É muito fácil nos iludirmos, fácil barbaridade, principalmente se acreditamos que estamos imunes a isso. Aí meu amigo, se esse for o caso, não adianta ficar olhando para o nada com aquele olhar de garoupa congelada, pra disfarçar o vexame. Não adianta mesmo. E não tem lesco-lesco. Qualquer um que imagina-se muito crítico, pairando acima de todos os reles mortais alienados, bem provavelmente não passa de um pobre diabo que está com o seu discernimento lazarentiado de ponta a ponta. Tendo isso em vista, penso que as palavras do historiador Carroll Quigley, em seu livro “A evolução das civilizações”, são providenciais. Ele, no referido livro, nos chama a atenção para um problema que frequentemente turva, de modo significativo, a nossa percepção da realidade e bem como a nossa compreensão a respeito da dita-cuja. Quingley lembra-nos que todas as vezes que nos inteiramos a respeito de algum assunto, necessariamente, nós o fazemos tomando como referência um modesto conjun...