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Mostrando postagens de Outubro, 2012

Olavo de Carvalho - Palestra "O Totalitarismo Islâmico"

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O PIOR CEGO É AQUELE MESMO

Escrevinhação n. 974, Redigida em 25 de outubro de 2012, dia de Santo Antônio de Sant'Anna Galvão, de São Crispim e de São Crispiniano São Gaudêncio.
Por Dartagnan da Silva Zanela

A grande ameaça que paira sobre os valores que alicerçam a civilização ocidental é o sistema educacional. Isso mesmo! O maior inimigo da Educação é a educação vigente. Quando afirmo isso, não estou me referindo a questões concernentes a disponibilidade de recursos materiais e financeiros, a quantidade de salas e coisas do gênero. Refiro-me sim aos valores que abertamente estão sendo ensinados e cultivados pelas potestades educacionais.
Ora, quais são as preocupações que norteiam os responsáveis pela ex ducere brasileira? Ah! São muitas. Listemos as principais: no entender dos sabichões do educar, é de fundamental importância para o desenvolvimento cognitivo e cívico dos mancebos que eles acreditem candidamente que o socialismo é uma doutrina humanista, que o marxismo é uma panacéia apolínea, que todas as…

True Outspeak (Olavo de Carvalho), 24 de outubro de 2012

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Uma entrevista com Albert Camus

Entrevista publicada originalmente em "Le Progrès de Lyon", no natal de 1951 e republicada na Obras Completas. Editora Aguilar, 1959.
“La justicia no consiste en abrir unas prisiones para cerrar otras. Consiste, en primer lugar, en no llamar “mínimo vital” a lo que apenas si basta para hacer que viva una familia de perros, ni emancipación del proletariado a la supresión radical de todas las ventajas conquistadas por la clase obrera desde hace cien años. La libertad no consiste en decir cualquier cosa y en multiplicar los periódicos escandalosos, ni en instaurar la dictadura en nombre de una libertad futura. La libertad consiste, en primer lugar, en no mentir. Allí donde prolifere la mentira, la tiranía se anuncia o se perpetúa. Está por construirse la verdad, como el amor, como la inteligencia. Nada es dado ni prometido, pero todo es posible para quien acepta empresa y riesgo. Es esta apuesta la que hay que mantener en esta hora en que nos ahogamos bajo la mentira, en que e…

Depois do Mensalão

Por Olavo de Carvalho
Agora que os mensaleiros estão no fundo do poço, não cessam de erguer-se vozes indignadas de petistas, comunistas e socialistas fiéis que os condenam como oportunistas e traidores. Mas por que deveria algum líder ou militante ser atirado à execração pública pela simples razão de ter cumprido à risca a sua obrigação de revolucionário? Não é certo que a estratégia marxista-leninista ordena e determina não só atacar o Estado burguês desde fora, mas corrompê-lo desde dentro sempre que possível para em seguida acusá-lo de depravado e ladrão e substituí-lo pelo Partido-Estado? Não é notório que, na concepção mais ampla e sutil de Antonio Gramsci, inspirador e guia da nossa esquerda há meio século, a corrupção do Estado não basta, sendo preciso estendê-la a toda a sociedade, quebrantar e embaralhar todos os critérios morais e jurídicos para que, na confusão geral, só reste como último símbolo de autoridade a vontade de ferro da vanguarda partidária? Não é óbvio e paten…

Ciência moderna e ateísmo militante - IOC

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PARA APRUMAR O RUMO

Escrevinhação n. 973, redigida em 22 de outubro de 2012, dia de São Donato, do Bem-aventurado Contardo Ferrini e do Beato João Paulo II.
Por Dartagnan da Silva Zanela

Gente entusiasmada, boazinha, confesso, deixa-me entediado. Na verdade, desconfio argutamente de todos aqueles rostinhos que tanto se esforçam em mostrar o quando que eles são legais. Gente muito bacana me dá medo. Pra falar a verdade, sete tipos.
Por favor, não me entendam como um sujeito azedo, de mal com a vida. Imagino que não o seja. O que professo nestas linhas é que o sinal mais claro da crueldade demasiadamente humana são rostinhos que procuram a todo o momento dissimular aquele sorrisinho de paisagem.
Hoje, mais do que nunca, esquecemo-nos que o mal não se apresenta de maneira abrupta, confessando diretamente as suas turvas intenções. Este, por definição, caminha de mãos dadas com a boniteza forçada. O bicho é safado, sedutor, atrai-nos sempre através de nossas fraquezas que não são poucas, diga-se de passagem.
Ali…

Dívida histórica

Por Percival Puggina
Tem sido dito que a política de cotas, raciais ou sociais, resgata uma dívida histórica. Dívida de quem? Dos brancos para com os negros e os índios, afirmará alguém com furor justiceiro. Pergunto: dos brancos assim, tipo todo mundo? Milhões de brasileiros descendem de europeus emigrantes de seus países de origem por injustiças que contra eles se praticavam. Nada tinham com a encrenca da escravidão aqui. Também são devedores? Muitos brancos portugueses foram enviados a contragosto para o desterro no Brasil, onde arribaram tão "pelados" quanto os índios. Seus descendentes também têm dívida a pagar? Segundo essa linha de raciocínio, sou conduzido a crer que eu teria uma dívida histórica a cobrar da Itália e que os descendentes dos desterrados portugueses teriam outra na velha terrinha, ora pois. Absurdo.
Tudo que é dado tem um preço. Vejamos como se aplica essa constatação a uma política de cotas. Quando uma universidade pública as estabelece, ela está dan…

Um patrono à altura

Por Carlos Ramalhete
Vivemos atualmente a dissolução de uma sociedade edificada ao longo de milênios. É uma longa e bela construção, fundada na filosofia grega e no personalismo judaico-cristão, e burilada ao longo dos séculos. Essa sociedade nos deu a noção de que todos têm direitos inalienáveis; que a natureza pode e deve ser estudada e, ao mesmo tempo, preservada; que o Belo e o Bom têm valor. Deu-nos as universidades, a democracia representativa, o reconhecimento da dignidade dos mais fracos.
Este imenso patrimônio cultural é a herança a que cada brasileiro tem – ou teria – direito. O que vemos, contudo, é o oposto. Mais de um terço dos universitários são analfabetos funcionais. As escolas servem à doutrinação política e à “desmitificação” dos valores da nossa sociedade, deixando de lado o ensino e a preservação da cultura.
Paulo Freire, um dos maiores culpados deste estado de coisas no Brasil, recebeu, com razão, o título de “Patrono da Educação Brasileira”. É justo que ele seja…

O DIREITO DE QUEBRAR OS GRILHÕES

Escrevinhação n. 972, redigida em 14 de outubro de 2012, dia de São Calisto e de São Burchardo.
Por Dartagnan da Silva Zanela

Novalis dizia que a democracia nada mais é que um rito para reorganizar a posição ocupada pelas oligarquias. Com ele, concordam Vilfredo Pareto e Gaetano Mosca. Eu, de minha parte, confesso que não tenho como discordar, visto que, meus olhos veem justamente isso, por mais que tal fato deixem-me desgostoso.
Diante disso, podemos indagar: qual a razão de ser do jogo eleitoral, qual a razão de ser do sistema democrático? Garantir que uma elite(zinha) não se perpetue no poder indefinidamente. Derrubar um governo, quando este se mostra inepto é um direito fundamental, mesmo que alguns discordem.
De mais a mais, lembramos também que a sociedade política brasileira não se vê organizada, de fato, em torno de partidos políticos, mas sim, por meio de clãs políticos. Grupos organizados em torno de interesses afins e não de uma plataforma política clara, como nos ensina Oliv…

UMA CICUTA CONTRA ATENA

Escrevinhação n. 971, redigida em 12 de outubro de 2012, dia de Nossa Senhora Aparecida e de São Serafim de Montegranaro.
Por Dartagnan da Silva Zanela
O medo é uma praga que degrada a inteligência humana. Aliás, é um veneno! Porque a verdade não é uma dama que geralmente se apresenta de maneira gentil. Na maioria das vezes ela é agressiva e desnuda-nos de nossas vestes cotidianas, de nossos andrajos rotos de mentiras e dissimulações que utilizamos diuturnamente para posar aos outros, e a nós mesmos, com uma dignidade que nunca tivemos e que, de fato, nunca desejamos.
A verdade caminha sempre imponente, desnuda, por entre a multidão que dissimula superioridade com palavras ocas. Caminha por entre as almas que exigem respeito de tudo e de todos para melhor esconder a sua mesquinha existência. A nudez da verdade enfurece os hipócritas que se negam a enxergar a dureza dos fatos.
Ela não faz cerimônia. É direta e sagaz com suas pedradas que machucam nosso ego inflado. Derruba-nos de nossa o…

O palhaço malvado se despede...

A DEMOCRACIA DOS OFENDIDOS

Por Luis Felipe Pondé
"Vou me pintar de afrodescendente", gritou irritado um amigo meu carcamano, um apelido carinhoso que espero nunca ser considerado assédio cultural.
Às vezes, à noite, sou atormentado pelo que dizia Paulo Francis: os "frouxos venceram", não vamos poder pensar, dizer, criar, intuir mais nada que não esteja na cartilha dos autoritários. Sob o signo dos ofendidos, cala-se a alma, o humor e a inteligência. Antes era em nome do racismo nazista, do novo homem comunista, das heresias, agora é em nome dos "ofendidos".
Este meu amigo, normalmente, é uma pessoa doce, mas às vezes perde as estribeiras. Outro dia, acabou indo com a esposa e as duas filhas, num domingão quente pra burro, ver a Bienal no Ibirapuera.
Parou o carro longe (claro, trânsito infernal, sem lugar para parar o carro, e chamam isso de lazer...) e teve que fazer as três meninas andarem até o pavilhão sob o Sol, obviamente o culpando por tudo. [continue lendo]

O Peregrino Cinzento - n. 02

Entrevista concedida por Rodrigo Gurgel ao “A Tribuna”

A Tribuna: Entre os autores analisados em seu livro encontram-se nomes clássicos (José de Alencar, Manuel Antônio de Almeida, Raul Pompeia, Machado de Assis, Graça Aranha etc.). Além destes ficcionistas, há também prosadores como João Francisco Lisboa, Joaquim Felício dos Santos, Eduardo Prado, Nabuco e Taunay. Por que a escolha dos escritores acima? Qual foi o critério? Tem alguma admiração por eles?
Rodrigo Gurgel: O livro é uma compilação da série de ensaios que iniciei, em 2010, no jornal Rascunho, de Curitiba. Sou crítico literário do jornal desde 2006, mas em 2010 iniciei essa série, cujo objetivo é reler os principais prosadores da literatura brasileira, sejam ficcionistas ou não. A escolha desses autores nasce, portanto, não de uma admiração pessoal, mas da necessidade de empreender esse trabalho de releitura da prosa nacional. Trabalho, aliás, que continua e chegará aos prosadores contemporâneos. Nesse primeiro volume, agora publicado, tratamos dos prosadores do século XIX. …

Padre Cícero e a República Velha, por José Nivaldo Cordeiro

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A Preguiça segundo La Rochefoucault

A preguiça, ignoramo-la como a nenhuma outra paixão; é a mais ardente e maligna dentre todas, não obstante sua violência nos seja insensível e os danos causados nos passem incógnitos. Meditando acerca de seu poder, descobrimo-la em todas as ocasiões mestra dos nossos sentimentos, interesses e prazeres: ela é a rêmora cuja força detém as grandes embarcações; é a calmaria mais daninha aos grandes empreendimentos que os mais contundentes abrolhos e as mais violentas procelas. A preguiça nos contenta a alma por um encanto secreto, arrefecendo de súbito as mais ardentes diligências e resolutas paixões; a fim de darmos o real escopo dessa paixão, basta dizer que a preguiça é uma como beatitude d'alma: consola-a das perdas e substitui-se a todos os bens.

True Outspeak - Olavo de Carvalho - 10 de outubro de 2012

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RAZÕES DO TINTEIRO BRAVO

Escrevinhação n. 970, redigida em 09 de outubro de 2012, dia de São Dionísio e companheiros mártires, de São João Leonardi e de São Luís Beltran.
Por Dartagnan da Silva Zanela
Um dado que a mim, ao menos, parece evidente é a grande fragmentação cultural e moral que todos temos de enfrentar interiormente. Tomar ciência deste fato é o primeiro passo para podermos ordenar a confusão existencial em que encontramo-nos imersos. Negá-lo é uma estultice psicótica da brava. 
Quando afirmo isso, não pense que comungo com aqueles que afirmam que devemos agir como bons-moços para, supostamente, ordenar esse caos íntimo. Fazer isso significa que estamos adotando como juiz de nossa alma a ordem externa da sociedade. Ordem essa que, em regra, é superficial, mesquinha e leviana. Eleger as aparências e o bom-mocismo fingido é a negação da própria personalidade e negá-la é fugir da vida intelectual.
Tornar-se uma pessoa de cultura, dedica-se a vida intelectual é literalmente o contrário disso. A pessoa c…

Sem tesão, a vastidão

Por João Pereira Coutinho
Anos atrás, tive o meu primeiro contato com a mortalidade. E a mortalidade, para um homem, começa sempre pelo telhado: durante semanas, o meu cabelo caía sem razão aparente.
Acordava e ele jazia no travesseiro. Tomava ducha e ele escapava pelo ralo. Usava o pente e o pente ficava parecido com a escova do gato. Consultei um médico.
Primeiro choque: o médico, um respeitável sábio em matéria dermatológica, era mais calvo do que uma bola de bilhar. O pensamento é fatal: se esse desgraçado não conseguiu salvar as suas posses, por que motivo irá salvar as minhas?
O choque deu lugar à compaixão --e à boa educação: não será ofensivo pedir ajuda a alguém que já cruzou definitivamente o capilar Rubicão?
Timidamente, explanei o problema que me trouxera ao consultório. O homem escutou-me, analisou as clareiras como um estratego militar e depois aconselhou ataque farmacológico imediato. Com um aviso: o tratamento acarretava uma certa frouxidão nas partes íntimas.
Eis o d…

COLUNAS EM RUÍNAS

Escrevinhação n. 969, redigida em 30 de setembro de 2012, dia de São Jerônimo e de São Gregório, o Iluminador.
Por Dartagnan da Silva Zanela

Certa feita Graciliano Ramos havia declarado que é bom que a população tenha a ilusão de estar participando das decisões políticas. É bom que, de tempos em tempos, nos pleitos eleitorais, alimente-se a ilusão de que a decisão tomada através do sufrágio das urnas seja fruto do endosso feito por cada um de nós.
Não me entendam mal, mas voto por si só não faz democracia. Sim, eleições legitimam o exercício do poder, porém, tão somente isso não faz uma república democrática.
De tempos em tempos, os munícipes vestem a camisa de um clã político, defendem-no, brigam por ele e, passado o pleito, tudo volta a encaixar-se devidamente para a monotonia diária de nossas vidas rotineiras. Todavia, esse cíclico eleitoral, de modo algum pode ser visto como a base sólida. Sim, faz parte, mas não é o elemento basilar e muito menos a argamassa que dá forma ao corpo d…

As Razões do Boca Braba - João de almeida Neto

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A família em busca da extinção

Por Olavo de Carvalho
A “família tradicional” que os cristãos e conservadores defendem ardorosamente contra o assédio feminista, gayzista, pansexualista etc., bem como contra a usurpação do pátrio poder pelo Estado, é essencialmente a família nuclear constituída de pai, mãe e filhos (poucos). O cinema consagrou essa imagem como símbolo vivente dos valores fundamentais da cultura americana, e a transmitiu a todos os países da órbita cultural dos EUA.
Mas esse modelo de família nada tem de tradicional. É um subproduto da Revolução Industrial e da Revolução Francesa. A primeira desmantelou as culturas regionais e as unidades de trabalho familiar em que habilidades agrícolas ou artesanais se transmitiam de pai a filho ao longo das gerações; as famílias tradicionais desmembraram-se em pequenas unidades desarraigadas, que vieram para as cidades em busca de emprego. A Revolução Francesa completou o serviço, abolindo os laços tradicionais de lealdade territorial, familiar, pessoal e grupal e…

TERNEIRO

por Dartagnan da Silva Zanela
Ah! Meu terneiro, meu terneirinho,
Lembro-me de tua chegada,
De tão longe você veio
Tropicando nas patas,
Todo lambido e manhosinho.

Meu terneiro, meu terneirinho,
O tempo passou,
E algo, de fato, mudou.
Você foi crescendo,
Foi ficando folgado,
Espichadinho,
Eita bicho danado.

Ah! Meu terneiro, meu terneirinho,
Suas medidas aumentaram,
Você ficou gordinho,
Teu corpo, todo roliço
De tanto mamar deitado.
Por isso, bonitinho,
Desculpe a mão que te trata
Que agora diz: basta!

Meu terneiro, meu terneirinho,
Peço-te que não fique magoado,
Mas acho que oito anos de teta
Dezesseis de fino trato
Já está de bom grado.

Meu terneiro, meu terneirinho,
Não sei se você sabe,
Mas sua gula deixou o pasto ralo,
O ubre da vaca ficou fraco,
E o tratador, cansado.
Por isso, não reine,
Porque, neste ano novo,
A canga, boizinho, está no aguardo.

É meu terneiro, meu terneirinho,
Não berre, nem fique bravinho,
O desmame é à vontade do povo
Que se cansou de você
Com seus marotos …

SABER (DES)RESPEITAR DEMOCRATICAMENTE

Escrevinhação n. 968, redigida em 02 de outubro de 2012, dia do Santo Anjo da Guarda.
Por Dartagnan da Silva Zanela
Já ouviram falar da síndrome da Barbie perturbada? E a do Ken neurótico? Também não? Esse, meu caro, é um dos grandes males hodiernos. A tipologia é simples: o sujeito acredita piamente que pode fazer e dizer o que lhe der na telha, espalhar picuinhas, insultar pessoas com suas eructações verbais e ninguém pode, de jeito algum, cogitar algo em contrário.
Quando isso ocorre o bicho pega. Ficam bravinhos! Revoltados! Resmungam indignados que querem ser respeitados porque respeitam todo mundo. Bem, eis aí um claro sinal de psicose, não de senso de civilidade democrática. Quem nunca se deparou com tipos deste naipe? Confesse: quantas vezes você se portou deste modo?
A questão é que as vozes que muito reivindicam uma reparação para o tal do respeito ferido não sabem o significado deste devido a sua mórbida leviandade existencial. Veja bem, aquele que não sabe desprezar não sabe…

As democracias midiáticas

Por João Pereira Coutinho
O Brasil não existe para o jornalismo português. Exceto quando nasce um fenômeno midiático.
Se perguntarem a um português anônimo quem foi Fernando Henrique Cardoso (que passou recentemente por Lisboa, com pompa e circunstância) ou o que significa o julgamento do mensalão, o lusitano terá dificuldades sérias em juntar duas ideias sérias a respeito. "Lula", sim, acende umas luzes, e não apenas gastronômicas. "Dilma", coitada, volta a apagá-las.
Mas se falarem do palhaço Tiririca, o português anônimo rasga um sorriso de orelha a orelha e completa: "Pior do que está, não fica". Tiririca foi o último grande estadista brasileiro a cruzar o Atlântico.
Celso Russomanno pode ser o próximo. Leio jornais lusos. Assisto a reportagens da TV nativa. Russomanno está em todo lado, distribuindo beijos e abraços na corrida para a prefeitura de São Paulo. Há um padrão aqui: Tiririca e Russomanno são produtos de fácil exportação porque ambos são p…

Manifesto de repúdio a truculência política