O que é excessivamente fácil impede o aprendiz de realizar plenamente suas potencialidades, ao mesmo tempo que infunde em seu coração um tremendo sentimento de arrogância e soberba.
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A grande tragédia das classes falantes do mundo contemporâneo — que se creem letradas por serem diplomadas — é que elas confundem facilmente a inspiração das musas com a agitação das massas.
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Como muito bem nos ensina o poeta espanhol Antonio Machado, é de fundamental importância que aprendamos a distinguir as vozes da nossa consciência dos ecos da sua ausência.
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Todos os extremos têm lá as suas razões. Claro, boa parte dessas razões é equivocada, do princípio ao fim; mas, mesmo assim, sempre há aqui e acolá um e outro espasmo de lucidez.
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Cogito, ergo sum. Penso, logo existo. Bem, é aí que a porca torce o rabo, porque após pensarmos, muitas e muitas vezes, logo na sequência, acabamos tropeçando e quebrando a cara, não é mesmo?
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A disciplina é a base do aprendizado — do aprendizado de qualquer coisa. Por isso, a assimilação dessa virtude é tão necessária para a construção do caráter de um indivíduo e isso, cara pálida, leva tempo. Às vezes, uma vida inteira.
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A educação não é, nunca foi e nunca será uma mercadoria. Ela é o meio principal para a formação de um indivíduo. Por isso, tratá-la como um reles produto, como sendo apenas mais um serviço entre outros tantos, é uma baita sacanagem. Para dizer a verdade, é um crime de lesa-humanidade.
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Escrevinhado por Dartagnan da Silva Zanela - professor, escrevinhador e bebedor de café. Autor de “UM GRANDE MONTE DE PÓ E SOMBRAS”, entre outros livros.
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