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Mostrando postagens de Novembro, 2012

Apenados leem obras clássicas em Joaçaba

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MAIS UM COLÓQUIO FLÁCIDO

Escrevinhação n. 978, redigida em 26 de novembro de 2012, dia de Bem-aventurado Tiago Alberione, de São Leonardo de Porto Maurício, de Santo Humilde de Bisignano, do Bem-aventurado Charles-Martial Allemand Lavigerie e de São Silveste.
Por Dartagnan da Silva Zanela

Não há educação sem disciplina. A clareza das normas nos revela limites. Com essa medida que nos é apresentada por elas vislumbra-se as possibilidades humanas. Os limites fortalecem o sujeito por exigir que ele seja exigente consigo, robustecendo o seu caráter e lapidando a sua personalidade. O aprendizado de qualquer coisa é assim.
Para que as normas cumpram seu desígnio, é de fundamental importância que elas sejam claras em seu enunciado, atribuam de maneira equilibrada o que é devido e o dever de cada um, apontando firmemente as sanções previstas no caso do cumprimento ou não do que fora estabelecido pela letra ordenadora. Sem isso, a disciplina é morta.
Por essa razão, entre outras tantas, que uma normatização truncada que…

Com a palavra... São Gregório de Narek (Monge armênio)

Jesus, Filho único do Pai, 668-673; SC 203 «Desce depressa»
Não me ergui desta terra miserável,
Como Zaqueu, o publicano,
Montado em alta árvore de sabedoria
Para Te contemplar na Tua divindade.

A pequena estatura do homem espiritual que há em mim
Não cresceu por boas obras:
Ao contrário, foi sempre diminuindo
Até me fazer voltar a beber leite, como criança (cf 1Co 3,2).

Pegando às avessas na parábola,
Direi que subi à árvore da sensualidade
Por amor às coisas de agradável gosto deste mundo,
Tal outro Zaqueu montado em diversa figueira.

Com Tuas poderosas palavras,
Faz-me daí descer depressa, como fizeste a ele;
Vem-Te abrigar na casa da minha alma,
E, conTigo, o Pai e o Santo Espírito.

Faz que este corpo que tanto mal causou à minh'alma
Lhe dê o quádruplo em serviço
E metade de seus bens
A este meu empobrecido livre arbítrio.

A fim de que, segundo as palavras de salvação que dirigiste a Zaqueu,
Também eu seja digno de ouvir a Tua voz,
Pois também eu sou filho de Abraão,
E sigo a…

TODOS PELA DESONRA AO MÉRITO

Por Dartagnan da Silva Zanela
                Um dos mantras que os sabichões da educação, com ou sem pose de guru, adoram repetir é a tal da educação democrática. Se gasta laudas e laudas para versar sobre essa nulidade que tanto ocupa o vácuo dessas alminhas. Laudas essas floreadas com aquele palavrório “cientificamente” empavonado que, no fundo, diz nada com coisa nenhuma.
                Mas, vamos ao ponto: não existe democracia sem elite. Sim, sei que para as igrejinhas do Butantã essa afirmação soa sacrílega, fazer o que? Uma elite é apenas um grupo de pessoas que se destaca em algo e isso é um dos elementos estruturantes da realidade, gostemos ou não.
                Sim, devemos questionar os critérios que são utilizados para formar uma elite, mas não a existência duma. Uma elite formada por critério familiar, censitário, corporativista, ideológico ou racial é reprovável, mesmo que seja a regra duma sociedade. Doravante, temos outros, como o mérito e o talento que deveriam s…

Guarani Kaiowá de boutique

Por Luiz Felipe Pondé
As redes sociais são mesmo a maior vitrine da humanidade, nelas vemos sua rara inteligência e sua quase hegemônica banalidade. A moda agora é "assinar" sobrenomes indígenas no Facebook. Qualquer defesa de um modo de vida neolítico no Face é atestado de indigência mental.
As redes sociais são um dos maiores frutos da civilização ocidental. Não se "extrai" Macintosh dos povos da floresta; ao contrário, os povos da floresta querem desconto estatal para comprar Macintosh. E quem paga esses descontos somos nós.
Pintar-se como índios e postar no Face devia ser incluído no DSM-IV, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais.
Desejo tudo de bom para nossos compatriotas indígenas. Não acho que devemos nada a eles. A humanidade sempre operou por contágio, contaminação e assimilação entre as culturas. Apenas hoje em dia equivocados de todos os tipos afirmam o contrário como modo de afetação ética. [continue lendo]

Regra geral

Por Olavo de Carvalho
Se vocês ainda não notaram, aproveitem o festival de homicídios em São Paulo como ocasião perfeita para notar esta regra geral nunca desmentida: com a mesma constância com que em qualquer nação agrária e atrasada as revoluções socialistas resultam imediatamente na instauração de ditaduras genocidas, em todo país mais ou menos próspero e democrático onde a esquerda se torne hegemônica as taxas de criminalidade sobem e não param mais de subir. O primeiro desses fenômenos observou-se na Rússia, na China, na Coréia do Norte, no Camboja, em Cuba etc. O segundo, na França, na Inglaterra, na Argentina, na Venezuela, nos EUA, no Brasil e um pouco por toda parte no Ocidente.
Por que? E há alguma relação entre essas duas séries de fatos?
Todo o esquema socialista baseia-se na idéia de Karl Marx de que o proletariado industrial é a classe revolucionária por excelência, separada da burguesia por uma contradição inconciliável entre seus interesses respectivos.
Quando um part…

Com a palavra a Beata Teresa de Calcutá

Somente através da meditação e da leitura espiritual podemos cultivar o dom da oração. A oração mental cresce simultaneamente com a simplicidade, ou seja, o esquecimento de si próprio, a superação do corpo e dos sentidos, e a renovação das aspirações que alimentam a nossa oração. É, como diz São João Maria Vianney, «fechar os olhos, fechar a boca e abrir o coração». Na oração vocal somos nós que falamos com Deus; na oração mental, é Ele que nos fala. É neste momento que Ele se derrama em nós.
A nossa oração deve ser feita de palavras quentes, nascidas da fornalha do nosso coração cheio de amor. Nas tuas orações, dirige-te a Deus com grande reverência e confiança. Não te atrases nem te precipites, não grites, nem te entregues ao mutismo, mas com devoção, com grande delicadeza, com toda a simplicidade, sem qualquer afectação, oferece o teu louvor a Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma.
Finalmente, deixa que o amor de Deus possua inteira e absolutamente o teu coração e deix…

INDO E VINDO DE ARRASTO

Escrevinhação n. 976, redigida em 08 de novembro de 2012, dia de São Godofredo e do Bem-aventurado Dun Scoto.
Por Dartagnan da Silva Zanela

As palavras movem, os exemplos arrastam. Esse é um brocardo que todos conhecem. Os exemplos, ninguém ignora, podem ser apresentados intencionalmente ou de modo velado através de nossos gestos e ações. Em muitas ocasiões, o primeiro é contradito quando defrontado com o segundo, noutras, complementam-se. Bem, dum jeito ou doutro, sempre estamos tendo diante de nossas vistas modelos de conduta que guiam nossas escolhas.
Doravante, René Girard demonstra, com elegância e argúcia, através de sua teoria do “desejo mimético” o quão presente os exemplos se fazem na formação de uma pessoa e, bem como, na estruturação da vida em sociedade. Segundo o referido antropólogo, somos seres ciosos por ser, em nos realizar como indivíduo, por não sabermos exatamente quem e o que somos. Frente a essa angústia substancial, somos movidos a preenchê-la com algo que dê sen…

Quem manda no mundo?

Por Olavo de Carvalho
Nas minhas leituras de juventude, mais de quatro décadas atrás, poucas  perguntas me impressionaram como aquela que dá título à segunda parte de La Rebelión de las Masas, de José Ortega y Gasset: “Quién manda en el mundo?”
O filósofo não a formulava em sentido metafísico, onde poderia ser respondida por algo como “Deus”, “o acaso”, “a fatalidade”, mas em sentido geopolítico, e chegava à conclusão de que era uma lástima a Europa ter perdido seu posto de liderança, cedendo a vaga para a Rússia e os Estados Unidos.
A resposta parecia deslocada da pergunta. Estados, nações, governos e continentes não mandam. Quem manda são os indivíduos e grupos que os controlam. Antes da geo-política vem a política tout court.  E aí tudo se complica formidavelmente. É fácil perceber quais Estados ou países predominam sobre os outros. Mas descobrir quem realmente manda num Estado ou país – e através dele manda nos outros -- é um desafio intelectual mais atemorizante do que o pode im…

¿Piensan los jóvenes?

Por Jaime Nubiola
La impresión prácticamente unánime de quienes convivimos a diario con jóvenes es que, en su mayor parte, han renunciado a pensar por su cuenta y riesgo. Por este motivo aspiro a que mis clases sean una invitación a pensar, aunque no siempre lo consiga. En este sentido, adopté hace algunos años como lema de mis cursos unas palabras de Ludwig Wittgenstein en el prólogo de sus Philosophical Investigations en las que afirmaba que "no querría con mi libro ahorrarles a otros el pensar, sino, si fuera posible, estimularles a tener pensamientos propios".
Con toda seguridad este es el permanente ideal de todos los que nos dedicamos a la enseñanza, al menos en los niveles superiores. Sin embargo, la experiencia habitual nos muestra que la mayor parte de los jóvenes no desea tener pensamientos propios, porque están persuadidos de que eso genera problemas. "Quien piensa se raya" —dicen en su jerga—, o al menos corre el peligro de rayarse y, por consiguiente,…

A História do Mensalão em Quadrinhos

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O Círculo Vicioso Brasileiro

Por Mario Guerreiro
Há uma coisa que acontece frequentemente comigo, mas estou certo de que acontece também com muita gente. Como não uso óculos para ler, quando começo a ler um livro ou um jornal tiro imediatamente os óculos e os ponho em algum lugar.
Terminada a leitura e quando tenho que sair à rua, procuro então meus óculos. Mas, para encontrá-los onde os pus, preciso de óculos. E como enxergar os óculos sem óculos?
Esse é um dos muitos círculos viciosos com os quais costumamos deparar na vida cotidiana, mas o que pretendo formular aqui é muito mais grave e angustiante.
A educação no Brasil vem sofrendo há muitos anos uma deterioração crescente. Isto é algo facilmente reconhecível por qualquer pessoa com um mínimo de percepção das coisas.
Desde o ensino básico até o superior, a educação tem piorado exponencialmente. As conseqüências mais palpáveis talvez possam ser detectadas no vocabulário pobre e no linguajar tosco da maioria da população em todas as classes sociais.
Não só as …

AS BOTAS FURADAS DO CORONEL

Escrevinhação n. 975, redigida em 30 de outubro de 2012, dia da Bem-aventurada Retistuta Kafka.
Por Dartagnan da Silva Zanela
Duas pústulas infectam os ares de nossa sociedade quando esta se vê arrebatada por rompantes democráticos de ocasião. A primeira são as cloacas de utopias. A outra, o repicar do taco partido das botas dos arcaicos coronéis (ou mandatários se preferirem). De tão fétidas que são suas manifestações que o mau cheiro destas ilações, na verdade, fazem-me rir. Mas fedem.
De um lado temos os barbudinhos enfezados, similares a Eduardo Cambará e Adão Stein, personagens de “O tempo e o Vento” de Érico Veríssimo. Fanáticos que tratam o marxismo como algo superior as religiões. Creem-se sacerdotes de uma nova era de (in)justiça social e, não sei porque cargas d’água, são sujeitos desprovidos de senso de humor e com um senso crítico praticamente anulado ao mesmo tempo que julgam-se acima da, como eles diriam, patuléia alienada e aburguesada.
Chega cansar termos de ouvir esses …

Dos Estados Unidos à Europa

Por João Pereira Coutinho
1. Os americanos vão hoje às urnas. Não sou vidente. Não vou cansar o leitor com análises detalhadas sobre os "swing states", os votos colegiais, as últimas pesquisas. Tudo é possível. Mas, dentro do possível, confesso que gostaria muito que Mitt Romney ganhasse. Eu sei, heresia: lemos a imprensa "liberal" (no sentido americano da palavra, ou seja, esquerdista) e Romney é apresentado como um fanático que acredita em extraterrestres. Pior: um fanático que pretende entregar os Estados Unidos à plutocracia doméstica, de que ele faz parte.
Barack Obama, pelo contrário, é a personificação da bondade e do realismo. Mesmo Guantánamo, que continua a funcionar, tem outro sabor com Obama: no tempo de Bush, a prisão era o inferno terreno e a prova da malignidade republicana. Com Obama, Guantánamo é um jardim de infância.
Sejamos sérios: o julgamento sobre Obama, quatro anos depois, não pode ser brando ou entusiasmante. Fato: em 2008, Obama recebeu d…

O novo imbecil coletivo

Por Olavo de Carvalho
Quando entre os anos 80 e 90 comecei a redigir as notas que viriam a compor O Imbecil Coletivo, os personagens a que ali eu me referia eram indivíduos inteligentes, razoavelmente cultos, apenas corrompidos pela auto-intoxicação ideológica e por um corporativismo de partido que, alçando-os a posições muito superiores aos seus méritos, deformavam completamente sua visão do universo e de si mesmos. Foi por isso que os defini como “um grupo de pessoas de inteligência normal ou mesmo superior que se reúnem com a finalidade de imbecilizar-se umas às outras”.
          Essa definição já não se aplica aos novos tagarelas e opinadores, que atuam sobretudo através da internete que hoje estão entre os vinte e os quarenta anos de idade. Tal como seus antecessores, são pessoas de inteligência normal ou superior separadas do pleno uso de seus dons pela intervenção de forças sociais e culturais. A diferença é que essas forças os atacaram numa idade mais tenra e já não são bem …

Qué es el Concilio Vaticano II Alejandro Bermúdez con Enrique Elías (14/04/2011)

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A realidade como nós a conhecemos

Por Umberto Eco
Eu certamente já disse antes, mas direi de novo: um dos meus desejos é colocar um fim a esta coluna, ao menos em sua encarnação atual. Em intervalos de poucas semanas, eu tenho de conjurar um tema que seja atual, mesmo que meu desejo seja realmente reler a obra de Pinder e escrever uma crítica (um tanto tardia) de seus poemas. Em outras palavras, eu gostaria de falar sobre livros que talvez tenham sido esquecidos, mas que sinto serem “atuais” para serem lidos de novo. Poderiam ser livros de séculos atrás, apesar de que também gostaria de discutir obras contemporâneas que demorei a ler. Afinal, nem sempre é possível se manter atualizado.
Recentemente eu li “O Imaginário”, de Jean-Jacques Wunenburger, que saiu na França em 2003 e explora a ideia do imaginário individual e coletivo. É difícil dizer o que é o imaginário coletivo, mas com base neste livro, nós podemos ao menos tentar esboçar uma teoria possível. O imaginário coletivo não pertence às construções da razão, c…

De como Dostoiévski foi o primeiro olavete; e o desaparecimento iminente dos moderninhos com cara de nojo

Por Lorena Miranda
Escrevi recentemente um artigo sobre Dostoiévski onde avalio a relação deste com a noção de Ocidente e a cultura ocidental. O artigo foi lido por Joel Pinheiro e Julio Lemos e desagradou a ambos pelo que seria um excessivo tom “olavista-voegelinista”. (Nota: Não conversei com Julio Lemos sobre o assunto; sua apreciação me foi brevemente transmitida por Joel Pinheiro. Já com este último venho discutindo abundantemente todas as questões em torno do malfadado artigo, de modo que boa parte do que direi nesse texto não lhe será novidade. No entanto, creio que a grande maioria das pessoas tem sobre Dostoiévski a mesma impressão truncada que verifiquei ser a do Joel. Este texto é uma tentativa de desfazer parte desses nós e de quebra pegar o gancho da discussão mais interessante que a internet viu nos últimos tempos: aquela em que Olavo de Carvalho respondeu às indiretas de Julio Lemos.)
No que pese a crítica razoável de que meu artigo deveria citar menos comentadores (no…

'Drummond foi um grande pensador'

Politicamente correto - a vingança do marxismo

POR EDWARD S. MAY - “BARON BODISSEY”
Tal como já disse previamente, o Islã é apenas uma infecção secundária, uma que, de outro modo, nós poderíamos resistir. O marxismo cultural enfraqueceu o Ocidente e tornou-o pronto a ser tomado. O marxismo cultural é AIDS cultural, devorando o nosso sistema imunológico até que esteja demasiado fraco para resistir as tentativas de infiltração Islâmicas. O Marxismo Cultural tem que ser destruído antes que nos destrua a todos.
A aliança esquerdista-islâmica terá consequências profundas. Ou ela derrotará o Ocidente, ou ambos cairão juntos. Nós nunca chegamos a vencer a Guerra Fria do modo decisivo que a deveríamos ter vencido. O marxismo recebeu permissão para perdurar e, sorrateiramente ou através dum proxy, levar a cabo outro ataque contra nós. No entanto, este namoro com os muçulmanos pode potencialmente revelar-se mais devastador para os marxistas que a queda do Muro de Berlim.
Como William S. Lind ressalva: “embora estejamos atrasados, a batalha…

Todos os Santos de Deus...Roguem por nós

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