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Mostrando postagens de Novembro, 2019

GENTE HISTERICAMENTE CRÍTICA

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Ver um punhado de deputados de meia pataca, que praticamente nunca fizerem algo que fosse realmente valoroso, montarem um circo midiático/parlamentar para dizer, garbosa e soberbamente, que eles não querem que os cidadãos/eleitores os critiquem por meio das redes sociais e, principalmente, para ficarem boquejando que o professor Olavo de Carvalho seria apenas e tão somente um “pseudo-filósofo”, um “astrólogo”, um “ideólogo”, ou dalgo do gênero, é, literalmente, o fim da rosca. O fim da rosca mesmo. Na verdade, é a cara dum país que, por décadas e décadas, teve mentes e almas arrombadas, moral e intelectualmente, por toda ordem de canalhas que se apresentavam, e se apresentam, com aquela pose patética de “sinhô Dotô” das couves com pulgão.
Escrevinhado em 27 de novembro de 2019.



SOMOS MAIS DO QUE ISSO

Existem certas frases que são repetidas a exaustão nas mais variadas ocasiões e circunstâncias e que, de certa forma, são aceitas por nós como sendo a mais pura e cristalina expressão da verdade; porém, no frigir dos ovos, não são nada disso.
Uma delas é aquela que reza que nós, brasileiros, não gostamos de política; que política, religião e futebol não se discutem.
Cresci ouvindo isso e, até certa altura da minha porca vida, repetia o dito como se expressasse fielmente a realidade.
Pois é. Basta que paremos um cadinho para olhar o mundo a nossa volta para constatarmos que, se há uma coisa que o brasileiro gosta de discutir, é sobre a dita cuja da política.
Seja nos botecos, ou na intimidade das famílias, as pessoas, dum modo geral, acabam sempre parlando sobre o assunto.
Há quem diga que isso seja um fenômeno da atualidade, motivado pelas tais redes sociais. Bem, tal observação não me parece, assim, tão exata.
Puxando pela ideia, como a gurizada diz por aí, lembro-me vivamente da imagem do…

O PIOR DOS PROFESSORES

O sucesso é um professor horrível. Isso mesmo: péssimo. A razão disso é que ele, frequentemente, leva o caboclo a acreditar que perder, ou não ter razão a respeito dalgo, seria o equivalente a fracassar redondamente como pessoa. Pois é, mas não é bem assim que a banda da vida toca. Na real, viver é uma sucessão de erros e equívocos mesclados com um e outro acerto e, a forma como lidamos com tudo isso é que denota o que estamos aprendendo e que tipo de sujeito estamos nos tornando. E é por isso que, muitas vezes, o sucesso é uma bosta. Não por causa dele em si, mas porque nós somos demasiadamente vaidosos e, facilmente, acreditamos que somos o máximo sem, ao menos, termos realizado algo mínimo.
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Sonhos que são deixados para trás acabam se convertendo em rancores futuros. Sonhos que são transubstanciados em projetos acabam dando um propósito para os dias que estão por vir.
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Olhemos para o passado, para a história, não para criticar tudo o que já foi feito pela humanidade, muito menos …

CONSIDERAÇÕES PONTUAIS

O povo não quer apenas pão; a galera acebolada quer pão, gole e circo. Esse último, pode ser na forma de tretas – viscerais ou entre compadres - nas redes sociais.
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Inibição intelectual é um claro sinal de fraqueza moral.
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Em um mundo imbecil, clareza é poder.
### Deus revela-Se aos simples, não aos diplomados tapados.
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Essa ridícula sanha, manifesta por algumas alminhas, de querer lacrar a qualquer custo e em toda e qualquer circunstância, é um trem pra lá de macabro.
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É muita leviandade insultar aqueles - cujo o nome desconhecemos - que colocam suas vidas em risco para servir e proteger. É covardia. Soldados que, muitíssimas vezes, morrem cumprindo o seu dever; protegendo, inclusive, aqueles indivíduos que os insultam - com base num punhado de clichês ideológicos de quinta categoria - para, assim, parecerem pessoas boazinhas e limpinhas perante o tribunal da lacrosfera.
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Se tivéssemos um pingo de respeito pela memória dos milhões e milhões que foram vítimas dos atrozes genocídios…

NA BOCA DO SAPO

Pobre da nossa mãe gentil Que por anos e anos a fio Vê-se mordida e parasitada Por essa instituída praga
Que gangrena tudo a fundo Levando todos os brasileiros A colocarem-se num doloroso luto Vendo esse pútrido puteiro
Que tornou-se o país inteiro Nas mãos desses carnicentos togados Que com canetadas dignas de alcoviteiros
Reduzem tudo ao vil império dos malacos Que avacalham com o Brasil todo, inteiro, Costurando o nosso futuro na boca de sapos.
Poetado por 17 de novembro de 2019.

PONTOS FORA DO CONTO

Estamos, definitivamente, na era da memecracia, onde tudo começa e termina com prints e memes; inclusive a democracia, ao que tudo indica.
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Pior que a corrupção que impera nos quatro cantos de nossa triste nação é a total falta de senso das proporções que reina em nossos corações.
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Camponeses com tochas. É nisso que eu acredito.
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Qualquer um que vive no conforto dum condomínio fechado, deveria pensar duas vezes antes de abrir a boca para falar em segurança pública porque, feliz ou infelizmente, existem muito mais dramas entre o céu e a terra do que presume sua consciência crítica.
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Se o caboclo escreve mais de duas vezes, num único parágrafo, a expressão “Estado democrático de direito”, das duas uma: ou o infeliz tem algum problema na cumbuca ou está pra lá de mal intencionado, desde os fios de cabelo da cabeça até a pontinha da unha do dedinho do pé.
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Antigamente tínhamos a direita da esquerda; hoje, temos a esquerda da direita; no frigir dos ovos todas essas tranqueiras acabam…

REFLEXÕES LARGADAS E SOLTAS

Quero apenas um pouco de silêncio, tranquilidade é o que eu quero. Mas isso, por hora, neste mundo, é uma iguaria que não temos e, talvez, nunca teremos.
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Todo canalha acha bonito dizer que os fins justificam os meios. Velada ou não, essa é regra de vida dessa tigrada. Já aqueles que tentam ser minimamente decentes, entendem que os fins devem qualificar os meios e estes, dignificar aqueles.
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Uma vida fácil é o éden ansiado por todo aquele que tem por deus o seu estômago, fazendo da gastrimargia e do hedonismo sua mundana liturgia.
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Quem gosta de bandido, vandalismo e vagabundagem é intelectual.
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Em regra, quem ganha a vida falando dos “dramas” das chamadas “camadas populares” não conhece os reais sofrimentos do povo trabalhador.
Escrevinhado em 14 de novembro de 2019.

NÃO HÁ HABEAS CORPUS NO INFERNO

O bacharelismo canhestro que, desde muito, impera nessa pátria de tupinambás e botocudos é, de fato, uma erva-daninha bem xarope que não há quem livre essas terras em que se plantando tudo dá.
É de causar um reboliço no estômago ver gente chique e elegante, quer dizer, uma galerinha cafona e irritante, com toda aquela afetação de superioridade, com seus chiliques de desprezo, explicar, digo, esnobar na cara do cidadão acebolado que ele nada sabe a respeito deste babado chamado direito.
Quando vejo isso sendo manifesto, frente à incompreensão dalgo que, com o perdão do termo, realmente é difícil de engolir, onde algumas figuras posam, com todo aquele artificioso ar de “otoridade”, dizendo o óbvio ululante, ignorando que, no frigir dos ovos, tal atitude apenas aumenta mais e mais a indignação frente ao emaranhado de absurdidades que, neste triste país, traveste-se com os andrajos rotos duma tal de normatividade.
Diante de tais acontecimentos, há dois pontos que, peço licença para lembrar; …

APENAS UNS VERSINHOS SONSOS

Ou nada é Por acaso, Ou tudo só É ocaso.
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Só conseguiremos melhorar Se não nos esquecermos Dos joelhos dobrar E rezar.
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Aprendamos a estender a mão Para aquele nosso irmão Que está a muito no chão Cansado de tantos nãos.
Poetado em 14 de novembro de 2019.

MINHA HELENA DODÓI

A minha menininha ficou febril, Nada prestava, nada ela queria, Parecia que toda a sua alegria De uma só vez a deixou e partiu.
E a dor que a ela afligia Em meu velho coração feria e doía Pois nada mais fere o nosso peito Do que ver nossa cria daquele jeito
Toda jururu enleada num cobertor Com os olhinhos miúdos de cansaço, Quietinha, pra tentar evitar a dor.
Ah! Meu Deus! Não sei o que faço Para fazer com que minha princesinha Volte a nos contagiar com sua alegria.
Poetado em 14 de novembro de 2019.

REPÚBLICA, NO BRASIL, É GOLPE

Sou anarquista, desde a primavera da minha vida e, por isso mesmo, neste fatídico 15 de novembro, e em todos os dias do nosso calendário, declaro que sou, aberta e francamente, um monarquista confesso.
Escrevinhado, 15 de novembro de 2019.

DITOS (I)MORAIS

A humildade não é apenas o caminho para a verdade. Ela é, da sabedoria, sua morada.
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A distração nos retira do caminho que nos leva a verdade e, inevitavelmente, cedo ou tarde, nos condena a soberba.
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Saber o que falar e quando fazê-lo é tão difícil quanto saber quando calar.
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Alguns são dotados duma alma molenga; outros duma alma rija feito pedra. Porém, pior que ser molenga ou rígido, é sermos indivíduos pastosos, porque quando assim o somos, acabamos por nos julgar pessoas prudentíssimas quando, na verdade, somos apenas miseravelmente medíocres e covardes.
Escrevinhado em 13 de novembro de 2019.

VERSINHOS [I]MORAIS

O temperamento do sujeito Determina do seu jeito A temperatura do peito.
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A paralisia da mente Destrói o caráter Rapidamente.
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Quando no poço chegamos ao fundo É porque está na hora de, altivos, Desafiarmos os lacaios deste mundo.
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Não sou colérico nem fleumático, Nem sanguíneo, nem melancólico. Sou apenas um aloprado psicótico.
Poetado em 13 de novembro de 2019.

A ARTE DE GOVERNAR

Governar, em certa medida, significa alocar recursos. Governar bem seria sinônimo e alocar recursos de modo eficaz, eficiente e efetivo. Governar mal, por sua deixa, seria utilizar-se dos recursos e meios disponíveis como se não houvesse amanhã. Isso vale tanto para o governo duma nação, como para o autogoverno da vida dum cidadão. Isso é uma obviedade. Sim. Uma obviedade olimpicamente desdenhada por inumeráveis cidadãos e governantes.
Escrevinhado em 13 de novembro de 2019.

MEDO

O medo devora a alma Sem fazer barulho E com muita calma.
Poetado em 13 de novembro de 2019.

EXCRECÊNCIAS

Não espere nenhuma excelência Desses mal paridos filhos duma égua Que vivem mal frojados de toca ou beca Para que não sejam facilmente reconhecidos
E não sejam de pronto chamados educadamente De excrecências pelo acebolado povo sofrido Que já está de saco cheio com essa gente Que falam de modo elegante e polido
As mais absurdas barbaridades possíveis E, fazem isso, achando-se incríveis, Mas que, no fundo, bem lá no fundo,
Não passam de almas horríveis Que adoram fazer desse mundo Um lugar triste e imundo.
Poetado em 11 de novembro de 2019.

ATUALIZANDO DANTE

Penso que não deveríamos confundir serenidade e lucidez com uso recatado e elegante do vernáculo.
Dum modo geral, uma pessoa com a boca suja, que pouca pelota dá para a imagem que fazem de sua figura, é muitíssimo mais sincera e humana – e, por isso, mais digna de credibilidade - que pessoas artificiais e sebosas que ficam esforçam-se para dar a impressão de apolínea isenção, simulando urbanidade, cuidando zelosamente da etiqueta para, assim, tentar agradar tanto a gregos como a troianos para, ao final, é claro, tirar alguma vantagem, mesmo que isso signifique jogar na lata de lixo o apreço e o amor pela verdade.
Enfim, se Dante vivesse hoje entre nós, provavelmente em sua Divina Comédia, ele descreveria parte do caminho para o inferno com sendo uma estrada pavimentada por empreiteiras infernais com os crânios de gente dissimulada e afetada, e diria que o trono do cão seria forrado e ornado com a pele e com os ossos dos isentões de plantão.
Ops! Espere aí. Parece-me que ele disse isso, p…

MAQUIAVEL MATEANDO NA GROTA

Muitos se escandalizam com os traidores que aparecem aqui e ali; rasgam suas vestes quando veem antigos companheiros mudarem de lado sem uma justificativa que dê para engolir.
Tal escândalo é justo, tendo em vista que isso é feio pra caramba, porém, vale lembrar que, feliz ou infelizmente, tais trairagens fazem parte das lides políticas miúdas desde a primavera dos tempos.
Desde que o mundo é mundo, boa parte das pessoas que se engalfinham nas disputas rasteiras pelo poder, não se aliam a Fulano tão só e simplesmente por aquilo que o dito cujo defende, ou por causa do brilho cintilante dos seus olhinhos.
Na maioria acachapante dos casos, as pessoas aliam-se a Fulano porque querem muito, muitíssimo, derrotar Beltrano e, por isso mesmo, tal pacto parece-lhe, num dado momento, muito mais vantajoso para realizar esse intento, justo ou não.
Doravante, logo que Beltrano é derrotado, tchã tchã, os aliados de ocasião, oportunistas profissionais, de ontem, saltam longe da barca e mudam sua estraté…

AO VERDEVALDO UM PRESENTINHO

E eis que aquele gringo forasteiro Que se apresenta a nós, brasileiros, Com aquele jornalismo chinfrim e barato Acabou levando, hoje, um belo dum sopapo
Do velho jornalista Augusto Nunes Que foi por ele rudemente insultado Por ter-lhe dito umas boas verdades Que feriram o seu pútrido ego inflado.
O Verdevaldo, como é pelo povo chamado, Ficou meio que perdido e desnorteado Com a bela canhota que levou na cara
Na frente do Brasil que ao Pânico assistia E, ao mesmo tempo, ria e compartilhava A lição bem dada que na fuça ele recebia.
Poetado em 07 de novembro de 2019.

SOBRE A CPMI FECAL

A ridícula CPMI dos memes segue, E vai indo de vento em popa, E não há nesta terra quem negue Que nessa grande e furada canoa,
Que são as tais instituições, Iremos ver cedo ou tarde Mentirosos, larápios e ladrões Posando como arautos da verdade
E nós, pobres e reles morais, Teremos que pelejar mais e mais Numa sociedade absurda e sem paz
Só porque uns cabras querem calar A tia do zap e o celular do rapaz Que ousam se divertir e se informar.
Poetado em 08 de novembro de 2019.

TÁ NA HORA

No final das contas, e no frigir dos ovos, tudo nestas terras de Pindorama, e em sua circunvizinhança, acaba sendo visto e [mal] entendido como sendo um malfadado golpe. É golpe de Estado, golpe branco, golpe militar, tudo sempre termina em golpe; visto por muitos como um fruto vil dum monte de intrigas, visto por outros como sendo algo intempestivo; já para muitos daqueles que estão de fora do fervo fomentado pelas lutas políticas, todas essas tretas acabam sendo encaradas como apenas mais um golpe de sorte (ou de falta dela). E, em alguns casos, põe sorte nisso. Porém, todavia e, entretanto, vale lembrar que não é de sorte que deve viver um homem, nem uma sociedade. Por isso, creio que está mais do que na hora de saltarmos pra diante e tentarmos ser mais esclarecidos - eita palavrinha horrorosa - ou, pelo menos, minimamente mais astutos que as raposas que se engalfinham pelo mando geral deste pardieiro que chamamos de nação.
Escrevinhado por Dartagnan da Silva Zanela, em 10 de novemb…

O BRASILEIRO À PROCURA DO BRASIL

Os brasileiros, dum modo geral, desde 2013, estão procurando a dita cuja da sua identidade e, nessa procura, ao que parece, estamos nos perdendo de nós mesmos.
Não digo isso do alto dum pedestal, com toda aquela pose de autoridade. Nada disso. Digo, como modesto bebedor de café que sou, diante de tudo que vejo, penso e que, por isso mesmo, me inquieto.
Sim, essa talvez seja a pergunta de ouro, que mereça ser não apenas e simplesmente discutida, mas também e principalmente, ser meditada da forma devida e apropriada, sem muita conversa fiada e, é claro, sem afobação.
Se nossos olhos voltam-se unicamente para o presente momento e, procuram nele, uma imagem ou um símbolo que traga para nossa alma algum alento, lamento dizer, mas estamos apenas a aprofundar mais e mais o nosso tormento enquanto sociedade e como indivíduos.
Infelizmente, gostemos ou não de admitir, nos falta a devida e indispensável profundidade. Somos rasos. É necessário que nossas raízes toquem fundo o solo de nossa história …

PARA MINHA DIL

Lembro-me como se fosse hoje Do primeiro dia que a vi Com seus cabelos negros como a noite E com sua voz suave feito carmim.
Pensava eu com meus botões: Quem me dera poder acompanha-la E partilhar com ela a mesma casa Unindo, como um só, nossos corações.
O pensado com o tempo vingou E, cá estou, a comemorar com ela Mais um ano que se passou
De nossa jornada por essa terra, Mais um aniversário do meu amor Que dia após dia torna-se mais bela.
Poetado em 07 de novembro de 2019.

A LITURGIA DO WC

Lembrem-se amiguinhos de jamais chamar os supremos togados de “vocês”, porque, fazer isso, é coisa de fascista; é antidemocrático; é feio e magoa profundamente as "excelências". Por isso, se um dia, um de vocês, tiver a felicidade de cruzar o caminho dum desses deuses redivivos, não se esqueça de dar aquela caprichada numa genuflexão. Sim, isso não é preciso, mas o inflado ego deles irá amar.
Escrevinhado por Dartagnan da Silva Zanela, em 06 de novembro de 2019.

TÁ TUDO GARANTIDO

Não me venha com essa conversa fiada De Luigi Ferrajoli e Alessandro Baratta E demais membros desta trupe intelectual Que com suas obras gestam entre nós o mal.
Minha fonte de inspiração primeira era E é o senhor Gregório de Matos Guerra Aquele que era chamado Boca do Inferno E que sempre usou a pena e o verbo
Para avacalhar com toda a bagaceira Que é orquestrada por essa gente fina Com diploma e crina cheia de brilhantina
Que quer viver sempre sem eira nem beira Rindo da cara do Afegão médio e acebolado Que carrega a triste sina de ser otário.
Poetado em 10 de novembro de 2019, por Dartangan da Silva Zanela.

FAÇA ISSO

Antes de qualquer coisa fazer Dobre seus joelhos de uma só vez E reze para um bom conselho receber Daquele que o nosso bem sempre quer ver.
Poetado em 09 de novembro de 2019.

MATUTADAS DUM BEBEDOR DE CAFÉ

Desde a aurora dos tempos desta triste nação, tanto historiadores e cientistas sociais, como cronistas e literatos dum modo geral, sempre apontaram como sendo um dos maiores cancros de nossa aturdida sociedade, o bacharelismo com seus rompantes e eructações de superioridade a reger os descaminhos da brasilidade. Era, continua sendo e, ao que tudo indica, continuará a ser por muito e muito tempo.
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Diante dos atuais acontecimentos, desencadeados pela decisão dos Supremos, veio-me a mente algumas das lições que nos são ensinas através das obras de René Girard e de Frédéric Bastiat. Lições essas que, por sua natureza, em mim despertam temor e tremor e que, por isso mesmo, não podem ser reduzidas e enquadradas no quadrinho bacharelesco que tantos, neste triste país, nutrem um afrodisíaco apreço.
Escrevinhado por Dartagnan da Silva Zanela, em 10 de novembro de 2019.

AO PRESIDENTE DA CÂMARA

O presidente da Câmara dos Deputados Anda muito, mas muito nervosinho Porque o povo não para de chama-lo De Nhonho, só porque ele é reforçadinho.
Sua excelência está tão pau da vida Que disse que irá rapinho tomar Todas as devidas e necessárias medidas Para o povo todo, num só ato, calar.
Meu Deus do Céu! Não seja Tonto! Pelo visto ninguém ensinou o Nhonho Que quanto mais o cabra fica irritadinho
Com o sarro que tiram da sua cara Maior e mais ácida se torna a farra Só pra vê-lo noite e dia de beicinho.
Poetado em 08 de novembro de 2019.