Postagens

Mostrando postagens de Agosto, 2019

A GRANDE JORNADA [mp3]

Imagem
RESUMO: A vida humana, a nossa vida, pode ser vista como sendo uma jornada. Isso mesmo! Como uma grande jornada. Mas, por quê? Por quê? Bem, essa é a reflexão que nos dispomos a compartilhar hoje com você, amigo leitor/ouvinte, do JORNAL FATOS DO IGUAÇU.
Coluna falada gravada por Dartagnan da Silva Zanela, no dia 28 de agosto de 2019, diretamente DO FUNDO DA GROTA - http://zanela.blogspot.com/


ENTRE RUI E OS BARBOSAS

Imagem
Um discurso é um momento ímpar onde uma gentil alma, na posição de orador, tem a grata oportunidade de partilhar com os seus algumas reflexões sobre a vida, sobre a trama de sentidos que a compõe.
Infelizmente, tais almas são escassas atualmente nessas terras de Pindorama. Nesses momentos únicos ao invés de termos a partilha de luzes temos, com uma frequência indesejável, a afronta das sombras da ignorância presunçosa onde tais momentos são desperdiçados ou com colóquios grosseiros, ou com a pura falta de amor ao próximo à verdade.
Chega ser sofrível, por exemplo, ir a uma formatura e ouvirmos “otoridades”, diplomadas ou não, discursar. Dependendo do rincão que se esteja, ouve-se preleções de improviso que não chegam nem mesmo a ser uma fala de meia-pataca; noutros, não passa duma leitura sofrível de alguma mensagem mequetrefe extraída dalgum site. Enfim, tais momentos acabam apenas atestando que nessas plagas abundam o desamor pela palavra e, principalmente, pelo que ela pode fazer por…

A GRANDE QUESTÃO [mp3]

Imagem
RESUMO: muitas são as interrogações que levantamos em nosso dia a dia e, consequentemente, no correr de nossa vida; mas, de todas as perguntas que nos assombram, qual delas deveríamos priorizar? Essa é a reflexão que nos dispomos a compartilhar com você amigo leitor/ouvinte, do JORNAL FATOS DO IGUAÇU.
Parlado por Dartagnan da Silva Zanela, no dia 21 de agosto de 2019.

REFLEXÕES DA GROTA # 002

Imagem
O choro é livre. Todo mundo sabe e, sadicamente, muitos gritam isso aos quatro ventos para a infelicidade geral dos mimisentos. Porém, vale lembrar que o riso também é livre e, até o momento, não foi tributado pelo Estado; inclusive, até onde se sabe, não existe nenhuma restrição do Ministério da Saúde. Por isso, ria, porque rir é bom; mas lembre-se que rir à toa e de tudo é um clássico sinal dum mal disfarçado desespero.
>>><<<
Nada ofende mais as almas medíocres do que serem lembradas que existem pessoas que são imensamente superiores a ela; ainda mais se essas aquilatadas pessoas viveram num tempo em que não existiam badulaques eletrônicos e que, se hoje fossem vivinhas, não dariam a mesma importância que é dada pelos parvos digitais, que tanto abundam no mundo contemporâneo, para a porra dos aparelhos celulares. Sim, tais brinquedinhos são bons e úteis, porém, estão mui longe de serem tudo.
>>><<<
Não confundamos uma aparente estabilidade emocional …

SER CRIANÇA PARA DEIXAR DE SER INFANTIL

Imagem
Conta-se que o escritor Julian Green sempre foi muito sensível ao mundo noturno dos temores infantis; ao mundo dos temores infantis e bem como das alegrias pueris. Infelizmente, com o passar do tempo, tais imagens, que encantavam o referido escritor, acabam por cair nas brumas do esquecimento que pairam sobre o coração de cada um de nós.
E o que é mais chamativo nesse fenômeno - de desdém dos primeiros anos de nossa vida - é que, ao mesmo tempo em que matamos a criança que há em nós, acabamos por viver os nossos dias da vida adulta de modo infantil; o que, por sua deixa, demonstra, ao seu modo, a nossa profunda incompreensão do ensinamento de Cristo, quando Este disse que o reino dos céus seria das criancinhas (Matheus XVIII; 1-6).
Das crianças, não das almas soberbas e infantilizadas.
Sobre isso, ocorre-me agora uma passagem de G. K. Chesterton, onde ele nos fala algo que considero muito bacana. Diz-nos ele que para impressionarmos uma alma adulta [brutalmente infantilizada] com a abert…

UM SINAL DE LUZ [mp3]

Imagem

É O QUE TEMOS PARA O MOMENTO

Imagem
Jair Bolsonaro está longe de ser o presidente ideal; ele também não está nem um pouco próximo de ser um grande Estadista. Sim. Estou sabendo. Já ouvi falar disso.
Mas da forma como isso é dito por inúmeras lideranças políticas, e por muitos cidadãos anônimos "de bem" e "do bem", dá-se a impressão de que até o momento da véspera tivemos apenas gigantes ocupando a mais elevada cadeira dessa triste república. E é cada gigante “mermão” que eu nem te conto.
Por isso, de minha parte, prefiro ficar com a constatação feita a muito por Humberto de Campos, que dizia que nosso cenário político é similar a nossa fauna: não há gigantes.
Não há, não houve e demorará ainda um bom tempo para termos algum.
E não nos esqueçamos de que não estamos, também, tão próximos de sermos os magnânimos cidadãos que imaginamo-nos ser.
Escrevinhado por Dartagnan da Silva Zanela, 20 de julho de 2019.


O ABACAXI NACIONAL

Imagem
Em nossa patética história republicana, sempre se dizia que todo o infeliz que assumia a presidência do país teria quatro anos (um pouco mais, um pouco menos) para, quem sabe, tentar resolver os problemas acumulados em quinhentos anos de história.
De certa forma esse dito maldito tinha e tem lá a sua ponta de verdade.
Hoje, todavia, temos que atualizar um pouco essa fala. Agora, qualquer um que tiver a despeite de assumir a presidência desta república macambúzia (o Borsa, neste quadriênio), terá de resolver as encrencas acumuladas em cinco séculos de história, juntamente com os problemas que foram maliciosamente gestados e cinicamente cevados durante os dezesseis anos de governança petista, em parceria com os seus parças fisiológicos.
Resumindo o entrevero: a mim não interessa muito quem seja o infeliz que hoje esteja a ocupar a cadeira presidencial, porque este tem uma encrenca descomunal em suas mãos, caso queira realmente mudar os rumos em que a brasílica carroça trilhou em quinhentos…

NARCISO DA DEPRESSÃO

Imagem
Recentemente, não faz muito, estava a reler o livro “O Supremo Apedeuta” de Janer Cristaldo. Na verdade não faz um mês que reli essa sulfúrica obra cujo autor tive a felicidade tê-lo conhecido pessoalmente.
Isso ocorreu por volta de 2007, se a safadinha da minha memória não está me traindo. Em 2014 ele veio a falecer. Fora vitimado por um câncer. Que Deus o tenha, apesar das rusgas que ele causticamente nutria contra o Altíssimo.
Enfim, noves fora zero, lembro-me agora do seu tom corrosivo, sem perder a elegância, que tanto admirava em suas crônicas. Creio que a primeira crônica de sua lavra que li foi no ano de 2000. À época acompanhava suas escrevinhações no site “Baguete diário”; depois em seu blog e, mais tarde, através de seus livros.
Mas do que eu estava falando mesmo? Ah! Sim, do livro que, não faz muito, estava relendo, “O Supremo Apedeuta”. Neste, como em todos os livros do referido, o autor nos chama a atenção para aquele fenômeno tão característico das gentes destas plagas: o …

NÃO ESTUDE A DITA CUJA DA HISTÓRIA

Imagem
Somente uma pessoa profundamente ignorante manda alguém estudar história. Somente um tonto, de mente deformada, pelo uso contínuo e sem moderação de viseiras ideológicas, fica mandando os outros estudar aquilo que elas mesmas nunca estudaram. Quer dizer, acreditam que conhecem tudo porque um dia ouviram falar algo, mais do que vago, sobre a parada.
Ora, qualquer um que, de fato, dedica-se ao estudo da dita cuja da história, sabe muito bem que o trem é complicado, cheio de nuanças e que exige de nós, meros morais, uma profunda dedicação e uma baita dose de sinceridade para poder reconhecer e compreender, mesmo que de longe, uma e outra verdade que, por sua deixa, são sempre complicadíssimas de serem entendidas pelas multidões de “entendidos” no assunto.
Infelizmente e, em regra, toda essa galerinha que assim procede - mandando os seus desafetos políticos estudarem história - tem um conhecimento raso do babado que, na maioria dos casos, se resume a um amontoado de cacoetes mentais e dum p…

MUITO MAIS DO QUE “LINDIA”

Imagem
Muitas pessoas ao lerem uma obra como “A Odisseia” de Homero, ou “A Divina Comédia” de Dante Alighieri, as acham difíceis pra caramba, complicadas e, por isso, acabam considerando-as ruins e chatas.
Aliás, quem nunca, não é mesmo? Quem nunca?
Pois é. Possivelmente tais pessoas se considerem mais aquilatadas que as referidas obras e, talvez, façam isso sem querer querendo.
Também é bem possível que essas pessoas (nós, muitas vezes, somos essas pessoinhas), jamais pararam para pensar que a razão delas não serem capazes de entender livros dessa envergadura se deveria ao fato de não serem boas o bastante para tê-las em suas mãos. Quem o diga para lê-las.
E, não pensaram nisso, porque, talvez, essa gente se ache “lindia”, muito mais do que “lindia”, não é mesmo? Pois é; só que não. Não somos tão "lindios" quanto imaginamos que somos.
Escrevinhado em 06 de agosto de 2019, por Dartagnan da Silva Zanela.


REFLEXÕES DA GROTA # 001

Imagem
Se um idiota vier aporrinha-lo com sandices mil, cagando regra com pose de sinhô dotô, ignore-o. Ignore-o porquê é isso que ele merece. Na real, nem isso.
>>><<<
É preciso ter muita coragem para seguir em frente; isso é uma grande verdade. Doutra parte é necessária uma dose cavalar de ousadia para desistir; e isso é outra baita verdade.
>>><<<
Quem tem medo é porque deve. Deve, nega que deve e tem raiva de qualquer um que ouse querer cobrar aquilo que é devido.
Escrevinhado em 06 de agosto de 2019, por
Dartagnan da Silva Zanela.


PEQUENOS GESTOS

Imagem
D. Pedro II era uma figura magnânima; autor de inúmeros atos de singular grandeza.

Dentre esses atos, um que me chama muitíssimo a atenção, era o fato dele utilizar boa parte de sua dotação - dos seus recursos pessoais - para auxiliar jovens talentos, financiando os seus estudos e criando escolas pelo Brasil a fora.
Resumindo: ele tirava dinheiro do próprio bolso para investir em educação, de modo similar a muitíssimos políticos republicanos contemporâneos. Ops.! Só que não, infelizmente.
Bom seria se nossos homens públicos procedessem de forma similar ao nosso último Monarca. Como seria bom.
E vejam, não estou afirmando que deveríamos ter uma maior fatia do erário público destinado a dita cuja da educação. Não é disso que se trata a questão.
O que afirmo é que seria muitíssimo interessante se tivéssemos pessoas aquilatadas, bem educadas e de grande espírito público, como D. Pedro II o fora, entre nossos representantes públicos. Só isso.
Já sei, já sei; acho que estou querendo demais. Entã…