Muitas vezes se abate sobre nós um terrificante sentimento de tristeza e impotência; e, nestes dias, somos convidados a nos prostrar diante do altar de nossa consciência para podermos nos encontrar com a verdade sobre nós mesmos e, a partir dela, virar essa página de nossa vida para melhor escrevermos a nossa história.
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Todas as vezes que medito sobre os rumos que estão sendo tomados pela educação em nosso país, de um modo geral, confesso que meu coração é inundado por um sentimento de tristeza. Porém, logo em seguida, acende-se em minha alma um facho de luz, pois lembro que a educação nunca se dá em larga escala; ela depende daquilo que nós fazemos em nosso dia a dia, olhando diretamente nos olhos dos nossos alunos, porque é na sala de aula que a “magia” acontece.
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Se nós apagarmos a noção de transcendência, todas as bases daquilo que se convencionou chamar de educação caem por terra, porque a educação não pode ser edificada em si mesma e, principalmente, ela não é um fim em si mesma, mas um meio para nos auxiliar a realizar plenamente a nossa humanidade.
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Um erro que frequentemente cometemos em nossas “interpretações” a respeito da conjuntura em que vivemos é que edificamos em nossa mente uma concepção idealizada do futuro — seja ela uma utopia ou uma distopia — e, com base nela, costumamos reinterpretar todo o passado, o que, inevitavelmente, nos leva a falsear o nosso entendimento do momento presente, a nos iludir com o futuro e a distorcer toda a nossa história.
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Nem tudo aquilo que nós formos enfrentar poderá ser modificado pelos nossos esforços. Há coisas que, feliz ou infelizmente, estão muito além de nossas forças. Porém, nada, nadica de nada, pode ser modificado se não for enfrentado por nós, com todas as nossas parcas forças.
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Conhecer biografias de pessoas que realizaram plenamente suas vocações é um exercício de cura espiritual, que solapa nossa soberba e vaidade e, acima de tudo, semeia em nosso coração a virtude da humildade.
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Muitas pessoas cultivam em seu coração um profundo e inconfessável sentimento de ódio por pessoas que, literalmente, nunca lhes fizeram nada, absolutamente nada. Mas, para infelicidade dessas alminhas sebosas, seu ódio gratuito jamais será maior que a paz que impera no coração de suas vítimas e, principalmente, da paz que poderia governar os seus próprios corações, se elas permitissem isso.
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Escrevinhado por Dartagnan da Silva Zanela - professor, escrevinhador e bebedor de café. Autor de “UM GRANDE MONTE DE PÓ E SOMBRAS”, entre outros livros.
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