Este é o Blog de Dartagnan da Silva Zanela, Cristão Católico por Confissão, professor por ofício, poeta por vocação e escrevinhador por não ter mais o que fazer.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

300 anos do Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem

Por Jorge Feraz

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Neste ano de 2012, o TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO À SANTÍSSIMA VIRGEM, escrito por São Luís Maria Grignion de Montfort, completa 300 ANOS, o que nos impõe uma séria reflexão sobre a pessoa e a missão da Santíssima Virgem junto à Igreja de Deus e a cada fiel em particular, bem como sobre a importância estratégica da TOTAL CONSAGRAÇÃO ensinada neste Tratado pelo Santo de Montfort.

Devemos considerar que no ano em que alguém ou alguma obra celebram um jubileu, se dá uma maior importância ao que se está celebrando. No caso da comemoração dos 300 ANOS do TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO temos grandes e profundas razões para dar uma mais significativa importância à celebração do jubileu deste que é o escrito mariano mais lido, difundido e estudado de todos os tempos, uma vez que o inimigo infernal fez de tudo para que este livro não aparecesse, chegando mesmo a escondê-lo por 130 anos (T.V.D. 114). De fato, o TRATADO escrito por São Luís em 1712 desapareceu, sendo reencontrado apenas em 1842, em uma das casas de congregação que o Santo fundou na França. O ódio do demônio a este Tratado sobre Nossa Senhora, se justifica se considerarmos que aí se ensina a esmagar a cabeça desta serpente diabólica, uma vez que conduz a alma confiante a entregar-se a MARIA para com Ela aprender a amar a JESUS de verdade, cumprindo seus mandamentos, fazendo tudo quanto Ele mandou.

A nossa salvação ou condenação dependerá de fazermos ou não em nossa vida a vontade de DEUS. No Tratado se ensina justamente a se fazer esta entrega a NOSSA SENHORA – e por meio dela a JESUS – para com Ela aprendermos a fazer bem a vontade de Deus. São Luís, no Tratado, chama os Escravos por Amor de “calcanhar de Nossa Senhora”, afirmando que o calcanhar é a parte mais humilhada do corpo, por estar abaixo de todos os outros membros, mas que ao mesmo tempo é a parte que sustenta todo o peso do corpo e que é com este calcanhar que ela esmagará a cabeça da serpente, pois nos ensinará a rejeitar as obras do mal e a fazer sempre a vontade de Deus. [leia mais]

Comentário Radiofônico de 30 de janeiro de 2012

Comentário realizado por Dartagnan da Silva Zanela para o programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO, transmitido pela rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.


domingo, 29 de janeiro de 2012

MARIA NÃO É OBSTÁCULO MAS OPORTUNIDADE PARA O DIÁLOGO ECUMÊNICO

Por Pe. Mario Piatti, ICMS

Uma leitura da figura de Maria Santíssima, sem dúvida interessante, pelas ricas e articuladas implicações que inevitavelmente sugere, é aquela “eclesial”. Também atendo-nos estritamente ao dado bíblico, é evidente como a sua experiência, única, de Deus, a sua particularíssima relação com o Altíssimo – cuja Palavra, expressão da Vontade divina, se torna o critério fundamental da sua vida e das suas escolhas – nunca se resolvem somente no mistério do seu Coração, mas se expandem, envolvendo o seu “próximo”: seja o esposo, São José; Isabel e a sua família; os Pastores; os anciãos Simeão e Ana; os esposos de Caná.

O "Evangelho da Infância", como nos foi narrado por Mateus e Lucas, insiste neste caráter “eclesial” da Virgem, que, quase por instinto espiritual, por uma particular moção do Espírito, é levada sempre à unidade, a buscar constantemente novos motivos e canais de diálogo na Fé, estendendo os confins da sua caridade a todos aqueles que Jahweh faz entrar no seu caminho. É Mulher de comunhão, promotora infatigável daqueles laços no Espírito que não remontam nem à carne e nem ao sangue, mas que encontram somente em Deus a sua origem e a sua fonte (cf. Jo 1,13). [leia mais]

Vocación total y vocaciones parciales

por Julián Marías (1914 - 2005)

La vocación ha solido identificarse con alguna de sus formas particulares. El Diccionario de Autoridades da como definición principal: «La inspiración, con que Dios llama a algún estado de perfección, especialmente al de Religión. » Y sólo al final añade: «Por extensión se llama el oficio, la carrera que se elige para pasar la vida, por armas, letras u mechánica. Es del estilo familiar. » Todavía hace pocos años, «tener vocación» quería decir tener vocación religiosa. Y hasta en su edición de 1970, el Diccionario de la Lengua Española de la Academia define así: «Inspiración con que Dios llama a algún estado, especialmente al de religión. » Y en una cuarta acepción, familiar: «Inclinación a cualquier estado, profesión o carrera. »

En todos los casos, y aun en la tardía ampliación profana, se entiende por vocación algo genérico, esquemático. Vocación religiosa, o de médico, abogado, militar, escritor, explorador, pescador, lo que se quiera. Son siempre cauces con una significación «profesional» o muy próxima a ella. En inglés, vocation quiere decir primariamente «profesión», y cuando se quiere significar más propiamente «vocación» hay que decir avocation o calling. En alemán, Beruf es «profesión», «oficio», y solamente Ruf, entendido como innere Berufung o innere Stimme (llamada o voz interior), se aproxima a «vocación». [leia mais]

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Ser comunista é motivo para excomunhão?

CARA DE UM, FOCINHO DO OUTRO

Escrevinhação n. 930, redigido em 16 de janeiro de 2012, dia de Santo Honorato de Arles, São Tamaro e de São Marcelo I.

Por Dartagnan da Silva Zanela


O Nacional-socialismo (nazismo) foi uma mácula terrível e indesculpável na história do século XX. Entretanto, algo como o socialismo (marxista, leninista, stalinista, maoista e demais ordem de “istas”), que foi e é mais sanguinário que o primeiro, é tratado como se fosse uma inofensiva utopia.

Bem, como o entendimento médio que se têm do socialismo nestes prados é fruto de uma idolatria rasteira desta ideologia hipócrita e genocida, vejamos para alguns dados comparativos entre o socialismo soviético e o nacional-socialismo que nos são apresentados por Viktor Suvorov. Hitler (o senhor do bigodinho ridículo) criou a juventude hitlerista e, Stalin (o senhor do bigodão cafona) tinha a sua juventude stalinista. Tanto um como outro diziam viver em aposentos modestíssimos que eram exibidos para todos aqueles que desejassem ver, porém, ambos tinham inúmeras fortalezas suntuosas edificadas em regiões afastadas dos olhares curiosos.

Hitler tinha a GESTAPO. Stalin tinha a NKVD (que virou KGB e que hoje é FSB e SVR). Na Alemanha nós tínhamos os Campos de concentração. Na URSS havia os GULAG's. Detalhe: os Campos de concentração nazistas deixaram de existir com o final da Segunda Guerra Mundial; quanto aos GULAG's, estes já existiam muito antes dos Campos Nazistas, inspiraram a formação dos ditos e continuaram a existir mesmo após 1945.

Stalin amava a Nadêjda Allilúieva e Hitler arrastava as duas asas por Geli Raubal. Ambas eram vinte anos mais jovens que seus admiradores e, as duas, se suicidaram com a arma de uso pessoal de seus “amados”.

Sem mais delongas, Adolf Hitler considerava o seu caminho para o socialismo (nacional-socialismo dos trabalhadores da Alemanha) o único crível e acertado. Stalin, por sua deixa, pensava o mesmo com relação ao socialismo soviético. E, é claro, tanto Adolf como Joseph, sem o menor escrúpulo mandaram matar os camaradas do partido que desviassem o seu passo da linha mestra ditada por eles. Observação: os membros de ambas agremiações partidárias saudavam-se como “camaradas”.

Nazistas e Comunistas lutavam contra a democracia e defendiam uma sociedade sem classes. Para esse fim na URSS de Stalin tivemos os planos trienais e na Alemanha de Hitler os planos quadrienais. Ah! Vale lembrar que as duas sociedades gregárias pariram apenas escravidão e terror.

O gozado nisso tudo é que no imaginário, edificado a partir da memória oficial que se faz cristalizada nos livros didáticos de história, esses dois sujeitos (e suas respectivas ideologia genocidas) são apresentados como antípodas inconciliáveis.

Diante do exposto, fico cá com meus botões a imaginar o que passa pela fossa mentalis dos elementos histórico-criticamente corretos. Melhor nem pensar tanto no óbvio ululante.

Pax et bonum
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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

CELEBRAÇÃO DO BATISMO DO SENHOR E ADMINISTRAÇÃO DO BATISMO

HOMILIA DO PAPA BENTO XVI

Capela Sistina - Domingo, 8 de Janeiro de 2012

A tarefa dos pais, ajudados pelo padrinho e pela madrinha, consiste em educar o filho ou a filha. Educar é algo muito exigente, às vezes árduo para as nossas capacidades humanas, sempre limitadas. Mas educar torna-se uma missão maravilhosa, se for levada a cabo em colaboração com Deus, que é o primeiro e autêntico educador de cada homem.

Na primeira Leitura que ouvimos, tirada do Livro do profeta Isaías, Deus dirige-se ao seu povo precisamente como um educador. Chama a atenção dos israelitas para o perigo de procurar saciar a sede e a fome nas fontes erradas: «Por que, diz, gastar o vosso dinheiro naquilo que não alimenta, e o produto do vosso trabalho naquilo que não sacia?» (Is 55, 2). Deus quer oferecer-nos coisas boas para beber e para comer, coisas que nos fazem bem; enquanto às vezes utilizamos erroneamente os nossos recursos, usamo-los para coisas que não servem, aliás, que são até nocivas. Deus quer oferecer-nos sobretudo a Si mesmo e a sua Palavra: sabe que, afastando-nos dele, encontrar-nos-emos depressa em dificuldade, como o filho pródigo da parábola, e sobretudo perderemos a nossa dignidade humana. E, por isso, assegura-nos que Ele é misericórdia infinita, que os seus pensamentos e os seus caminhos não são como os nossos — por sorte! — e que podemos voltar sempre para Ele, para a casa do Pai. Depois, garante-nos que se acolhermos a sua Palavra, ela dará bons frutos na nossa vida, como a chuva que irriga a terra (cf. Is 55, 10-11). [leia mais]

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Causas sagradas

Por Olavo de Carvalho

É um impulso natural do ser humano evadir-se da estreiteza da rotina pessoal e familiar para aventurar-se no universo mais amplo da História, onde sente que sua vida se transcende e adquire um “sentido” superior. A maneira mais banal e tosca de fazer isso, acessível até aos medíocres, incapazes e pilantras, é a militância num partido ou numa “causa”, isto é, em algum egoísmo grupal embelezado de palavras pomposas como “liberdade”, “igualdade”, “justiça”, “patriotismo”, “moralidade” ou “direitos humanos”. Essas palavras podem representar algum valor substantivo, mas não quando o indivíduo adquire delas todo o valor que possa ter, em vez de preenchê-las com sua própria substância pessoal. A mais criminosa ilusão da modernidade foi persuadir os homens de que podem enobrecer-se mediante a identificação com uma “causa”, quando na verdade todas as causas, enquanto nomes de valores abstratos, só adquirem valor concreto pela nobreza dos homens que a representam. O fundo da degradação se atinge quando algumas “causas” são tão valorizadas que parecem infundir virtudes, automaticamente, em qualquer vagabundo, farsante ou bandido que consinta em representá-las. A palavra mesma “virtude” provém do latim vir, viri, que significa “varão”, designando que é qualidade própria do ser humano individual e não de idéias gerais abstratas, por mais lindos e atraentes que soem os seus nomes. [leia mais]

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

POR UMA BOA CAUSA

Escrevinhação n. 929, redigido em 15 de janeiro de 2012, dia de São Paulo – o ermitão, Santo Mauro, Santo Arnaldo Janssen, do Bem-Aventurado Luis Variara, de Santo Plácido e Santo Romédio.

Por Dartagnan da Silva Zanela

Ensina-nos Durkheim que os fatos sociais são uma função do sistema social de que fazem parte e que não podemos compreendê-los quando os destacamos dele. Assim sendo, pensar a educação, enquanto fato social, sem considerar o sistema social em que está inserida é algo deveras inapropriado. Entretanto, com imensurável frequência.

Isso se deve ao fato de nossa educação sofrer de um cavalar fetiche em torno de certas palavras que fornece aos ensinadores e burocratas pedagógicos um relativo conforto emocional, fazendo com que se sintam justificados em suas alucinações através do uso das ditas letrinhas amontoadas que nem mesmo eles compreendem claramente o que significam e a que realidade elas remetem.

Trocando por miúdos, estes sujeitos que amam falar da necessidade urgente de transformar a sociedade através da educação, desconhecem desdenhosamente o que é a sociedade e qual seja a função basilar da educação nela, trocando-as pelo apego as camadas sentimentais e retóricas que compõe as frases feitas que integram o seu limitado horizonte de consciência.

É fato que neste país há um imenso desdém pelo estudo ao mesmo tempo em que venera-se os pífios diplomas e certificados. Amor esse presente, principalmente, entre aqueles que estão incumbidos de educar e organizar a educação. Nesta atmosfera antiintelectual tacanha é que se desenvolvem as discussões sobre os temas capitais que irão moldar o fazer pedagógico. Ou seja: sem ao menos ter-se estudado e investigado este ou aquele assunto, lá se colocam os sujeitos a discutir, em termos de pró e contra, os temas que olimpicamente despresam ou que apenas conhecem através das lambidas cognitivas dadas em um folhetim eletrônico ou de um semanário impresso.

Por isso que toda discussão desenvolvida nesta seara tornou-se vã. Numa sociedade onde os sujeitos não dedicam nem mesmo três minutos para refletir sobre o assunto que irão falar não se pode esperar nada de bom, visto que, o apresso que estes têm pelo seu ego, oculto debaixo das palavras que são despejadas pelas suas bocas, é muitíssimo maior que o seu desejo de realmente saber do que estão falando.

O mais engraçado nisso tudo é que os brasileiros, de um modo geral, e os diplomados desta pátria de modo especial, sempre tem uma opinião prontinha sobre tudo, mesmo que nunca tenham dedicado-se francamente a aprender algo que não seja para obter alguma espécie de vantagem. Fazer o que?

Sim, sei que tudo isso é ridículo, mas nossa sociedade é assim e neste cenário que a educação cumpre a sua (des)função em nome, é claro, de uma boa causa.

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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Unidade anticristã x desunião cristã

Por Fabio Blanco

O cristianismo sempre lidou com conflitos internos. Desde o Concílio de Jerusalém, por zelo e por amor ao Evangelho, teve que solucionar suas discordâncias. É verdade que nem sempre foram conflitos tão pacíficos como aquele. Houve, por vezes, verdadeiras batalhas. Também é verdade que os motivos nem sempre foram os mais justos, ou santos, mas, de qualquer maneira, o cristianismo manteve-se firme, ainda que dividido.

Desde o Grande Cisma, e mais ainda após a Reforma, a cristandade rachou de vez. Romanos de um lado, protestantes de outro e ortodoxos em outro ainda. Além dessas grandes divisões, as centenas ou milhares de divisões internas, principalmente dentro do lado protestante, tornaram o diálogo difícil e a conciliação, por óbvio, praticamente impossível. [leia mais]