Pular para o conteúdo principal

ZERO, OU MENOS QUE ISSO

É importante procurarmos, ao final de cada dia, realizarmos um bom exame de consciência para avaliarmos em que nos aprimoramos, no que nos avacalhamos e, é claro, em que medida fizemos uma e outra coisa.

 

Para fazermos um bom exame de consciência é preciso que levantemos algumas perguntas que, necessariamente, nós mesmos teremos que respondê-las.

 

Muitas são as perguntas que podemos realizar a nós mesmos para analisarmos a nossa pessoinha e, de todas elas, creio que duas não podem, de jeito maneira, serem colocadas para escanteio.

 

A primeira, que deveríamos levantar, no silêncio do nosso coração, ao final de todo santo dia, seria: o que eu aprendi hoje? Ao fazermos essa perguntinha é importante que tenhamos um pequeno caderno para anotarmos em suas páginas o que foi aprendido por nós, como se esse fosse um “diário”, ou um “livro-caixa”.

 

A segunda questão: o que eu deixei de aprender hoje? Essa danada, se devidamente meditada, irá nos apresentar os inúmeros subterfúgios que nós criamos para fugir do conhecimento e da responsabilidade que vem junto com ele.

 

E, é claro, ao refletirmos sobre essa segunda pergunta, também devemos tomar nota em nosso “livro-caixa” do saber para, ao final do ano, verificarmos o quanto aprendemos e, principalmente, o quanto deixamos de aprender.

 

E é aí, meu bom amigo, que a porca vai torcer o rabo, porque corremos o risco de descobrir que o resultado pode ser zero, ou menos que isso.

 

[CADINHO DE PROSA # 29/08/2022]

Escrevinhado por Dartagnan da Silva Zanela

https://sites.google.com/view/zanela

 

Inscreva-se [aqui] para receber nossas notificações.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

PULANDO SEM PARAQUEDAS - Notas e reflexões heterodoxas

1. O nosso sentimentalismo não é — e nunca será — causa suficiente para gerar um ato de bondade. Na verdade, na grande maioria das vezes, ele é um grande obstáculo. # 2. Há uma diferença abissal entre parecer bom e ser bom; e, para uma pessoa de olhar e discernimento dispersos, distinguir uma coisa da outra é, praticamente, uma impossibilidade. # 3. Como reconhecer um tirano? Eis aí uma pergunta que vale ouro. Na real, há muitos sinais que podem denunciar um figurão desse naipe, mas de todos eles há um que é a sua marca distintiva: querer obstruir a livre circulação de informações sob a justificativa de que está fazendo isso em nome de um "bem maior". Meu amigo, qualquer um que venha insinuar algo assim, pode ter certeza, bom sujeito não é. # 4. Urge ter paciência quando tudo à nossa volta nos convida a mergulhar num oceano de histeria. Urge, mas é um trem danado de difícil manter a cabeça no lugar num quadro assim. E como é! # 5. Ler um e-book é uma maravilha pela comodidade...

XUCRISMO DECANTADO - Notas e reflexões heterodoxas

1. Uma coisa é planejar aquilo que iremos fazer; outra coisa é ficar ciscando em círculo feito galizé ao redor das miudezas de meia dúzia de papéis ornados com gráficos, tópicos e tabelas, achando que, fazendo isso, estamos resolvendo algum problema. # 2. Quando um gestor, chefe ou líder não quer resolver um problema, ele convoca uma reunião. E se as reuniões tornam-se uma fáustica rotina, é sinal de que, além de não quererem resolver os problemas existentes, esses burocratas querem inventar novos problemas para continuarem na mesma — porém, agora com um volume bem maior de pepinos sem solução alguma, só para dar stress e azia. # 3. Não se permita desanimar. Se há uma coisa que o mundo à nossa volta mais deseja é nos ver cabisbaixos, com os faróis da alma à meia-luz, arrastando os para-choques do caráter na poeira da vã-glória. Não se permita. Permita-se chorar, gritar bem alto — a ponto de fazer zunir os ouvidos das estrelas —, mas não se permita desanimar e desistir de seja lá o que ...

NÃO É ASSIM QUE A BANDA DEVERIA TOCAR

Estou lendo, entre outras coisas, o livro “Os Tempos Ásperos” de Jorge Amado. Um baita livro, para o meu gosto. Mas não é a respeito desta sua obra que pretendo parlar, mas sim sobre uma declaração proferida pelo autor em uma entrevista onde disse, de forma lacônica, feito pino de patrola, que ideologias, sem exceção, são todas um monte de fezes. Umas fedem mais, outras mais ainda, mas todas elas, juntas ou separadas, são o que são, e ponto final. Ainda na mesma entrevista, Amado, de uma forma não tão amável, disse com todas as letras que é importante lembrarmos e, se possível for, jamais esquecermos que existem filhos de uma boa mãe de direita, da mesma forma que existem filhos do mesmo naipe de esquerda — e de centro também —, porque, se há uma coisa que é muito bem distribuída neste país, é a canalhice; e se não somos capazes de perceber isso, imagino que está mais do que na hora de revermos alguns conceitos — e preconceitos — que carregamos em nossa algibeira mental. Sobre esse p...