demonstração de insensatez, um incontestável atestado de estulta soberba.

 

Também existem boleiras de indivíduos que, de tão desorientados que são, vivem a procura de alguém para seguir, para lhe trazer alguma consolação para suas vidas vazias e suprir a carência de brilho que impera em suas almas desfibradas e, obviamente, uma vida vivida nesse troteado, é realmente muito triste, para dizer o mínimo.

 

Porém, em todos os cantos desse mundão de Deus, encontramos inúmeras pessoas que procuram trilhar a sua jornada ao lado daqueles que estão, como elas, procurando verdadeiramente viver de forma plena cada um dos seus dias.

 

Tais pessoas, mesmo quando tem um dia de cão e sentem que tudo o que elas fizeram, do nascer ao pôr do sol, foi um retumbante fracasso, compreendem que, mesmo assim, elas viveram este dia plenamente.

 

Isso mesmo! De forma plena. Não é a vitória ou a derrota que nos faz humanamente realizados. Nada disso cara pálida. A plenitude não está em sermos idolatrados por almas desorientadas, muito menos em sermos consolados por ídolos de barro com pretensões megalomaníacas.

 

Uma vida plena é vivida a partir da compreensão de que tudo aquilo que aqui fazemos é uma preparação para tudo o mais que nos espera para além dos umbrais da morte, junto a eternidade e isso, não tem nada que ver com as vitórias e derrotas deste mundo feito de pó e sombras.

 

[CADINHO DE PROSA # 19/08/2022]

Escrevinhado por Dartagnan da Silva Zanela

https://sites.google.com/view/zanela

 

Inscreva-se [aqui] para receber nossas notificações.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

PULANDO SEM PARAQUEDAS - Notas e reflexões heterodoxas

1. O nosso sentimentalismo não é — e nunca será — causa suficiente para gerar um ato de bondade. Na verdade, na grande maioria das vezes, ele é um grande obstáculo. # 2. Há uma diferença abissal entre parecer bom e ser bom; e, para uma pessoa de olhar e discernimento dispersos, distinguir uma coisa da outra é, praticamente, uma impossibilidade. # 3. Como reconhecer um tirano? Eis aí uma pergunta que vale ouro. Na real, há muitos sinais que podem denunciar um figurão desse naipe, mas de todos eles há um que é a sua marca distintiva: querer obstruir a livre circulação de informações sob a justificativa de que está fazendo isso em nome de um "bem maior". Meu amigo, qualquer um que venha insinuar algo assim, pode ter certeza, bom sujeito não é. # 4. Urge ter paciência quando tudo à nossa volta nos convida a mergulhar num oceano de histeria. Urge, mas é um trem danado de difícil manter a cabeça no lugar num quadro assim. E como é! # 5. Ler um e-book é uma maravilha pela comodidade...

XUCRISMO DECANTADO - Notas e reflexões heterodoxas

1. Uma coisa é planejar aquilo que iremos fazer; outra coisa é ficar ciscando em círculo feito galizé ao redor das miudezas de meia dúzia de papéis ornados com gráficos, tópicos e tabelas, achando que, fazendo isso, estamos resolvendo algum problema. # 2. Quando um gestor, chefe ou líder não quer resolver um problema, ele convoca uma reunião. E se as reuniões tornam-se uma fáustica rotina, é sinal de que, além de não quererem resolver os problemas existentes, esses burocratas querem inventar novos problemas para continuarem na mesma — porém, agora com um volume bem maior de pepinos sem solução alguma, só para dar stress e azia. # 3. Não se permita desanimar. Se há uma coisa que o mundo à nossa volta mais deseja é nos ver cabisbaixos, com os faróis da alma à meia-luz, arrastando os para-choques do caráter na poeira da vã-glória. Não se permita. Permita-se chorar, gritar bem alto — a ponto de fazer zunir os ouvidos das estrelas —, mas não se permita desanimar e desistir de seja lá o que ...

NÃO É ASSIM QUE A BANDA DEVERIA TOCAR

Estou lendo, entre outras coisas, o livro “Os Tempos Ásperos” de Jorge Amado. Um baita livro, para o meu gosto. Mas não é a respeito desta sua obra que pretendo parlar, mas sim sobre uma declaração proferida pelo autor em uma entrevista onde disse, de forma lacônica, feito pino de patrola, que ideologias, sem exceção, são todas um monte de fezes. Umas fedem mais, outras mais ainda, mas todas elas, juntas ou separadas, são o que são, e ponto final. Ainda na mesma entrevista, Amado, de uma forma não tão amável, disse com todas as letras que é importante lembrarmos e, se possível for, jamais esquecermos que existem filhos de uma boa mãe de direita, da mesma forma que existem filhos do mesmo naipe de esquerda — e de centro também —, porque, se há uma coisa que é muito bem distribuída neste país, é a canalhice; e se não somos capazes de perceber isso, imagino que está mais do que na hora de revermos alguns conceitos — e preconceitos — que carregamos em nossa algibeira mental. Sobre esse p...