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DIÁRIO DE INSIGNIFICÂNCIAS E INCONGRUÊNCIAS (p. 16)

Os bens mais preciosos que podem adornar a alma humana são extremamente simples, como a justiça, a liberdade e o amor. Porém, é importante não nos esquecermos que, tais bens, são também tremendamente frágeis, tão frágeis que podem ser facilmente deturpados pela nossa presunçosa ignorância preguiçosa. E eles são deturpados, como são.

 

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Todos devem ter liberdade para expressar-se, principalmente aqueles que vivem para nos insultar, crendo que estão nos criticando, pois, se não somos capazes de suportar uma ofensa, uma crítica, ou algo que o valha, dificilmente iremos resistir a uma trombada com a verdade que, diga-se de passagem, é muitíssimo mais ríspida que qualquer xingamento que uma alminha sebosa, politicamente correta, é capaz de imaginar.

 

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Se um carniça comemora a censura de um desafeto seu, esse sujeito, além de feder, bom sujeito não é, nunca foi e dificilmente será. É ruim dos pés à cabeça e uma tirania totalitária é o que ele, de fato, ama e quer.

 

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Censura não dissipa dúvidas.

 

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Calar o divergente não é democrático; é totalitário, mesquinho e indecente.

 

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É impossível limpar a biografia de um canalha sem insultar a inteligência e falsificar a História.

 

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Não se transforma uma ficha corrida numa biografia ilibada sem antes esquartejar a verdade, sepultá-la e, na sua lápide, escrever: aqui jaz a mãe das Fake News.

 

Escrevinhado por Dartagnan da Silva Zanela

https://sites.google.com/view/zanela

 

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