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DIÁRIO DE INSIGNIFICÂNCIAS E INCONGRUÊNCIAS (p. 02)

 

Somente quando nos tornamos capazes de reconhecer o quão grande é a nossa miséria existencial, nem um pouco original, é que começamos a entender o que é essa tal de misericórdia e porque ela deveria estar no centro da nossa vida, de mãos dadas com a verdade, nos ajudando a revisar e revogar os incontáveis juízos, furados e injustos, maquinados por nós no íntimo da nossa alma sebosa.

 

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Essa conversa de lutar por um mundo melhor é uma bela de uma desculpa [furada] para ficarmos repetindo para nós mesmos, como se fosse um mantra, para não termos de nos sentir obrigados a deixarmos de ser o cafajeste [oportunista e engajado] que somos. É muito mais cômodo dizermos que é preciso consertar o mundo, de fio a pavio, do que procurarmos nos emendar, andar no prumo e, é claro, virarmos gente.

 

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Se todo esforço educacional estiver voltado para se acomodar as nossas limitações, ao invés de nos provocar a superá-las, ao invés de amadurecermos, iremos apenas nos tornar pessoas tão frágeis quanto desejosas de mimos e bajulações. E isso é o contrário da educação.

 

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Tornar-se livre é um ato de renúncia. Por isso, a liberdade é, antes de qualquer coisa, uma dura disciplina.

 

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Vitória, conquista, ou seja lá como você gosta de chamar, é aquele momento, guardado em nossa memória, na forma de uma doce lembrança, que por algum tempo nos empolga um pouco, e esse pouco, normalmente, não dura muito não. Geralmente bem menos do que gostaríamos.

 

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Onde houver ódio, que o Altíssimo nos dê a graça de podermos, com o Seu indispensável auxílio, levar o amor que tanto falta em nossos corações. E que Deus nos livre e guarde de cometermos a asneira de confundir a virtude teologal do amor com a insânia, capirótica e politicamente correta, do “ódio do bem”, que não cansa de tentar nos ludibriar com seus malabarismos linguísticos mil.

 

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Uma coisa é abandonar uma disputa por não se importar com o resultado, nem com a repercussão que sua desistência irá provocar; outra coisa, porém, é desistirmos de uma competição por temermos a possibilidade de uma derrota e, principalmente, pelo falatório que poderá vir junto com ela.

 

Escrevinhado por Dartagnan da Silva Zanela

https://sites.google.com/view/zanela

 

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