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DIGNO DESSE NOME

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Por Dartagnan da Silva Zanela (*)
EM MUITOS CASOS, EM MUITÍSSIMOS MESMO, o que mais falta naqueles ditos cujos doutos em educação e, bem como, aos tais burocratas dessa seara, é um pouquinho, por mínimo que seja, de honestidade intelectual.
Explico-me: não raro, os primeiros obtém seus títulos, que lhes permite apresentar-se como doutos em matéria de ensinação, sem, de fato, ter educado alguém, nem mesmo uma única pessoa que ateste a eficácia de suas ideias.
Mesmo assim, falam, como falam, até pelos cotovelos, sobre o que não deve ser feito numa sala de aula e, fazem isso, com citações furibundas mil e, dizem tudo isso, sem ao menos saber como realmente é o dia a dia duma classe escolar.
Quanto aos segundos, esses ocupam geralmente uma sinecura qualquer, obtida muitas vezes através das bênçãos dum padrinho político, para fingir que ali estão para inovar as práticas que dão forma ao dia a dia duma sala de aula. Sala essa que, nem de longe, esses sujeitos querem enxergar. Quem o diga nela …

MIMADOS POLITICAMENTE ENGAJADOS

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UMA COISA QUE OS DOUTOS em matéria de educação se esquecem é que a vida é composta por desafios e obstáculos e que, aprender a lidar com eles e, principalmente, a lidar com possíveis frustrações, é parte fundamental do processo de ensinação.
É desse jeito que amadurecemos ou, como dizem os antigos, que nos tornamos gente.
Mas como eles, os doutos diplomados, ignoram isso, e por estarem muito mais preocupados em fazer populismo em educação do que educar a população infante, o resultado continuará, por muito e muito tempo, a ser esse: a formação de cidadãos criticamente mimados, dependentes dos regalos estatais e essencialmente egocêntricos.
E é obvio que eles aprenderam também, e muitíssimo bem, disfarçar todas essas feiuras com uma e outra palavra de ordem politicamente correta e socialmente engajada.
Dissimulação essa que eles aprenderam na escola através do currículo não tão oculto que rege ela em seu (des)fazer pedagógico.
Enfim, no fundo, eles foram bons alunos. O problema é que eles a…

SINTO MUITO... GAME OVER

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Muitas vezes algumas pessoas se perguntam porque os infantes levam tão a sério um jogo, seja ele o futebol ou um videogame, mas não encaram com a mesma seriedade os seus estudos. Essa é uma pergunta tão justa quanto atual e que, por isso mesmo, merece ser meditada, mesmo que de maneira breve e caipira.
Tomemos, nessa escrevinhada, apenas o caso dos videogames e sejamos curtos e diretos: o que atrai a gurizada pra mergulhar de cabeça neles é que os ditos cujos são mortalmente sérios. Isso mesmo. Todo e qualquer jogo é mortalmente sério.
Explico-me: independente de qual seja o jogo, esses sempre tem regras muitíssimo claras, regras essas que se não forem devidamente respeitadas, implicarão em consequências capitais para o competidor.
Fez corpo mole, não prestou a devida atenção, não realizou as tarefas exigidas, sinto muito, mas não tem lesco-lesco. Vai perder. Vai reprovar.
Quando isso acontece, o piá fica dando peti, dizendo que foi injustiçado e blábláblá? Nada disso. Ele compreende, se …

NÃO É DISSO QUE O BRASIL PRECISA

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(i) O SER HUMANO NÃO É MAU por natureza, nem bom. Nada disso. No fundo, somos apenas indivíduos com anseios mesquinhos e com sonhos medíocres e, por isso mesmo, acabamos sendo facilmente influenciados por qualquer sujeito que esteja minimamente acima da reinante mendacidade das massas.
(ii) O BRASIL NÃO CARECE de um grande plano de salvação nacional. O Brasil precisa, urgentemente, de pessoas humanamente qualificadas para fazer alguma coisa com suas próprias vidas que não seja, com o perdão da palavra, uma majestosa merda.
Em resumo, o nosso país continuará perdido e atrapalhado feito cachorro correndo atrás do seu próprio rabo se nós, individualmente, continuarmos a agir feito um pulguento que caiu do caminhão de mudança.

(*) Professor, caipira, escrevinhador e bebedor inveterado de café.

E NÃO ADIANTA REINAR NÃO

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ALGO PODE SER TIDO COMO VERDADEIRO ou falso, bom ou ruim, justo ou injusto, não por causa da convicção ideológica que tenhamos sobre isso e aquilo, muito menos pela posição política que defendamos aqui e acolá, mas sim e fundamentalmente, apesar dessas coisinhas.
Toda vez que emitimos juízos sobre a realidade deste ou daquele fato, guiando-nos unicamente com esses tipos de tranqueiras, ideologias e seus carrapatos, invariavelmente acabamos caindo vergonhosamente do cavalo da razão com as ventas no chão.
Ou simplesmente caímos sem corar de vergonha, pois, como todo mundo sabe, em regra, a vergonha na cara se esgota e seca bem rapidinho quanto colocamos uma ideologia no lugar da inteligência e transformamos uma opção política mequetrefe numa tábua de (des)orientação moral.
Enfim, por definição, a realidade de qualquer coisa sempre foi, e sempre será, muitíssimo maior e mais complexa que o reducionismo de qualquer ideologia, inclusive e principalmente, a própria realidade desse tipo de trem…

ABOLINDO O BOM SENSO

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UMA INJUSTIÇA COMETIDA NÃO PODE SER reparada com a realização de outra injustiça. Uma infâmia perpetrada contra um inocente jamais será reparada com a realização duma outra ignomínia contra uma outra pessoa. Um mal sofrido amargamente jamais será extirpado praticando-se o mal indiscriminadamente.
Todavia e, infelizmente, esse nefasto ciclo vicioso impera no coração e na mente de muitos e é tido, por esses indivíduos, na conta duma atitude cidadã digna de respeito.

Enfim, não é à toa que estamos, a cada dia que passa, mais e mais semelhantes a um grande manicômio dirigido por lunáticos democrática e criticamente constituídos que, numa assembleia de inconscientes e inconsequentes, resolveram abolir de vez a razão e o bom senso.
(*) Professor, caipira, escrevinhador e bebedor inveterado de café.

COISAS DA NOSSA TRISTE NAÇÃO

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TODA VEZ QUE, POR DESCUIDO, presto a indevida atenção aos produtos da cultura midiática e que me defronto com os assuntos que são celebrados pelo sistema educacional brasileiro atual, acabo tendo a clara impressão de que tanto o primeiro quanto o segundo são a expressão cristalina da lei de Thelema.
A realização do ‘faça tudo o que tu queres, pois essa é toda a lei’, passou a ser a nova palavra de ordem, onde toda e qualquer rabugice é entendida como uma espécie de direito pétreo e que, se não for devidamente atendida, tal desfeita acabará sendo vista como uma afronta contra toda a humanidade.
E é por isso que toda e qualquer insatisfação caprichosa passou, atualmente, a ser vista como uma bandeira política criticamente concebida, tornando o debate político mais cômico do que nunca. Na verdade, tragicômico.
Ora, uma sociedade que celebra tranqueiras desse naipe como sendo a pedra fundamental para edificação de sua vida cívica está condenada a total degradação.

E tem mais uma: afirmar isso…