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Mostrando postagens de Dezembro, 2019

DIÁRIO DOS CONFINS # 003

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A profanação do cristianismo e de todo o seu legado, tornou-se, no mundo contemporâneo paganizado, praticamente um novo critério de sacralidade. Não respeitar a profanação, na cabeça de muitos, é um inadmissível ultraje.
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De acordo com os parâmetros educacionais vigentes, um aluno que cumpre zelosamente com suas obrigações, deve ser aprovado; e, um aluno displicente que não cumpre com seus deveres tem o direito de ser aprovado. Entendeu como é que funciona a parada? É isso aí. Não é pra entender mesmo.
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Qualquer um que estude, com relativa seriedade e serenidade, a história do Brasil, qualquer caboclo que se dedique a leitura dos inúmeros estudos sociológicos sobre a formação da sociedade brasileira, irá inevitavelmente chegar a uma só conclusão: o Brasil existe apenas por milagre ou por mero acaso. Somos, realmente, em termos históricos e sociológicos, uma obra surreal.
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Não é difícil encontrar Deus. O que é uma barra é sermos capazes de silenciar os gritos histé…

UMA CONVERSA SOBRE A ZONA

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Há um trem que muitas pessoas gostam de dizer, como se fosse uma espécie de conselho oracular; é o dito que afirma que nós deveríamos sair da tal zona de conforto.
Eita frase que, quando dita, arroga colocar um ponto final em tudo, ao mesmo tempo que não expressa patavina alguma. Serve para praticamente tudo por não dizer literalmente nada.
E o mais engraçado é que as pessoas que frequentemente usam essa frase para enfeitar uma prosa com os seus, ou para decorar uma preleção feita para uma plateia desavisada e distraída, são frequentemente aquelas figurinhas pra lá de acomodadas em inúmeras esferas de sua vida.
É isso aí. Todos nós temos de transitar por inúmeras esferas e ordenar nossas ações e intenções em vários planos. Algumas esferas e planos são preferidos por nós enquanto outros acabam sendo preteridos. Ou seja: cada um de nós procura uma zona de conforto, inclusive quando diz que está procurando sair da dita cuja. Aliás, se estamos querendo sair dela é porque ela não é mais confo…

AS REDES FALAM MAIS QUE O HOMEM DA COBRA

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As redes sociais são, ao seu modo, uma baita ferramenta. Por meio delas conectamo-nos com outras pessoas, temos acesso a inúmeras informações, expressamos o que pensamos e sentimos e, inclusive, temos a possibilidade de fazer negócios através das ditas cujas.
De certo modo, elas também são uma espécie de diário de seus usuários. Não íntimo, é claro. Público. Mas, em alguns casos, esses diários contém muitos relatos picantes das mais sórdidas intimidades.
Dum jeito ou doutro, o perfil duma pessoa numa rede social nos apresenta alguns elementos que podem nos ajudar a conhecê-la razoavelmente bem. Ao menos alguns aspectos de sua personalidade, de seus gostos e desgostos.
Tendo isso em vista, penso que seria mui interessante que procurássemos acessar o perfil de nossas autoridades públicas nas redes sociais para vermos quais são as ações das quais eles se ufanam e se orgulham, quais seriam suas ideias e preocupações, seus pontos de vista e visão de mundo.
E não me refiro, aqui, exclusivamente…

É NO CORAÇÃO DO HOMEM QUE TUDO COMEÇA

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Uma vez ouvi um gracejo que fora contado numa rodinha de amigos que estava próxima à minha pessoa que, em resumidas contas, afirmava algo mais ou menos assim: “o único livro que a professorinha fulana de tal leu em sua vida foi o livro de chamada”. Isso foi dito e, claro, todos que integravam o referido círculo de escarnecedores riram garbosamente com aquele ar de superioridade.
Não nego que isso não seja, em partes, uma verdade; sei que há muitos professores que não tem o dito cujo do hábito de ler e que, aliás, em muitos casos tem uma grande aversão a leitura.
Porém, o que me chama a atenção é o seguinte: quem via aqueles caiporas parlando, da forma como parlavam, sobre a “fulaninha”, dava a impressão de que eles eram exímios leitores.
Se bobear, os carniças nunca leram um livro se quer na vida. E o pior é que muitos daqueles que integravam a dita rodinha, mais do que provavelmente, nunca leram mesmo.
O brasileiro dum modo geral não lê. Pior! Não se envergonha disso. Muito pelo contrári…

A GRANDE CARÊNCIA DO MUNDO

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O grande problema do mundo moderno é a falta de oração, diz o Santo Padre Pio de Pietrelcina; porque, como ensina Santa Teresa D’Ávila, todo aquele que abandona o caminho da oração acaba por ouvir os sussurros do inimigo e termina se desviando Daquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida.
Vale lembrar que o que os dois santos nos advertem não é para a necessidade da prática meramente externa e mecânica da oração, algo que qualquer um é capaz de fazer por mera conveniência social ou por encontrar nisso certo conforto psicológico.
Aliás, os dois tipos de atitude, aludidas acima, são muito bem retratadas pela cultura popular. A primeira vê-se retratada na imagem dos chamados “papa-hóstia” e a segunda na figura dos sem vergonha [e similares] que fazem promessas mil após terem feito alguma bestagem daquelas graúdas para se sentirem bem.
Lembro, em tempo, que não estou julgando a fé dessas pessoas, pois não sou ninguém, absolutamente ninguém, na ordem do dia para alçar essa posição. Estou apena…

NO MEIO DA TORMENTA

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Quanto ao atual governo, vou lhes dizer uma coisa: acho que ele está muito bem. Aliás, melhor do que eu esperava. É isso.
Não, não vou aqui listar realizações do governo Bolsonaro, nem apontar os erros e caneladas do mesmo, pois, ao que tudo indica, sua gestão irá realizar muitos outros acertos e inúmeros outras caneladas até 2022.
Enfim, mesmo com todos os tropeços, avalio positivamente o seu primeiro ano de governo devido a uma razão muito simples: eu não esperava que ele fosse terminar o primeiro ano à frente da presidência.
Tinha isso claro em minha mente quando sufraguei meu voto. Aqueles que convivem comigo sabem muito bem disso.
Além do mais, esperava um ano com um agravamento significativo da recessão, tendo em vista o estado de degradação em que se encontrava [e se encontra] o Brasil; mas não, apesar dos pesares [que não são poucos] o trem está andando e andando pra frente.
E tem outra: tinha plena consciência de que o Estado, aparelhado do jeito que estava [e que ainda está] seri…

A FACE OCULTA DA HIDRA VERMELHA

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Afinal de contas o que seria essa tal de democracia que tanta gente diz identificar-se de corpo e alma?  O que será? Onde ela vive? O que ela faz? O que come?

Com frequência vemos pessoas, bem ou mal intencionadas, jurarem com os pés juntos que são profundamente democráticas e que o são, inclusive, quando estão tomando banho ou dormindo, como se, tal jura, projeta-se sobre suas carcaças uma aureola angelical sem par. Como se fossem santinhos seculares.

Bem ou mal intencionadas, tais pessoas acreditam mesmo que se elas se apresentarem publicamente como democráticos baluartes duma e doutra minoria, melhor, de toda e qualquer minoria, tal declaração, por um misterioso processo alquímico, as transformaria em seres humaninhos melhores, infinitamente superiores que a média geral das pessoas.

Pois é. Sobre isso - a tal da democracia, que não sai da boca dessas alminhas - de memória, ocorre-me três observações feitas por três senhores.

Uma foi feita por Robert Michels, que dizia, sarcasticamente,…

ENTRE A BARBEARIA DO POP E A SALA DE AULA

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O amigo leitor, bem provavelmente, já deve ter assistido ao seriado Luke Cage, da Netflix. Logo no início da primeira temporada, o seriado nos brinda com algumas cenas que, pessoalmente, considero muitíssimo relevantes para matutarmos algumas questões que afligem aqueles que atuam na seara da educação.
Luke trabalhava, e praticamente morava, na barbearia do Pop. O velho barbeiro era uma espécie de autoridade moral do bairro. Todos o respeitavam, inclusive os mafiosos.
Dentro da barbearia, que era uma espécie de santuário de civilidade, havia uma regra fundamental, que dava sustentação a inúmeras outras e que, por isso, permitiam que a barbearia fosse o santuário que era.
Naquele local não era permitido falar palavrões, muito menos partir para a porrada.
Se alguém falasse uma besteira dentro da barbearia, ou ousasse agir de modo mais ríspido com outra pessoa, bastava o Pop olhar que todos sabiam qual era a punição: colocar um dólar num vidrinho que ficava numa bancada.
Na verdade, não era…

DIÁRIO DOS CONFINS # 002

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A crença em uma utopia, pouco importando qual seja ela, é um trem pra lá de perigoso, pois essas tranqueiras acabam sempre, ao mesmo tempo, libertando e ocultando, com belas imagens, os piores monstros que habitam na alma humana. De mais a mais, o mal raramente é realizado com base numa justificativa vil. Em regra, ele sempre é perpetrado em nome dos mais elevados ideais. Sempre. Desde os genocídios e democídios que aterrorizaram o século XX, até a roubalheira comuno-petista perpetrada recentemente em nosso triste país, tudo isso foi realizado sob o augúrio das mais belas promessas utópicas. Por isso, desconfiemos das utopias, de todas elas, sem nenhuma exceção.
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Tem muita gente, muita gente mesmo, que deve pensar que Deus é alguma espécie de pop star. Só pode. Basta começar a reza que o abençoado já quer bater palminha, fazer uma coreografia, uma dancinha coreografada, entre outras coisinhas fofas. Não estou dizendo que o caboclo não pode fazer isso. Não sou ninguém na ordem do dia …