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FRAGMENTOS DE UM DIÁRIO HETERODOXO #027

Se alguma alma de boa vontade, como nos lembra G. K. Chesterton, tentar ter uma discussão real e honesta com um jornalista ou formador de opinião que sustente uma posição política oposta à sua, este não terá nenhuma resposta, exceto, é claro, os velhos jargões ocos ou um silêncio cínico.


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Onde houver soberba, aí também haverá ofensa e desonra.


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Quando, em um momento de bobeira, nos empolgamos e passamos a crer que nosso entendimento diminuto seria o centro do universo, sem que percebamos, sentimos ecoar em nosso coração a velha tentação que nos convida a querer ser como deuses.


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Miguel de Unamuno nos ensina que a letra mata e que o espírito vivifica. Porém, lembremos que o espírito não é o sentido, porque o sentido não é mais que a razão; e o espírito está além disso: ele é a verdade que envolve e sustenta a razão.


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A palavra, como nos ensina Ortega y Gasset, é um sacramento de mui delicada administração.


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Os vícios destroem tudo, principalmente o nosso precioso e escasso tempo.


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A verdadeira pedra de toque da humildade é a paciência, que, sejamos francos, nós não temos.


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Como muito bem nos ensina Umberto Eco, o progresso também pode significar a necessidade de darmos dois ou mais passos para trás.


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Escrevinhado por Dartagnan da Silva Zanela - professor, escrevinhador e bebedor de café. Autor de “REFAZENDO AS ASAS DE ÍCARO”, entre outros livros.

https://lnk.bio/zanela





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