quinta-feira, 15 de abril de 2010

Programa Ave Maria - 15 de abril de 2010


O Programa Ave Maria é o Programa radiofônico da Paróquia Nossa Senhora de Belém e vai ao ar de segunda à sexta das 18h00 às 18h20. Nas quintas a apresentação do mesmo é feita por Dartagnan da Silva Zanela.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A PEDRA DESDENHADA PELOS CONSTRUTORES – parte IV

Escrevinhação n. 822, redigida em 14 de abril de 2010, dia de Santa Liduína e de São Benezet, o pequeno Bento.

Por Dartagnan da Silva Zanela

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Ensina-nos Santo Irineu que “Deus se fez o que nós somos para nos fazer o que ele É”. Deus é o fundamento da realidade, o princípio que a tudo estrutura. Quando Seu nome é evocado, não estamos nos referindo a mais um ser, mas sim, Aquele que sustenta a todos os seres, inclusive a nós, presunçosos seres humanos. Por isso, quanto Santo Irineu lembra-nos deste fato simples. Com essa lembrança, nos deparamos com o quão pequenos somos e, ao mesmo tempo, o quanto que nosso ser é tomado pelo orgulho e encharcado na pústula da vaidade.

Amorosamente Deus se fez pequenino para que possamos crescer e poder nos aproximar de Seu esplendor. Neste gesto divinal, temos a imagem do caminho que todos podemos e devemos fiar nossos passos para nos tornar àquele de devemos ser e não mais aquilo que as circunstâncias nos transformam. Para tanto, é fundamental que aprendamos com o Cristo a nos fazer pequeninos para que a grandeza possa ser semeada em nosso coração, no centro de nosso ser.

Por essa razão que F. Schuon, ensina-nos que “O Cristo retraça no mundo exterior e histórico o que acontece, desde o começo do tempo, no mundo interior da alma. No homem, o Espírito puro se faz ego, a fim de que o ego se torne puro Espírito”. Trocando por miúdos, quando estamos deitando nossa vista, por exemplo, nas páginas do Santo Evangelho não estamos apenas visualizado um acontecimento que marcou a história, mas sim, diante de um retrato do conflito interior que se faz presente na alma humana. Conflito entre o que devemos ser com as fraquezas que permitem que o mundo, a carne e o demônio nos moldem e nos desvie para uma vereda que nega a razão de nossa existência.

Complicado? Creio que não. Mesmo assim, permita-nos recorrer a uma situação cotidiana para podermos perceber o quanto que esse conflito se faz gritante no âmago de nossa alma. Vejamos: todo bom Cristão tem por hábito ler e meditar sobre os ensinos da Sagrada Escritura diuturnamente. Infelizmente, a maioria inconteste não o faz e quando o faz a conclusão primeira que vem a mente do indivíduo, ou mesmo brota de seus lábios, é de que ele não concorda com o que está escrito nas Páginas Sagradas e que a realidade não pode e nem deve ser do jeito que Elas ensinam.

Espere aí. A Bíblia Sagrada está errada e você está certo. Essa é a conclusão? Será que quando fazemos isso paramos para refletir sobre o tamanho absurdo que estamos afirmando? Este Livro é a manifestação da Vontade Divina em palavras humanas. É um estrado do Reino de Deus entre os homens para ser aprendido, vivido e testemunhado. Mas, no entender de boa parte dos leitores ocasionais deste Livro este é apenas um livro antigo e ultrapassado e que ele, o leitor, em seu moderno entendimento compreende mais sobre o que é a vida e o destino humano do que os autores inspirados. Percebem o absurdo desta situação que hoje se faz tão corriqueiro?

Não é à toa que Santa Catarina de Siena nos alerta, através dos ensinamentos recebidos diretamente do Verbo, dizendo: “convence-te de que não deves acreditar em opiniões”. Especialmente nas opiniões que habitam o nosso coração. Ou você vai me dizer que o seu parvo entendimento da Letras Santas é superior a Elas próprias? Somente partindo deste ponto, percebemos dentro de nós a atuação das forças que nos distanciam da Verdade e que leva-nos a nos apegar as miudezas da vida. Ou você vai me dizer que trocar a Ciência Sagrada por qualquer ideologia materialista moderna é um bom negócio?

Por fim, ainda recorrendo aos ensinos presentes na obra da 32ª santa doutora da Igreja, não nos esqueçamos, se possível for, de procurar examinarmos a nossa própria pessoa à Luz da bondade Divina, pois, essa atitude, nos guia silenciosamente para o vale do autoconhecimento. Conhecimento do estado em que se encontra essa nossa luta interior.

Pax et bonum
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A AGONIA DE HERÓDOTO

A AGONIA DE HERÓDOTO

EDUCAR NA DISTÂNCIA REAL E IMAGINADA

EDUCAR NA DISTÂNCIA REAL E IMAGINADA

domingo, 11 de abril de 2010

Programa Ave Maria - 08 de abril de 2010


O Programa Ave Maria é o Programa radiofônico da Paróquia Nossa Senhora de Belém e vai ao ar de segunda à sexta das 18h00 às 18h20. Nas quintas a apresentação do mesmo é feita por Dartagnan da Silva Zanela.

COMENTÁRIOS RADIOFÔNICOS DA SEMANA

Comentários realizados para a programação da Rádio Cultura AM/FM e transmitidos entre os dias 05 e 09 de abril de 2010 da Era de Nosso Senhor.

FELIZ PÁSCOA


EVANGELIZAR O MUNDO


VIDA INTERIOR


O TRABALHO E A VIDA INTERIOR


PERGUNTAS E RESPOSTAS

quarta-feira, 7 de abril de 2010

A PEDRA DESDENHADA PELOS CONSTRUTORES – parte III

Escrevinhação n. 819, redigida em 03 de abril de 2010, dia de São Luís Scrosoppi, São Ricardo Bachedine e São Xisto I.

Por Dartagnan da Silva Zanela

“Vive de tal modo que tua vida seja uma oração. Canta a Deus com a boca, salmodia com as obras”.
(Sto. Agostinho)

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Para aprender qualquer coisa é indispensável que façamo-nos pequenos. Se nos portamos de modo contrário, acabamos por bloquear o nosso entendimento com a nossa vã presunção. O aprendizado de qualquer coisa pode ser comparado com a passagem de uma pessoa, que está presa em uma caverna, por uma pequena cavidade para poder contemplar a luz do dia e libertar-se das paredes maciças que o impediam de sentir em sua face o calor vivificante da luz do sol. Se nos inflamos com nosso orgulho e vaidade, não temos como passar da ignorância para o conhecimento, pois imaginamos que sabemos aquilo que nunca realmente vimos.

Ora, nos tornamos pequenos na medida em que cultivamos as virtudes da humildade e da paciência. Conforme exercitamos essas, vamos eliminando as imagens que obstruem a aceitação da verdade para que essa possa em nós cultivar o conhecimento que advém de sua presença. Essas imagens que habitam em nós e que impedem a semeadora do saber em nosso íntimo são nossas opiniões e paixões. Quem ama as suas opiniões e norteia as suas ações de acordo com as suas paixões vê-se impossibilitado de poder aprender a verdade e de permitir que ela o transforme na ampliação de seu entendimento. Tal problema decorre justamente porque a alma tende muito mais a si mesma do que à verdade.

Tal situação pode ser muito bem comparada com a de um médico que se preocupa muito mais em avaliar a saúde de seu paciente a partir da visão que ele tem de sua própria saúde. Que doença estará sendo tratada em um simulacro desses? Confusão similar ocorre quando estamos nos dispondo a aprender qualquer coisa, por mais insignificante que seja, se não nos tornamos pequeninos, se não dos dispomos a tornarmo-nos humildes e pacientes.

Por essa razão que Nosso Senhor disse que é dos pequeninos o Reino do Céu. Fazendo-nos diminutos nos tornamos capazes de aprender as pequenas verdades e grandes verdades. E quanto mais nos permitimos a entrega à pequenez, maior nos tornamos interiormente. Aparentemente o uso deste jogo de palavras parece estranho, mas não é. Se nos inflamos de orgulho e vaidade, nosso entendimento fica inchado, impedindo que nossa inteligência possa dilatar os seus átrios para a grandeza do real. Nossa alma torna-se pequena diante deste inchaço. Todavia, quando murchamos essa bola de futilidades e, humildemente, nos curvamos diante da realidade que se apresenta e com paciência e resignação permitimos que o conhecimento aprendido não apenas seja assimilado por nós, mas passe a fazer parte de nosso ser. Assim crescemos em verdade e em entendimento.

O que é mais interessante nisso tudo é que justamente as pessoas que se fazem pequenas e que realizam sempre os mais elevados feitos e as que mais se engrandecem são justamente as que vazias e turvas se tornam com o passar dos anos. Aliás, basta uma olhadela em nossa volta e em nosso íntimo para compreendermos isso.

Por essa razão que São Tomas de Aquino nos ensina que “o fim é o primeiro na ordem da intenção e último na ordem da execução”. Se não temos primeiramente o cultivo na alma humana da intenção de aprender dificilmente seremos capazes de realizar em nosso íntimo a execução do aprendizado. Se não somos capazes de nos dispor a amar, nunca seremos capazes de realmente amar. Se não cultivamos em nosso ser a intenção de amar e conhecer a Deus, dificilmente seremos abençoados com a Luz que advém destas duas intenções.

Por fim, podemos até dissimular que somos grandes, dignos e ilustrados. Aliás, em uma sociedade de dissimulados como a brasileira, isso não é muito difícil. Mas o fingimento de tais qualidades, por conveniente que parece aos nossos olhos, jamais substituirá a luz da realidade que insistimos em negar em nome de nosso amor próprio, em nome de nosso amor pelos frutos de nossa vaidade.

Pax et bonum
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quinta-feira, 1 de abril de 2010

Programa Ave Maria - 01 de abril de 2010


O Programa Ave Maria é o Programa radiofônico da Paróquia Nossa Senhora de Belém e vai ao ar de segunda à sexta das 18h00 às 18h20. Nas quintas a apresentação do mesmo é feita por Dartagnan da Silva Zanela.

A PEDRA DESDENHADA PELOS CONSTRUTORES – parte II

Escrevinhação n. 818, redigida em 30 de março de 2010, dia de São João Clímaco.

Por Dartagnan da Silva Zanela

“Quanto mais o homem se dedica à sabedoria, tanto mais participa da verdadeira felicidade”.
(São Tomás de Aquino)

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O fim supremo da existência humana é o bem da inteligência. Assim nos ensina São Tomás de Aquino em sua SUMA CONTRA GENTILES e deste modo todos nós na modernidade deveríamos agir. Para esse bem deveríamos tender nossa vida. Entretanto, o que vemos a nossa volta? O que vemos diante das meninas de nossos olhos e presente em nosso ser? Sinceramente, realmente procuramos os bens que melhor realizam a nossa inteligência e nos movem para uma vida legitimamente espiritual?

O objeto primeiro da inteligência é a Verdade que é fonte de todas as verdades e esta fonte é Aquele que É e não nós com nossos pensamentos (críticos ou não-críticos). Por essa razão que lemos no Evangelho segundo São João que Nosso Senhor disse que (XVIII; 37): “Nasci e vim ao mundo para dar testemunho da verdade”. Simplificando: o bem supremo da inteligência humana está na procura pela Verdade e não na conjeturarão de idéias fundadas unicamente em nosso ego inflado de vaidade e soberba. É na procura pela verdade que, gradativamente, nos tornamos quem nós devemos ser e não mais aquele que imaginamos ser ou que a sociedade gostaria que nos tornemos.

O exercício desta faculdade, a inteligência, não consiste na elucubração de idéias, mesmo que estas sejam as mais originais possíveis, mas sim, em nossa capacidade de volitivamente nos render e esforçarmo-nos em permitir que a Verdade a molde. Captá-la e permitir que Ela nos molde de acordo com a sua grandeza. Agindo assim, inevitavelmente acabamos por ampliar o nosso horizonte de compreensão e de realização. Ora, entendemos as laudas de um romance de Balzac, por exemplo, não porque nós modificamos o sentido das palavras utilizadas pelo autor, mas sim, porque nos tornamos capazes de compreender o que ele nos escreve e de visualizar o que nos está sendo apresentando.

Agir de modo contrário é negar, literalmente, a inteligência. Quando nos negamos a aceitar a presença da verdade em nossa vida, estamos permitindo que o erro impere em nosso coração. Quando não aceitamos que a presença da Verdade nos eleve e nos engrandeça, estamos permitindo que o auto-engano nos separe da realidade e, deste modo, permitimos que sejamos diminuídos em nossa humanidade.

Por essa razão, a vida interior é uma forma elevada de conversa íntima que cada um tem consigo mesmo, desde que se encontre só, mesmo no tumulto das ruas de uma grande cidade, conforme nos ensina Garrigou-Lagrange.

Para se cultivar a procura pela Verdade é de fundamental importância que sejamos capazes de render todas as nossas faculdades à realidade de uma maneira que possamos vê-la tal qual ela é e não do modo como desejamos que ela seja. Mas, para tanto, devemos ser capazes de manter essa elevada conversa conosco mesmo, de sermos capazes de dilatar o nosso ser para que ele possa captar as mais elevadas dimensões do Ser. Ou, ao menos, nos aproximarmos delas.

Procurando seriamente a Verdade e o Bem através desta conversa íntima, Garrigou-Lagrange nos diz que ela: “[...] tende a tornar-se conversa com Deus, e pouco a pouco, em vez de procurar a si mesmo em tudo, em vez de tender de modo mais ou menos consciente a fazer de si o centro de tudo, o homem tende a buscar Deus em tudo, e a substituir o egoísmo pelo amor de Deus e das almas n’Ele”.

E como é difícil vencermos essa tendência que nos sufoca interiormente, que nos desvia deste diálogo. Aliás, como é fácil nos entregarmos ao desfrute do auto-engano simplesmente por preferirmos o deleite de nossas idéias ao invés aceitarmos passivamente a realidade e a verdade que se faz revelar nela.

Ora, quando pedimos a Deus na oração Dominical que seja feita a Tua Vontade assim na terra como no Céu, estamos pedindo justamente para Aquele que É para que a Verdade transforme a nossa vida nos libertando do erro, dos enganos e dos auto-enganos que turvam a nossa inteligência. Essa é a pedra angular que devemos procurar para erguer o arco que nos permitirá caminhar para a compreensão de quem nós realmente somos e de quem devemos verdadeiramente ser.

Do contrário, podemos continuar a sustentar nossa vida em um amontoado de erros que nos permitem fingir uma dignidade que não temos e de sermos detentores de uma saber que não cultivamos. Podemos continuar a ser uma poça d'água que imagina ser uma fonte de água límpida ou mergulhar na Fonte d’água Viva.

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COMENTÁRIOS RADIOFÔNICOS DA SEMANA

Comentários realizados para a programação da Rádio Cultura AM/FM e transmitidos entre os dias 22 e 26 de março de 2010 da Era de Nosso Senhor.

22-03-2010


23-03-2010


24-03-2010


25-03-2010


26-03-2010