Pular para o conteúdo principal

DIÁRIO DE INSIGNIFICÂNCIAS E INCONGRUÊNCIAS (p. 03)

 

As ondas descomunais que as multidões digitais movem, fazem um estrondo tal que não dá para descrever; e do nada a vida de muitos elas cancelam, arrasam e destroem e, num estalar de dedos, para o nada retornam, com sua vileza, para se esconder.

 

#   #   #

 

Dia virá em que se poderá, mais uma vez, contar uma piada, com a língua solta, ferina e destravada; contar um daqueles gracejos perturbados e sem noção, sem ser cancelado pelos sebosos justiceiros de plantão. Até esse dia chegar, continuaremos, sem o menor juízo, a contar nossos gracejos, fazendo pouco caso da cara desses patrulheiros [ideológicos] do riso libertador e zombeteiro.

 

#   #   #

 

Todo mundo desconfia das opiniões alheias, mas das próprias opiniões, que não são tão próprias assim, praticamente ninguém levanta uma única suspeita.

 

#   #   #

 

Para a mentalidade modernosa contemporânea, soberba e diplomada, qualquer um que se apresente como cristão deve nutrir e manifestar um respeito reverencial por todas as religiões, todas, menos por aquela que foi fundada por Jesus Cristo.

 

#   #   #

 

No coração humano existe um vazio tão grande, tão grande, que somente Deus é capaz de preenchê-lo. Mas como somos teimosos feito uma mula, continuamos enchendo o bicho velho com um monte de tranqueiras idiotas que tratamos como se fossem deusas e aí, não sabemos porque o dito continua tão vazio quanto nossa cabeça oca.

 

#   #   #

 

Ler é ouvir no silêncio com os olhos.

 

#   #   #

 

Ler é ouvir, com atenção, as vozes emudecidas, que se acotovelam nas páginas e nas entrelinhas de um texto, para nos contar algumas verdades inconvenientes e sussurrar outras tantas futricas indecentes.

 

Escrevinhado por Dartagnan da Silva Zanela

https://sites.google.com/view/zanela

 

Inscreva-se [aqui] para receber nossas notificações.



 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A JOIA QUE FOI MALANDRAMENTE PERDIDA

No livro “A bacia de Pilatos”, de Humberto de Campos, há um conto que nos apresenta a história de um padre italiano que estava vindo para o Brasil. Quando o navio estava se aproximando da baía de Guanabara, ele se dirigiu ao convés para contemplar a paisagem. E eis que, do nada, apareceram duas portuguesas. Pediram a bênção e perguntaram se o vigário conhecia o Brasil. Ele disse que sim e que, na sua humilde opinião, não existia lugar mais belo na face da Terra. Impressionadas com o entusiasmo do homem de Deus, perguntaram-lhe como era a fiscalização e, de pronto, ele disse: “Rígida, minhas filhas. Não passa nada.” Então, as duas abriram o jogo. Disseram que estavam vindo para assumir a herança de um tio, uma propriedade em Barbacena (sempre em Barbacena), e que, por isso, estavam trazendo consigo as joias da família; joias essas que estavam há gerações na família e que, por essa razão, não dispunham de nota fiscal. Diante disso, elas temiam perdê-las na aduana. E o que é que o padre t...

LULA E AS MÁS COMPANHIAS

 por Percival Puggina (*) Pais responsáveis certamente não cansam de repetir a seus filhos frases feitas e perfeitas que ecoam mundo afora, através dos milênios, expressas em milhares de idiomas. Uma delas é esta: “Evita as más companhias”. É um ensino da mais rigorosa prudência. As más companhias agenciam o mal e são fonte de desgraça e infelicidade. Quanto mal se evitou no mundo cada vez que essa frase, repetida de modo oportuno, encontrou adesão prudente em quem a ouviu! Escrevo este artigo na noite de sexta-feira 26 de julho. Já repercutem os vilipêndios à fé cristã durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos. É a má companhia que os mal intencionados proporcionam aos idiotas. Estes aceitam os impedimentos às manifestações religiosas populares e majoritárias para que os mal intencionados possam exercer com total liberdade o suposto direito “laico” de desrespeitar a fé alheia. Domingo, a Venezuela decide entre Nicolas Maduro e o banho de sangue prometido à nação caso sej...

NÃO É ASSIM QUE A BANDA DEVERIA TOCAR

Estou lendo, entre outras coisas, o livro “Os Tempos Ásperos” de Jorge Amado. Um baita livro, para o meu gosto. Mas não é a respeito desta sua obra que pretendo parlar, mas sim sobre uma declaração proferida pelo autor em uma entrevista onde disse, de forma lacônica, feito pino de patrola, que ideologias, sem exceção, são todas um monte de fezes. Umas fedem mais, outras mais ainda, mas todas elas, juntas ou separadas, são o que são, e ponto final. Ainda na mesma entrevista, Amado, de uma forma não tão amável, disse com todas as letras que é importante lembrarmos e, se possível for, jamais esquecermos que existem filhos de uma boa mãe de direita, da mesma forma que existem filhos do mesmo naipe de esquerda — e de centro também —, porque, se há uma coisa que é muito bem distribuída neste país, é a canalhice; e se não somos capazes de perceber isso, imagino que está mais do que na hora de revermos alguns conceitos — e preconceitos — que carregamos em nossa algibeira mental. Sobre esse p...