sábado, 30 de julho de 2011

COM A PALAVRA, SÃO GREGÓRIO DE NAZIANZO

Vinde aqui todos vós,
Que cavalgais o vício,
Escória do gênero humano.
Porcos!
Vós que vos desafogais,
Despudorados, arrogantes,
Alcoolizados, vagabundos, bufões,
Efeminados, falsos, insolentes,
Prontos ao perjúrio.
Sanguessugas do povo!
Vós que alongais as vossas mãos terríveis para os bens dos
Outros.
Invejosos, espertalhões, pérfidos, aduladores desavergonhados
Dos poderosos
E leões ferozes com os humildes.
Personagens equívocos,
Oportunistas sem escrúpulos!
Vinde aqui com confiança,
Há um trono enorme preparado para vós!

AINDA SOBRE A VIRTUDE DA FÉ

Comentários proferidos por Dartagnan Zanela - no dia 29 de julho - no programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO que é transmitido pela Rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.


quinta-feira, 28 de julho de 2011

quarta-feira, 27 de julho de 2011

[pdf] NA TERRA DOS AVESTRUZES

NA TERRA DOS AVESTRUZES

NA TERRA DOS AVESTRUZES

Escrevinhação n. 900, redigido em 25 de julho de 2011, dia de São Cristóvão e de São Tiago, o Maior.

Por Dartagnan da Silva Zanela

Façamos vista grossa, sejamos brandos na hora de avaliar os resultados que nos são apresentados em sala de aula. Eis aí o mantra que se repete a exaustão em todo país e aqui, nestas terras da pena de Romário Martins, não é de modo algum diferente.

Discutir com os defensores das pedagogias populistas que pregam esse tipo de impropério é literalmente perda de tempo, visto que, estes, não enxergam as realidades humanas mais elementares, mas apenas as “suas” frases prontas e, pasmem, decoradas, simplesmente por achá-las bonitinhas.

Por essa razão, iremos mudar a perspectiva de nossas considerações. Não procuremos versar, neste libelo, sobre as controvérsias gritantes que se fazem presentes em todo esse colóquio pedagogesco, pois dizer que as frases bonitinhas são ordinárias e vazias como a alma de seus proponentes é perda de tempo. Eles apenas ficam magoados e nada mais.

Por isso, não reflitamos sobre as implicações macabras que se fazem prenhes nestas propostas, mas sim, sobre os frutos que advém destas e o façamos pela esteira das questões que iremos propor a seguir: imaginemos que toda essa pedagogia do coitadinho, toda essa didática do “mamãe! A barriga me dói”, fosse aplicada em todas as searas de atuação humana. Bem, imaginado isso, pergunto: você faria um tratamento odontológico com um dentista que fosse (de)formado em uma faculdade que aprovasse a todos? Já imaginou um engenheiro, sempre aprovado por conselho fazendo o projeto de um edifício? Ou então, um grupo de técnicos em eletro-mecânica que fizeram um curso que apenas preocupou-se em dar a ele uma visão “crítica” da realidade atuando em uma usina hidrelétrica? Por fim, você entregaria a saúde de seu filho nas mãos de um médico que tivesse sido formado nos moldes que são propostos pelas pedagogias do absurdo que fundamentam o sistema educacional vigente? Entregaria?

Pois é meu caro Watson, veja só como são as coisas. Por isso, digo com todas as letras, que toda essa patacoada pedagógica é apenas uma forma refinada de hipocrisia e nada mais, um simulacro onde pessoas encantadas por palavras de efeito retórico procuram disfarçar a sua pequenez posando para os demais, e para si, como uma manifestação de bom-moço e nada mais. Ora, gostemos ou não, maturidade não é algo que se cultiva por meio de brincadeirinhas e tapinha nas costas. Todo mundo sabe disso, mas poucos querem ver essa dura e simples realidade, não é mesmo? Quem ousa ser realista em uma terra de avestruzes?

Pax et bonum
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terça-feira, 26 de julho de 2011

REFLEXÕES RADIOFÔNICAS SOBRE EDUCAÇÃO

Comentários proferidos por Dartagnan Zanela - nos dias 25 e 26 de julho - no programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO que é transmitido pela Rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

25-07-2011


26-07-2011

domingo, 24 de julho de 2011

[pdf] A LONGA MARCHA DA VACA PARA O BREJO

A LONGA MARCHA DA VACA PARA O BREJO

A LONGA MARCHA DA VACA PARA O BREJO

Escrevinhação n. 899, redigido em 22 de julho de 2011, dia de Santa Maria Madalena.

Por Dartagnan da Silva Zanela



Já faz muito que Roberto Campos declarou que no Brasil, a burrice tem um futuro próspero e um passado glorioso. Todavia, sempre há aqueles que já ficam sentidos em seus brios de bom-mocismo, de defensores dos frascos e comprimidos, mas, me digam uma coisa, o que o fato de 32% dos brasileiros com ensino superior não serem plenamente alfabetizados sinaliza? O que dizer diante dos resultados que os alunos deste país, chamado Brasil, apresentam no PISA? Simplesmente que o finado Roberto Campos tinha uma clara visão da têmpera de nossa sociedade e que não adianta ficar bravinho.

Diante desse fato, como ousar falar em letramento? Como? Não sei. Por isso, falemos do pano de fundo que está por traz deste flatus vocis que se convenciona chamar de discussão sobre educação que, no fundo, não passa de uma mesquinha dissimulação. Falemos do desprezo que o brasileiro nutre pelo conhecimento e, consequentemente, por toda e qualquer senso de medida e hierarquia. Esses traços muito bem caracterizam tanto o homem massa orteguiano como o homem medíocre exumado nas laudas da obra de José Ingenieros e que são vistos aos borbotões nos rincões e centrões deste país.

Em nosso sistema educacional, atualmente, falando o português bem claro, entende-se que corrigir é um erro, que elogiar o mérito é um insulto e ter mérito então, é um agravo moral imperdoável. Onde já se viu ser letrado em uma sociedade de iletrados! Como os ignorantes voluntários (aqueles que têm um diploma de “sabedores” e desprezam o conhecimento) vão se sentir diante disso! Não mesmo!

Segundo entende-se e pratica-se em nosso sistema educacional é fundamental que se “valorize” as tais diferenças. Quando isso é dito, entenda-se que se deve punir o mérito e, automaticamente, premiar o demérito. É claro que isso é uma verdade obvia, como também é obvio que algo tão evidente está mascarado e encoberto com o véu do tal do preconceito lingüístico e dos demais coitadismo de toda ordem.

Aliás, como nos admoesta o filósofo Olavo de Carvalho, em seu escrito “Quem como quem”: “Para os meninos da Febem ou para o lavrador de Ponta Grossa, pode ser bom ou pelo menos cômodo, a curto prazo, que os deixem escrever como falam, sem subjugá-los à uniformidade da norma. Subjetivamente, eles talvez se sintam, assim, menos excluídos. Mas, objetivamente, aí sim é que estarão excluídos, aprisionados na sua particularidade e sem acesso à conversação das classes cultas. Tudo depende de saber se preferimos enfraquecê-los pela lisonja ou fortalecê-los pela disciplina. Há nisso uma escolha moral que os amigos do povo preferem não enxergar”. Se isso é cômodo para estes, quem o diga para o professor inculto que posa de sábio, não é mesmo? Como é cômodo!

Doravante, meu caro Watson, todo ato humano é um ato moral, um ato axiológico, inclusive todo e qualquer blábláblá pedagogesco infectado com toda perfídia politicamente-correta. Por isso, se fôssemos realmente refletir sobre a torpeza moral que permeia a educação (e a sociedade) brasileira, compreenderíamos o que realmente falta para nós. O que nos falta, como a muito dizia o Capistrano de Abreu, é vergonha na cara, é pararmos de nos fazer de coitadinhos.

Sim, sei que o fracasso subiu a cabeça de todos nós, mas, enquanto não pararmos de justificar a nossa mediocridade jamais seremos capazes de educar alguém. Isso mesmo! No fundo, quando fingimos defender os frascos e comprimidos, estamos apenas recorrendo a um subterfúgio mesquinho para encobrir a nossa pequenez. Não? Então demonstre a sua grandeza em algo e pare de chorar o leite que jamais ordenhamos.

E quanto ao letramento? Jorge Luis Borges resume o ponto quando afirmou que para se entender um único livro é necessário que leiamos muitos livros e ponto. Ora, ora, meu caro, então agora seja franco, mas seja mesmo: quantos livros você realmente tentou entender? Quantos livros mudaram a sua vida? Quantos livros você leu nas férias? Mas, com toda certeza, você já fez inúmeras piadas sobre as pérolas dos alunos, não é mesmo? E quanto ao tempo perdido com fofocas e trololós chulos, creio que não é nem preciso perguntar, não é mesmo? Ah! Mas é claro, como eu pude me esquecer! Nosso gosto não encontra tempo para uma atividade tão enfadonha como essa, a leitura, não é mesmo? Que merda.

Por fim, sem mais delongas, lembremos, e não mais esqueçamos que somos uma sociedade de iletrados presunçosos, que se orgulha de sua baixeza, que justifica o seu fracasso no sucesso dos outros, onde os indivíduos não se vêem como responsáveis pelos seus atos e pela sua vida, somos uma sociedade que nutre uma auto-piedade ridícula e vergonhosa, que ama ocupar o tempo com conversas fúteis e sem sentido e que, mesmo assim, acredita que será capaz de educar a geração mais tenra. É, como dizem os garotos, é pra acabar, se já não acabou essa longa marcha da vaca para o brejo.

Que Deus tenha piedade de todos nós.

Pax et bonum
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sexta-feira, 22 de julho de 2011

O MAL DO IGUALITARISMO NA EDUCAÇÃO

por João Malheiro

Certo dia, um professor universitário, ao não conseguir demonstrar aos seus alunos de forma convincente os males e perigos dos princípios igualitários do comunismo, defendidos por seus pupilos, propôs-lhes a seguinte experiência, enquanto entregava os resultados das primeiras provas: “Então, a partir de agora, todos receberão a mesma nota, conforme a média das notas. Hoje todos estão com 7”. Os bons alunos, meio perplexos, concordaram com o critério, e os mais fracos ficaram felizes. Na segunda prova, tendo em vista que um grande esforço não valia mais à pena, os bons alunos naturalmente relaxaram e os maus alunos mantiveram os mesmos tristes hábitos preguiçosos. Na entrega das provas, o professor anunciou: “Hoje, nesta segunda prova, todos ficaram com 5”. Os mais inteligentes, que nunca tinham tirado uma nota baixa, obviamente ficaram descontentes. Já os piores alunos, estes continuaram felizes...

Acredito que não precisamos continuar a história para deduzir quais foram as notas das seguintes provas e qual o resultado final do período. Mas acredito que tanto os bons alunos da história quanto os leitores deste artigo conseguiram enxergar qual é o perigo de confundir igualdade com igualitarismo, foco deste artigo. [leia mais]

REFLETINDO COM PERCIVAL PUGGINA

"Se abrirmos a janela para uma espiada no Brasil real será impossível não perceber que vive-se a cultura do não saber. Poucos são os alunos que querem aprender. Menos numeroso ainda os que têm hábitos de leitura. Separa-se o lixo na cozinha, mas não se separa o lixo inserido na Educação e nos meios de comunicação. É a epifania da ignorância!"

Alejandro Penã Esclusa é libertado

DOIS COMENTÁRIOS RADIOFÔNICOS

Comentários proferidos por Dartagnan Zanela - nos dias 21 e 22 de julho - no programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO que é transmitido pela Rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

A ARTE DE DISCUTIR FINGIDAMENTE


ESTUDAR COM OS AMIGOS

quinta-feira, 21 de julho de 2011

PROGRAMA AVE MARIA, 21 de julho de 2011.

O Programa Ave Maria é o Programa radiofônico da Paróquia Nossa Senhora de Belém e vai ao ar de segunda à sexta das 18h00 às 18h20. Nas quintas a apresentação do mesmo é feita por Dartagnan da Silva Zanela.


quarta-feira, 20 de julho de 2011

[pdf] DA ASSEMBLÉIA DOS INCONSEQÜENTES

DA ASSEMBLÉIA DOS INCONSEQÜENTES

DA ASSEMBLÉIA DOS INCONSEQÜENTES

Escrevinhação n. 898, redigido em 14 de julho de 2011, dia de São Camilo de Léllis, de Santa Catarina Tekakwitha e de São Francisco Solano.

Por Dartagnan da Silva Zanela

Muitas coisas invadem nossa alma na forma de uma maré de desgosto, porém, nada nos é mais agressivo do que aquelas ondas provocadas pelas preleções das assembléias dos inconseqüentes, de pessoas que se reúnem, digo, que são reunidas, para falar sobre um assunto que elas desprezam ao mesmo tempo em que fingem preocupar-se com o problema que ignoram. E quanto o assunto é educação, sempre há uma multidão dessa estirpe para dar os seus parvos pitacos.

Chega ser bonito de ver esses seres falando, como sempre, da má qualidade da programação da grande mídia. Digo isso, justamente porque estes sempre estão muito bem informados sobre o baixo quilate de seu objeto de crítica. Além desses, há aqueles que fingem não estar por dentro da dita programação, dissimulando serem portadores de algum conteúdo humano de elevada distinção. Num e noutro caso, afirma-se, olimpicamente, que tudo ficaria melhor se a programação televisiva melhora-se.

Ora, ora, será que nunca passou pela cabeça destes abençoados que existe muito mais entre o céu e a terra do que a sua massificada compreensão da cultural? Será que não ocorreu na cabeça desses abençoados que uma via mais interessante (urgente, na verdade) seria a de desligar a televisão e tomarmos em mãos uma boa obra literária? Será que nunca passou pelas suas ventadas que, antes de qualquer coisa, a sua cultura literária é miserável? Nesta terra de desterrados, é uma excentricidade ocupar o tempo livre para ler uma jóia da literatura universal. Bem, esperar o que de um país de analfabetos funcionais, de uma nação onde 32% dos universitários, (de)formados e em (de)formação, não são plenamente alfabetizados? Esperar o que?

Num cenário como esse toda e qualquer discussão reduz-se a uma reles assembléia de inconseqüentes inconscientes de seus atos anódinos, de suas tolas palavras de “seus” pérfidos pensamentos. Não? Então responda para si mesmo, quais são as obras da literatura universal que você teve a grata felicidade de ler? Por exemplo: já leu Os Lusíadas de Camões? Bem, uma vida sem deitar as vistas nestas linhas é uma vida indigna de ser vivida, ainda mais se você tem em mãos uma porcaria de um canudo que atesta que você obteve a tal da “educação superior”.

Por essas e outras que a indignidade se faz reinante em nosso país. Os medíocres que nos governam apenas refletem a pequenez de nossa alma que se amesquinha em uma fétida alcova de imediatismo, midiaticamente formatada, fingida e postiça em tudo mais.

Para falar seriamente sobre os problemas da educação deve-se primeiramente falar com franqueza sobre a nossa miséria humana. Como não se fala neste timbre, todas as palavras enunciadas sobre o educar, de um modo geral, não passam de mesquinharia disfarçada de preocupação.

Pax et bonum
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TRÊS COMENTÁRIOS RADIOFÔNICOS

Comentários proferidos por Dartagnan Zanela - nos dias 18, 19 e 20 de julho - no programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO que é transmitido pela Rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

DESLIGUE ESSA MERDA


SOBRE O ATO DE ESTUDAR


SOBRE O ATO DE APRENDER

terça-feira, 19 de julho de 2011

Tentação totalitária

por Luiz Felipe Pondé

Você se considera uma pessoa totalitária? Claro que não, imagino. Você deve ser uma pessoa legal, somos todos.

Às vezes, me emociono e choro diante de minhas boas intenções e me pergunto: como pode existir o mal no mundo? Fossem todos iguais a mim, o mundo seria tão bom... (risadas).

Totalitários são aqueles skinheads que batem em negros, nordestinos e gays.

Mas a verdade é que ser totalitário é mais complexo do que ser uma caricatura ridícula de nazista na periferia de São Paulo.

A essência do totalitarismo não é apenas governos fortes no estilo do fascismo e comunismo clássicos do século 20. [leia mais]

29 Parresía: “Devoção à Santíssima Virgem Maria”

segunda-feira, 18 de julho de 2011

PROGRAMA AVE MARIA, 14 de julho de 2011.

O Programa Ave Maria é o Programa radiofônico da Paróquia Nossa Senhora de Belém e vai ao ar de segunda à sexta das 18h00 às 18h20. Nas quintas a apresentação do mesmo é feita por Dartagnan da Silva Zanela.


SOBRE O MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO

A tradição revolucionária
OLAVO DE CARVALHO


A tradição revolucionária – Parte 2
OLAVO DE CARVALHO

PARLANDO SOBRE AS VIRTUDES CARDEAIS

Comentários proferidos por Dartagnan Zanela - nos dias 11, 12, 13, 14 e 15 de julho - no programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO que é transmitido pela Rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

SOBRE AS VIRTUDES - parte I


SOBRE AS VIRTUDES - parte II


SOBRE AS VIRTUDES - parte III


SOBRE AS VIRTUDES - parte VI


SOBRE AS VIRTUDES - parte V

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Demóstenes denuncia crimes em livros didáticos distribuídos pelo MEC

[pdf] RECEITUÁRIO PARA DEMÊNCIA COLETIVA

RECEITUÁRIO PARA DEMÊNCIA COLETIVA

RECEITUÁRIO PARA DEMÊNCIA COLETIVA

Escrevinhações n. 897, redigido em 25 de junho de 2011, dia de São Guilherme de Vercelli, São Máximo de Turim e de São Próspero de Aquitênia.

Por Dartagnan da Silva Zanela

Existe um troço que tomou conta da educação brasileira que se o compadre ver com os dois olhos irá nos deixar corado de vergonha. Olha, é um trem fuçado tão feio que chega assustar o fato de que muitos educadores fiem seu descompasso pedagogesco por essa vereda. O tal troço é o que o filósofo Luiz Felipe Pondé chama de marketing comportamental, uma passagem só de ida para naufragar a alma naquilo que o filósofo Olavo de Carvalho identificou como imbecil coletivo.

Mas tratemos apenas do primeiro. O que seria o tal do marketing comportamental? Seria o uso de um símbolo esvaziado de significado, representado em certas atitudes, no uso de determinados termos que, no entender do postulante destas, o tornariam uma pessoa mais justa, uma espécie caricata de dignidade postiça. Resumindo: reconhece-se os portadores desta enfermidade pelo seu zelo desregrado dos usos politicamente-corretos da linguagem e pela direção rubra que dá as suas intenções, sutilmente dissimuladas com as mesmas palavras vazias.

Quem já não viu aqueles tipos pitorescos que em seus libelos, ou em suas preleções, primam o tempo todo pelo uso politicamente-corretíssimo, do gênero masculino e feminino. E, é claro, que eles(as) gostam mesmo é de explicar por que eles(as) fazem isso para mostrar o quanto que eles(as) são homens/mulheres bons/boas. Isso, meus caros, é marketing comportamental. O uso de palavras esvaziadas de significado humano para serem utilizadas por pessoas de humanidade desfigurada e, por mais que eles insistam, isso não é educar.

Neste contexto as palavras não mais são instrumentos que auxiliam na compreensão da realidade. Tornam-se apenas um meio de manipulação. Se não, pare pra pensar só um pouquinho na atenção cavalar que se dá a temas que supostamente são de interesse publico. Em regra, o que encontramos é justamente uma sínica inculcação de um vocabulário, juntamente com um mostruário de atitudes, que deverão ser assimilados ao mesmo tempo em que se aprende a rotular as pessoas disso ou daquilo simplesmente porque elas não se enquadram nesse ou naquele estereótipo.

No frigir dos ovos, sob a desculpa de acabar com certos estereótipos e emancipar a humanidade, os indivíduos que postulam essas práticas estão, definitivamente, escravizando as almas que lhes são confiadas a ficarem agrilhoadas em seu tacanho universo umbilical, justificados pelos dengos ideológicos que passam a embasar (ou embaçar) o seu desdém pelo conhecimento, tão grande quanto o seu amor pelas suas opiniões.

Pax et bonum
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sábado, 9 de julho de 2011

COMENTÁRIOS RADIOFÔNICOS

Comentários proferidos por Dartagnan Zanela - nos dias 04, 05, 06, 07 e 08 de julho - no programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO que é transmitido pela Rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

CONVERSANDO COM DEUS


LIBERDADE


OS MAUS PENSAMENTOS


ESTUDAR


SABER REZAR

quarta-feira, 6 de julho de 2011

PROGRAMA AVE MARIA, 30 de junho de 2011.

O Programa Ave Maria é o Programa radiofônico da Paróquia Nossa Senhora de Belém e vai ao ar de segunda à sexta das 18h00 às 18h20. Nas quintas a apresentação do mesmo é feita por Dartagnan da Silva Zanela.


[pdf] ENTRE PALAVRAS OCAS E ALMAS VAZIAS

ENTRE PALAVRAS OCAS E ALMAS VAZIAS

ENTRE PALAVRAS OCAS E ALMAS VAZIAS

Escrevinhação n. 896, redigido em 21 de junho de 2011, dia de São Luiz Gonzaga.

Por Dartagnan da Silva Zanela


Praticamente toda discussão que se forma em torno do tema educação não passa de um amontoado de flatus vocis. A razão para tal reside no fato de que boa parte dessas preleções versa unicamente sobre palavras que muito vagamente se referem ao educar enquanto os problemas reais, vividos diuturnamente por aqueles que estão em uma sala de aula, são olimpicamente desdenhados.

O pior de tudo neste cenário é que justamente aqueles que estão vivenciando esses problemas encontram-se viciados até os gorgomilos com as mesmas expressões não significativas que ao mesmo tempo em que nada dizem sobre os problemas reais enfrentados acabam, por sua deixa, tomando o lugar destes em meio às contendas abertas sobre o tema, camuflando a realidade.

Raramente se coloca o dedo na ferida para que a pútrida infecção verta e infecte os ares politicamente corretos que tomam o lugar do educar. Quando isso ocorre, normalmente finge-se que aquele fétido odor não está presente no ambiente. O vexame é grande, tão grande que ninguém tem a coragem de admitir que todas as propostas inovadoras que foram entrouxadas geraram apenas frutos falazes, pútridos até o caroço, e nada mais.

Outra coisa que as sebosas almas jamais irão admitir é que, no fundo, elas nunca desejaram realmente educar uma pessoa, para que crescessem em espírito e verdade e, como dizia Goethe, se tornassem dignas, prestativas e boas. O que elas desejavam, e ainda almejam, é implantar na sociedade uma mentalidade socialista para, consequentemente, que essa se torne socialista (ou qualquer pesadelo do gênero “admirável mundo novo possível”).

Ora, o que desejava Paulo Freire e tutti quanti com toda aquela pedagogice? Qual o intento final da estratégia gramsciniana? O mesmíssimo que muitos de seus leitores e admiradores. Freqüentemente as (des)graças desses dois senhores são lembradas para “fundamentar” as propostas educacionais, mas poucos realmente pararam para meditar sobre as intenções presentes em suas torpes falas (ou fingem ter). E depois o alienado sou eu.

A preocupação central dessas almas deletérias não é educar, mas sim, realizar de maneira hábil uma sórdida doutrinação marxista que, sinicamente, eles chamam de libertária, emancipatória, progressista e tutti quanti. O nome até muda, mas não o intento mascarado em seus obscuros corações e isso, meu caro, não é educar. Mas, como todos discutem apenas palavras, e não a realidade que elas nos comunicam, cada vez mais distanciamo-nos da educação em nome de propósitos que nada tem haver com as imagens retóricas pintadas por essas pedagogias maquiavélicas.

Para além das palavras ocas à realidade que denuncia vivamente a hipocrisia reinante enquanto nós nos fechamos em copas. Mas, até quando isso perdurará? Até quando?

Pax et bonum
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