De um modo geral e nada preciso, podemos dizer que a maneira de pensar do brasileiro médio — com todos os seus diplomas e certificados de sabe-se lá o quê — acaba sendo frequentemente cingida e diagramada por opiniões soltas em misto com um punhado de ilusões travestidas de justa indignação.
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Como nos ensina o filósofo espanhol Julián Marías, a História vinga-se, pela simples força das coisas, de todas as tentativas de ignorá-la.
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Não devemos, de jeito maneira, querer nos adaptar ao espírito dos tempos, mas sim nos esforçar para absorvê-lo e transcendê-lo dialeticamente.
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Nenhuma mudança — nenhuminha — faz sentido se não estiver alicerçada sobre um fundo de permanência sólido, que seja reflexo e símbolo temporal daquilo que faz morada na eternidade.
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É importante lembrarmos que o tradicionalismo não é o mesmo que o conservadorismo. O tradicionalismo, em todas as suas formas, é apenas uma manifestação de decadência; logo, de mudança revolucionária às avessas.
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A admiração é, de certa forma, um ritual social que, muitas vezes, pode vir misturado com inveja e rancor e, noutros casos, com gratidão e respeito.
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A calúnia e a injúria são as armas prediletas dos pusilânimes, das almas ignaras e dos espíritos sebosos.
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Escrevinhado por Dartagnan da Silva Zanela - professor, escrevinhador e bebedor de café. Autor de “UM GRANDE MONTE DE PÓ E SOMBRAS”, entre outros livros.
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