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Mostrando postagens de Maio, 2019

O CARINHA QUE NÃO FALAVA JAVANÊS

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O mundo de hoje é um trem muito do esquisito mesmo. Quer dizer, não o mundo, a gente mesmo acabou ficando assim, desse jeitão meio esquisito.
Entre as muitas esquisitices que tomam conta das páginas da vida contemporânea, uma que me chama a atenção é a displicência com que muitíssimas pessoas afirmam não entenderem nada do que leem e muito menos algo daquilo que ouvem.
E afirmam isso com certa soberba, diga-se de passagem, dizendo: “Hehehehehe! Não entendi nada do ele quis dizer”. Como se isso fosse algum tipo de vantagem evolutiva ou algo que similar.
Nos dias atuais, literalmente, fazer pouco caso do conhecimento tornou-se motivo de orgulho. Pior. Ao que parece, ser estulto [diplomado e registrado] tornou-se um novo tipo de argumento de autoridade.
Isso mesmo. Se não entendo, se desconheço, ou não existe ou não é importante e ponto final.
Chega ser engraçada a cara de espanto que alguns indivíduos fazem quando alguém diz uma palavra que eles desconhecem e, por isso, fazem aquela carinha …

FRASES CAÍDAS ENTRE FOLHAS SECAS

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Como certa feita o palhaço havia dito: histeria não é coragem.
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Só pra constar: cara de “cool” não é sinônimo de decência, nem de seriedade.
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- Mestre, para que servem os chatos? - Para nos lembrar de nossa chatice nada original.
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Dizem por aí que está rolando uma guerra fratricida; uma peleja entre aqueles que se denominam “os filhos da luz” contra aqueles que seriam tidos como sendo “os filhos das trevas”. Na verdade, os membros, de cada um dos grupelhos, imaginam que são os filhotes da luz e julgam que os outros é que seriam os malparidos rebentos das trevas. Enfim e no fundo todos os envolvidos nesse furdunço não passam duns filhos da puta. Só isso e olhe lá.
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Quando voltamos nossos olhos para o passado, campeando preciosidades entre as produções culturais de antanho que foram paridas nessa terra de desterrados, descobrimos, entre outras coisas, que há obras de valor inestimável que, infelizmente, são sumamente desdenhadas pelos sábios diplomados de agora e que, grande …

A TRISTEZA DE DOM QUIXOTE

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Toda vez que ouvimos o termo “burguês”, a primeira imagem que nos vem à mente é a de uma classe social. Tal imagem, em si, não é incorreta; porém, a burguesia, o aburguesar-se, é muito mais do que apenas uma referência a uma determinada posição socioeconômica ocupada por um indivíduo; é, antes de qualquer coisa, um estado de espírito.
É próprio deste quadro que o indivíduo acabe agindo de modo avaro, movendo-se meramente por impulsos sensuais. Quadro este que se manifesta das mais variadas formas e, por vezes, muitos daqueles que acreditam, sinceramente, estarem combatendo a tal da burguesia, não fazem outra coisa senão reforçar essa mentalidade e, por fim, acabam, também, aburguesando-se.
Neste sentido, o espírito burguês não é característico duma única classe social. Ele se faz presente em todas, pois esse espírito se caracteriza pelo fato de que os indivíduos imersos nele encontram-se mui satisfeitos com a nulidade existencial, mas jamais estão contentes com aquilo que possuem em ter…

NOVOS AFORISMOS DA VELHA ALGIBEIRA

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Todo aquele que reluta em aprender algo novo, que não quer nem saber de ler um livro, assim o é porque, em regra, toda alma vazia costuma bastar-se a sim mesma. Para ela, sua nulidade é tudo.
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O celular, com as bobagens que nele carregamos, é todinho nossos, todinho ele, pois sabemos o trabalho que tivemos para adquiri-lo. Aliás, a tranqueira não é nem um pouco barata, não é mesmo? Já as bobagens, que chamamos de nossas, todinhas elas, não nos pertencem, porque, na maioria dos casos, não sabemos donde vieram e nem mesmo nos esforçamos para recebe-las, armazena-las e repeti-las, como se fossem todinhas nossas.
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As pessoas podem, um dia, nos trair; já os livros, nunca fariam uma vilania desta. Nunca.
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Sim, o cão é o melhor amigo do homem. Por isso, não seria incorreto afirmar que o livro é o cão que levamos – ou que nos leva - passear através do olhar.
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- Mestre, o que seria esse tal de destino?
- É a incerteza apresentada diante do livre-arbítrio.

Dartagnan da Silva Zanela, 13…

AMANHECE NAS MARGENS DO IGUAÇU

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Antes do sol cortar, com seus raios apolíneos, a penumbra da madrugada, o galo desperta e coloca-se a cantar. Quer dizer, assim era; hoje, não mais. Quem agora me coloca desperto é o celular que, do seu jeito, tomou o lugar do relógio e do galo.
Enfim, com ou sem o canto galináceo, antes do sol tomar o seu devido lugar na abóboda celeste, seu Tibúrcio se apresenta para mais um dia que se inicia, com aquela disposição de galderio que ele tão bem aprendeu com seu pai - que Deus o tenha.
Tibúrcio, o homem da língua ferina, num certo dia, logo após ter lavado seu rosto no tanque, se demorou por alguns instantes frente ao reflexo de sua face que lhe era apresentada pelo velho espelho, um tanto oxidado, pendurado num preguinho numa das tábuas da parede da lavanderia de sua modesta casa.
Olhou; massageou o rosto firmemente em movimentos que iam da direita para esquerda e vice-versa. Olhou fixamente para a cicatriz que ele ostentava sob seu supercílio direito e parou. Volveu o rosto novamente; o…

DIANTE DO SANTÍSSIMO

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O castelo interior Que foi edificado Lentamente Dia após dia Com fé e amor Treme seus alicerces Quando está diante Do corpo santíssimo De Nosso Senhor.
Dartagnan da Silva Zanela, 21 de maio de 2019.


LETRA VIVA

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A velha palavra, gasta, forma Uma agridoce e bela miragem, Com os contornos duma poesia, Para comunica-nos a verdade.
Dartagnan da Silva Zanela, 21 de maio de 2019.


AFORISMOS CAÍDOS DA ALGIBEIRA

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Não existe nada que seja gratuito nessa vida. Nada. Tudo tem um preço. O que, no fundo, difere alguns gestos de certos atos é que uns são feitos por dinheiro e com interesses escusos mil, e outros são realizados com tudo o que temos, mesmo que seja pouco, por amor.
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A idade, conforme avança, pra poder nos entregar a maturidade, acaba por levar de arrasto todas as nossas ilusões juvenis. Graças a Deus. Isso é muito bom. Muito bom mesmo.
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Não queira ser foda. Isso é frescura de caboclo de personalidade fraca. Seja gente. Isso sim é que é ser foda.
Dartagnan da Silva Zanela, 21 de maio de 2019.



INGRATIDÃO DAS INGRATIDÕES

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Todo enriquecimento intelectual, segundo as palavras do escritor Miguel Sanhes Neto, é ilícito. Todo. Não há exceção para essa regra.
Tudo aquilo que matutamos, sobre os mais variados assuntos, foram extraídos, indevidamente, por nós das obras dos autores que lemos, ou furtados a partir da audiência duma preleção ouvida aqui ou acolá.
Tudo aquilo que sabemos, tudo aquilo que, com o tempo, aprendemos, nós tomamos do patrimônio da humanidade, que foi acumulado, lentamente, através dos séculos.
Tomamos, não devolvemos e nos recusamos a pagar juros que, por sua deixa, seria a nossa modesta contribuição para o butim universal do saber.
Por essas e outras que o escritor Leon Bloy estava montado na razão quando disse que todos nós, no fundo, não passamos de um bando de mendigos ingratos. E põe ingratos nisso.
Tomamos tudo o que sabemos das gerações que nos antecederam, usamos e abusamos do patrimônio que nossos antepassados laboriosamente construíram e, gentilmente, nos legaram para, ao final, fa…

ENFIM, OREMOS

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Diante dos últimos acontecimentos, lembrei-me duma lição de Eugen Rosenstock-Huessy. Ele nos ensina que, quando os amigos não mais conseguem dialogar, e se entender, é sinal de que nós estamos caminhando para uma crise. E, ao que tudo indica, estamos no meio duma.
E tem outra: o mesmo nos lembra que quando os inimigos não mais são capazes de se entender, por meio do diálogo, isso estaria sinalizando claramente que estamos caminhando, em maior ou menor velocidade, para uma peleja. E, ao que parece, estamos próximos disso. Espero que não.
Enfim, seja como for, oremos.
Dartagnan da Silva Zanela, 19 de maio de 2019.


MANIPULÁVEIS

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Protagonismo jovem [criticamente dinâmico] fomentado por adultos [criticamente maliciosos] é manipulação pura e simples de inconsequentes, reduzidos a condição duma massa da manobra; redução essa feita por imprudentes ideologicamente perturbados.
Dartagnan da Silva Zanela, 19 de maio de 2019.


SOBRE A IDIOTIA CRÍTICA

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O idiota útil é muito idiota para entender que ele está sendo útil, que está sendo usado por almas sebosas, que ele não conhece, para realizar finalidades que ele compreende e, por isso mesmo, o infeliz acredita que é uma alminha crítica. Criticamente idiota.
Dartagnan da Silva Zanela, 17 de maio de 2019.


LER É PRECISO! E O RESTO É RESTO

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Uns leem uma obra de ficção para se perder; para se esquecer, mesmo que momentaneamente, dos entreveros do dia a dia; e isso não deixa de ser algo bom. Outros deitam suas vistas sobre as laudas de um livro para se encontrar; para, imaginativamente, viver uma vida que eles gostariam de ter vivido, mas que não foi e não está, no momento, sendo vivida; e isso, por sua deixa, é muito bom. Enfim, todos, quando lemos, querendo ou não, acabamos, mais cedo ou mais tarde, encontrando pistas que nos ajudam, que nos guiam rumo a direção daquele que nós devemos ser, daquele que esperamos nos tornar.
Dartagnan da Silva Zanela, 09 de maio de 2019.


AFORISMOS DA VELHA ALGIBEIRA

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É compreensível que queiramos esconder nossos defeitos dos outros; muitas vezes isso é necessário por uma questão de sobrevivência. Agora, o que é inaceitável é que escondamos essas tranqueiras de nós mesmos; fazer isso é atentar contra a integridade da própria alma.
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Todo tímido tem uma existência paradoxal. Na sua cuca, todos estão olhando-o, reparando em cada movimento que ele faz; mas, na real, ninguém está nem aí para a sua existência.
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No fundo, todos nós vivemos numa pequena província. Seja num vilarejo, numa metrópole ou mesmo no emaranhado de web sites, o lugar onde cada um transita diuturnamente acaba, sempre, se resumindo a meia dúzia de lugares. Lugares esses em que vivemos nossa vida.
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Todos nós, com o correr dos anos, acabamos por cometer um punhado de erros e equívocos. Alguns se arrependem e procuram, na medida do possível, corrigi-los. Outros não. Estes preferem preservá-los e incensá-los; por isso uns acabam chamando-os de experiência adquirida e outros de c…

A FACE DESDENHADA DA REALIDADE

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Construir qualquer coisa que valha, dum modo geral, exige sempre um montão de trabalho. E trabalho, como todos nós muito bem sabemos, exige tempo. Tempo que, por sua deixa, desde eras imemoriais, é um dos ativos mais preciosos que existe – se não for, de certa forma, o de maior valor.
Lembro-me disso, nesse momento, porque, um dos elementos mais quistos entre nós é o desperdício do dito cujo e o estímulo à destruição de tudo que foi estabelecido com o vagar dos séculos em nome do que, na atualidade, é tido como sendo a mais refinada expressão do tal do progresso humano. E fazemos tudo isso pouco nos importando com as consequências desta nossa escolha imediatista e atabalhoada.
Permitam-me um exemplo muito simples disso que estou apontando: o filósofo francês Émile-Auguste Chartier (vulgo Alain), diz-nos que seria um grande erro toda essa inquietação que muitos nutrem em desejar que as instituições de ensino se foquem naquilo que é essencialmente atual. Tal ênfase seria, sem nada pôr, se…

SE POSSÍVEL FOR

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Ler não é um entretenimento; é um exercício. Um exercício que se for devidamente praticado pode render bons frutos em nossa alma.

De minha parte, procuro dedicar-me a ela, a tal da leitura. Bem, é isso que faço a respeito e, acredito que, até o momento, tal empreitada vem me rendendo alguns bons frutos.
Quanto àqueles que não praticam esse exercício com um mínimo de regularidade, não tenho nada a dizer e, pra ser franco não estou nem aí.
Aliás, tenho sim algo a dizer: acho cômica essa desgraça porque é, no mínimo, esquisito vermos pessoas falando, com aquele tom de excelsa gravidade, sobre a importância da dita cuja da leitura sem realmente a ela dedicar-se.
Enfim, agora calo-me. É melhor assim. Diante de gente deste naipe o melhor que temos a fazer é calar e ficar, como se diz, apenas observado.
Observado sem rir, se possível for.
Dartagnan da Silva Zanela, 07 de maio de 2019.


UMA ARTE IGNORADA

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Saber falar é importante; mas, mais importante que isso é saber o que falar. E tem outra: tão importante quanto isso, falar, seria saber calar e, também, ser cônscio sobre o que deveríamos silenciar.
Bem, no fundo, tudo isso, no frigir dos ovos, é uma coisa só; quem não sabe calar, não sabe ouvir e, consequentemente, não tem nada para dizer. Nada que mereça ser ouvido.
Dartagnan da Silva Zanela, 07 de maio de 2019.


HONRA AO DEMÉRITO

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Essa turminha que imagina que ranhetice e rebeldia engajada seriam uma forma excelsa “consciência política” e de “manifestação artística” crê, candidamente, que por viverem saltando duma balburdia aqui para um furdunço acolá, os tornaria merecedores do recebido de um prêmio de distinção e louvor pelo seu patético comportamento [depre]cívico. Só que não.

Dartagnan da Silva Zanela, 07 de maio de 2019.


MATUTANDO POR PROCURAÇÃO

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Falar em nome de grupos é sempre uma porcaria. Com o perdão da palavra, quando assim procedemos, estamos, sem nos darmos conta, sepultando nossa autônima juntamente com nossa inteligência.
A razão disso é muito simples – não simplista. Quando nos apresentamos, digo, quando imaginamos que somos uma espécie de porta voz dum grupo, duma organização, de uma ideologia ou que qualquer tranqueira desse naipe, nós, literalmente, deixamos de ver o mundo com os nossos olhos, e de matutarmos por nossa conta e risco, para apenas fazermos isso se tivermos uma procuração de nossos pares, ou de nossos lordes ocultos, que nos autorize a fazê-lo e, em regra, tais procurações, são sempre cheias de restrições quando ao que pode ser visto, sobre o que pode ser dito e, é claro, a respeito do que pode ou não ser pensado.
Enfim, por essas e outras que, como dizia o velho Jorge Amado, toda ideologia é uma merda.
Dartagnan da Silva Zanela, 09 de maio de 2019.


EM COMUNHÃO

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Na solidão nos encontramos conosco mesmo porque podemos, no íntimo de nossa alma, dialogar com toda a humanidade e nos apresentar diante de Deus com nossa escarrada face.
Em meio à multidão isso não é possível; ela nos devora e dissolve nossa alma. A agitação e os ruídos incessantes nos impedem de ouvir o outro e de nos reconhecermos nele, tornando toda e qualquer possibilidade de diálogo uma quimera, terminando por nos distanciar de Deus e, consequentemente, acaba por nos separar de nós mesmos.
Por essas e outras que, quando somos apartados dos momentos silentes e solitários, nos tornamos incapazes de sermos gente e, consequentemente, desaprendemos rapidamente o significado real do vocábulo "próximo" quando ele é evocado e, principalmente, quando ele está diante de nós.
Dartagnan da Silva Zanela, 09 de maio de 2019.

UMA CERCA ENTRE DOIS PALANQUES

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Adoro uma boa troça. Não apenas isso. Acredito, sinceramente, que a vida tornar-se-ia uma bosta se o enxovalho e a sátira fossem banidos de nossa vida.
Mas atenção! A chacota apenas tem vida quando é feita sem ódio no coração. Quando ela é feita simplesmente por despeito, aí não tem graça não. É apenas um troço pra lá de feio.
De mais a mais, falar mal de outrem, simplesmente porque temos ódio do caipora, não nos torna um herói. Apenas faz de nós um palhaço, sem graça ou maquiagem.
E tem outra: a fronteira que separa a sátira do ataque vil é mui estreita. Estreita pra burro. E os palanques desta delicada cerca estão firmados entre o coração de quem as escreve e na alma daquele que as lê.
Enfim e por isso que não são poucos os que se estrepam no arame farpado que estabelece esse delicado limite.
Dartagnan da Silva Zanela, 09 de maio de 2019.


DIA DAS MÃES

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Nessa semana, junto com um pequeno grupo de colegas, estávamos conversando a respeito do dia das mães e sobre os dilemas das famílias nos dias de hoje e, lá pelas tantas, uma colega havia dito que não gostava de assistir homenagens feitas para as mães nessa data porque, era uma e duas, e ela já chorava.
Uns confirmaram o mesmo sentimento e outros se mantiveram silentes sobre o assunto.
Eu, de minha parte, manifestei-me dizendo: eu não choro não. Não tem perigo de correr uma lágrima sequer pelo meu rosto.
Minha amiga olhou firmemente pra mim e perguntou a razão disso e, então, lhe disse: se eu chorar, rapidamente lembrarei de minha mãe me dizendo: “engole esse choro piá!”
Obrigado mãe, por tudo, principalmente por ter-me ensinado a engolir minhas fraquezas, todas elas, para encarar o mundo e a vida de frente.
Te amo e feliz dia das mães.
Dartagnan da Silva Zanela, 12 de maio de 2019.


ENTRE UM E OUTRO PONTO CEGO

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Quanto uma pessoa diz que “sempre pensou isso ou aquilo”, tenha certeza de duas coisas: ela não sabe o que diz e muito menos o que está [supostamente] fazendo.
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Vejam só: a galerinha limpinha da grande mídia está aprendendo a falar palavrões por causa do Olavo. Mais um pouco, quem sabe, essa gente chique e diplomada aprende a ser sincera e a falar com o coração na mão com o professor Olavo.
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Os amigos permanecem, pouco importando como está o tempo e a maré. Amigos brigam um com o outro, tretam entre si, dão um tempo até, mas, ao final, se perdoam e se ajudam, porque se amam. Agora, uma coisa é certa: traíras são incapazes de compreender e viver isso porque não sabem amar. E o pior é que as pessoas descobrem essa dura verdade quando já é tarde demais e das piores formas possíveis.
Dartagnan da Silva Zanela, 11 de maio de 2019.


OS NOVOS ESCLARECIDOS

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Antigamente, lá pelos idos de minha porca juventude, um jovem apresentava-se como rebelde “esclarecido” e “crítico” por ter lido um livro. Nossa! Ele leu um livro...
Para recuperar a sanidade, nesta época, bastava um pouco de tempo e algumas leituras a mais para que nos flagrássemos de nossa idiotia nada original.
Hoje os tempos são outros. Em outros temos nós estamos.
Atualmente basta que o infante – não tão infante assim - pinte o cabelo, ou faça uma tatuagem, beije na boca e, quem sabe, fume um e integre uma trupe para que se sinta o suprassumo do esclarecimento, da criticidade.
E é cada esclarecimento que, só por Deus.
Enfim, diante deste quadro, francamente, não sei o que poderia ser feito para livrar a pobre alminha agrilhoada neste estado criticamente crítico de alucinação coletivista, aja vista que o indivíduo deve, necessariamente, reconhecer que está carecendo de ajuda o que, infelizmente, não é o caso. Não é o caso mesmo.
Dartagnan da Silva Zanela, 07 de maio de 2019.



ALMINHA MIRRADA

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Uma reles opinião não poderia – e não deveria – ser o reforço de uma personalidade. Porém, todavia e, entretanto, na sociedade brasileira de nossos dias, onde muitíssimas pessoas tem em seu peito um coração de geleia animado por uma alma de papelão, uma opinião [tosca e furada] é a única coisa que elas têm em mãos para poder dissimular, para si e para todos, que tem algum tutano, tamanha é a desidratação moral, e a anemia espiritual, que tomou conta do ser adoecido de muita gente.
Dartagnan da Silva Zanela, 07 de maio de 2019.


SERIA SIMPLESMENTE IMPAGÁVEL

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Olavo de Carvalho, com a força de sua personalidade, e com o poder de suas letras, faz o establishment tremer de raiva e chorar escondidinho; quer dizer, nem tão escondidinho assim.
E, assim o é, porque gente de geleia com coração de papelão não suporta um zoinho torto voltado pra sua direção.
Noves fora zero, fico cá com meus alfarrábios a matutar: já pensou se, hoje, tivéssemos figuras de tinteiro ferino do calibre dum Agripino Grieco, Gregório de Matos (o “boca do inferno”), um Padre Vieira, Ramalho Ortigão, Eça de Queiroz, Lima Barreto, Machado de Assis, Nelson Rodrigues, Paulo Francis e tutti quanti. Pensou? Já parou pra pensar nisso? Pois é, seria divertidíssimo.
O establishment, provavelmente, estaria à muito rasgando suas vestes em rede nacional e, os militares, as suas fardas; e isso, amiguinho, seria realmente impagável.
Pois é, sem essa galera toda eles já estão nessa sofrência dantesca. Verdade. Então melhor nem imaginarmos o que eles estariam fazendo se esse time estivesse ho…