sábado, 30 de abril de 2011

Pedro Bial GNT entrevista o filósofo Olavo Carvalho


parte 02 - parte 03

VALE A PENA LER DE NOVO

O imbecil juvenil - por Olavo de Carvalho

Pe. Paulo Ricardo - Sobre o pluralismo religioso

Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior nasceu no dia 7 de novembro de 1967 e foi ordenado sacerdote no dia 14 de junho de 1992, pelo Papa João Paulo II. É bacharel em teologia e mestre em direito canônico pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma). Atualmente, leciona nos cursos de Filosofia e Teologia. Foi durante quinze anos reitor do Seminário Arquidiocesano de Cuiabá. Desde 2002, a Santa Sé o nomeou membro do Conselho Internacional de Catequese (Coincat), da Congregação para o Clero. É autor de diversos livros e apresenta semanalmente o programa “Oitavo Dia”, pela Rede Canção Nova de Televisão.

QUESTÃO DE HONRA

Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 28 de abril de 2011

A imagem oficial dos combates travados entre os anos 60 e 70 no Brasil opõe, de maneira reiterada e obsessiva, os “jovens” guerrilheiros aos “velhos” generais. Adolescentes românticos e entusiastas contra setentões endurecidos e carrancudos. O estereótipo, instituído pela minissérie “Anos Rebeldes” (Globo, 1992), tornou-se obrigatório em todos os filmes, romances, contos, novelas de TV e reportagens, ao ponto de arraigar-se no imaginário popular como uma cláusula pétrea da verdade histórica, a base infalível de tudo quanto se pensa, se crê e se sente daquele período histórico. O simbolismo aí embutido é auto-evidente: a juventude representa a inocência, o idealismo, a esperança, a visão rósea de um mundo melhor; a velhice personifica o realismo cínico, a acomodação ao mal, o apego tacanho a uma ordem social injusta e caquética.

No entanto, é claro que nada disso corresponde aos fatos. [leia mais]

quinta-feira, 28 de abril de 2011

quarta-feira, 27 de abril de 2011

DEXTRA - Entrevista exclusiva com José Anselmo dos Santos, o Cabo Anselmo

[pdf] PARA NÃO SER ESQUECIDO

PARA NÃO SER ESQUECIDO

PARA NÃO SER ESQUECIDO

Escrevinhação n. 884, redigido em 26 de abril de 2011, dia de Santo Anacleto e da Primeira Santa Missa celebrada em terras brasileiras.

Por Dartagnan da Silva Zanela

“O homem tornou-se incapaz de olhar acima de si”. (Papa Bento XVI)

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Em certa ocasião fui indagado sobre qual seria o melhor método para se chegar à contemplação da Verdade. A própria indagação, de cara, nos apresenta um dos fetiches encalacrados na mentalidade moderna, o culto da palavra “método” que é literalmente metida em praticamente tudo ao mesmo tempo em que praticamente nada é feito de maneira metódica. Celebra-se e cultua-se aquilo que se desdenha.

Mesmo assim, a pergunta é boa. Primeiro, pelo fato de nos ser um belo exemplo de como que tudo o que se faz na sociedade moderna pauta-se meramente em uma dimensão meramente externa, maquinal e superficial que, por sua deixa, abre um grande vácuo em nossa alma. Vácuo esse que deveria ser ocupado com a postura indispensável a todo aquele que tem por objetivo a procura pela Verdade.

A postura requerida para tal empreitada e que, de um modo geral, é sumamente desdenhada pela nossa sociedade, é a da sinceridade. Isso, e apenas isso, nos basta para iniciarmos a caminhada pela vereda desta infatigável procura. Sem ela, essa procura não se realiza de modo algum. Apenas poder-se-á fazer um simulacro fútil de pequenez que com lábios ignóbeis proclama por ela, a Verdade, um amor que jamais fora cultivado no âmago de seu ser.

Dizer que sabe aquilo que sabe e que não sabe aquilo que não sabe. Descrever o mundo tal qual ele se apresenta as nossas vistas e ponto. Nisso consiste a franqueza.

Sim, somos cônscios de que não são em todas as ocasiões que podemos proclamar as verdades que nos chegam às nossas vistas. É perigoso. Entretanto, não estamos nos referindo a isso, especificamente, mas sim, ao ato de dizer para nós mesmo o que realmente sabemos e o que substancialmente não sabemos. Ora, se não somos capazes de ser sinceros para conosco mesmo, sermos capazes de ser francos com quem e em que?

Tudo aquilo que cultivamos em nosso íntimo acaba se refletindo em nossa maneira de nos relacionar com as outras pessoas e com a criação (e também com o Criador). Isso é inevitável. Se formos superficiais no trato para conosco assim o seremos na forma como interagimos com os demais e no modo como agimos na sociedade.

Sim, a regra é simples e pode ser apresentada a qualquer um, independente da idade e condição social. Todavia, como isso não é uma novidade e nem vem incrementada com paetês publicitários ou plumas tecnológicas, seu ensino e bem como a sua vivência, acabam sendo relegados ao desdém.

Pare pra pensar um pouco, meu caro Watson, nos mecanismos de avaliação e nos instrumentos educacionais institucionalizados em nossa sociedade e se pergunte quais deles não são um convite a dissimulação, quais deles não são um meio (in)formal de ensinar-nos a agir e viver como se tudo fosse um simulacro? Pense, francamente, nisso.

De tanto fingir e ensinar a caminhar por essa fiada, a obra em construção chamada caráter acaba ficando fora de prumo e rumo. O divórcio que se edificou em nosso íntimo entre a realidade e a nossa capacidade perceptiva da mesma inevitavelmente acaba por deformar a nossa maneira de ser e agir. É para isso que o finado Gustavo Corção nos chamava a atenção quando havia dito que na modernidade trocou-se a Verdade pela opinião.

Sim! Com muito carinho e zelo cultivamos as nossas ditas opiniões, essas ilustres desconhecidas que nos habitam (como nos lembra José Ortega y Gasset), como se elas fossem um fidedigno retrato da realidade. Realidade essa que em nenhuma ocasião procuramos conhecer sinceramente. Aliás, nunca procuramos nos conhecer de maneira sincera para podermos com sinceridade conhecer algo e, mesmo assim, julgamos a tudo e a todos na diminuta e pífia medida de nossas opiniões que apenas retratam de maneira caricatural a frivolidade de nosso caráter, não é mesmo?

Por isso preocupamo-nos tanto em ter o que falar, ter assunto para alimentar as nossas conversas vazias mantidas com pessoas de índole similar a nossa, porém, raramente, procuramos indagar sobre o que se está falando e, agindo assim, não flagramos o ridículo em que nos entregamos ordinariamente.

Por essas e outras, a vileza tornou-se tão grande que se coloca na posição de senhora de tudo, sem jamais tornarmo-nos senhores de si nós. Não é à toa que a Verdade, mesmo que dita em alto e bom som aos quatro ventos, permanece aos olhos desatentos e insinceros, uma ilustre desconhecida. Desconhecida e difamada por uma sociedade que faz da deformação do caráter a pedra angular de uma vida sem direção. Nossa sociedade que tanto quis e quer inovar e aprimorar revela-se é incapaz de resolver as questiúnculas mais elementares por não saber mais ser e viver de maneira sincera.

Pax et bonum
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quarta-feira, 20 de abril de 2011

[pdf] DOUTAS BOBAGENS E NADA MAIS

DOUTAS BOBAGENS E NADA MAIS

DOUTAS BOBAGENS E NADA MAIS

Escrevinhação n. 883, redigido em 19 de abril de 2011, dia de Santo Expedito, São Leão IX e Santa Ema da Saxônia.

Por Dartagnan da Silva Zanela

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Este mundinho chamado Brasil tá cheio de tipos que repete um monte de jargões para posar de “gente fina e inteligente” (que nojo). Muitos dos ecos desta néscia impostura pseudo-erudita nos vêm daquelas discussões tolas de bodega, mas que, infelizmente, ocorre com muito mais freqüência em salas de aula e nos programas televisivos ditos educativos.

Essa lengalenga todos já conhecemos de outros enfadonhos carnavais, mas uma, ao menos, cabe ser lembrada nesta missiva. Citamos o suposto caso que Nosso Senhor Jesus Cristo teve com Santa Maria Madalena. Sim, concordo, é de estourar os pacovas essa propaganda anti-cristã que se traveste de pretensa criticidade, mas, fazer o que? Se a questão está posta e os dejetos foram lançados aos quatro ventos, é nosso dever refletir sobre o estrago.

Esse tipo de afirmação, em regra, é feita por picaretas de marca nanica. Falando o português bem claro, por pessoas que nunca se dedicaram profundamente ao estudo da História Sacra, entretanto, por terem assistido o filme “O código Da Vinci” (porque ler o livro, pra eles, é demais) concluem com ares de douta ignorância que Nosso Senhor teria tido, como se diz, um lance, com a Santa de Magdala.

Lembro tal fato, pois, dias atrás, um ex-aluno perguntou-me isso em vista do que sua professora havia dito, de que o Evangelho de São Tomé afirmaria que teria ocorrido um caso entre o Verbo Divino encarnado e ela e por isso a Igreja o excluiu. Que coisa em?

O jovem que me inquiriu é honesto e sincero no que pergunta. Todavia, não podemos dizer o mesmo no que tange a sua mestra e dizemos isso por uma razão muito simples: não é isso que consta nas linhas do Evangelho de São Tomé. Aliás, se ela, a mestra, realmente tivesse lido o referido Evangelho Apócrifo saberia que o nome de Maria é citado apenas duas vezes (versículos XXI e CXIV) e onde o é, nota-se um desconforto dos apóstolos com sua presença (em especial São Pedro). Por isso nosso Senhor diz que seria bom que ela ficasse. Não porque Ele tivesse um amor “maior” por ela (amor carnal), mas sim, porque as mulheres deveriam ser como homens (viris como um homem). Na dúvida, consulte a fonte pra não falar bobagem (vide: O QUINTO EVAGELHO: a mensagem de Jesus segundo São Tomé. Tradução de Humberto Rohden).

Em segundo lugar: os Evangelhos apócrifos não foram escondidos pela Santa Madre Igreja. Só um néscio crê nisso. Tanto não o é que estes são publicados por editoras Católicas. Mas, por que eles não integram o Cânon? Aliás, como o Cânon foi organizado? Por que em? Até o século IV não havia uma lista oficial dos Livros Sacros, da Bíblia. Havia apenas uma multidão de padres, bispos e fiéis que davam um testemunho vivo da verdade que lhes foi revelada por Deus através de Sua Palavra Viva, Jesus Cristo.

Isso mesmo! O livro mais antigo do Novo Testamento data de, aproximadamente, do ano 53 d.C., que é a Epístola de São Paulo aos Filipenses. Ou seja: antes de existir a Bíblia, já existia a Igreja de Cristo. E será essa Igreja, Santa e pecadora, que séculos mais tarde organizou o Cânon em um Concílio regional, o de Roma de 384, convocado pelo Papa Damásio I. Após uma fecunda discussão entre os padres conciliares (bispos) foi emitido o Decretum Gelasianum que estabelecia a lista do Cânon.

De mais a mais, como jocosamente nos lembra o Padre Paulo Ricardo, a Bíblia não caiu do céu com capinha de couro e zíper. Ela foi escrita por Cristãos Católicos que já a praticamente quatro centúrias comungavam da fé em Cristo ensinada por aquela que é MATER ET MAGISTRA. E foi essa Igreja, inspirada pelo Espírito Santo, que em um Concílio, legou-nos esse dom que é a Sagrada Escritura.

Observação: fica um tanto complicado afirmar ter fé na Letra da Sacra Escritura sem ter fé na Igreja.

Voltando: mas, qual o por que dessa escolha? Porque já nos primórdios de sua história, o Corpo Místico de Cristo já sofria com os ataques de toda ordem de inimigos, internos e externos, que não mediam esforços em destruí-lo. Isso mesmo, meu caro. Desde que Cristo Jesus manifestou-se entre nós o mundo, a carne e o encardido não o receberam de braços abertos, muito pelo contrário! O que mais se têm escutado pelos séculos é o eco do grito que clama: Crucifica-o! Crucifica-o! E a organização do Cânon foi uma resposta aos inúmeros ataques que a ECLESIA DEI vinha sofrendo de uma horda de gnósticos, nestorianos, arianos, pelagianos e tutti quanti (tudo isso, e muito mais, é assunto para outra prosa).

Em fim, tal lista não foi organizada para esconder a verdade, como dizem os idiotas úteis nas mãos do príncipe deste mundo, mas sim, para preservar a Verdade que estava, e está até os dias atuais, sendo atacada por uma lavra de almas sebosas. A única diferença é que nos primórdios da Cristandade havia muitas almas embebidas de coragem apostólica para combater os inimigos e hoje, abunda o número de covardes e pusilânimes que temem mais desagradar à opinião pública do que ser infiel a Deus.

Estou exagerado? Então vejamos: recentemente o antropólogo Luiz Mott, professor da Universidade Federal da Bahia e presidente do Grupo Gay da Bahia declarou que Nosso Senhor teria tendência gay. Isso mesmo! Segundo ele o Verbo Divino encarnado: “[...] É forte candidato. Ele era delicado com as crianças, sensível aos lírios do campo e nunca se casou”, [...] “Parece até que tinha um caso com João Evangelista”. É mole ou quer mais?

Diante do exposto, indagamos: quem irá responder a esse insulto? Quem? Ou teremos apenas mais um silêncio canalha com algumas respostinhas acanhadas e discretas como nos inúmeros outros casos similares ao citado no início neste opúsculo?

Pois é, feliz era o tempo em que tínhamos entre nós almas corajosas como Santo Agostinho e São Gregório de Nazianzo que preferiam desagradar ao mundo proclamando a Verdade que ofender a Deus com um silêncio cúmplice. Infeliz é o tempo, o nosso, em que a covardia traveste-se de prudência e a ignorância de serenidade.

Pax et bonum
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sexta-feira, 15 de abril de 2011

[pdf] VIVER E AMAR A MESTRA DA VIDA

VIVER E AMAR A MESTRA DA VIDA

VIVER E AMAR A MESTRA DA VIDA

Escrevinhação n. 882, redigido em 11 de abril de 2011, dia de Santa Gema Gagani, de Santo Estanislau e da Bem-aventurada Helena Guerra.

Por Dartagnan da Silva Zanela

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Para ser franco, detesto toda a masturbação mental que se faz para renegar o estatuto atribuído tradicionalmente a História como sendo ela a mestra da vida no pífio intento de dar pseudo-ares de cientificidade a uma atividade intelectual milenar. Afirmo isso não por uma impostura anti-intelectual, mas sim, por amar devotamente seguir os rastros deixados pelas almas humanas por esse vale de lágrimas no intento de conhecer-me e reconhecer-me no vivido por muitos de meus semelhantes.

Por isso, creio piamente que toda reflexão histórica deve partir desta imagem que a tanto nos fora legada. A de uma mestra que nos ensina a viver.

Tal afirmação, de longe nos trás uma panacéia para as querelas que se travam nesta seara, mas sim, nos aponta para a senda superior que devemos singrar em nossa jornada gnosiológica. Ops.! Quando falamos em querelas, não estamos fazendo referência unicamente aos debates que são travados entre os interessados (motivados pelos mais variados interesses). Referimo-nos sim, ao debate que necessariamente deve ser armado no âmago de nosso ser para se iniciar uma investigação sobre um determinado assunto historicamente relevante. Este é o ponto de partida e nenhum outro.

Para tanto como devemos proceder? Seguindo um roteiro metodológico que exigirá de nós algumas pré-disposições intelectuais. De início temos que ter claro que a história oficial não é aquela que é insultada pelos professores, mas sim, aquela que é afirmada pelos ditos e reafirmada pelos livros didáticos e pela mídia impressa, televisiva, em fim, pela indústria cultural de um modo geral e que esta, sempre, é composta de cacoetes mentais, estereótipos e de figuras ideologicamente manipuladas.

Trocando por dorso, não podemos perder de vista que a história, enquanto uma reles disciplina curricular tem sim uma dimensão de propaganda política, o que não significa que a reflexão individual e sincera o seja. Aliás, meu caro Watson, somente nesta perspectiva é que realmente encontramos a presença das lições da magistra vitae.

As lições aprendidas em um estudo histórico devem ser ministradas a nós mesmos e não feitas com a mórbida expectativa de explicar a outrem as respostas obtidas em nossos estudos sobre as questões que nos inquietavam. Ora, esperar que os outros entendam as nossas inquietações sem que nos entendamos enquanto pessoa a partir de nossas querelas é uma bobagem sinistra de uma pessoa carente de atenção e que posa de “cidadão crítico” pra chamar a atenção, ponto.

Se compreendermos esse problema, estamos prontos para o segundo. Saber que a reflexão histórica deve sempre ser fiada pela vereda de procedimentos dialéticos. Não aquela bobagem de materialismo dialético vulgar, mas sim do método que nos foi ensinado pela tríade helênica (Sócrates, Platão e Aristóteles). Ou seja: cada questão histórica, em princípio, sempre tem mais de uma perspectiva possível de abordagem. Se conhecermos apenas uma ou duas, a investigação foi rasa e não exploramos devidamente o assunto.

E é isso que significa proceder dialeticamente. Não é torcer (e negar) a realidade para que ela se adapte as nossas teses, as nossas “idéias”, não mesmo. Proceder por essa via significa suspender o seu desejo de vencer o debate interior (ou exterior, se você encontrar alguém sério o bastante para partilhar as suas dúvidas) em nome da procura de uma resposta provável que possa ser expressa através de uma certeza razoável.

Claro que tal empreitada não é fácil, mas, nem por isso, deixa de ser interessante. Destruir os estereótipos que assimilamos é um exercício importante não tanto para, como diriam, desconstruir e analisar a sociedade, mas sim, para reconhecermos a nossa imensa apatia intelectual, nossa imensurável estupidez voluntária diante das questões capitais. Estupidez esta que ostentamos muitas das vezes com ares de, como se diz, de “pensamento crítico”.

Por isso recomendo: não seja um cidadão crítico. Seja apenas uma pessoa razoável esforçando-se para ser virtuosa. É mais brega, porém, ao menos é um exercício honesto para consigo mesmo e, consequentemente, para com os seus pares. De mais a mais, não existe nenhuma atividade intelectual que possa ser realizada sem honestidade intelectual, principalmente, um exercício de erudição histórica. Sem esse quesito, tal exercício reduz-se a um reles desserviço de propagação de estereótipos ideologizados feitos por um idiota completo.

[continua]
Pax et bonum
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quinta-feira, 14 de abril de 2011

PROGRAMA AVE MARIA, 14 de abril de 2011

O Programa Ave Maria é o Programa radiofônico da Paróquia Nossa Senhora de Belém e vai ao ar de segunda à sexta das 18h00 às 18h20. Nas quintas a apresentação do mesmo é feita por Dartagnan da Silva Zanela.



sábado, 9 de abril de 2011

COMENTÁRIOS RADIOFÔNICOS DA SEMANA

Comentários proferidos por Dartagnan Zanela - entre os dias 04 e 08 de abril - no programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO que é transmitido pela Rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

O QUANTO SOMOS DEVEDORES E MAUS PAGADORES - parte I


O QUANTO SOMOS DEVEDORES E MAUS PAGADORES - parte II


O QUANTO SOMOS DEVEDORES E MAUS PAGADORES - parte III


O QUANTO SOMOS DEVEDORES E MAUS PAGADORES - parte IV


O QUANTO SOMOS DEVEDORES E MAUS PAGADORES - parte V

Liberdade virou uma grande indústria de repressão

Podcasts - Luiz Felipe Pondé fala para FOLHA DE SÃO PAULO no dia 05 de setembro de 2010 sobre Liberdade virou uma grande indústria de repressão. Vale a pena ouvir e refletir.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

[pdf] A PEDRA ANGULAR DO EDUCAR

A PEDRA ANGULAR DO EDUCAR

A PEDRA ANGULAR DO EDUCAR

Escrevinhação n. 881, redigido em 05 de abril de 2011, dia de São Vicente Ferrer Santa Maria Crescencia Hoss, Santa Irene e do Bem-aventurado Marciano de La Mata Aparício.

Por Dartagnan da Silva Zanela

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Para que existe a tal da educação? Para nos preparar para vida? Para nos instruir pelas vias da cidadania? Se não, então não seria, por um acaso, para nos tornarmos conscientes (eita palavrinha medonha essa) de nosso papel histórico na sociedade? Quem sabe, me ajudem, para que possamos estar munidos dos meios necessários para ingressarmos no mercado de trabalho? Seria tudo isso e muito mais? É, como diria o Quico: “não deu”.

Distanciando-nos do ar jocoso deste primeiro parágrafo e formos meditar com a devida atenção sobre as questões levantadas perceberemos que cada uma delas nos apresenta um elemento que se faz pertinente ao ato de educar, porém, nenhum deles e muito menos a reunião de todos formaria o núcleo fundamental desta. E mais! Essas questões, reunidas ou apartadas, se estiverem divorciadas do elemento que lhes daria sentido, por mais zelo com que sejam tratadas tornar-se-iam inócuas em sua realização.

Mas, então, em que consiste o cerne da educação? O Abade René Bethléem, em seu Catecismo pela Educação, lembra-nos que o óbvio ululante. Educar é o ato de transformar uma criança em um homem pleno de suas faculdades e, principalmente, dotado de um austero senso moral, tornando-se responsável pela sua vida, responsabilizando-se pela conseqüência de seus atos, palavras, pensamentos e omissões.

Nessa perspectiva que nos é aberta por René Bethléem, educar seria praticamente sinônimo de enobrecer. Para enobrecer algo é necessário lapidá-lo. Um diamante bruto, por exemplo, não apresenta a plenitude de seu esplendor. Não nos revela todo a sua magnificência mineral. É fundamental que este seja devidamente enobrecido, lapidado. É imprescindível que as suas arestas sejam amputadas, que os elementos que maculam a sua dignidade sejam extirpados com as ferramentas apropriadas para, neste trato, não danificar a sua preciosa singularidade.

No que tange o ato de educar temos uma senda análoga a da lapidação de um diamante. Todavia, quais seriam as ferramentas necessárias para a realização desta tarefa? As virtudes, tanto as teologias como as cardinais e, junto com elas, o ponto fundante de todo processo educativo: um profundo e sincero sentimento de gratidão para com os seus mestres e para com aqueles que, direta e indiretamente, permitiram que eles, os mancebos, estejam vivos, neste recorte temporal, para ter a possibilidade de viver a sua vida de maneira plenamente humana.

Ensinar a ter em tudo e para com tudo o devido senso de gratidão. Ter o necessário reconhecimento do tamanho de nossa dívida para com os que nos são próximos, para com aqueles que nos são distantes, inclusive por aqueles que não mais estão entre os vivos e, principalmente, ensinar a esses a serem gratos para com Aquele que tudo criou e tudo provê.

Ora, uma pessoa que não sabe ser grata pelas bênçãos e dádivas que recebemos é uma pessoa incapacitada não apenas ao ato de aprender, mas também encontra-se debilitada, profundamente, para o conviver. E, por essa razão simples que perguntamos: onde está o ensino desta postura no que nós convencionamos chamar de educação em nossa sociedade? Onde?

Preocupa-se tanto com a tal da criticidade que se esquece de indagar-se que impostura essa dissimula. Sem percebermos, através da tal da “consciência crítica” (que realmente é um negócio crítico), ensina-se a se ter uma postura de revolta graciosa, a cultivar um forte rancor em relação a tudo e a todos e, é claro, a ter-se uma atitude de ingratidão indiscriminada. Tudo isso, devidamente disfarçado com todo aquele ar pífio de indignação (i)moral.

O que um dia foi um austero instrumento de edificação e enobrecimento do homem converteu-se em um dos principais meios para corrompê-lo, divorciando-o de sua dignidade originária, reduzindo-o a mais abjeta torpeza. Por isso, mais do que nunca as palavras de Leon Bloy fazem-se atuais quando esse digno escritor francês nos diz que todos nós não passamos de mendigos ingratos.

E como o somos! E como ensinamos a sê-lo, não é mesmo?

Pax et bonum
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PROGRAMA AVE MARIA, 07 de abril de 2011

O Programa Ave Maria é o Programa radiofônico da Paróquia Nossa Senhora de Belém e vai ao ar de segunda à sexta das 18h00 às 18h20. Nas quintas a apresentação do mesmo é feita por Dartagnan da Silva Zanela.


EDITORIAL - O ESTADO DE SÃO PAULO - Um golpe para Lula

A Polícia Federal (PF) levou nada menos de 6 anos para confirmar que o esquema petista de pagamentos ilícitos a políticos conhecido como mensalão, trazido à tona em 2005, não é a "farsa" de que fala cinicamente o ex-presidente Lula, mas um fato objetivo, documentado e que não comporta mais de uma interpretação. Assim não fosse, o Supremo Tribunal Federal (STF) não teria aceito praticamente na íntegra a denúncia do então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, contra os 40 membros da "organização criminosa" liderada pelo titular da Casa Civil, José Dirceu, e autora do maior escândalo de corrupção já identificado no País. [leia mais]

domingo, 3 de abril de 2011

[pdf] SEMANA SANTA, ALMAS ÍMPIAS

SEMANA SANTA, ALMAS ÍMPIAS

SEMANA SANTA, ALMAS ÍMPIAS

Escrevinhação n. 879, redigido em 17 de março de 2011, dia de São Patrício e de Santa Gertrudes de Nivelles.

Por Dartagnan da Silva Zanela

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Vivemos hoje uma época em que plúmbeos ares pairam sobre as questões de ordem superior, de ordem espiritual, tolhendo o discernimento das mesmas. Tamanha tornou-se a falta de discernimento, que as realidades mais auto-evidentes não mais são compreendidas, mesmo que estas sejam exaustiva e devidamente explicadas. Entretanto, no que tange as miudezas da vida, todos esforçam-se em conhecê-las bem, versando-se nestes domínios nos mais mínimos e pífios detalhes como se o conhecimento das toscas futilidades da sociedade moderna tivessem uma importância capital para nos tornar pessoas plenamente realizadas dentro do projeto Divino.

Partindo da constatação dessa obviedade que, não mais se apresenta de uma forma tão obvia, é que devemos refletir e participar da semana Santa, fazendo um profundo exame de consciência, uma piedosa análise do estado em que se encontra a nossa alma, vendida e maculada pelo pecado, para assim, e somente assim, nos apresentarmos diante Daquele que é para termos nossos átrios lavados pelo sangue do Cordeiro de Deus e podermos, minimamente, merecer a Sua misericórdia.

Aliás, um exame de consciência apenas tem razão de ser quando é feito tendo clara a imagem onisciente de Deus diante de nós. Sem maquinações psicológicas que recorrem aos mais variados subterfúgios para nos esquivar de toda a nossa culpa, empreitada que deve ser orientada por uma contrita e contínua oração nutrida por um franco e humilde desejo de conhecer-se para sabermos claramente quem e o que apresentaremos, um dia, diante do tribunal Celeste.

Todavia, como nos admoesta Santa Catarina de Sena, nos esquecemos de realizar tal empreitada com o necessário zelo. Aliás, se formos realmente francos, confessaremos que não fazemos isso por acreditar que já compreendemos claramente quem somos, apesar de estarmos obscuramente perdidos em nosso pântano de pecados e máculas que infecta nosso ser. Cegamo-nos sobre nossa realidade na mesma proporção que ignoramos as realidades celestes e sua presença em nossa vida eviterna.

E justamente neste sentido que Santo Afonso de Ligório nos repreende para o fato mais gritante da história da salvação de nossas almas que é o desprezo, o menosprezo, que nutrimos em relação à grandiosidade do gesto divino que se apresenta a nós por intermédio do sacrifício de Nosso Senhor no alto do Calvário. Sim! Deus nos amou tanto que se fez carne, sofreu e entregou a sua vida as mais atrozes dores para que possamos realmente Viver e nós, de nossa ignóbil parte, não meditamos e muito menos procuramos compreender e viver o salvífico significado do sacrifício de Nosso Senhor.

Seguindo por essa trilha, julgamos ser de basilar importância a cena da sarça ardente retratada na Sagrada Escritura (Êxodo III; 1-12). Nesta, no versículo cinco, vemos Aquele que é mandar Moises retirar as suas sandálias porque o local que ele pisava era sagrado. E Moisés tirou, mas o que significa este gesto? O que significa retirar as sandálias diante de Deus? Nada mais, nada menos, do que fazer simplesmente isso que apresentamos nas linhas acima dessas indignas linhas. Significa nos despirmos de nossas inúmeras camadas de mentiras e auto-enganos, de ilusões e paixões, de nossos disfarces e fantasias para apresentarmo-nos tal qual somos diante da Chama que tudo vivifica. Fazer um franco exame de consciência em obediência ao olhar onisciente de Deus. É isso que significa essa luminosa passagem. É essa que deve ser a nossa experiência da semana Santa. Experiência que vivifica nosso propósito batismal nesta caminhada por esse vale de lágrimas.

Doravante, os criminosos que foram crucificados junto com o Verbo divino encarnado representam a urgência desta prática em nossa vida. Os ladrões, a destra e a sinistra do Cristo, são as possibilidades latentes em nós. Podemos ser o bom ladrão que se apresenta de maneira humilde e verdadeira diante do Senhor, ou o mau ladrão que soberbamente se condena.

Por fim, esse é o divisor de águas que se apresenta na semana Santa para todos, cônscios ou não da gravidade da escolha que é confiada em nossas mãos pelo Sapientíssimo e, assim sendo, tudo depende de nossa disposição e da coragem de olharmos no espelho e ver quem realmente somos e aceitarmos quem devemos necessariamente ser.

Pax et bonum
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sábado, 2 de abril de 2011

C.S. LEWIS E SIGMUND FREUD

Os seguintes artigos são adaptados de uma preleção do Dr. Armand Nicholi em uma reunião de alunos e professores promovido pela Dallas Christian Leadership na Southern Methodist University em 23 de Setembro de 1997. Boa Leitura.


Deus em Questão - Sigmund Frued x C.S.Lewis Documentário [2-4]

TRÊS COMENTÁRIOS E NADA MAIS

Comentários proferidos por Dartagnan Zanela - entre os dias 23 e 25 de março - no programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO que é transmitido pela Rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

NOSSA VOCAÇÃO


OS DONS DO ESPÍRITO SANTO


A SANTA CRUZ E SEUS INIMIGOS

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Deus em Questão - Sigmund Frued x C.S.Lewis Documentário [1-4]



Sinopse: "Deus em Questão", série da PBS em 4 partes, explora de forma acessível assuntos que preocupam todos os seres pensantes: O que é a felicidade? Como encontramos sentido e propósito em nossas vidas? Como conciliamos o conflito do amor e sexualidade? Como lidamos com o problema do sofrimento e a inevitabilidade da morte? Baseada no popular curso de Harvard ministrado pelo Dr. Armand Nicholi, autor de "Deus em Questão", a série ilustra a vida e ideias de Sigmund Freud, crítico de longa data da crença religiosa, e C.S. Lewis, renomado egresso de Oxford, crítico literário e talvez o mais influente e popular defensor da fé baseada na razão. "Freud e Lewis representam nossas partes conflitantes", registra o Dr. Nicholi. "Um lado de nós anseia por uma relação como fonte de toda a alegria, esperança e felicidade, tal como descrito por Lewis, mas há outro que ergue o punho desafiador e diz como Freud: "Não vou me entregar." Que lado escolhermos para expressar, irá determinar nosso propósito, identidade e toda a nossa filosofia de vida. Momentos importantes e reviravoltas emocionais nas vidas de Freud e Lewis dão azo a ideias totalmente diferentes, que fomentam uma análise contemporânea inteligente e emocionante da questão basilar da existência humana: Deus realmente existe?