Postagens

Mostrando postagens de Julho, 2014

APENAS UM CAUSO POLITICAMENTE INCORRETO

Escrevinhação redigida em 29 de julho de 2014, dia de Santa Marta. Décima Sétima semana do Tempo Comum.
Por Dartagnan da Silva Zanela
__________________________________________________________
Pobre povo brasileiro. A culpa de todos os males que assolam a nossa triste sociedade é depositada na paleta dele. Do povo. Principalmente em ano eleitoreiro. Aí sim, as sete pragas do mundo político são rogadas contra o tal do povo pelas excelsas vozes dos cidadãos esclarecidos. Sejam eles reles votantes, sejam eles vulgo votáveis, lá estão eles responsabilizando o povo pela má qualidade de nossa cultura política com bravatas que rezam que aquele que vende o seu voto é tão corrupto quanto aquele que compra. Que o povo não sabe votar, não sabe escolher, não sabe isso, nem aquele outro.
Pois olhe, eu também não sei se sou bom nisso. Aliás, acredito que aquele pobre diabo que é acusado de ser um mau votante joga com muito mais habilidade esse jogo de cartas marcadas, que é nossa cambaleante democrac…

ANOTAÇÕES DUM NÁUFRAGO

Por Dartagnan da Silva Zanela
__________________________________________________________
1.  Ensina-nos Santo Tomás de Aquino que quem não vive o que crê acaba crendo no que vive. Tal advertência é fundamental para todas as Eras da história. Principalmente para a nossa. Época essa em que os lábios murmuram doces palavras que exalam o putrefaz odor do que há no coração do homem moderno.
O mundo está cheio de pessoas que afirmam crer em Deus, mas que vivem como se ele não existisse. As paróquias estão repletas de almas, que creem mais nos efêmeros modismos mundanos do que nos perenes ensinamentos da Santa Madre Igreja e, por incrível que pareça, creem-se ser tão católicas quanto São Francisco de Salles. E quantas e quantas vezes, em nossa falta de zelo, preferimos os conselhos dos “sábios” mundanos ao invés dos ensinamentos dos santos de Deus por pura desídia intelectual e soberba? Quantas?
Por isso, mais do que nunca, as palavras do Doctor Angelicus são imprescindíveis. Quem não vive o qu…

Dinheiro não compra educação de qualidade

POR JOSÉ MARIA E SILVA
Caso a educação pudesse ser feita apenas com dinheiro, sem dúvida, o Brasil teria um ensino de Primeiro Mundo. Com a promulgação pela presidente Dilma Rousseff do Plano Nacional de Educação (Lei Federal 13.005), em 25 de junho último, o Brasil terá de aplicar 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação, o que significa uma soma anual de R$ 484 bilhões, considerando o PIB de 2013, segundo o IBGE. Hoje, o País investe 5,8% do PIB em educação e, a partir do quinto ano de vigência do plano, isto é, em 2019, esse investimento terá de ser de 7%, alcançando os 10% no final da vigência do plano, em 2024. Com os 5,8% que já investe na educação, o Brasil desponta como um dos países que mais investem no setor. Segundo reportagem da “Folha de S. Paulo”, publicada em 5 de junho, “entre os países com maior peso na renda mundial, reunidos no G-20, os desembolsos com a educação variam de 2,8%, na Indonésia, a 6,3% do PIB no Reino Unido, de acordo com a ONU”. Ou seja, o Brasil …

[pdf] PARA ALÉM DO BOM-MOCISMO

PARA ALÉM DO BOM-MOCISMO

Redigida no dia 22 de julho de 2014, dia de Santa Maria Madalena. Décima sexta semana do Tempo Comum.
Por Dartagnan da Silva Zanela
__________________________________________________________
É interessante prestarmos atenção na forma como muitos indivíduos avaliam a bondade ou maldade duma pessoa. Não que não possamos, objetivamente, saber se um sujeito seja de boa ou má inclinação. Podemos discernir sim senhor. Porém, o que salta as nossas vistas são os critérios que muitas das pessoas esclarecidas, frequentadoras assíduas dos jantares inteligentes, descritos por Luiz Felipe Pondé, utilizam para declarar se uma pessoa integra ou não as fileiras das hostes do lado negro da força.
Para essa gente, crítica de doer, a pessoa deve, necessariamente, defender uma lista de bandeiras e causas que a rotulam como sendo “do bem”. Caso ela não comungue desses rótulos, inevitavelmente ela é do mal. Ponto. Não pertence ao “coletivo do bem”.
Um bom exemplo disso, colhido a esmo, é o duma conversa a mui…

Os tribunais de faz de conta

Por Analdo Jabor

Caso dos tribunais de contas estaduais é um bom exemplo do grau de corrupção que se entranhou no Brasil.

A destruição da inteligência

Por Olavo de Carvalho
Aprender, imitar e introjetar o vocabulário, os tiques e trejeitos mentais e verbais da escola de pensamento dominante na sua faculdade é, para o jovem estudante, um desafio colossal e o cartão de ingresso na comunidade dos seus maiores, os tão admirados professores.
A aquisição dessa linguagem é tão dificultosa, apelando aos recursos mais sutis da memória, da imaginação, da habilidade cênica e da autopersuasão, que seria tolo concebê-la como uma simples conquista intelectual. Ela é, na verdade, um rito de passagem, uma transformação psicológica, a criação de um novo “personagem”, apoiado no qual o estudante se despirá dos últimos resíduos da sentimentalidade doméstica e ingressará no mundo adulto da participação social ativa.
É quase impossível que essa identificação profunda com o personagem aprendido não seja interpretada subjetivamente como uma concordância intelectual, ao ponto de que, no instante mesmo em que repete fielmente o discurso decorado, ou no máx…

FRAGMENTOS DUM LIVRO QUEIMADO

Por Dartagnan da Silva Zanela
_________________________________________________________
1.
A verdade é filha do tempo. O contrário dela, a mentira, da impaciência, de nossa incapacidade de lidar com o fluir mecânico dos relógios e calendários.

Quando estamos apressados, o que queremos, no fundo, não é conhecer a verdade disso ou daquilo. Não. Quando impacientados, o que almejamos é ter simplesmente razão, pouco importando se estamos redondamente enganados.

Por isso, passamos o dia em meio as nossas conversas fugidias... seja no trabalho, nas horas vagas, nos momentos de lazer e, principalmente, diante das luminosas telas... pouco importa, estamos sempre apressados com tudo sem nos importar com nada e, por isso mesmo, pouco nos vale a verdade.

Ela, a verdade, exige de nós algo que a muito perdemos e que, infelizmente, não estamos nem um pouco interessados em recuperar.

E, é claro, temos inúmeras justificativas razoáveis para fundamentar essa nossa desarrazoada atitude. Sempre achamos. Para …

J. R. R. Tolkien. Árvore e Folha. [pdf]

Pe. Paulo Ricardo - Idolatria e sexo desordenado

Goleada alemã é pouco perto dos horrores que voltarão

Por Analdo Jabor

SHENN, Fulton. VIDA DE CRISTO. [pdf]

PELOS FRUTOS CONHECEREIS

Redigida em 15 de julho de 2014, dia de São Boaventura. Décima quinta semana do Tempo Comum.
Por Dartagnan da Silva Zanela
_________________________________________________________
Nesses dias de Copa do Mundo, e mesmo antes, era comum toparmos nas redes sociais com mensagens do tipo: “os nossos heróis não são jogadores de futebol. São os professores”. Mais duma vez deparei-me com elas. Em alguns casos via-se a foto dum rapaz com um cartaz que ostentava a dita mensagem em meio a uma manifestação, noutras vezes, apenas a mensagem, solitária, no mural dalgum cidadão que declarava garbosamente a atividade dos verdadeiros ídolos da brasilidade.
De minha parte, confesso: não creio nem um pouquinho nisso. Isso mesmo! E se você crê nisso, lhe digo apenas uma coisa: sabe nada inocente! Desde quando o professor é, na sociedade brasileira, uma figura de reverência? Pra ser franco, não creio que os professores mereçam a distinção que é auferida as almas heróicas, haja vista, que essa é devida apen…

[pdf] PELOS FRUTOS CONHECEREIS

Pe. Paulo Ricardo. O marxismo e a destruição das famílias [palestra]

Oração a São Bento

Imagem
A Cruz Sagrada seja a minha Luz. Não seja o dragão o meu guia. Retira-te satanás. Nunca me aconselhes coisas vãs. É mau o que tu me ofereces. Bebe tu mesmo o teu veneno. Amém (3x)

A COPA DO MUNDO NÃO É NOSSA [pdf]

A COPA DO MUNDO NÃO É NOSSA

Redigida em 08 de julho de 2014, dia de Santo Áquila e Santa Priscila, amigos de S. Paulo, e de São Gregório Grassi e companheiros mártires. 14ª semana do Tempo Comum.
Por Dartagnan da Silva Zanela
Levamos a maior goleada da história das copas do mundo. Todo mundo viu. Até eu vi! Por pouco não foi hexa! Seis a zero para Alemanha. Mas, infelizmente, foi mais.
As piadas nas redes sociais bombaram. O jogo nem havia acabado e aquilo que, até a pouco, era símbolo de orgulho nacional tornou-se objeto de escárnio total. Poderíamos escrevinhar toda uma crônica apenas com as piadas digitas, curtidas e compartilhadas. Mas não o farei. Poderia, haja vista que não sou um amante do futebol, como já havia confessado. Porém, como meu bom pai sempre me ensinou: não se tripudia sobre quem está caído. É uma questão de hombridade.
Verdade seja dita: nesse jogo, o Brasil revelou a sua face decadente, politicamente covarde e moralmente desvalida. Explico-me. Os jogadores em campo agiram de modo similar a mui…

A ROSA DOS VENTOS

Por Dartagnan da Silva Zanela
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
1. Querer dizer algo sem saber ao certo o que dizer... Pra que? Porque devemos dizer alguma coisa sobre algo que, até o momento em que fomos interrogados, não nos perturbava?
Por mais que recusemos, opinar é um vício, sim senhor. Um terrível vício que afeta mortalmente nossa capacidade cognitiva. Vício esse que é estimulado desde tenra idade e que cultivamos de maneira mui grata no correr dos anos de nossa vida.
Desde infantes falamos, e como falamos, sem nos perguntar, por um único instante, se realmente sabemos o que estamos dizendo. E se indagado somos sobre a substancialidade do dito, nos irritamos. Porém, logo voltamos ao deleite alucinante do opinar sem saber claramente sobre o que estamos parlando.
É por essas e outras que calar, muitas das vezes, é um salutar remédio. Calar, silenciar interiormente e perguntar-se: mas, o que realmente eu sei sobre isso? O quanto de tempo eu dediquei para conhecer o assunto? Por…

Pe. Demétrio fala sobre os Abusos Litúrgicos

[mp3] Conservadorismo Britânico - Bruno Garschagen e João Pereira Coutinho

NOTAS QUASE PERDIDAS

Por Dartagnan da Silva Zanela
1. Todos têm lá sua desorientação. Todos. Mas essa se torna uma prisão sem grades quando tudo o que, por definição, deveria orientar as almas, encontra-se a serviço da diabólica confusão crescente.
Tudo, tudo mesmo, que um dia foi fonte de civilidade, hoje, é caminho de perdição. Tal fato é a mais pura obviedade. Basta que tenhamos um pingo de coragem, e de vontade, para ver e reconhecer a mais óbvia verdade.
Mesmo que “criticamente” se fale o contrário, a educação no seu mais elevado sentido deu lugar a um vulgar aparato para adestrar as almas dos infantes, levando-os a assimilar os trejeitos e manias da ideológica moda reinante para serem oficialmente rotulados como cidadãos e aceitos como normais, sem saber, é claro, que a normalidade no Brasil foi reduzida a um chulo desvario e a cidadania num reles lugar comum, obscuro, e sem sentido.
2.  Fico cá com meus botões, a perguntar-me com que autoridade podem as potestades Estatais arrogar querer modificar os …