quarta-feira, 25 de abril de 2012

A FERIDA QUE NÃO CICATRIZA


Escrevinhação n. 943, redigido em 24 de abril de 2012, dia de São Fidelis de Sigmaringen, de São Bento Menni, de Santa Maria Eufrásia Pelletiere da Bem-aventurada Maria Isabel Hesselblad.

Por Dartagnan da Silva Zanela


A unidade de medida utilizada pelo brasileiro médio, em regra, são as parvas dimensões de sua visão umbilical. Infelizmente, essa é uma realidade tangível a todo aquele que não desistiu de enxergar o mundo a sua volta com os próprios olhos.

Nesta semana, sem querer querendo, acabei por ouvir uma rasteira conversa, onde um dos interlocutores, com todo aquele ar de sapiência fingida, afirmava olimpicamente que os pais de uma criança anencéfalas a criavam, amorosamente, por egoismo e ponto final. Isso mesmo! O amor abnegado e comovente do casal Schmitz, segundo este biltre, seria uma clara demonstração de egoismo. Provavelmente, não ocorreu a esta mente iluminada que o egoísta poderia ser ele que não apenas deseja impôr a sua visão “antropológica” a toda humanidade, visão essa que, inclusive, autoriza o extermínio de todos aqueles que não se enquadram em sua concepção de humano.

Outro caso, no mínimo curioso, coletado ao acaso na web esfera, são as afirmações que versam por uma calhorda vereda hedonista. Sim, para os preclaros desta lavra, uma vida onde tenhamos de carregar um fardo como esse, uma criança deficiente, com anencefalia, é algo inumano e, por isso, deve-se sim, assassinar o inocente indefeso para diminuir o sofrimento da família. Um gesto humanitário, segundo eles.

Todavia, pergunto: matar o feto anencéfalo irá reparar ou aliviar, realmente, o sofrimento dos pais? Aliás, há vida humana liberta de sofrimentos? Ou então, será que ocorreu a essas mentes indagações como: o que será que podemos aprender com a presença de um Ser Humano como esse sobre o sentido da vida? É, meu caro Watson, a vida é bem mais ampla que nosso reles prazer e muito mais profunda que o nosso parvo medo de sofrer.

Podemos aprender, e muito, com o famigerado sofrimento, se não formos um tolo hedonista ou um utilitarista tapado. Não? O anencéfalo apenas vegeta? Então vejamos o que podemos aprender com as palavras da senhora Joana Schmitz, mãe de uma menina anencéfala de dois anos de idade. Diz-nos ela: “[...] você já acordou de madrugada com uma planta chorando de cólica? Você já pegou uma planta no colo e ela abraçou seu pescoço bem apertado até você sentir sua respiração bem próxima ao seu peito? Você já fez carinho em uma planta e ela sorriu e suspirou? Você já teve dificuldade em limpar as orelhas de uma planta porque ela tentava fugir de você e empurrava sua mão?”

Por essas e outras que aprendo muito mais sobre o que significa Ser Humano com essa família e sua pequena anencéfala do que com os doutos que dizem o que pode e o que não pode ser classificado como um ser humano portador de direitos. Enfim, ao testemunhar a decisão tomada pelo STF vejo vivamente à paixão de Nosso Senhor sendo vivida, silenciosamente, por esses inocentes condenados por essa iníqua decisão.

Pax et bonum
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domingo, 22 de abril de 2012

Uma menina anencéfala contra mentirosos sem escrúpulos

Antes de qualquer coisa, acesso o site:

Feito isso, leia o texto que segue abaixo:

Escrito por Joana Schmitz


Gostaria de alertar nossos leitores que o site G1 publicou uma notícia sobre a Vitória com várias informações equivocadas e em meu entendimento extremamente tendenciosa e preconceituosa.

Primeiramente, tenho sempre deixado claro que o diagnóstico pré-natal da Vitória foi de acrania, com prognóstico de anencefalia. Ela recebeu a confirmação do diagnóstico de anencefalia ao nascer, e não durante a gestação. Outra informação errada no texto é que ela nasceu com couro cabeludo, o que não ocorreu. Ela nasceu sem calota craniana e sem couro cabeludo e necessitava de um curativo oclusivo da região cefálica. Ela hoje tem couro cabeludo devido a uma cirurgia reparadora feita aos 4 meses de vida extra-uterina (tudo isso está informado aqui no blog, era só terem checado antes de publicar a matéria).

Outro fato grotesco da reportagem é criar uma nova modalidade, a de consulta médica por meio de um jornal - especialistas convidados a dar um diagnóstico para a Vitória sem nunca tê-la examinado ou sequer visto exames seus (se a novidade der certo, eles poderiam criar uma coluna especial para dar diagnósticos pré-natais de anencefalia pela internet também).

Estes "especialistas" afirmam que a Vitória é uma sobrevida vegetativa e tal informação, tão séria para ser dada publicamente por meio de um jornal da internet por "especialistas" que nunca a examinaram, tem gerado inúmeros comentários ofensivos e preconceituosos, vejam bem, contra uma criança de dois anos, e o site tem permitido tais comentários livremente.

Lembro a todos que tudo que o site diz que a Vitória faz "segundo a mãe" (dando a entender que essa mãe é uma ignorante que está imaginando ou inventando que sua filha "vegetativa" reage a estímulos e tem vontades) pode ser comprovado aqui por este blog, por vídeos e por inúmeras testemunhas que a conhecem: sorrir, sentir dor, chorar, tentar engatinhar, etc. [continue lendo]

Viva Paulo Freire!

Por Olavo de Carvalho

Vocês conhecem alguém que tenha sido alfabetizado pelo método Paulo Freire? Alguma dessas raras criaturas, se é que existem, chegou a demonstrar competência em qualquer área de atividade técnica, científica, artística ou humanística? Nem precisam responder. Todo mundo já sabe que, pelo critério de “pelos frutos os conhecereis”, o célebre Paulo Freire é um ilustre desconhecido.

As técnicas que ele inventou foram aplicadas no Brasil, no Chile, na Guiné-Bissau, em Porto Rico e outros lugares. Não produziram nenhuma redução das taxas de analfabetismo em parte alguma.

Produziram, no entanto, um florescimento espetacular de louvores em todos os partidos e movimentos comunistas do mundo. O homem foi celebrado como gênio, santo e profeta.

Isso foi no começo. A passagem das décadas trouxe, a despeito de todos os amortecedores publicitários, corporativos e partidários, o choque de realidade. Eis algumas das conclusões a que chegaram, por experiência, os colaboradores e admiradores do sr. Freire:

“Não há originalidade no que ele diz, é a mesma conversa de sempre. Sua alternativa à perspectiva global é retórica bolorenta. Ele é um teórico político e ideológico, não um educador.” (John Egerton, “Searching for Freire”, Saturday Review of Education, Abril de 1973.)[continue lendo]

terça-feira, 17 de abril de 2012

NÃO TEM PREÇO

ABORTAR NÃO É A QUESTÃO

Escrevinhação n. 942, redigido em 16 de abril de 2012, dia de Santa Bernadete de Soubirous e de São Bento José Labre.

Por Dartagnan da Silva Zanela


O que caracteriza, fundamentalmente, o ser humano? Sim, essa é uma questão de antropologia filosófica cuja resposta necessariamente pode colocar nossa visão no foco apropriado para compreendermos o destino de nosso caminhar por esse vale de lágrimas ou, definitivamente, turvar nossa vista e reduzir nosso entendimento a um nível bestial.

Dito isso, creio que antes de responder-se, definitivamente, o que o ser humano é em sua essência, deve-se procurar coletar notas do que é natural ao ser humano e, também, do que é tido como infra-humano e que, mesmo assim, faz-se presente entre nós e, muitas das vezes, em nós.

Sim, isso mesmo! É um péssimo hábito cognitivo presente nestes plúmbeos tempos hodiernos, raciocinar sempre a partir de definições rasas, de esteriótipos ocos, sem nunca sequer procurar referi-los a uma experiência concreta. Resumindo: conjectura-se sobre muita coisa sem referir-se a nada.

Lembro-me ainda de uma conversa que tive certa feita com o confrade de ofício que palestrava para mim sobre as complicações do ascetismo à luz da filosofia de F. Nietzsche. Após ter ouvido a sua exposição sobre o tema (breve, graças a Deus), pedi-lhe que me cita-se, pelo menos, o nome de cinco ascetas, cristãos ou não. Bem, ao invés de responder a pergunta este veio, outra vez, com um amontoado de definições tão prontas quanto esvaziadas de conteúdo humano. Ou seja: sem nunca ter conhecido a vida de um asceta, esse julgava e parlava sobre o ascetismo.

E essa, meu caro, é apenas uma pequena amostra de um bestiário que raia aos limites da sanidade. E isso, sem falar no fenômeno similar a esse onde o indivíduo eleva a sua miserável experiência cotidiana ao nível de um tipo ideal, impondo-o como se este fosse uma coluna normativa para a explicação de toda a realidade, mesmo que ele nunca tenha conseguido elevar a sua vista numa altura superior a de seu umbigo.

Bem, quanto o assunto é o aborto, estamos diante de um caso similar a este que fora descrito linhas acima. Não estamos diante de uma reles questão de ordem jurídica. Estamos diante de uma questão antropológica fundamental e que, sua discussão terá, necessariamente, consequências civilizacionais imensuráveis às mentes umbilicais e aos sábios de midiático glossário parvo.

Sim, a decisão do Supremo Tribunal Federal, foi um absurdo antropológico que terá consequências civilizacionais trágicas em médio prazo. Consequências essas que, provavelmente, os idiotas úteis que defendem, como eles dizem, o “adiantamento terapêutico do parto” (assassinato de um inocente indefeso), não são capazes de mensurar, visto o fato de a realidade da questão ser muito maior que a abrangência de suas pacóvias definições.

Exagero de minha parte? Então pergunte a si mesmo: o que é o ser humano? Ele resume-se apenas ao seu cérebro? Será que nossa condição é tão mesquinha assim frente à Realidade? Eis aí a questão que não pode ser calada.

Pax et bonum
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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Virtudes nacionais

Por Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 3 de abril de 2012.

Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. Trezentos jovens insultando duas dúzias de octogenários – eis a imagem daquilo que, no Brasil de hoje, se considera umjavascript:void(0) exemplo de coragem cívica. É possível descer ainda mais baixo? É. Nenhum dos agressores se lembrou sequer de perguntar se algum daqueles velhos, a quem cobriam de cusparadas, xingamentos e ameaças, esteve pessoalmente envolvido nos episódios de tortura que lhes eram ali imputados, ou se o único crime deles não consistia em puro delito de opinião. Que eu saiba, nenhuma acusação de tortura pesa ou pesou jamais contra aqueles oficiais atacados na porta do Clube Militar. O único acusado, o Cel. Brilhante Ustra, não estava presente e foi queimado em efígie. Os outros pagaram pelo crime de achar que Ustra é inocente, que o governo militar foi melhor do que a alternativa cubana ou que as violências praticadas por aquele regime pesam menos do que as suas realizações. Por isso, e só por isso, foram chamados de assassinos e torturadores. Não apenas a “coragem” é o nome que hoje se dá à covardia mais sórdida, mas o “senso de justiça” consiste em acusar a esmo, sem ter em conta a diferença que vai entre aplaudir um regime extinto e ter praticado crimes em nome dele. [continue lendo]

Comentários Radiofônicos de 09 a 13 de abril de 2012







 Comentários realizados por Dartagnan da Silva Zanela para o programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO, transmitido pela rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

Narcisismo no "Face"

Por Luiz Felipe Pondé

Cuidado! Quem tem muitos amigos no "Face" pode ter uma personalidade narcísica. Personalidade narcísica não é alguém que se ama muito, é alguém muito carente.

Faço parte do que o jornal britânico The Guardian chama de social media sceptics (céticos em relação às mídias sociais) em um artigo dedicado a pesquisas sobre o lado "sombrio" do Facebook (22/3/2012).

Ser um social media sceptic significa não crer nas maravilhas das mídias sociais. Elas não mudam o mundo. Aliás, nem acredito na "história", sou daqueles que suspeitam que a humanidade anda em círculos, somando avanços técnicos que respondem aos pavores míticos atávicos: morte, sofrimento, solidão, insegurança, fome, sexo. Fazemos o que podemos diante da opacidade do mundo e do tempo. [continue lendo]

quarta-feira, 11 de abril de 2012

ENTRE GOLPES, CONTRAGOLPES E REVOLUÇÕES

Escrevinhação n. 941, redigido em 10 de abril de 2012, dia de Santa Madalena de Canossa e de São Macário da Antioquia.

Por Dartagnan da Silva Zanela


Para não dizerem que eu não falei da ditabranda, digo, dos “anos de chumbo”, cá estou. Não sou entusiasta da República Militar (1964 – 1985) do mesmo modo que não os condeno. Porém, creio que já estou bem crescidinho para avaliar a história recente sem ser contagiado por torpores ideológicos.

Dito isso, vamos direto ao ponto. Durante os anos 60 da centúria passada, em especial nos idos de 1963, no Brasil, todos conspiravam. Pequenos e grandes grupos; militares e civis; udenistas, petebistas e comunistas; operários e camponeses. Trocando por dorso, até no sítio do pica-pau amarelo havia conspiração. Assim nos atestam o historiador marxista Leoncio Basbaum e o Gen. Ernesto Geisel.

Havia uma grande instabilidade política imperando em nosso país. Isso é inegável. Outro fato visível a qualquer um que utilize os olhos da face para enxergar é a atuação do movimento marxista, constante e ininterrupta, nestas terras cabralinas desde os idos em questão até a atualidade. Aliás, como bem nos lembra o Marechal Odylio Denys, os comunistas cuidam de seus interesses 24 horas por dia. Tanto ontem como hoje é assim, seja de modo velado, descarado ou como um idiota útil.

Doravante, em meio a esse furdunço interno, temos ainda o contexto internacional. Estávamos no auge da guerra Fria. Em 62 tivemos a crise dos mísseis em Cuba e tutti quanti. Sim, os militares tiveram apoio logístico em suas ações, agora desdenhar o fato ululante de que o movimento comunista atuava em nosso país é estultice, visto que todos os partidos comunistas do mundo eram, na época, coordenados diretamente pelo PCUS.

Outro ponto enfadonho é o fato de que na década de 60 estava-se desenhando no Brasil de modo muito avançado a estratégia marxista da frente ampla, conforme lemos na biografia consentida de Fidel Castro escrita por Claudia Furiati e, como se sabe, o êxito desta foi frustrada pela ação do exército brasileiro e, por isso, não se realizou em nosso país a tal “democracia popular” similar a que havia no Leste Europeu.

Pois é, por ironia do destino os militares implantaram um regime de exceção (ditadura) no Brasil para tentar salvar a sociedade brasileira de uma “democracia popular” (ditadura comunista) enquanto os guerrilheiros (rurais e urbanos) e os comunistas (de matiz vermelha e rosa) queriam acabar com a ditadura (regime de exceção) para implantar a sonhada “democracia popular” (ditadura comunista permanente).

Por fim, pergunto: no lugar de nossos oficiais, o que faríamos? Sim, o que faríamos se tivéssemos diante de um quadro similar a esse? Pense nisso, porém, como homenzinho, não como um garotinho de cara pintada, cabeça vazia e caráter mimado e, quem sabe, compreenderá que o regime militar foi, dos males, o menor.

Pax et bonum
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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Comentários Radiofônicos de 02 à 05 de abril de 2012








Comentário realizado por Dartagnan da Silva Zanela para o programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO, transmitido pela rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

O TEMPO E SUA LITURGIA

Escrevinhação n. 940, redigido em 03 de abril de 2012, dia de São Luís Scrosoppi, de São Ricardo Bachedine e de São Xisto I.

Por Dartagnan da Silva Zanela

Eis que está por findar o tempo quaresmal. Tempo de meditação, de reflexão e, acima de tudo, de conversão. Aliás, é com grande sabedoria que a Santa Madre Igreja organiza o calendário litúrgico para que, no correr dos abençoados dias de um ano meditemos, à luz dos Ensinamentos de Nosso Senhor, sobre o nosso lugar dentro da História Sagrada e, principalmente, sobre a forma como estamos escrevendo a história da salvação de nossa alma.

Sim, o calendário litúrgico, bem como a liturgia diária, não é reles acessório secundário à prática religiosa. Muito pelo contrário! É um meio eficaz para a nossa dignificação, para o nosso crescimento e o desdém que muitas das vezes emana de nossa parte frente a essa realidade muito bem retrata o quão parva é a nossa fé, o quão pífia são as palavras ditas por nossos lábios quando nos declaramos Cristãos Católicos tementes a Aquele que é.

Fato ululante às nossas vistas é o desleixo que vem tomando conta da brasílica sociedade frente à Quaresma. Houve um tempo em que o resguardo destes dias era algo claro e presente aos olhos de todos os fiéis, todavia, muitos são aqueles que desdenham a postura exigida neste tempo de penitência, de aprofundamento da vida interior, que nos são sugeridos por aquela que é MATER ET MAGISTRA.

Naturalmente, não estamos afirmando que a sociedade brasileira deveria ter a sua rotina amoldada de acordo com os cânones propostos pela Igreja. Não é isso cara pálida. O que estamos indagando, o que estamos sugerindo que seja perguntado por você, em seu íntimo, é sobre a sua real fidelidade Àquele que você diz ser fiel.

Sim, o mundo não é obrigado a converter-se, porque a mensagem de Nosso Senhor não foi dirigida para o mundo. Ela foi proferida para cada um de nós, pessoalmente. Isso mesmo. Se não a ouvimos é justamente porque não mais sabemos escutar. Queremos falar, ansiamos sempre por fazer valer a nossa ignóbil vontade, porém, olimpicamente desdenhamos a urgente necessidade de aprendermos a permitir que seja feita a vontade do Altíssimo em nossa vida, mesmo que repitamos, verbal e mecanicamente, as sete promessas da oração dominical.

Por isso, não é o tempo litúrgico que deve ser adaptado às nossas vidas. Somos nós que devemos nos amoldar de acordo com os ensinamentos que nos são apresentados por estes para que se realize em nós a alquímica transformação duma alma aguada, parada e insípida em um virtuoso vinho.

Mas, é claro que você, meu caro ledor, tem questões muito mais importantes para priorizar em sua vida do que tudo isso que foi apontado nestas turvas linhas, não é mesmo? Fazer o que?

Pax et bonum
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domingo, 1 de abril de 2012

Comentário Radiofônico de 30 de março de 2012


Comentário realizado por Dartagnan da Silva Zanela para o programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO, transmitido pela rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

Onipresente e invisível

Por Olavo de Carvalho

Ao ouvir dizer que vive numa "democracia", o cidadão comum imagina que, malgrado algumas tramas urdidas pelos políticos por trás das cortinas, o esquema de poder que domina a sociedade coincide com a estrutura visível das instituições e, em última instância, pode ser controlado mediante a pressão do clamor público ou o exercício do voto.

Algum resíduo oculto, aqui e ali, será mais cedo ou mais tarde revelado pelos bravos jornalistas que destampam as latrinas e vasculham os esgotos, expondo os ladrões e conspiradores à luz do dia para que sofram as penas da lei. Não obstante falhas ocasionais, no conjunto o sistema, aerado pelos bons ventos da liberdade de imprensa, encarna os ideais iluministas da transparência e da racionalidade.

Lamento informar que há pelo menos vinte anos esse sistema cessou de existir. O poder dos governos sobre as populações civis já é praticamente incontrolável, reduzindo cada vez mais a um mero formalismo jurídico a diferença entre democracia e ditadura. Não se trata de nenhuma “teoria da conspiração”. Conspirações existem, mas não são elas que produzem esse estado de coisas. Ao contrário, é ele que torna viável, hoje em dia, a criação de um governo global onipotente, imunizado contra qualquer tentativa de controle popular. O fenômeno resulta da convergência de três fatores: [continue lendo]