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PARA NÃO TERMINAR COM OS BURROS N’ÁGUA

Como bem nos ensina Miguel de Unamuno (acho que foi ele, se não me falha a memória), a filosofia é uma espécie de sacerdócio, o sacerdócio do homem livre. Infelizmente, não são poucas as almas servis que, sem dó, aviltam essa nobre prelazia.

 

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A galera do bem, e a turma das pessoas de bem, vivem confundindo princípios universais com a sua aplicação prática em espinhosas situações.

 

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Numa sociedade midiatizada, podemos dizer que o uso da palavra, escrita e falada, foi democratizado. Nesse cenário, as almas medíocres agitam-se tomando a palavra para si e, de forma leviana, querem porque querem calar a verdade, enquanto as almas aquilatadas se permitem ser tomados pela palavra para poder, através dela, comunicar-se com a verdade e a ela servir.

 

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É importante lembrar e, se possível for, nunca esquecermos que, os atos de bravura nem sempre são feitos por coragem. Muitas vezes, as razões são outras e nem um pouco virtuosas.

 

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Frequentemente a tal da paciência nos falta, justamente nos momentos em que mais nós precisávamos dela. E todas as tragédias que são gestadas e paridas em nosso vida o são justamente porque não compreendemos, com a devida clareza, que o aprendizado de todas as virtudes é, antes de qualquer coisa, um exercício de paciência.

 

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Se nossa vida é vivida sem o cultivo de momentos de recolhimento e silêncio interior, corremos o sério risco de semearmos nela uma sucessão de erros que, com o tempo, irão nos apresentar os seus pútridos frutos em uma colheita amarga.

 

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Muitas e muitas vezes acabamos com os burros n’água porque, ao invés de nos concentrarmos no resultado que almejamos atingir, nos preocupamos demasiadamente com as possíveis desculpas que iremos apresentar, para os outros e para nós mesmos, se o êxito não for colhido por nossas mãos.

 

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Escrevinhado por Dartagnan da Silva Zanela - professor, escrevinhador e bebedor de café. Autor de “REFAZENDO AS ASAS DE ÍCARO”, entre outros livros.

https://lnk.bio/zanela




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