Pular para o conteúdo principal

DIÁRIO DE INSIGNIFICÂNCIAS E INCONGRUÊNCIAS (p. 16)

Os bens mais preciosos que podem adornar a alma humana são extremamente simples, como a justiça, a liberdade e o amor. Porém, é importante não nos esquecermos que, tais bens, são também tremendamente frágeis, tão frágeis que podem ser facilmente deturpados pela nossa presunçosa ignorância preguiçosa. E eles são deturpados, como são.

 

#   #   #

 

Todos devem ter liberdade para expressar-se, principalmente aqueles que vivem para nos insultar, crendo que estão nos criticando, pois, se não somos capazes de suportar uma ofensa, uma crítica, ou algo que o valha, dificilmente iremos resistir a uma trombada com a verdade que, diga-se de passagem, é muitíssimo mais ríspida que qualquer xingamento que uma alminha sebosa, politicamente correta, é capaz de imaginar.

 

#   #   #

 

Se um carniça comemora a censura de um desafeto seu, esse sujeito, além de feder, bom sujeito não é, nunca foi e dificilmente será. É ruim dos pés à cabeça e uma tirania totalitária é o que ele, de fato, ama e quer.

 

#   #   #

 

Censura não dissipa dúvidas.

 

#   #   #

 

Calar o divergente não é democrático; é totalitário, mesquinho e indecente.

 

#   #   #

 

É impossível limpar a biografia de um canalha sem insultar a inteligência e falsificar a História.

 

#   #   #

 

Não se transforma uma ficha corrida numa biografia ilibada sem antes esquartejar a verdade, sepultá-la e, na sua lápide, escrever: aqui jaz a mãe das Fake News.

 

Escrevinhado por Dartagnan da Silva Zanela

https://sites.google.com/view/zanela

 

Inscreva-se [aqui] para receber nossas notificações.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

BASTA UMA CANETA AZUL

Um querido ex-professor, em suas aulas, sempre procurava nos advertir que tudo nesta vida tem segundas intenções, mesmo um gentil “bom-dia”; o que não significa, necessariamente, que elas precisem ser más. Pensando nisso, lembrei-me de uma passagem da obra “Ortodoxia”, de G. K. Chesterton, onde o autor nos conta uma historieta muito sugestiva, conhecida popularmente como “a parábola do poste”. Conta-nos ele que, em uma cidadezinha qualquer, havia um poste de luz que seria removido pelas autoridades públicas e, para tanto, foi feita uma grande campanha para “esclarecer” a população sobre a importância da remoção deste trambolho barroco que atrapalhava a via pública e que, de acordo com os mesmos, era muito antiquado, desalinhado e, por isso, não ornava com os novos tempos. Papo vai, papo vem, e a galera galerosa estava toda muito animada com a remoção do dito-cujo e, em meio a toda essa empolgação, eis que apareceu um frade franciscano, com seu surrado hábito cinza. Ele se inscreveu par...

A EDUCAÇÃO NÃO PODE SER RIFADA

O futuro dos filhos de Deus não está à venda, mesmo assim, tem gente que quer porque quer rifá-lo, em regime de urgência.   Semana passada, fomos todos pegos de surpresa pelo anúncio do governo do Estado que pretende, na voada, iniciar o processo de terceirização da gestão de duzentos Colégios e, ao anunciar esse controverso projeto, afirmava que o fazia com seu burocrático coração cheio, até a tampa, de boas intenções, dando-nos a entender que o futuro dos filhos de Deus lhes pertence.   Não, não lhes pertence e, quanto às suas boníssimas intenções, é importante lembrarmos que aquele lugarzinho, que exala enxofre, está repleto delas.   Dito isso, sigamos com o andor. Quando o assunto em pauta é a tal da educação, inúmeros equívocos acabam se sobrepondo e, em razão disso, os reais problemas que afetam a formação das crianças e dos jovens acabam sendo desdenhados, devido a quantidade de questões secundárias que são colocadas em destaque, nas nossas vistas, em regime de urg...

A UNHA ENCRAVADA QUE NARCISO NÃO VIU

A verdade não existe; há apenas impressões pessoais, diz o sujeito que afirma que tudo é relativo. O engraçado nessa afirmação é que, além de ser autocontraditória, é negada frontalmente pelas atitudes das pessoas que dizem defendê-la até debaixo d’água. Reparem, e reparem bem, como a galera que diz que tudo é relativo chega salivar, com as veias do pescoço saltadas, quando alguém tem a petulância de discordar de uma vírgula de qualquer coisa que elas afirmam como sendo certa. E eis que, num estalar de dedos, toda aquela afetação de ponderação vai pro vinagre, tendo em vista que para esses abençoados, tudo é relativo, tudinho, mas suas opiniões, convicções ideológicas e o caramba a quatro, são inquestionáveis. Detalhe importante: o problema não está no relativismo em si, mas sim, no uso canhestro que se faz dele. Ora, uma coisa é relativizarmos o nosso ponto de vista, como uma estratégia metodológica para entendermos situações, realidades e pessoas que, muitas vezes, são muitíssimo dif...