quarta-feira, 28 de setembro de 2011

[pdf] A LUZ DA RAZÃO NA IDADE DAS TREVAS

A LUZ DA RAZÃO NA IDADE DAS TREVAS

A LUZ DA RAZÃO NA IDADE DAS TREVAS

Escrevinhação n. 910, redigido em 14 de setembro de 2011, dia de São Materno de Colônia.

Por Dartagnan da Silva Zanela

É impressionante o quanto que os sabidinhos orgulham-se de sua apoteótica ignorância sobre os assuntos que eles discutem com ares doutorais. Criticam de maneira tão ávida as tais decorebas sem flagrar que tudo o que eles sabem sobre determinados assuntos não passa de um reles decorar mecânico de um amontoado de lugares comuns que aprenderam na mocidade, raciocinando a partir de um amontoado de esteriótipos toscos que lhes serve de medalhão de auto-afirmação frente a seus pares que, por sua deixa, vêem-se imersos na mesma atmosfera delirante reafirmando assim a sua estulta alienação.

Caso deveras ilustrativo deste estado de espírito são os esteriótipos que os sabidos edificam e propagam sobre a Idade Média como sendo uma época de obscurantismo e supertição. E Pior! Falam sobre o Santo Ofício e sobre estes idos com aquele olhar de profundo conhecedor do assunto, como se tivessem lido alguns pares de livros sobre o referido período histórico, coisa que, diga-se de passagem, eles não tem a menor diposição de fazer. Na maioria dos casos, viram um e outro filme e isso lhes basta.

Não fiquemos bravinhos não, que isso não resolve o problema. Todavia, reflitamos, através destas parvas linhas sobre a seguinte questão: donde veio essa imagem da Idade Média como sendo uma época de trevas? Quando essa imagem funesta do Santo Ofício foi edificada? Hum! Será que já pararamos pra pensar que muito disso que temos reproduzido sobre o período citado e sobre a instituição em pauta não passa de um pérfido constructo histórico?

Pois é, a idéia de idade das trevas é produto dos preconceitos renascentistas em relação à cultura européia deste período. Aliás, a própria nominação desta época com idade média é uma criação renascentista. Estes idos seriam apenas um período médio entre a antiguidade clássica e a modernidade (vide: Hilário Franco Jr. A Idade Média – O nascimento do Ocidente).

Quanto ao Santo Ofício, sua enchovalhação é fortalecida após a revolução Francesa que procurava projetar sobre a Igreja a imagem de retrograda e cruel (vide: Bernardino Llorca S. J. La inquisición en España). Se o amigo tem essa imagem turva tão bem cimentada em seu imaginário, procure comparar a Inquisição com a justiça praticada pelos reinos deste período e verá que o Santo Ofício era significativamente mais brando (vide: João Bernardino Gonzaga. A inquisição em seu mundo).

Também, se achar apropriado (e creio que o é), compare as práticas da Inquisição com as práticas dos revolucionários franceses e demais revolucionários do século XX para vermos onde, de fato, mora e procria-se fartamente a crueldade. Isso se realmente quisermos ver o mundo que existe para além da criticidade, é claro.

Pax et bonum
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terça-feira, 27 de setembro de 2011

CIDADES E SANTOS

"País de tradição católica desde seus primórdios, mais de 2.500 cidades brasileiras homenageiam santos em seus nomes.

Destas, 236 fazem referência a Santo Antônio, como Santo Antônio das Missões (RS), Novo Santo Antônio (MT) e Barra de Santo Antônio (AL).

Outras 220 homenageiam São João, como São João Nepomuceno (MG), São João do Araguaia (PA) e São João do Sul (SC).

São Francisco batiza 127 cidades, como Amparo de São Francisco (SE), São Francisco do Conde (BA) e Barra de São Francisco (ES).

Além destas, são 118 referências a Santa Maria. É o caso de Santa Maria do Oeste (PR), Santa Maria da Boa Vista (PE) e Santa Maria da Vitória (BA). "

Fonte: Banco de Nomes Geográficos do Brasil/ IBGE
http://www.bngb.ibge.gov.br/bngb.php

http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1983&id_pagina=1

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

[pdf] QUANDO O GALO CANTAR...

QUANDO O GALO CANTAR...

QUANDO O GALO CANTAR...

Escrevinhação n. 909, redigido em 13 de setembro de 2011, dia de São João Crisóstomo e de São Maurílio de Angers.

Por Dartagnan da Silva Zanela

Nadar contra a maré nunca é fácil, mas, muitas vezes, é o único caminho sensato. Penso que na atualidade esse seja o caminho a ser trilhado no que tange o que canhestramente convencionou-se chamar de educação.

Quando apontamos isso, não estamos, de jeito algum, afirmando que temos uma proposta inovadora a ser implementada em larga escala junto ao sistema atual, por duas razões: (i) todo aquele que afirma isso não sabe o que é educação, nunca foi educado e muito menos se educou; (ii) não é possível tornar uma farsa burlesca em algo verdadeiro (ou esperar que algo legítimo faça-se a partir do engodo).

Nadar contra maré, nesta seara, é recusar-se a assimilar os preceitos materialistas estupidificantes que hoje fundamentam nosso sistema educacional. E o caminho é este. Não há outro. E basta de dedos acusadores, pois estes não evocam a justiça. Eles apenas afirmam nossa covardia em assumirmos a responsabilidade pela vida.

Caso exemplar dessa covardia é a tristeza que toma conta da alma de muitos professores quando ouvem de seus mancebos a afirmação atávica de que eles não gostam de poesia e muito menos de literatura. Sim, tal afirmação é uma estultice descomunal, todavia, quantos professores realmente gostam de literatura? Quantos edificaram, em seu íntimo, uma biblioteca imaginária das obras que pretende ler em sua vida? Aliás, quantos compreendem a importância basilar da literatura na formação do caráter de um indivíduo? Quantos?

Do lado dos infantes, temos a estultice soberba, da parte dos educadores a pusilanimidade em reconhecer no seu íntimo as falhas que devem ser supridas e, no que tange a sociedade como um todo, creio que as palavras próprias para descrever o estado de espírito reinante seriam impróprias para a publicidade deste libelo.

Por fim, como muitíssimo bem nos aponta o filósofo Olavo de Carvalho (Educação ao contrário, 27/01/2009): “Se há uma coisa óbvia na cultura brasileira, é o desprezo pelo conhecimento e a concomitante veneração pelos títulos e diplomas que dão acesso aos bons empregos. [...] campanhas publicitárias que enfatizem a educação como um direito a ser cobrado e não como uma obrigação a ser cumprida pelo próprio destinatário da campanha têm um efeito corruptor quase tão grave quanto o do tráfico de drogas. Elas incitam as pessoas a esperar que o governo lhes dê a ferramenta mágica para subir na vida sem que isto implique, da parte delas, nenhum amor aos estudos, e sim apenas o desejo do diploma”.

É, meu caro, a verdade é essa e ela continuará sendo ela mesmo que a massa ignara torça o nariz.

Pax et bonum
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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

NÚMEROS, NO MÍNIMO, CURIOSOS

1 - Poucos sabem, certa imprensa não diz, mas o fato é que a taxa média de crescimento de matrículas nas universidades federais entre 1995 e 2002 (governo FHC) foi de 6% ao ano, contra 3,2% entre 2003 e 2008 - seis anos de mandato de Lula;

2 - Só no segundo mandato de FHC, entre 1998 e 2003, houve 158.461 novas matrículas nas universidades federais, contra 76.000 em seis anos de governo Lula (2003 a 2008);

3 - Nos oito anos de governo FHC, as vagas em cursos noturnos, nas federais, cresceram 100%; entre 2003 e 2008, 15%;

4 - Sabem o que cresceu para valer no governo Lula? As vagas ociosas em razão de um planejamento porco. Eu provo: em 2003, as federais tiveram 84.341 formandos; em 2008, 84.036;

5 - O que aumentou brutalmente no governo Lula foi a evasão: as vagas ociosas passaram de 0,73% em 2003 para 4,35% em 2008. As matrículas trancadas, desligamentos e afastamentos saltaram de 44.023 em 2003 para 57.802 em 2008.

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

[pdf] INDO DE ENCONTRO AO PONTO DO CONTO

INDO DE ENCONTRO AO PONTO DO CONTO

INDO DE ENCONTRO AO PONTO DO CONTO

Escrevinhação n. 908, redigido em 06 de setembro de 2011, dia de São Liberato de Loro.

Por Dartagnan da Silva Zanela


Sei que não são poucos os olhares tortos que surgem, seguidos dos necessários narizinhos empinados, quando um caipira como este que vos escreve afirma que um dos grandes males que assola as almas juvenis é a dita criticidade que tanto empolga as almas sebosas que imaginam educar o mundo sem antes terem completado a sua educação pessoal. Que fazer? Durmo na pia da cozinha.

Dito isso, indo ao ponto do conto: por que percebo a educação hodierna deste modo? Pela simples razão de que de tanto pensar morreu um burro. Explico-me: antes de ousarmos criticar qualquer coisa é de fundamental importância que a percebamos e a assimilemos tal qual ela é para apenas mais tarde fiarmos pela trilha da apreciação crítica.

Um exemplo que julgamos extremamente didático são as artes marciais. Quando um mestre ensina um aluno para que ele torne-se um bom lutador, o que ele faz? Ele ensina criticamente ou convida o aprendiz a conhecer e assimilar toda a herança acumulada por gerações de sua escola (ou estilo) marcial? Quem em algum momento de sua vida teve contato com uma arte deste gênero sabe muito bem do que estou falando. A imitação gera a assimilação que, por sua deixa, oferta ao iniciado o arcabouço necessário para que ele crie, há seu tempo, o seu modo pessoal de praticá-la.

Saltando desta para outras modalidades de ação humana, a regra não é diversa. Música, pintura, escrever, cozinhar, plantar, consertar ou fabricar algo, seja o que for, qualquer ser humano normal vê, com atenção, o que deve realizar, imita, realiza e, com o tempo, colecionando em seu íntimo vários modelos possíveis de realização destas ações e, deste modo, habilita-se a contribuir, quem sabe, com o seu toque de originalidade.

Se as almas sebosas fossem sinceras, só um pouquinho, consigo mesmas, perceberiam que até mesmo toda essa lengalenga de criticidade também (e inclusive) é aprendida através de imitação. Imitação essa, que se dá de maneira insincera e degradante, visto o fato de que a assimilação de seus procedimentos se dá com vistas a ilhar o indivíduo em seu mundinho, erguendo um muro colossal entre sua vista e o mundo real que eles julgam tão bem conhecer através de suas observações de apreço ou desapreço aos objetos de suas críticas.

Por isso, sem pestanejar, digo e repito: não queira ser crítico. Almeje e labute para ser bom. Admire aqueles que no correr dos séculos fizeram-se por essa via, conheça suas vidas, aprenda o modo como eles enfrentaram os problemas que os afligiram. Problemas que, acreditem ou não, são tão interessantes quanto às soluções que eles encontraram. Por fim, cultive intensamente um agudo senso de gratidão, pois, sem este, não há educação.

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terça-feira, 13 de setembro de 2011

A MORTE NO CALVÁRIO - MACHADO DE ASSIS

A MORTE NO CALVÁRIO - MACHADO DE ASSIS

O burguês segundo Marx

por Olavo de Carvalho

Um dos mais queridos entretenimentos dos marxistas, desde há um século e meio, tem sido defender Karl Marx da acusação de economicismo.

Longe de reduzir tudo às causas econômicas, dizem eles, o autor de O Capital enxergava no processo histórico a ação simultânea de um complexo de fatores, incluindo o cultural e o religioso, onde a economia só viria a predominar "em última instância", cedendo frequentemente o passo às demais forças. A imagem de um Karl Marx obsediado pela onipotência da economia é, alegam, uma redução pejorativa, criada para fins de propaganda pelos críticos burgueses. Há alguma verdade nisso.

Marx não era nenhum simplório, sujeito a deixar-se embriagar pela obsessão da causa única, mágica, universalmente explicativa.

Acontece, no entanto, que toda a engenhoca explicativa do marxismo não foi concebida como pura filosofia, e sim como instrumento prático de destruição da sociedade burguesa, e há nela uma nítida defasagem entre a teoria geral da História e a sua aplicação ao capitalismo em especial. [leia mais]

domingo, 11 de setembro de 2011

Inaceitáveis obviedades!

Por Percival Puggina

Quer ser impopular? Diga que há um desastre civilizacional em curso, motivado pela corrosão dos valores da tradição judaico-cristã. Quer desagradar a muitos? Proclame ser escandalosa a conduta de uma sociedade inteira que joga sua cultura e moralidade nos cínicos labirintos do relativismo até se extraviar totalmente de uma e de outra. E, depois, se queixa das consequências. [leia mais]

Acesse o site do autor: http://www.puggina.org

37 - Parresía: "Gigante Adormecido"

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

[pdf] NÃO TEMAIS ÍMPIAS FALANGES...

NÃO TEMAIS ÍMPIAS FALANGES...

NÃO TEMAIS ÍMPIAS FALANGES...

Escrevinhação n. 907, redigido em 06 de setembro de 2011, dia de São Liberato de Loro.

Por Dartagnan da Silva Zanela

A quem devemos o que temos? A quem devemos a existência do país que hoje nos abriga? Quais são os artífices desta obra que hoje chamamos nossa Pátria? Sim, as pífias almas gritam que tudo isso é obra da tal da “zelite”. É, todo estulto que não sabe apresentar uma resposta justa inventa, com alguns cacoetes mentais e um bom tanto de bobagens abstratas, uma indigna justificativa para sua tolice.

De mais a mais, ousaria levantar outra pergunta, versando de forma diversa sobre o mesmo tema. Seríamos nós capazes de realizar essa obra, a independência do Brasil, de uma forma melhor? Seríamos nós melhores que os mentores dessa nação? Somos tão melhores, meu caro Horácio, que os condenamos e cobrimos suas memórias com insídias sem ao menos conhecê-los. E mesmo assim, afogados em nossa soberba (depre)cívica, imaginamos, de maneira doentia, que o que o Brasil tem de melhor somos nós.

Sim, não precisa me dizer que os nossos Founding Fathers tinham defeitos e vícios. Eles eram humanos e não seres angelicais. Mas pergunto, mais uma vez, quem de nós possuía as virtudes destes? Quem? Mais uma vez, se formos francos, o silêncio recairá sobre nosso semblante, frente à vergonha de termos tantos juízos sobre pessoas que desconhecemos e, em grande medida, desprezamos.

Caretice? Talvez. Entretanto, o curioso é que toda a brasilidade conhece minúcias, cômicas ou fúteis, sobre celebridades midiáticas, bandinhas furibundas, políticos carcamanos e tutti quanti. Figuras estas, tão conhecidas quanto inócuas. Já aqueles que realmente dedicaram-se ao nosso país de maneira abnegada permanecem como ilustres desconhecidos, ocupando, atualmente, um empoeirado canto no mausoléu das aquilatadas almas que, por seus méritos, são desprezadas pela mediocracia reinante.

Olhar para os dias que não mais voltam e empinar o narizinho para a obra de almas como José Bonifácio e Luis Alves de Lima é fácil. Outra coisa é colocar-se, imaginativamente, no lugar deles, revivendo interiormente toda a tensão que havia naqueles dias, o peso das responsabilidades que estava sobre os ombros destes e perguntar-se o que, realmente, teríamos feito no lugar deles. É, meu caro, a vida é bem mais complexa do que nossa vã criticidade.

Por essas e outras que para todo aquele que vê a realidade com os olhos limpos com uma boa dose de vergonha na cara percebe o quanto que na atualidade se estimula nas tenras almas o sentimento de rancor em detrimento da gratidão e da reverência. Bem ou mal, recebemos este Brasil, mas, qual será o Brasil que deixaremos? Qual?

Vai saber! Porém, uma coisa é certa: ele terá a nossa cara. Não se assustem.

Pax et bonum
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Hino da Independência do Brasil

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

[pdf] DA (DEPRE)CÍVICA INDIGNAÇÃO

DA (DEPRE)CÍVICA INDIGNAÇÃO

DA (DEPRE)CÍVICA INDIGNAÇÃO

Escrevinhação n. 906 redigido em 30 de agosto de 2011, dia de São Félix e Santo Adauto.

Por Dartagnan da Silva Zanela


A imagem de um marmanjo entregando-se a um teatrinho bufo de auto-piedade é algo que, a cada dia que passa, faz-se mais freqüente nesta terra de desterrados. E o pior de tudo é que os ditos e escarrados sujeitinhos não se flagram do quão ridículo eles se tornam portando-se assim, principalmente por cobrirem-se com o infame manto de cidadanite.

É aquele trololó de meu direito a isso pra cá, é o blábláblá de meu direito a aquele outro pra lá, batem o pé, esperneiam, até choram e reclamam, sorrateiramente, pelas vielas impudicas do anonimato sobre as grandes injustiças do mundo. Mas, me diga uma coisa cara pálida: o que você fez pelos outros para ser merecedor de tamanha distinção? O que você fez por você mesmo para que as pessoas passem a olhá-lo e ouvi-lo com tanta essa atenção?

Por favor, não chore e nem fique bravinho, porque as questões que realmente interessam são essas. O resto é colóquio flácido.

Gostemos ou não, nossa persona não é assim tão grande quanto à mensuração feita por nossa umbilical medida. Aliás, se formos francos, facilmente constataremos que a atenção e zelo que exigimos dos outros é algo imensamente maior que a atenção e zelo que dedicamos à tarefa de compreender e aprimorar esse sujeitinho que somos. Trocando por miúdos, queremos ser o centro das atenções do mundo sem nunca termos sido o centro de nossa atenção.

E o pior de tudo meu caro é que essa impostura, compreensível, não aceitável, em uma criança, faz-se cada vez mais típica no comportamento de pessoas adultas que se sentem impotentes, incapazes de tomar uma decisão que reverta o quadro que a faz mergulhar neste estado.

Quando falamos em tomada de decisão, não estamos sugerindo que agitemos faixas, cartazes e bandeiras, saindo para as ruas protestar. Uma ação desta monta nada mais é do que um sintoma do problema acima apontado, não a solução. De mais a mais, a diferença que há entre um protesto, em si, e um choro infantil, é que o segundo, dá dó, e o primeiro dá nojo.

Uma decisão madura consiste em assumirmos responsavelmente as rédeas de nossa vida, traçando planos de médio e longo prazo que exigirão de nós (não dos outros) sacrifícios para a sua concretização.

Para fazer isso não à precisão de pose e nem mesmo de aplausos. Mas exigirá abnegação e perseverança na realização de algo que apenas nós, e ninguém mais, pode fazer. E aí, por fim, pergunto eu: quem realmente está disposto a seguir por essa pedregosa via, quem? Pois é, repetir o chororó é bem mais fácil.

Pax et bonum
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Quem é que manda no pedaço

por Percival Puggina

Professores, diretores de escola, bons alunos e bons pais sabem, todos, que o Estatuto da Criança e do Adolescente, ainda que concebido sob as melhores intenções, muito contribuiu para a irresponsabilidade dos menores num sentido geral e dos estudantes num sentido muito particular. Digam o que disserem quantos desejem canonizar o ECA pela santidade de seus objetivos, o fato é que na ausência de autoridade, normas e sanções as condutas se desregram. E foi exatamente isso que passou a acontecer nas escolas a partir do momento em que foi fragilizada a autoridade de professores e diretores e consagrada a supremacia infanto-juvenil. Não bastasse isso, no Rio Grande do Sul ao menos, quem quiser ser diretor de escola pública tem que fazer campanha e angariar votos entre os alunos... Depois, quando o colégio vira um sanatório, todos dizem - "Oh, que horror!". [leia mais]

36 - Parresía: "Legalização do aborto no Brasil"