domingo, 15 de janeiro de 2017

QUASE POESIA – n. 69 (15/I/2017)

Governantes e governados vivem
Noite e dia duma canhestra ilusão.
Os primeiros fingem se importar
E o outro dissimula devoção.

O governado sente-se amado,
O governante, pelo povo, adorado,
E assim segue o passo dessa nação
De alma fingida, estéril e vendida

Que se consola dessa realidade cretina
Na mais vil e artificiosa dissimulação
Tosca de criticidade e cidadania

Que debate toda ordem de futilidades
Desprezando os alicerces da realidade
Em nome de sua ignorância e vaidade.

QUASE POESIA – n. 68 (15/I/2017)

O povo é um poço de paciência sem fim
Com aqueles que mal governam esse país.
Mas ai do dia em que o cidadão se cansar

Dessa raça que apenas faz deitar e rolar.
Nesse dia não dará mais pra embromar
Nem haverá mamãe barriga me dói não.

Os biltres sempre sorridentes irão chorar
E os inocentes secarão as lágrimas sem par
Comemorando o destino dessa raça do cão.

sábado, 14 de janeiro de 2017

QUASE POESIA – n. 67 (14/I/2017)

Os “não vai ter golpe” fazem aquele baita mimimi
Por causa do preço do sorvete pelo presidento chupado
Já o valor do Whisky por Lula em seus idos embiritado

Não lhes arranca uma palavra, seja acolá, aqui ou ali
Porque, no fundo, o Brasil não lhes importa de fato
Pra eles, a única coisa que vale é o partido do piriri

Eles ignoram por completo os rubros pés de barro
Que derrubaram a nossa nação neste baita buraco
Como nunca se viu antes na história desse país.

QUASE POESIA – n. 66 (14/I/2017)

O dialeto acadêmico de gente prafrentex
É obtuso e oco, do jeito que o diabo gosta.
Reúne tudo que é tranqueira numa marmitex
Estilo gourmet pra disfarçar o cheiro de bosta.

QUASE POESIA – n. 65 (14/I/2017)

A lei com todas aquelas meias palavras
Diz ao cidadão que ele pode bem viver
Se pagar todos os impostos, tarifas e taxas
Que tornam sua vida um soturno sobreviver.

QUASE POESIA – n. 64 (14/I/2017)

A galerinha dita progressista é ridícula de amargar
Dizem serem democráticos e todo aquele velho blablablá.
Porém, se um e outro lhes mostram algumas obviedades
Eles ficam bravinhos e gritam, em coro, que não é verdade
Negando histericamente, e de pés juntos, a própria realidade
Tão grande é, nessa gente, o grau da marxizante insanidade.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

QUASE POESIA – n. 63 (13/I/2017)


Quando um caipora saúda as pessoas com um “boa noite a todos e todas” bem enjoado
E emenda essa patacoada citando Paulo Freire com seus dizeres pra lá de ordinários
Pode ter certeza que tudo o que vier após esse preâmbulo ideológico e salafrário
Serão lorotas pra iludir os cidadãos críticos que, no fundo, são apenas alienados.

QUASE POESIA – n. 62 (13/I/2017)


Quando o leão brada do alto do outeiro
Todo aquele que possui um coração leonino
Atende ao chamado de alma e corpo inteiro
Para seguir o rumo apontado pelo rugido.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

QUASE POESIA – n. 61 (12/I/2017)

Intelectuloide que acha Che Guevara e sua gangue um charme
Que vê nos ícones comuno-psicopáticos heróis ou coisa que valha
Não passa dum cúmplice histérico que não se cansa de dar vexame
Frente às vítimas friamente assassinadas por essa tropa de canalhas.

QUASE POESIA – n. 60 (12/I/2017)

Donald Trump veio sem mimimi pra desconcertar
A mentalidade esquerdista de lá como a de cá.
Trump com seu jeito direito, claro e sem rodeios
Cala a mídia fake com um certeiro coice no peito
Dos mentirosos de plantão da nova ordem mundial
Desnudando a malícia de todo esse pessoal.

QUASE POESIA – n. 59 (12/I/2017)

Só mesmo um intelectuloide progressista
Com todos aqueles títulos e diplomas ocos
O último refúgio dos presunçosos e tolos
Acredita nas asneiras da grande mídia.

QUASE POESIA – n. 58 (12/I/2017)

A grande mídia é uma enorme mentira do princípio ao fim.
Sim senhor, ela faz do engodo e da dissimulação sua versão
Caricatural para notícia e informação que é vendida assim
Sem a menor cerimônia para engambelar toda a população. 

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

QUASE POESIA – n. 57 (10/I/2017)

O café, quente, que repousa suavemente na xícara,
Aquece e anima minha alma quando ritualmente o bebo
Logo que desperto com o sol ao amanhecer, bem cedo,
Como também no atarantado correr das horas do dia.

QUASE POESIA – n. 56 (10/I/2017)


O inocente, até então vítima do agressor,
Pedia as vestais estatais apenas a sua atenção
Para sentir-se justiçada e assim aliviar a sua dor.

Porém diante da atual e franca degradação
Em que se encontra a sociedade agonizante
O bandido torna-se vítima indireta do agredido

Que passa ser das leis e de suas vestais o preferido
E que tratam o vitimado como um inconfesso meliante
Que deve contentar-se, silente, com o mal sofrido.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

QUASE POESIA – n. 55 (09/I/2017)

A crueldade que em nosso triste país impera
Por meio da vilania da cultura da impunidade
Escandaliza os cidadãos silentes e os dilacera
Em ver as leis apadrinhando a total impiedade.

QUASE POESIA – n. 54 (09/I/2017)


Os doutos da lei são tão zelosos quanto cínicos
Ao esbravejar na defesa dos criminosos iníquos
Que barbarizam a vida vivida fora dos condomínios

Onde estão os ignorados pelos diplomados metidos
A bons-moços e que vivem fazendo pose de sabidos.
Ao mesmo tempo, esses arrogantes embriagados

Com a vilania típica dos parvos ideologizados
Acusam de hipócritas e tratam como indignos
Todos os cidadãos e seus ordinários pecados.

E fazem isso com aquele juridiquês depravado
Sem economizar a troça, nem poupar no escárnio,
Nas suas observações irônicas fazem pouco caso

Dos cidadãos que pelo sistema são abandonados,
Tratados como se fossem os piores meliantes,
Estupradores, assassinos, pedófilos e traficantes.

Cidadãos que estão noite e dia no seu trabalho
Desgastando-se de modo soturno e incessante
Pra pagar a brasílica montanha asfixiante

De impostos para serem aos criminosos igualados
De uma forma cruel, descabida e aviltante
Por essa empáfia de bacharéis desavergonhados

Que são, com seu marxizante discurso, 
Que distorce o vocabulário e os fatos,
Dos canalhas, o último refúgio.

sábado, 7 de janeiro de 2017

ENTRE A HISTÓRIA E A POESIA



Por Dartagnan da Silva Zanela (*)

ENTRE A HISTÓRIA E A POESIA - 01
Poesia e história partem da mesma fonte e, por isso, história e poesia almejam o mesmo fim ao atravessar a grande ponte da vida que pode ser forjada pelos olhos dum leitor generoso ou por meio da vista dum modernoso ignorante.

Aristóteles já a muito havia constatado essa obviedade em sua obra A arte Poética, porém, no ciclo moderno, com essa folia patética de cientificidade que perturba a todos aqui e acolá, os professores de história e bem como os supostos amantes da mestra da vida, deixaram essa Verdade ululante para lá, preferindo fingir um saber científico tão tosco que, no fundo, não tem valia alguma, nem mesmo como superstição.

Enfim, por negar a primazia da literatura e da poesia, a história deixou-se escravizar pelas mais vãs ideologias e, principalmente, pelo marxismo que torna a atmosfera historiográfica putrefaz, particularmente nessa terra de Pindorama onde as almas tem aversão aos livros e, desavergonhadamente, não gostam de estudar.

ENTRE A HISTÓRIA E A POESIA - 02
Onde não há uma procura sincera e abnegada pela verdade, aparentemente inalcançável, não há amor pela história. Não há. O que temos, nesses casos, é apenas e unicamente um servilismo deplorável a uma ideologia absurda, totalitária e, obviamente, reprovável.

Onde não há um esforço hercúleo para expressar e cantar a verdade de maneira amorosa, não há poesia e, naturalmente, torna-se inviável a possibilidade de sinceridade na forma de prosa, pois, onde esse esforço não encontra forças que o cultivem, as possibilidades humanas tornam-se limitadas e incapazes de ir além da mais rasteira futilidade.

ENTRE A HISTÓRIA E A POESIA – 03
A criação poética, bem como a ensinação histórica, trabalham com um punhado de lembranças e com algumas sacas de esquecimento que são devidamente equilibrados com o licor da imaginação.

Tal processo alquímico, na literatura, chamam de ficção e, em história, dão o elegante nome de reconstrução histórica ou, se for de seu gosto, histórica reconstituição.

De um jeito ou de outro, seja em matéria de poesia, literatura, história e mesmo quando o assunto é política, uma vida humana desprovida de uma imaginação moral fértil vê-se reduzida a uma triste condição de vil debilidade, uma vida condenada a repetir cacoetes ocos e a pensar e agir a partir de estereótipos tolos que, ao invés de nos guiar como uma estrela, apenas nos sufoca e nos condena a uma terrível tragédia ou a uma patetocracia de dar pena.


(*) Professor, cronista e bebedor de café.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

QUASE POESIA – n. 53 (05/I/2017)

O vinho que agora bebo não é fino
O dito nem mesmo é envelhecido
Mas nele vou, mergulho e sinto
Toda a verdade travestida de mito.

QUASE POESIA – n. 52 (05/I/2017)

A ONU é uma tranqueira imprestável 
Que celebra toda e qualquer hipocrisia
Útil na destruição do Estado de Israel
E da civilização Ocidental em agonia.

QUASE POESIA – n. 51 (05/I/2017)


Quando o dia deserta ao longe no horizonte
Ele consigo traz a chama viva da esperança
Que com suas labaredas ardentes inflama
O ânimo nas abatidas e marcadas frontes.

COMA COM FARINHA QUE FICA PIOR



Por Dartagnan da Silva Zanela (*)

Esse papo de reforma política em partes é um trem interessante, necessário e, por isso mesmo, permeado de inúmeras e perigosas arapucas para a nossa anêmica e cambaleante democracia já, há muito, reduzida a uma reles patetocracia.

Doutra parte, reforma política é também e tão somente mais um tema oco, entre muitos, que permeia as rodas de prosa que fazem os ares brazucas ficarem inundados com aquele velho e surrado blablabá afetado de gente metida e sabida, muito bem descrito por Machado de Assis (especificamente em seu conto Teoria do medalhão).

Ora, entendamos duma vez por todas que as pessoas não mudam seus hábitos porque as leis podem ser mudadas, nem por causa dessa ou daquela reforma. Não mesmo. Não e assim que a banda toca.

Vejam, por exemplo, a proibição da compra e venda de votos e do tráfico de influências. Sejamos francos, sem ser cínicos: essas mesquinharias ocorrem de norte a sul em nosso país, de maneira descarada sob o silêncio tácito das raposas e com a total cumplicidade dos galináceos cidadãos.

Na verdade, tais práticas são a base de nosso regime patetocrático.

Tal fato é um escândalo que, ora bolas, todos fingem escandalizar-se pra fazer o tipinho ético, mas que, na real, todos, no silêncio de suas alcovas dizem para si e para os seus aquele velha cantilena canalha: “é assim mesmo que segue o andor”.

(Ora, sou capaz de entender que algumas pessoas, algumas vezes, acabam sujando suas mãos para o bem da república, porém, não é isso que ocorre aqui em banânia não. Nessa terra de desterrados muitíssimos em inumeráveis ocasiões sujam suas mãos para o benefício próprio e de suas panelinhas parasitárias).

Doravante, o que muda os hábitos dos indivíduos é a força das leis, mas sim, o poder do exemplo dado por pessoas de aquilatado caráter; principalmente, se esses caiporas ocupam algum papel de destaque na sociedade, especialmente se forem as tais “otoridades” que, não precisamos nem dizer, mas diremos: nos brindam com uma mega quantidade de péssimos exemplos que são macaqueados por muitos, haja vista que, os gestos, com o peso da constância, gradativamente acabam impregnando-se nos hábitos e transubstanciando o ânimo dos indivíduos e de toda a sociedade.

Ora, da mesma forma que uma criança mimetiza o comportamento dos pais e demais familiares próximos, o povo invariavelmente olha pra cima, para aqueles que estão no centro da grande famiglia pátria e, cônscios ou não disso, os imitam.

Pior! Depois de tudo isso, os biltres empoleirados, como bons poltrões que são, tem a petulância de dizer que cada povo tem o governante que merece. Dá até vontade de escrevinhar um palavrão, mas esse, caro leitor, deixo por conta da sua imaginação.

Enfim, Por essas e outras que Johann Goethe dizia que a maior força que existe no mundo é a tal da personalidade. É por isso, também, que os romanos dizia que os exemplos arrastam enquanto as palavras apenas movem. E os exemplos fazem isso tanto na direção das virtudes quando para o precipício dos vícios. É simples como dois e dois são quatro.

Sem mais delongas e demais ensebações, lembremos o velho ensino que nos é ministrado por Caio Túlio Cícero que afirmava algo que todos nós bem sabemos e que, brasileiramente, ignoramos: que o nível de corrupção de uma sociedade pode muito bem ser mensurado pela quantidade de leis que nela há.

Quanto mais leis, piores são os hábitos e maior e mais complexa é a corrupção. Quanto menor o número de leis, mais sólidos e virtuosos são os costumes e, consequentemente, menor e mais simplória e controláveis são as manifestações de degradação do corpo social.

Resumindo: é nessa tensão dialética simbólica e moral que segue o andor da vida política de qualquer nação. Nessa tensão podemos compreender com relativa clareza que expressões como “reforma política”, no degenerado contexto moral de nosso triste país, não passa de um símbolo que está sendo usado para encobrir e garantir a continuidade dessa cultura política depravada tão solidamente institucionalizada entre nós.

É o fim da picada mesmo. Sei disso. Mas esse é o nosso Brasil. Ou o que restou dele.

(*) Professor, cronista e bebedor de café.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

QUASE POESIA – n. 50 (04/I/2017)

Ensinar é uma fina arte, dura e solitária,
Por vezes amarga e, vez por outra, ingrata
Como bem o sabem as almas vocacionadas.

Almas que muito bem sabem em que consiste
Essa desapercebida e mui ignorada atividade
E bem como suas implicações frente a realidade.

Realidade que pode ser iluminada com o zelo
Duma educação realizada com atenção e esmero
Ou obscurecida pelo atual e reinante desprezo.

Desprezo esse que usurpa as vestes da educação
Pervertendo a verdade, os valores, e a tradição
Em nome duma ideologia vã e sem coração.

QUASE POESIA – n. 49 (04/I/2017)

O giz, branco como a luz segue a deslizar,
Riscando a lousa negra feito noite sem luar
Para através das mãos do maestro ensinar
As lições que não devemos jamais apagar.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

QUASE POESIA – n. 48 (03/I/2017)

Errar é humano, todo mundo o sabe.
Como sabem que almejar a verdade
É um traço distintivo da nossa espécie
Tanto quanto a soberba e a vaidade.

REFLEXÕES SEM MUITA PONDERAÇÃO

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)

PONDO DE HONRA
Há pessoas que juram fidelidades mil à grupelhos políticos que, no fundo, não passam de organizações mafiosas da pior estirpe. Em tal tipo de lealdade, não há dignidade alguma não. Não mesmo. O que há nesse tipo de fidelidade é apenas uma vil cumplicidade criminal que tenta ridiculamente se apresentar de maneira honrada. Enfim, no frigir dos ovos, tudo isso é tão somente uma sinistra piada.

PONTO DE HONRA - 2
A única lealdade válida, digna de respeito, é aquela firmada frente a verdade e em nome dela. Todo resto que contradiga essa obviedade não passa duma rasteira safadeza. Só isso e olhe lá.

A PINHA DE MAQUIAVEL - 1
A arte da política, para aqueles que almejam retomar o poder perdido, consiste em fazer vista grossa frente aos seus malfeitos e em passar um pente-fino em tudo aquilo que seus adversários, empoleirados no poder, cogitem realizar. É sempre assim. Apenas muda-se o tom, a intensidade das cores e, é claro, os papéis que são interpretados pelos atores dessa infindável opereta bufa.

A PINHA DE MAQUIAVEL - 2
Almejar a grandeza sem perder a decência, procurando sempre mais servir que ser servido. Essa é a regra de ouro dos grandes estadistas. Dos grandes homens dum modo geral.

Todos aqueles que dedicaram-se a leitura dum bom punhado de biografias de homens dessa envergadura sabem muitíssimo bem do que estou falando e o quão raros são esses tipos na atmosfera política brasileira. Hoje mais do que nunca.

Agora, cobiçar o engrandecimento pessoal e a usurpação de bens materiais para si e para os sequazes de sua matilha, perdendo toda a vergonha, que poderia ter um dia existido nas ventas, é a fórmula mais que perfeita do canalha politiqueiro, do oportunista populista que tanto infecta a vida pública nacional.

Pior! Essa raça de sicofantas crê que a defesa de seus interesses particulares e de seu covil seja a mesmíssima coisa que a defesa do interesse público. Creem mesmo? Acho que não. Não mesmo.

A PINHA DE MAQUIAVEL - 3
Uma coisa que, aparentemente, nem os indivíduos que mergulham de cabeça no lamaçal da política brasileira, nem os cidadãos incautos entendem é o tal Nicolau Maquiavel. Principalmente quando ficam citando o referido pensador florentino para justificar os atos dum caudilho ou para explicar as estripulias de canalhas desvairados que tem como esporte a avacalhação geral da coisa pública.

Ele, Maquiavel, afirmava em sua obra que os fins deveriam justificar os meios; sim, porém, os fins justificariam os meios para a realização da razão de Estado e do bem comum e não, como frequentemente vemos nessa terra de desterrados, para justificar toda e qualquer prática desavergonhada, toda e qualquer imoralidade que visa realizar tudo o que for possível para favorecer os mais vis interesses egoísticos e beneficiar os cínicos negócios de uma facção de parasitas que fazem troça da razão de Estado e carneiam o bem público de maneira bestial.

Enfim, seja como for, Nicolau Maquiavel não era santo, porém, não chegava a ser diabólico como muitos de nossos (des)governantes o são.

(*) Professor, cronista e bebedor de café.
Blog: http://zanela.blogspot.com/

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

QUASE POESIA – n. 47 (02/I/2017)

A bandeira no mastro hasteada
Desbotada, carcomida e rascada
A tremular à frente do palácio
Largada como se fosse um trapo
Dá um testemunho silencioso
Dos maus tratos e do abandono
Impingidos de modo vil e sádico
Ao sofrido e desemparado povo.

QUASE POESIA - n. 46 (02/I/2017)

Todos os libertadores,
Revolucionários
E salvadores da pátria
Sempre cobram
Um preço elevado
Para aparentemente
Livrar o povo do
Vil desespero
Que os sufoca.

QUASE POESIA - n. 45 (02/I/2017)

Quando um povo perece
Nas mãos ímpias dos maus
Que a tudo impõe o caos
Urgente são as preces
Para os atos retificar
E pedir, sem cessar
Para Deus não permitir
Que o amargor vivido
Nas mãos dos ímpios
Não venha se repetir
Nem aqui, nem ali ou lá,
Em nenhum lugar.

TÃO SIMPLES, POR ISSO, DESDENHADO

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)

Meditar, refletir diariamente sobre nossos atos e palavras, pensamentos e sentimentos; considerar, no silêncio de nossa consciência tudo o que nos ocorre; ponderar no íntimo de nossa alma, no início e ao fim do dia, sobre tudo o que testemunhamos, a respeito de tudo o que está ocorrendo e que nos é noticiado de maneira formal ou informal, esse é o mínimo que uma pessoa suficientemente decente deve fazer para policiar-se, para manter-se vigilante quanto aos seus caminhos e manter-se atento aos possíveis descaminhos que se apresentam em nossa vida.

No caso dos caminhos, um exercício simples como esse nos auxilia a continuarmos perseverando nele. Agora, quando a questão é sobre os descaminhos, ou se em algum momento tivermos o desatino de toma-los, para corrigirmos a nossa rota e, consequentemente, conhecermos melhor nossas fraquezas, tal prática é indispensável.

Enfim, seja como for, chega a ser desconcertante imaginarmos que muitíssimas pessoas hoje em dia não realizam esse ato mínimo e, por que não, simples. Ato esse que é-nos recomendado por sábios de todos os tempos e povos. Sábios da envergadura dum Platão e de um Confúcio e que, ao menos, até pouco tempo atrás era-nos ensinado amorosamente por nossos pais.

Pois é, algo de muito errado está acontecendo com a tal da humanidade modernosa. Muito errado mesmo.

De tão esquisita que as coisas andam que uma observação tão simples, apresentada num pobre missiva como essa, nos confusos dias vividos hoje por nós, acaba tomando um tom de inocência pueril, haja vista que, em nossa época doentia, maturidade tornou-se sinônimo de vileza e vulgaridade.

Não é à toa que nossos país e suas municipalidades encontram-se no estado em que estão.


(*) Professor, cronista e bebedor de café.

domingo, 1 de janeiro de 2017

QUASE POESIA – n. 44 (01/I/2017)

Para Maria Santíssima são poucas todas as honras.
Também, todas as virtudes o são, hoje e sempre.
E o são porque a salvação veio através dela, sem pompa,
Por meio do fruto bendito de seu abençoado ventre
Que liberta nossa alma do pecado e ilumina o mundo.
Tudo isso através dum sim modesto e profundo.

sábado, 31 de dezembro de 2016

QUASE POESIA – n. 43 (31/XII/2016)

Que o ano que está por vir
Nos faça crescer e sorrir.
E se nele viermos a chorar e cair
Que Deus nos valha e venha nos acudir,
Ajudando-nos a levantar e a seguir
Pela vereda da retidão e persistir
Na Verdade sem jamais desistir.

Um feliz e abençoado 2017 para todos!

QUASE POESIA – n. 42 (31/XII/2016)

Na democracia da república do bichos
Sempre deixa tudo e todos imersos no lixo.
Nela não há limites para o destrutivo caos
Que impera na brasílica Fazenda Animal.

QUASE POESIA – n. 41 (31/XII/2016)

Os anos passam, os dias vão
Seguindo o rumo dos eventos
Que seguem ao ritmo do vento
E da multidão sem coração.

Os dias vem, o ano descansa
Ao passo sereno da esperança
Que não se cansa das andanças
Nem da inocência das crianças.