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Mostrando postagens de Maio, 2012

Hoje é dia de Santa Joana d'Arc

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CARTA ABERTA AOS CORAÇÕES ENDURECIDOS

Escrevinhação n. 948, redigido em 23 de maio de 2012, dia de São João Batista de Rossi.
Por Dartagnan da Silva Zanela

Quando ainda estava entre nós, Gustavo Corção, com sua refinada percepção da realidade, afirmava que nossa sociedade estava a beira de uma gravíssima crise e que esta seria uma crise de fé advinda do dramático estado espiritual em que se encontra o homem moderno.
Para a mesma senda nos apontavam René Guénon, Fritjof Schuon, o Padre Leonel Franca, entre outros tantos, mas, principalmente, Nossa Senhora em suas Aparições, especialmente em Fátima (Portugal) e Akita (Japão).
Sim, vivemos hoje uma crise de dimensões civilizacionais e o pior de tudo é que a maioria das pessoas, principalmente as que se julgam esclarecidas (eita palavrinha mequetrefe) veem-se indiferentes a gravidade do cenário que está sendo desenhado. Aliás, quanto mais se imaginam ilustrados nos ensinos das academias de ciências ocultas e letras apagadas, mais se fecham para os dados mais patentes que se faz…

São João Crisóstomo com a palavra

«Que devo fazer para alcançar a vida eterna?»
Não foi um ardor medíocre que o jovem revelou; estava como que apaixonado. Enquanto outros se aproximavam de Cristo para O pôr à prova ou para Lhe falar das suas doenças, das dos seus pais ou ainda de outras pessoas, ele aproxima-se de Jesus para conversar sobre a vida eterna. O terreno era rico e fértil, mas estava cheio de espinhos prontos para sufocar as sementes (Mt 13,7). Reparai como o jovem estava disposto a obedecer aos mandamentos: «Que devo fazer para alcançar a vida eterna?» [...] Nunca nenhum fariseu manifestou tais sentimentos; pelo contrário estavam furiosos por terem sido reduzidos ao silêncio. O nosso jovem, porém, partiu de olhos baixos de tristeza, sinal inegável de que não tinha vindo com más intenções. Simplesmente, era demasiado fraco; tinha o desejo da Vida, mas deteve-o uma paixão muito difícil de superar. [...]
«'Falta-te apenas uma coisa, vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro …

AOS VENCEDORES...VOCÊ SABE

Escrevinhação n. 947, redigido em 22 de maio de 2012, dia de Santa Rita de Cássia, Santa Catarina de Gênova e Santa Júlia.
Por Dartagnan da Silva Zanela
A pena em meu punho esmorece. O tinteiro donde vinga o traçar de minhas letras cala-se. Isso se faz quando meus olhos, que dão direção ao curso das palavras ditadas por essa parelha, vislumbram o cenário que se desenha na brasílica paisagem deste ano.
Sim, mais um ano eleitoreiro desenha-se em nosso horizonte e isso não é motivo para regozijo. Isso mesmo! Ouso perguntar: o que, de fato, temos para celebrar? Não pensem que me refiro unilateralmente às nossas “otolidades”, não mesmo. Estes são apenas um turvo reflexo replicante da sociedade brasileira.
Quando vislumbramos o início da efervescência eleitoral tomando conta de todos o que aflora não é uma discussão madura que tenha por centro o bem comum. O que temos, às pampas, são trololós similares a conversas futebolísticas, similares a bate-bocas de torcedores de timinhos e não de cidad…

Com a palavra, Johann C. S. Zanela

"Mesmo que a mentira bata na verdade, mesmo que a injustiça insulte a verdade, mesmo que a ganância negue a verdade, ali estará ela, a Verdade".

Com a palavra, São Fulgêncio de Ruspe (467-532)

«Nesse dia, apresentareis em Meu nome os vossos pedidos ao Pai»
Em conclusão das nossas orações, dizemos: «Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho» e não «pelo Espírito Santo». Esta prática da Igreja universal não deixa de ter uma razão. A sua causa é o mistério segundo o qual o homem Jesus Cristo é o mediador entre Deus e os homens (1Tm 2,5), Sumo Sacerdote eterno segundo a ordem de Melquisedec, Ele que pelo Seu próprio sangue entrou no Santo dos santos, não num santuário feito por mão de homem, figura do verdadeiro, mas no próprio Céu, onde está à direita de Deus e intercede por nós (Heb 6,20; 9,24).
É a pensar no sacerdócio de Cristo que o apóstolo diz: «Por meio d'Ele ofereçamos sem cessar a Deus um sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o Seu nome» (Heb 13,15). É por Ele que oferecemos o sacrifício de louvor e a oração, porque foi a Sua morte que nos reconciliou quando éramos inimigos (Rm 5,10). Ele quis sacrificar-Se por nós; é por Ele que a nossa…

PALAVRÓRIO EM LINHA RETA

Escrevinhação n. 946, redigido em 14 de maio de 2012, dia de São Matias.
Por Dartagnan da Silva Zanela

Não! Não é isso! Espere aí, mas de que estamos falando? Ops.! Nos adiantamos um pouco com o andor. Então voltemos um pouquinho. Mas, de quanto é esse pouquinho? Depende do quanto estamos atrasados e perdidos em relação ao que está no centro da discussão.
Isso mesmo! Nosso olhar percorre as frenéticas imagens do mundo feito areia que segue seu curso pelo estreito orifício de uma cansada ampulheta. As imagens seguem seu caminho sem fixar-se em nosso ser e não temos esse desejo. Deixamos apenas que elas passem por nós com seu leve toque sem nunca perguntarmos o que, de fato, estava diante de nossas vistas, o que, realmente, testemunhamos.
Talvez, penso eu, seja essa palavra tão ausente do vernáculo pedagogesco hodierno: testemunho. Tudo aquilo que sabemos decorre de nosso testemunho pessoal. Se este for sincero, o conhecimento construído a partir dele será apolíneo. Entretanto, se o teste…

Ode à Alegria - Beethoven 9ª Sinfonia

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DO OLHAR PROFUNDO ÀS PALAVRAS VAZIAS

Escrevinhação n. 945, redigido em 08 de maio de 2012, dia de São Vitor e de Santo Acácio.
Por Dartagnan da Silva Zanela

Muitas das vezes fico parecendo um disco furando, insistindo sempre na mesma nota de um velho fado. Sei disso. Mas, se assim o faço é por julgar que este ponto continua enroscado e é obvio que não imagino que esta mísera missiva irá por fim ao problema como também não nutro a mais leve esperança nesta direção.
Dito isso, vamos ao ponto: se há um troço que, de fato, estupidifica o indivíduo é o cultivo da tal criticidade. Afirmar isso, atualmente, soa como uma nota em descompasso frente à sinistra orquestra que embala a educação brasileira. Sim, não apenas sei disso como não tenho o menor intendo de fazer parte deste infausto concerto fúnebre.
Mas, porque o estímulo a tal criticidade é tão nefasto? Por que o incentivo a ter, como se diz, suas próprias opiniões, é algo tão malfazejo? Simples: qual o trabalho necessário para se “ter” uma dita cuja dessa? Sejamos francos: …

Com a palavra São Gregório Magno (c. 540-604), papa e doutor da Igreja - Homilias sobre os Evangelhos, nº 30

«O Espírito Santo [...] vos ensinará tudo, e há-de recordar-vos tudo o que Eu vos disse.»
O Senhor promete justamente que o Espírito «há-de recordar-vos tudo o que Eu vos disse.» Porque, se este Espírito não tocar o coração dos que escutam, vã é a palavra dos que ensinam. Portanto, que ninguém atribua àquele que ensina o que a boca do professor lhe fez compreender: se não houver Alguém que nos ensine por dentro, a língua do que ensina trabalha no vazio.
Vós todos os que aqui estais, escutais a minha voz da mesma maneira; e, no entanto, não entendeis da mesma maneira o que escutais. [...] Quer dizer que a voz não instrui, se a alma não receber a unção do Espírito. A palavra do pregador é vã se não for capaz de acender o fogo do amor nos corações. Os discípulos que diziam: «Não nos ardia o coração, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?» (Lc 24,32) tinham recebido esse fogo da própria boca da Verdade. Quando se ouvem tais palavras, o coração abrasa-se, o torp…

UMA QUESTÃO SORUMBÁTICA

Escrevinhação n. 944, redigido em 30 de abril de 2012, dia de São José Benedito Cotolengo e de São Pio V.
Por Dartagnan da Silva Zanela

Existem certos insultos que perderam o seu poder. Falar que a mãe está vendendo cerveja a deizão e demais dizeres deste calão não mais afetam, de fato, a brasílica alma. Aliás, quando afetam, pode ter certeza que é pura afetação. Teatrinho barato para impressionar os olhares circundantes para posar de bom-moço ofendidinho.
Todavia, se você quer mesmo ver um brasileiro sinceramente irritado, de preferência os portadores daquele troço chamado diploma, mande-o ler, digo, sugira a leitura de um livro, principalmente se ele está opinando sobre um assunto que ele nunca estudou, mas insiste em palestrar sobre. Dependendo do elemento, este é capaz de entregar-se às lágrimas, porque ler, neste país, de um modo geral, não é um ato integrante da vida humana, não mesmo. É um fardo similar ao de Sísifo.
Aqui, ler é uma esquisitice de gente que, como se diz, quer se …