Pular para o conteúdo principal

IGNORÂNCIA BANDIDA

Você, eu, todos nós já tivemos que enfrentar maus bocados na vida e, com toda certeza, muitos outros estão nos aguardando nos tempos que estão por vir e isso, é claro, não é um bicho de sete cabeças. Nada disso. É apenas a vida como ela é e sempre será.

 

De todos os perrengues que vez por outra temos que encarar, provavelmente o pior de todos é quando somos tomados por um grande estado de confusão, confusão essa que foi parida pela nossa limitada compreensão a respeito de tudo, mas, principalmente, a respeito de nós mesmos.

 

Na verdade, bem na verdade, boa parte de todas as situações que nós vivemos, e que nos deixam apoquentados, são fruto dessa nossa ignorância a respeito de quem somos e, é claro, de quem podemos vir a ser com a maneira como vivemos a nossa vida.

 

Boa parte dos dias da nossa existência vadia, seguimos o nosso passo meio que no automático e, na melhor das hipóteses, vamos mecanicamente cumprindo com todas as nossas obrigações, sem pensar muito no babado.

 

Na pior das hipóteses, oscilamos entre o automatismo de nossos deveres profissionais e alguns momentos de apatia, frente a algum entretenimento midiático qualquer, para não pararmos, nem por um instante, para refletir sobre a falta de propósito que toma conta de nossa alma.

 

Quando permitimos que isso ocorra - tanto na primeira como na segunda situação - estamos nos reduzindo a uma reles engrenagem de algo que lavora noite e dia para nos esvaziar e nos alienar e, assim o é, porque fazemos questão de ignorar quem nós somos e, é claro, desprezamos tudo, tudinho, o que nós poderíamos realmente ser se procurássemos nos conhecer um pouquinho melhor.

 

Escrevinhado por Dartagnan da Silva Zanela

https://sites.google.com/view/zanela

 

Inscreva-se [aqui] para receber nossas notificações.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

É NO FOGO BRANDO QUE SE PREPARAM OS GRANDES MANJARES

Com o objetivo de resolver pequenos problemas é que surgem grandes inventos. Um destes, sem dúvida alguma, é a panela de pressão. Quem gosta das lides junto ao fogão sabe o quanto essa abençoadinha facilita a nossa vida. Há muito comprei uma para, é claro, ver se eu cozinho mais depressa. Sim, para cozinhar certas coisas e resolver determinados problemas, a urgência acaba sendo necessária; já outros, por sua natureza peculiar, demandam tempo e paciência — tempo que muitas vezes nos falta e paciência de que frequentemente não dispomos. E se há algo que todos nós deveríamos apreciar e ponderar com muita paciência são os “debates” que, de tempos em tempos, acabam tomando o centro das atenções. Estes, do seu jeitão todo especial, instigam-nos a nos indignarmos do nada e, com sangue nos olhos, a bradarmos aos quatro ventos a nossa opinião, tomando partido por essa ou por aquela bandeira, ideia, proposta ou por qualquer esparrela deste gênero. Tal fenômeno torna-se mais curioso quando esses ...

O PESO DAS COISAS SIMPLES - Notas e Reflexões Heterodoxas Semanais

É muito fácil esquecer o enorme esforço psíquico que é exigido de nós para podermos aprender qualquer coisa com um mínimo de profundidade e destreza. No caso de algumas pessoas, nem isso — tendo em vista que inúmeros indivíduos nunca, nunquinha, se esforçaram minimamente para aprender algo com um mínimo de destreza e profundidade. # Todo brasileiro, inclusive eu e você, carrega no âmago de sua alma o cadáver de uma pessoa, de um indivíduo que poderia ter nascido e realizado mil e uma façanhas, mas que não nasceu porque foi abortado por nossa preguiça nem um pouco original. # Existem muitas coisas nesta vida que, por sua natureza, são complexas e, diante delas, devemos nos esforçar para estarmos à altura de sua complexidade. E não existe nada mais complexo neste mundo do que as coisas simples da vida. Não é à toa, nem por acaso, que nos complicamos por completo quando somos confrontados por elas. # Um dos elementos fundamentais que é, de certa forma, desdenhado por toda essa turma que v...

ESPARRELAS PUBLICITÁRIAS NADA EDIFICANTES

É curioso ver que na arena do poder — e fora dela também — muitíssimas pessoas se esforçam para mostrar para todo mundo, menos para Deus, que são pessoas de valor e não sujeitinhos cuja dignidade tem um preço, sempre devidamente atualizado e corrigido pela inflação. E o que mais chama a atenção é que, quanto mais essas figuras, figurinhas e figurões tentam provar que são criaturas de alma ilibada, mais se enrolam nos próprios pés. Na verdade, todos nós, em algum momento de nossas vidas, acabamos por cair nesse tipo de esparrela e terminamos por pagar aquele mico existencial nada original de querer posar de detentores de uma dignidade que não nos pertence. Bem, noves fora zero, há um momento em que todos nós podemos ver com clareza de que material é feito o nosso caráter e qual é a têmpera de nossa alma: é quando estamos diante da morte; da nossa morte. É quando estamos frente à possibilidade de ficarmos cara a cara com ela que realmente iremos descobrir qual é a envergadura do noss...