domingo, 28 de fevereiro de 2010

COMENTÁRIOS RADIOFÔNICOS DA SEMANA


Comentários realizados para a programação da Rádio Cultura AM/FM e transmitidos entre os dias 22 e 26 de fevereiro de 2010 da Era de Nosso Senhor.

MORALIDADE DOS ATOS


SER AMOR


SANTIFICAR O NOSSO TRABALHO


RENUNCIAR


AMOR E SALVAÇÃO

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Programa Ave Maria - 25 de fevereiro de 2010


O Programa Ave Maria é o Programa radiofônico da Paróquia Nossa Senhora de Belém e vai ao ar de segunda à sexta das 18h00 às 18h20. Nas quintas a apresentação do mesmo é feita por Dartagnan da Silva Zanela.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

ISTO ÉS TU

Escrevinhação n. 812, redigido em 21 de fevereiro de 2010, dia de São Pedro Damião.

Por Dartagnan da Silva Zanela

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O tempo da Quaresma é, para todo Cristão, um tempo singular onde temos a oportunidade para refletirmos sobre a nossa real condição neste vale de lágrimas. Isso mesmo. Passamos boa parte dos dias com nossas vistas voltadas para os bens exteriores, para as luzes ofuscantes do mundo que nos convidam a cultuar os seus ídolos incessantemente. Na Quaresma temos um momento especialmente reservado para meditar sobre a relação que mantemos com o mundo, com a Verdade sobre nós, com a Verdade que nos é ensinada por Deus através das Sagradas Letras, por meios da vida e da obra de Suas obras primas (os Santos e Santas) e através de Sua Criação.

Dito isso, se me permitem, gostaria de iniciar essa breve meditação através dos ensinamentos de um dos Sermões sobre a quarta-feira de cinzas do Padre Antônio Vieira pregado em 1672 na Igreja de Santo Antônio dos Portugueses. Ensina-nos esta magna alma que o que somos é determinado pelo que fomos e pelo que retornaremos a ser. Ou seja, simplesmente pó. Bem, é claro que todos nós sabemos disso, porém, em que medida tomamos posse dessa informação e meditamos seriamente sobre essa nossa miserável condição? Cobrimo-nos com os mais variados títulos, honrarias, badulaques e símbolos de status social para podermos nos diferenciar dos demais que estão a nossa volta, distantes ou abaixo de nós, ludibriando sempre nossa consciência da elementar verdade sobre nossa condição para maior satisfação de nosso orgulho e vaidade, não é mesmo?

Santo Afonso de Ligório, o Doctor Zelantissimus, em sua obra “PREPARAÇÃO PARA A MORTE – consideração sobre as verdades eternas”, nos lembra algumas passagens celebres da história humana. Dentre elas, destacamos essa que conta-nos que certa feita estava o filósofo Diógenes vasculhando uma pilha de crânios e Alexandre, o Grande, perguntou-lhe: “o que faz?” E ele, ironicamente, respondeu: “estou procurando o crânio do finado rei Felipe”. Quanto a nós, cá estamos, muitas vezes nos empavonando com nossas conquistas frente ao mundo, com nossos méritos reconhecidos por nossa Época. Todavia, o que é tudo isso diante da imensidão do Universo físico? O que são essas nossas glórias diante de eternidade? O que somos, com tudo isso, diante do olhar onisciente Daquele que É?

Essa é nossa real condição. Compreende-la e aceita-la não é, de modo algum, algo humilhante, pois, aceitar a Verdade e permitir que Ela nos molde e nos ilumine é o atributo central da razão para nos elevarmos dessa condição. Reconhecer e obedecer a Verdade é o passo primeiro para crescermos rumo a maturidade. Fazendo isso já aprendemos qual é a nossa real possibilidade de realização. Entretanto, se somos apenas isso, poderemos nos tornar algo que não seja apenas pó? Ora, meu caro Watson, seremos apenas pó se continuarmos apenas focando nossa vida na direção do mundo para engrandecer o nosso orgulho e massagear nossa vaidade. Toda caminhada fiada apenas na direção terrena terá unicamente esse destino. O destino de tudo que está debaixo do sol, como nos ensina o Livro do Eclesiastes.

De mais a mais, perguntamos: quantas criaturas na face da terra têm uma clara compreensão desta situação? Apenas nós. E somente nós nos permitimos a façanha pífia de imaginarmos ser maior que o Criador com nossos ignóbeis feitos. Doravante, o fato de podermos compreender isso tudo e podermos saber isso, em sim, é um claro sinal da misericórdia Divina. Só não vê quem não quer. Ensinar é um gesto deste gênero, e Deus, em sua infinita misericórdia permite que pequenos e insignificantes pontos perdidos em meio a imensidão de Sua obra possam saber disso.

E mais! Não nos esqueçamos que todo ato de misericórdia é uma demonstração de amor. E é isso que o tempo da Quaresma nos propicia. Ele nos convida para vivermos mais intensamente nossas orações e penitencias para que, deste modo, compreendamos o que São Francisco de Assis quis dizer quando proclamou as seguintes palavras: “Deus, para viver, eu preciso de pouco. E deste pouco, eu preciso de muito pouco”.

E o que nos ensina a sociedade moderna? Que tudo o que possuímos é sempre muito pouco para que possamos viver. O tempo todo nos é dito que nunca temos tudo o que precisamos, porém, o que realmente é preciso e o que tenho feito para merecê-lo? E se merecemos, em que medita realmente precisamos de tudo o que temos? Veja bem, não estamos nos referindo aos bens materiais, especificamente. Referimo-nos a tudo aquilo que acreditamos possuir, que cremos ser nosso, efetivamente, e que, consequentemente, imaginamos que seja um reflexo legitimo do que somos.

Tudo pó. Tudo o que somos, tudo o que possuímos, tudo que pode ser tocado pelas nossas vistas, acariciado pela nossa imaginação faz-se pó quando estamos distanciados Daquele que dá sentido a tudo que somos, possuímos e imaginamos. Deus é amor e por assim o Ser, Ele é a Verdade que fundamenta e dá sentido a realidade e esta, desvinculada da Verdade, não passa de uma fantasia sombria que, gradativamente, nos incapacita de amarmos verdadeiramente.

Por fim, isto és tu e não outra coisa. Por isso, nada melhor que nos entregarmos ao convite que nos é feito neste tempo, nos entregarmos ao silêncio evangélico, como nos ensina São Francisco de Paula em sua Regra, para que possamos, humildemente, aceitar a realização dos ensinamentos proferidos por esse silêncio em nosso íntimo e, deste modo, voltar nossa vista para Deus, lavando nossos olhos nas caudalosas águas da Fonte da Água Viva e assim enxergarmos com clareza a trilha que devemos fiar o passo de nossa inteligência e o ponto que iremos centrar a nossa vontade para que a Verdade nos eleve para que possamos ser com Ela algo mais do que o pó de nossa vaidade e orgulho.

Pax et bonum
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

COMENTÁRIOS RADIOFÔNICOS DA SEMANA


Comentários realizados para a programação da Rádio Cultura AM/FM e transmitidos entre os dias 17 e 19 de fevereiro de 2010 da Era de Nosso Senhor.

ORAÇÃO DO CORAÇÃO


PALAVRAS DE UM PAI


COM JESUS ENTRE NÓS

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

CONTINUAMENTE DESDENHADO

Escrevinhação n. 811, redigido em 14 de fevereiro de 2010, dia de São Cirilo, São Valentin e São Metódio.

Por Dartagnan da Silva Zanela

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Todo professor, ao menos uma vez em sua vida, deve ter tomado conhecimento da prática identificada pela alcunha de “avaliação continuada”. Se formos sinceros para conosco mesmo na leitura desta mísera missiva, reconheceremos que além de ter conhecimento da referida forma de avaliação também a incluímos em nosso exercício profissional.

Pois bem, mas em que consiste tal proposta avaliativa, tão difundida no sistema educacional de nosso país? Segundo Paulo Freire, em sua obra PEDAGOGIA DO OPRIMIDO, uma avaliação continuada consiste em uma prática educativa contextualizada, flexível, interativa, presente ao longo da formação, de maneira contínua e dialógica. Agindo-se assim acompanhar-se-ia o desempenho passo a passo do aluno prevenindo-se a repetência (eita). Tudo isso soa bonitinho, mas em que medida essas palavras refletem uma prática real e com a eficácia auto-declarada? Apontamos isso, visto que, a tal modalidade de avaliação vem a longos anos sendo aplicado indiscriminadamente em nosso sistema educacional e os resultados efetivos estão muitíssimo distantes do anunciado, seja em números absolutos ou modelados comparativamente.

Vale lembrar que desde que o mundo é mundo, o referido acompanhamento do diuturno desempenho do aluno é uma prática inerente ao educar. É um tanto que confuso que se conceba que um professor instrua um aluno sem verificar no correr das aulas se ele está desempenhando com zelo e mínima maestria o que está sendo ministrado pelo educador. Seja nas lições ministradas às margens do rio Tigre na antiga Mesopotâmia, ou nas escolas monásticas do medievo, ou nas reduções jesuíticas, temos presente no correr das lições o acompanhamento do que está sendo realizado pelo mancebo junto com as necessárias correções do mestre. O que temos de novidade no que está imperando em nosso sistema educacional é a transfiguração desta prática que é, em si, pedagógica e constante, em uma forma fundamental de avaliação.

Trocando em miúdos, desdenha-se a formalidade de um momento de provação do estudante onde ele demonstraria a aquisição das lições e de sua habilidade em articulá-las frente às situações apresentadas pela prova (ou avaliação, se preferirem). Agindo-se desse modo, temos alguns problemas que, de minha parte, frente ao que os olhos testemunham, apenas degrada a educação e, principalmente, os sujeitos dela: os alunos. Isso mesmo. Julgo que seria deveras relevante perguntar o que se vê no universo real, nas salas de aula que são, literalmente, uma galáxia muitíssimo distante dos mestres e doutos da educação. As palavras nos livros e nos documentos são bonitinhas, porém, na prática, qual é o seu efeito concreto?

Primeiramente, essa modalidade tão quista nas rodas “letradas” e burocratizadas, que se faz presente em todo o sistema de ensino, dá uma ênfase muito significativa no esforço hipotético que o aluno despendeu para realizar uma atividade em detrimento de uma possível demonstração do conhecimento construído e adquirido pelo mesmo no correr do processo. De longa data causa-me grande estranheza ver um aluno ser muito bem avaliado nas atividades avaliativas ditas contínuas e demonstrar um desempenho mediado, e até mesmo abaixo disso, em uma avaliação formal simplória. Seria interessante se fôssemos contextualizar e avaliar a tal avaliação contextualizadora. Entretanto, é claro que esses biltres, de ante-mão, culpam os professores, a família, a sociedade, a mídia, etc., mas nunca as suas idéias geniais.

É claro que já deve haver uma porção de gente me jogando para os cachorros, por isso, se me permitem, façamos algumas analogias com outras práticas avaliativas presentes na vida em sociedade para podermos perceber o quanto que esse troço é qualquer coisa, menos o que é proclamado. Diga-me uma coisa, é possível fazermos uma crítica literária ao mesmo tempo em que estamos lendo o livro que será criticado? É possível realizar uma crítica cinematográfica ao mesmo tempo em que estamos contemplando a película? E veja, estou apenas recorrendo a duas analogias e apenas com elas, torna-se auto-evidente que a própria idéia de uma avaliação contínua é auto-contraditória. E, não é por menos que os resultados de tais práticas estão aí, para todos aqueles que usam os olhos para enxergar, porque tais práticas não avaliam o que é aprendido, apenas camuflam o que é desdenhado.

O fato de afirmarmos esse dito não significa que sejamos contrários a existência de vários momentos em que se possa avaliar o aluno, não mesmo. Porém, é-se necessário que sejam momentos específicos e formais onde aluno esteja testando o seu trabalho e visualizando o que ele é capaz de realizar com o que foi aprendido no correr das aulas e saiba o quando de esforço ele deverá deliberar para que possa realizar o seu plano escolar. Não é assim que um gestor age em relação ao seu trabalho, seja ele na seara Estatal ou na dimensão do serviço privado? Se tal formalidade criada pelos momentos de avaliação não é relevante por que o Inep trabalha com ciclos avaliativos para poder nortear as políticas educacionais do Estado Brasileiro?

Em fim, se tais momentos avaliativos devem ser desdenhados em nome de um suposto olhar clínico que tudo analisa no mesmo momento em que está sendo realizado, por que não acabamos então com os pleitos eleitorais de quatro e quatro anos e substituímos esses por apenas uma pesquisa de opinião apresentada diariamente pelos nossos governantes que validará a sua permanência no poder. Já imaginaram que boniteza que seria?

Sem mais delongas, apenas gostaríamos de lembrar que práticas excêntricas como essa vem tomando conta de nosso sistema educacional simplesmente porque este está cheio de gente que quer passar por bonzinho e esquece-se que muitas vezes o bem não se realiza apenas com afagos nas costas e um sorriso no rosto. O ponto central da educação é guiar o indivíduo de subjetividade individual, grupal e societal para a realidade societal, grupal e individual. Privar o aluno de um momento formal que permita a observação dos resultados de seu trabalho é privá-lo desta medida e excluí-lo dos meios que poderiam permitir uma ampliação de seu horizonte de consciência.

A discordância de tudo o que foi escrito até aqui é apenas uma questão de liberalidade volitiva, por isso a façamos não com base em palavras vazias e bonitinhas. Procuremos avaliar, pelo menos por um momento que seja, os frutos da educação hodierna em nosso país para vermos que atualmente a única coisa que abunda em nosso país neste quesito é a freqüência com que a palavra educação é repetida ao mesmo tempo em que é substancialmente negada.

Talvez, assim o é, para melhor dissimular o abismo em que estamos mergulhando as tenras gerações e para esquecermos a responsabilidade que a nossa geração tem sobre tudo isso, para esquecermos que, um dia, seremos julgados pela História e, principalmente, por Aquele que É. Aliás, como ambos, ela e Ele, irão nos avaliar?

Pax et bonum
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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

O BEM

Por Dartagnan da Silva Zanela,
em 14 de fevereiro de 2010.

Poder que inflama a alma
Elevando-a ao cume da vida
Guiando-a pela gentil vereda
Que enobrece o velho coração
Maculado pelo pomo original
De Eva e Adão
Cingindo seu humano passo
Pela via do Verbo Encarnado
Libertando a alma
Agrilhoada e envelhecida
Pelo torpor do pecado.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Programa Ave Maria - 15 de fevereiro de 2010


O Programa Ave Maria é o Programa radiofônico da Paróquia Nossa Senhora de Belém e vai ao ar de segunda à sexta das 18h00 às 18h20. Nas quintas a apresentação do mesmo é feita por Dartagnan da Silva Zanela. Extraordinariamente apresentado nesta segunda-feira.

DA REALIDADE DO LOGOS

Por Dartagnan da Silva Zanela,
em 14 de fevereiro de 2010.

Chama a atenção do ouvir, as palavras,
E que os ouvidos alertem a vista,
Para que percebam o objeto e suas pistas,
Pistas deixadas, aludidas,
Pelas palavras ditas, benditas ou malditas,
Que em todos os cantos e esquinas são repetidas,
Para que a alma as ouça e, prevenida,
Possa através do Logos, luz divina,
Ver, perceber e viver na realidade bendita,
Que muitas vezes, línguas malditas,
Movem mundos para ocultar e nos desviar sem finta,
A abençoada realidade que nos completa, ilumina,
Que nos completa e habita.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

SALVAÇÃO

Por Dartagnan da Silva Zanela,
em 13 de fevereiro de 2010.

A celeste face estampada está,
Nas dobras da divinal túnica azul,
Alumiada, majestosa, pelo astro rei, lá,
A preencher tudo, de norte a sul.

A celestial face inunda a criação,
Que em sua posição modesta,
Aceita a luz que lhe afaga sem mãos,
Sorrido feito criança em dia de festa.

E assim o azul celestial põe-se a tocar,
Preenchendo e aliviando todas as arestas e fardos,
Expandindo o horizonte do humano olhar, sem par,
Para muito além das sombras do pecado.

Celeste luz essa que nos invade,
Que anima a humana inteligência, libertando-nos,
Derrubando os arrimos frigidos da vaidade,
Restaurando o maculado coração, santificando-o.

PENSANDO BLOGICAMENTE – n. 10

(curiosidade não é inteligência)

É comum vermos as vozes deformantes da opinião pública o dito que afirma que as pessoas inteligentes, em regra, descrêem em Deus. Esse dito, além de ser uma mentira deslavada é repetido, com arrogância e orgulho, por uma multidão ululante de idiotas que acreditam e professam isso por se auto-declararem mais inteligentes que as demais. Quanta tolice. Veja bem, uma coisa é a curiosidade que nos leva, em certo momento da vida, a duvidarmos da existência de Deus, outra é a insistência tola em seguirmos persistindo em uma conclusão errônea. No caso, a de que Deus não existe. Descrer em Deus, não é sinal de inteligência não. Em curto prazo é curiosidade perigosa. Quando o prazo é alongado pela teimosia e orgulho humano é demonstração inconteste de burrice da brava. De mais a mais, se deitarmos as meninas de nossos olhos nas páginas da história poderemos ver que a maioria inconteste dos grandes sábios, filósofos e cientistas foram homens de fé, devotadamente religiosos. Mas, para tanto, os descrentes que se julgam tão inteligentes deveriam aprender com os reles mortais a estudar para aprender e crescer como pessoa para não ficarem apenas agrilhoados aos seus trocadilhos imbecilizantes que apenas demonstram uma clara pequenez de compreensão, uma miséria de vida dissimulada e superficial. Aliás, estudar faz muito bem, desde que, tenhamos em vista o conhecimento da Verdade e não a procura de subterfúgios para afirmar nossas pífias “verdades”. Quem sabe se esses biltres passassem a agir assim poderão perceber os inúmeros sinais da misericórdia divina que se fazem presentes em todas as partes da criação, inclusive em sua maltratada inteligência.

Dartagnan da Silva Zanela,
13 de fevereiro de 2010.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

COMENTÁRIOS RADIOFÔNICOS DA SEMANA


Comentários realizados para a programação da Rádio Cultura AM/FM e transmitidos entre os dias 08 e 12 de fevereiro de 2010 da Era de Nosso Senhor.

TESTEMUNHO


VIGIAR


SOMENTE NA MISERICORDIA DIVINA


O QUE VALE É AMAR


DILATAR O NOSSO CORAÇÃO

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

É CRIME SER CRISTÃO - Pe. Paulo Ricardo

PELOS FRUTOS CONHECEREIS

Escrevinhação n. 810, redigido 10 de fevereiro de 2010, dia de Santa Escolástica e São Guilherme de Malavale.

Por Dartagnan da Silva Zanela

"Não há lugar para a sabedoria onde não há paciência."
(Santo Agostinho)

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Quanto o assunto é educação contemporânea temos sempre uma multidão de doutos, com seus diplomas e chiliques ignóbeis, que se colocam a falar sobre o tema e, sem pedir licença a ninguém, proclamam que suas idéias ululantes, sobre o gesto de educar, seriam as idéias de toda sociedade como se eles fossem realmente os porta-vozes de todos nós.

De minha parte, nutro sincera convicção de que toda afirmação, idéia, teoria e proposta que toma como pressuposto de sua autoridade a falácia de estar discursando em nome de todos, ou em nome do hipotético bem da maioria, deve ser olhada com uma meticulosa desconfiança, visto que, a validade de todo discurso humano não está na benevolência das palavras utilizadas pelo proponente de uma idéia e muito menos nas supostas boas intenções do mesmo, mas sim, na forma como essas palavras refletem a estrutura da realidade e nada mais. O resto é chilique e bravata de quem quer transformar aquilo que desconhece posando de bom moço sem sê-lo.

Exemplo disso que estamos apontando são os louros que nos foram entregues pela Unesco neste ano de 2010 da Graça de Nosso Senhor. Essa terra de desterrados chamada Brasil, de acordo com o relatório "Monitoramento de Educação para Todos - 2010" conseguiu a façanha de sair da 76ª colocação para a 88ª em um ranking de 128 países. O referido relatório aponta-nos que um dos quesitos que mais contribuiu para essa vertiginosa queda foi o índice de repetência. Segundo esse documento, estamos com uma taxa de repetência de 18,7% no ensino fundamental. É meus caros, nós só perdemos nesse quesito para 13 países que fazem parte da África subsaariana.

Diante desses números nada simpáticos, não temos como não meditar sobre o que está ocorrendo com nosso sistema educacional. Para tanto gostaria de chamar a atenção para alguns aspectos que já em outras ocasiões havíamos chamado a atenção em nossa coluna. Primeiramente com relação a tal da reprovação que, em si, apresentam-se de maneira falseada, atualmente. Isso mesmo, pois, como todos nós sabemos (e alguns já estão ficando careca de saber), esse número torna-se significativamente maior se somarmos a ele os alunos que são aprovados através do Conselho de Classe que, indiscriminadamente, aprova muitíssimas vezes alunos que reprovaram em duas, três, quatro, cinco disciplinas. Reprovações essas que não são por apenas alguns míseros décimos, mas devido a um considerável baixo rendimento e, mesmo assim, tal resultado é visto com bons olhos.

E tem mais! Se compararmos com índice de reprovações que se fazia vigente na década de 80, mais especificamente, no ano de 1988 veremos que este era de 20%. Detalhe: nestes idos, os alunos para ficarem retidos não precisavam reprovar em inúmeras disciplinas com notas lamentáveis e vergonhosas. Bastava uma que estivesse poucos décimos abaixo do mínimo necessário para aprovação. Quanto ao número que aprovações por conselho, este era insignificante. Fazendo a comparação destes dados com os atuais, pelo menos aos nossos olhos, assusta não apenas o que está sendo feito com a educação em nosso país, mas principalmente o que está sendo feito com nossos jovens e com o legado que será deixado para as gerações vindouras.

Obviamente que tais práticas são um reflexo das políticas educacionais que se fazem vigente em nosso país, mas, de onde elas vieram? Ora, como nos ensina F. Hayek, não apenas atos têm conseqüência. As idéias também o têm. E essas, em regra, são muito mais sérias. O amigo deve estar se perguntando o que estamos querendo dizer com isso. Simples: que tais políticas educacionais são fruto das teorias e idéias pedagógicas morderninhas que são ensinadas nos quatro cantos desse país que em sua pedagogice populista dá-se uma ênfase tão grande para a necessidade de uma profunda transformação da sociedade que se desdenha do essencial: há de se educar as almas tenras.

Qual professor nunca escutou aquela ladainha “histórico-crica” de que temos de olhar o contexto social do aluno, sua história pessoal, familiar, os problemas que ele enfrentou e enfrenta? O engraçado que toda vez que se entoa esse sermão se esquece, não sei por quais cargas d’água, de se falar que devemos ver se o aluno realmente desenvolveu minimamente a sua capacidade intelectual, se ele progrediu no que tange o estudo das disciplinas ministradas.

Trocando em miúdos: a aprovação oficialmente não é contínua e irrestrita, porém, na prática, ela é. Todos os anos premiam-se a mediocridade com a aprovação e puni-se o zelo e a dedicação com o rebaixamento de seus méritos ao mesmo nível do valor que se dá aos irresponsáveis que vivem embalados pela desídia motivada através da clara visão que se tem de que, no fim do ano, “não vai dar nada“. E aí, perguntamos: quantos e quantos bons alunos, zelosos e devotados aos seus estudos não se desmotivaram e, no correr dos anos, não foram decaindo e se desinteressando pelas suas obrigações?

Mas é claro que, creio eu, praticamente vários educadores já ouviram da boca destes sábios e doutos em educação que se a escola não lhes ensinou a vida lhes ensinará. Putz grila! Será que essa gente nunca parou para pensar na crueldade dessa frase? Seria o mesmo que um treinador dissesse a um aluno de boxe que o que ele não aprendeu a academia ele aprenderá lutando contra Mike Tyson.

E o que torna essa frase maldita mais grave é que esses mesmo sujeitos que adoram alentar a desídia estudantil vivem falando que a educação deve primar pela inclusão social. Mas Dio Santo, que inclusão é essa que não se importa com o aprendizado dos saberes elementares que são ministrados através das disciplinas escolares e desdenha a auto-disciplina que pode ser assimilada através da seriedade dos estudos?

É claro que praticamente todo professor já teve que ouvir aquela perguntinha cretinha que indaga, cinicamente: quando o aluno vai usar isso? Para que ele precisa saber regra de três? Por que ele precisa aprender inglês? Segundo esses inquisidores, o importante é que o aluno tenha demonstrado progresso, mas progresso em que? Aliás, para lhes ser franco, afirmo-lhes que passarei a tratar essa gente seguindo esse critério. Isso mesmo, digo abertamente a todos os senhores que alentam esses cacoetes mentais em sua alma que não perderei nem mais um minuto de meu precioso tempo ouvindo suas lorotas, pois seus doutos conselhos não passam de um amontoado de delírios, expressos com todos os pendores acadêmicos, porém, sem valia alguma. Aliás, sem a valia que eles, presunçosamente, julgam ter e com o valor que seus frutos estão dia após dia a nos revelar devido a sua influência nas políticas públicas.

Pax et bonum
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domingo, 7 de fevereiro de 2010

PENSANDO BLOGICAMENTE – n. 09

(uma luta injusta, mas necessária)

Estamos retornando para as obrigações de nosso ofício magisterial. Voltam os alunos, empolgados ou não. Retornam os mestres, motivados ou não. Ambos, estudantes e professores, retornam para as instituições de ensino Estatal, sejam estas apropriadas ou não para tal encontro e para o conseqüente convívio advindo deste. Não me refiro à dimensão física dos Colégios, mas sim, ao quadro normativo, político e teórico que impera sobre esses rincões do educar. Muitos jovens compreendem facilmente que a regra é acanalhar-se, pois é isso que a educação do faz de conta tem ensinado através de seu currículo não tão oculto (só não vê, literalmente, quem não quer). Quanto aos mestres, estes se entregaram ao total desfibramento e permitiram que a circunstância atual os acanalhasse onde ao mesmo tempo em que demonstram um sentimento de indignação dissimulada temperam esse com um insulso simulacro [depre]cívico, com um vergonhoso sentimento de auto-piedade. E quanto aos fortes? Como ficam os professores e alunos que lutam para que essa praga não intoxique a sua alma? Silenciosos eles ficam, fazendo o contrário do que se testemunha dia após dia neste arquipélago povoado pela demência e ditado por uma turba de depravados, chamado educação.

Dartagnan da Silva Zanela,
em 06 de fevereiro de 2010.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

COMENTÁRIOS RADIOFÔNICOS DA SEMANA


Comentários realizados para a programação da Rádio Cultura AM/FM e transmitidos entre os dias 01 e 05 de fevereiro de 2010 da Era de Nosso Senhor.



AMAR A DIREÇÃO ESPIRITUAL


A LUTA DO CRISTÃO


ORAÇÃO COM OS AMIGOS


APRENDE A VIVER


A SEMENTE

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

MISTÉRIOS QUE REVELAM A VERDADE – parte final

Escrevinhação n. 808, redigido em 27 de janeiro de 2010, dia de Santa Ângela de Mérici.

Por Dartagnan da Silva Zanela

“Cada homem é aquilo que ama”.
(Sto. Agostinho)

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Qual o caminho que costumamos trilhar em nossa caminhada por esse vale de lágrimas? Qual é o rumo que ditamos com nossas intenções, qual a direção que desejamos seguir? Não meditar sobre essas duas perguntas, desprezá-las, não significa, necessariamente, que somos seres superiores e que não temos que nos preocupar com tais querelas existenciais. Na verdade, há uma grande probabilidade de que além de não sermos capazes de apresentar uma resposta razoável para as questões suscitadas no início desta missiva. Receamos encontrar a resposta verdadeira que é o fato de estarmos vagando a esmo. Tememos tomar consciência do fato de estarmos indo rumo às profundezas que estão sendo escavadas por nossa ignorância.

Por essa razão que Santo Agostinho, o Doctor Gratiae, nos admoestas com as seguintes palavras: “Andar por dentro é desejar as coisas de dentro. Andar por fora é desprezar as coisas de dentro e encher-se das de fora. O orgulhoso lança fora o que tem dentro; o humilde o busca com afã. A soberba exila o homem de si mesmo; a humildade o devolve à sua intimidade”. É isso que tanto falta para nós, para as pessoas que vivem atualmente neste mundo. Inclusive e principalmente para os Cristãos hodiernos. Nossos olhos amam em demasia os favores e regalos do mundo e acabamos por nos esquecer da dimensão mais importante da existência que é Aquela que habita em nosso coração: A Verdade divina que ilumina a nossa vida.

A Verdade está em nós. Nosso Senhor habita em nossos corações. Todavia, estamos com os olhos do coração tão fixamente voltados para o que é fugidio, momentâneo, que nos tornamos incapazes de enxergar o que é perene e Eterno. Quem o diga compreender o que está além do que seja meramente mundano. Damos muito mais importância para a impressão que damos ao mundo, exteriormente, do que ao mundo interior que há em nossa alma. Por estarmos com nossos olhos tão fitados aos bens seculares que os valores que esses bens representam estão gradativamente invadindo e tomando conta de nosso ser, deturpando-o, degradando-o, tornando-o a imagem e semelhança de nossa vontade amolda aos interesses do mundo, da carne e do encardido príncipe das trevas, o senhor da mentira.

E é nesse sentido que a recitação do Santo Rosário é um ungüento tão fundamental. Assim o é, primeiramente, porque essa devoção tem origem Divina, nos foi revelada. Em segundo lugar, tal recitação não é apenas um exercício de piedade. É, acima disso, uma autentica via de realização espiritual, como nos ensina Jean Hani, que nos explica que no Rosário há dois elementos fundamentais: o Nome Divino que é repetido ritmicamente o que, consequentemente, nos move em direção da atividade meditativa. Nesta atividade meditativa, interior, a alma fiel movimenta-se em direção de sua elevação para o Logos Divino, para unir-se a Ele. É uma sincera aspiração do ser individual e fragmentado para obter uma graça do Espírito Santo, uma iluminação interior.

Sobre esse tema Frithjof Schuon nos lembra que a importância da invocação do Nome de Deus está no fato de que tal invocação auxilia-nos a recordar o Logos, a Sua presença em nós. Essa recordação não é outra coisa do que a gradativa tomada de consciência do Absoluto. A recitação do Nome Divino, atualiza essa consciência em nós com vistas a perpetuar-se em nós e fixa-la em nosso coração. Recorrendo mais uma vez aos ensinos de Jean Hani, esse nos lembra que a consciência do absoluto é uma prerrogativa da inteligência humana e, consequentemente, a sua finalidade primeira. A inteligência é um atributo Divino, uma centelha do Logos que habita em nós. Por isso ela é capaz de atualizar-se junto ao Espírito de Deus e preservar essa atualização em seu âmago. Todavia, ela, a inteligência humana, não é capaz de esgotar o Espírito Santo, mas pode indefinidamente atualizar-se junto a Ele se o indivíduo humano procurar amoldar o seu mundo interior de acordo com a Vontade de Deus e não de acordo com os desejos e com as imagens sensuais do mundo.

A essa altura de nossa escrevinhação o leitor pode estar se perguntando, como que o Nome Divino é repetido na recitação do Santo Rosário? Bem, primeiramente na recitação da oração Dominical – Pai Nosso – que foi uma prece ensinada pelo próprio Verbo Encarnado. Além disso, recitamos também, ritmicamente, a oração da Ave Maria que também são Palavras reveladas por Deus a todos nós. A primeira parte é a saudação angelical, a saudação feita por São Gabriel Arcanjo à Santíssima Virgem Maria (Ave Maria cheia de graça, o Senhor É convosco). Ou seja: são Palavras vindas diretamente de Deus. A segunda parte (Bendita sois-vos entre as mulheres, bendito é o fruto de vosso ventre Jesus) foi dita por Santa Izabel, inspirada pelo Espírito Santo. As duas saudações feitas à Virgem Santíssima se referem a obra de Deus nela que a tornou co-redentora de toda a Humanidade. Ou seja, Maria não é apenas uma mulher que deu a luz a um menino. Ela é uma obra de Deus para toda humanidade para que nós possamos receber O Redentor, o Filho Unigênito do Criador.

A evocação do nome da Santíssima Virgem é a evocação do Nome de Deus porque nela se manifesta plenamente a Vontade Daquele que É. De mais a mais, como nos ensina, mais uma vez, Jean Hani, a Mãe do Verbo Encarnado é a manifestação humana da onipossibilidade da substância universal. Santa Maria é a mãe universal e matéria-prima fecunda como as águas primordiais sobre as quais o Espírito de Deus pairava. Através de seu ventre é apresentado a todos nós o Novo Adão para que o sigamos e nos elevemos de nossa condição de pecado, de erro e de mentira.

Rezando o Rosário, nós atualizamos nossa consciência desta Verdade, nós ampliamos nossa consciência sobre a nossa miserável condição e sobre o nosso destino. Meditando sobre os Mistérios contemplados através desta devoção, são-nos gravados com o fogo celeste do Espírito Santo em nosso coração os ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, para que realmente nos convertamos naquilo que Deus quer que sejamos e não mais naquilo que nossa alma fragmentada pelas tensões e tentações do mundo, da carne e das mentiras e subterfúgios daquele que vive da mentira querem. A meditação diária dos Mistérios do Rosário, a recitação diuturna desta Santa devoção, ilumina a vida do indivíduo fiel permitindo-lhe caminhar, a passos firmes, na direção da realização do Reino de Deus, do Reino do Espírito e da Verdade em nossa alma.

Em fim, rezemos o Santo Rosário, entreguemos nossos dedos para suas contas e nossos lábios à sua proclamação para que o centro de nosso ser volte-se para as Verdades que estão presentes nele para serem lidas com os olhos da alma, para que amoldemo-nos e passemos a seguir a luz do Espírito Santo e não mais trilhemos pelos caminhos de sombras do espírito do mundo.

Pax et bonum
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Blog : http://zanela.blogspot.com

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

PENSANDO BLOGICAMENTE – n. 08

(HOMO BUROCRATICUS)

Toda vez que um burocrata atreve-se a posar de filosofo rapidamente tem-se uma tragédia que se apresenta sem a menor cerimônia. É doído de ver, de ouvir de estar diante dos simulacros que são criados pelos devaneios dessa gente pedante. Esse tipo incomum, o HOMO BUROCRATICUS, crêem que suas parcas idéias são respeitáveis somente pelo fato de que é incomum eles terem alguma idéia. E pior! Quando consegue expressar alguma coisa, mesmo que sem sentido, através de uma frase que tenha um certo impacto retórico, sai de baixo! Isso mesmo, porque esses seres imaginam ter tido uma iluminação demiúrgica em suas latrinas cadavéricas e por isso pensam que todos devam começar a se amoldarem de acordo com a deformidade de seus delírios para poderem partilhar assim de sua insanidade. E o pior é que o Brasil está cheio de gente desse naipe.

Dartagnan da Silva Zanela,
em 02 de fevereiro de 2010.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Programa Ave Maria - 01 de fevereiro de 2010


O Programa Ave Maria é o Programa radiofônico da Paróquia Nossa Senhora de Belém e vai ao ar de segunda à sexta das 18h00 às 18h20. Nas quintas a apresentação do mesmo é feita por Dartagnan da Silva Zanela. Extraordinariamente, apresentado nesta segunda-feira.

PENSANDO BLOGICAMENTE – n. 07

([in]consciência geral, mas não total)

Está perto da época de retornarmos para as nossas atividades quase-pedagógicas. Dizemos “quase” devido uma quantidade significativa de razões. O seu número é considerável, mas não equivale, de modo algum, ao multitude de pessoas que as partilham, que se inquietam com esse cenário. A cada dia que passa, vive-se mais e mais um grande simulacro nas Instituições de Ensino onde todos agem praticamente como autômatos programados para cumprir os ditames do Estadossauro. Resmungando e lamentando, mas cumprindo, servilmente, como um bom vassalo inconsciente dos objetivos de seus senhores. Isso mesmo. A maioria desconhece e mesmo ignora as sórdidas intenções de seus mestres estatais e é bem provável que mesmo estes não saibam claramente o que estão fazendo. Ou seja: temos cegos presunçosos guiando uma multidão de cegos queixosos. Sim! Há mais coisas entre o céu e a terra do que julga a vã massa diplomada e a multidão ignara ciosa por ser encanudada. Mas quem quer saber disso, quem realmente quer sair do labirinto pervertido que se tornou o sistema educacional na sociedade moderna? Elementar, meu caro Watson: é só perguntar quem deseja sinceramente compreender o que está acontecendo que obterá a resposta para essa sorumbática indagação.

Dartagnan da Silva Zanela,
em 31 de janeiro de 2010.