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Mostrando postagens de Maio, 2017

PAREM TODAS AS MÁQUINAS

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Por Dartagnan da Silva Zanela (*)
(i) Não são os meios de comunicação, seja a grande mídia ou as redes sociais, uma sucursal do inferno não. O inferno está no coração daqueles que fazem uso desses meios e que, por sua deixa, acabam projetando sobre eles tudo o que há no âmago do seu ser. No frigir dos ovos, a TV, os livros, a internet, etc., são simplesmente espelhos que refletem a nossa face porque neles procuramos aquilo que nós somos, dum jeito ou doutro.
(ii) As redes sociais, em si, não são imbecilizantes não. Elas, por sua natureza, apenas potencializam aquilo que cada um de nós é. Só isso.
(iii) Ao seu modo, hoje em dia, as redes sociais são a ágora doutros tempos.
Nelas, nas redes sociais, as pessoas se encontram, discursam, palestram, vendem e compram coisas e serviços, contam causos, piadas e, é claro, protestam e xingam de modo similar ao que era feito nas antigas ágoras.
E, da mesma forma que nas praças de antanho, alguns recebem a atenção de multidões sem fim e, outros tantos, ac…

QUASE POESIA, N. 127

Ocas e vazias são as bolhas de sabão
Feitas em nome de uma paz hipotética
Proclamada por um e outro coração
Que crê de maneira vã e patética
Que essa ação politicamente correta
Irá proteger os cidadãos da violência
E do cinismo da intocável delinquência.

QUASE POESIA, N. 126

Quando amigos não se entendem
Queira-se ou não, as crises vão aflorar.
Se inimigos não são capazes de dialogar
O terror da guerra torna-se eminente.

QUASE POESIA, N. 125

Os mitos surgem silentes
Para tornarem dizíveis
As mais inconvenientes
Verdades invisíveis.

QUASE POESIA, N. 124

A luz da sabedoria reside Na procura insistente, humilde E amorosa pela verdade.

MATUTAS À BEIRA DO FOGÃO A LENHA

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Por Dartagnan da Silva Zanela (*)
(i) Quanto mais uma palavra é evocada, mais o objeto a qual ela se refere encontra-se morto ou, no mínimo, inexistente no horizonte moral daquele que a utiliza.
(ii) A razão, pobre coitada, pra poder viver é obrigada a estar sempre exprimida nos limites da realidade para poder ponderar de acordo com a sua natureza que é a razoabilidade.
Já a estupidez, por sua deixa, também é uma infeliz, haja vista que ela opera na vastidão ilimitada da insensatez emitindo observações na medida de sua índole: a insanidade que anseia em ser como a tal da razão.
(iii) A idiotia ideologizada sonha em ser vista como sendo a voz da razão sem, necessariamente, fazer o menor esforço para tornar-se minimamente razoável.
A razão, por sua deixa, teme terminar seus dias na alcova da idiotia, porque sabe que a fronteira que a separa dessa triste possibilidade é por demais estreita e fácil de ser ultrapassada.
(iv) Não especulemos sobre os fatos que desconhecemos. Isso é masturbação mental…

QUASE POESIA, n. 123

Toda vez que no sanitário Dispomo-nos a sentar Para sossegadamente obrar É-nos sutilmente revelado, Se pra pensar paramos, A mais profunda verdade Sobre a real face De nossa humanidade.

QUASE POESIA, n. 122

O rumo do destino
Não é por Deus feito.
Ele é fruto exclusivo
Dos rumos que elejo.

PONTO POR PONTO

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Por Dartagnan da Silva Zanela (*)
(i) Chesterton, com o seu jeitão de sempre, numa certa passagem duma de suas obras, chamou a atenção de seus leitores para uma obviedade que ululantemente é ignorada por cada um de nós na sociedade contemporânea; obviedade a qual seria a seguinte: a Santa Madre Igreja proíbe tudo, praticamente tudo, porém, por sua deixa, perdoa tudo também. O mundo, com todos os seus encantos e tentações, permite tudo, tudinho – essa é a sua lei; entretanto, ele não perdoa nada, nadinha. Se compreendermos isso, iremos aprender o que é o amor que nos foi ensinado no alto do madeiro da santa cruz.
(ii) Aquele que não sabe ser razoavelmente competente naquilo que é certo, dificilmente fará a diferença na execução daquilo que é duvidoso porque, por incrível que possa parecer, tudo aquilo que é errado, para ser bem feito, exige muito mais preparo do que é exigido na realização daquilo que é correto.

(*) Professor, cronista e bebedor de café.

QUASE POESIA, n. 121

Na história existem
Os tais crimes perfeitos
Na sua execução
E proposição
Como também existem
Os que são mui ridículos
Em sua proposição
E execução.

UMA QUESTÃO DE LEGÍTIMA BLOGICIDADE

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Por Dartagnan da Silva Zanela (*)
(i) Na atual conjuntura política, que vislumbra uma eventual eleição indireta para presidento (ou presidenta), se a mim pedissem para indicar um candidato a mais elevada cadeira dessa república das bananeiras, com certeza iria sugerir, sem pestanejar, o nome do meu cachorro mais velho, o Percy. Ele é um cabra bão, de confiança e tem uma larga experiência em morder tudo o que não presta. É isso! Está aí meu candidato: Percy! Um presidento que é o cão.
(ii) Para salvar uma alma perdida, imersa nas trevas de si e do mundo – sombras plúmbeas que são orquestradas pelo inimigo - basta a luz de uma vela, o sussurro de uma prece feita com reta e sincera intenção para que o corações transviado entregue-se nas mãos Daquele que bem nos conhece e que, por isso mesmo, nos ama e quer nos salvar de nós mesmos, de nossas fraquezas e de nossa fácil inclinação para o desespero.
(iii) Defender o senhor Lula da Silva, motivado por confessas convicções ideológicas que sua image…

QUASE POESIA, n. 120

Todos aqueles que ficam bravinhos
Com esses simplórios versinhos
Deveriam tomar naquele lugarzinho
Sem demora e bem sozinhos.

QUASE POESIA, n. 119

Frente a essa república decaída
Sou um confesso anarquista
Com um coração monarquista.

GORJEANDO COM OS PÁSSAROS NA PRAÇA

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Por Dartagnan da Silva Zanela (*)
Uma coisa que todos nós deveríamos fazer - principalmente aquelas alminhas que acreditam ter uma solução mágica e burocrática para todas as pendengas humanas - seria organizar para sua própria vida uma hierarquia de prioridades de curto e longo prazo.
Isso mesmo! Todos nós - uns mais, outros menos - cultivamos o hábito nada salutar de dizer o que deveria ser colocado em primeiro lugar na escala das prioridades da humanidade, dos governos, das religiões, de tudo e de todos, porém, se perguntarmos a nós mesmos quais são as nossas prioridades é bem possível que não saberíamos responder de modo adequado.
Na verdade, na maioria dos casos, o quadro seria um pouco pior. Ao invés de respondermos sinceramente que nunca paramos pra pensar e efetivar uma hierarquia desse tipo em nossa vida; preferimos mentir, descaradamente, para nosso interlocutor, e para nós mesmos, dizendo que temos uma muito bem elaborada.
Sim, verdade seja dita: há aqueles que sinceramente apre…

QUASE POESIA, n. 118

Putrefaz e insepulta
Está nossa República.
Enferma em estado grave
Está toda a brasilidade.

QUASE POESIA, n. 117

Queria ver toda a militontada sem noção 
Que tem seus quadrilheiros de estimação
Berrarem com a mesmíssima empolgação
Contra os seus bandoleiros do coração.

QUASE POESIA, n. 116

O PT, PMDB, PSDB
E todos os demais “P’s”
Deveria ir para a PQP
Pro Brasil sobreviver.

JARDIM DAS AFLIÇÕES – O FILME

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Por Dartagnan da Silva Zanela (*)
O cineasta pernambucano Josias Teófilo produziu um filme que está dando o que falar no submundo político e cultural brazuca.
Todo o estardalhaço se deve ao fato de que, em partes, sua obra é sobre o filósofo Olavo de Carvalho e, em partes, porque o filme versa sobre um capítulo do livro que dá nome a película da discórdia que, por sua deixa, também é da autoria do referido professor.
O livro em questão - O Jardim das Aflições - é uma obra prima que merece ser lido e estudado com muitíssima atenção. Tongo de quem fizer beicinho ideológico e não lê-lo.
Quando ao filme, confesso: estou ansiosíssimo para assisti-lo. Não apenas por ser sobre esse livro que a muito estudei, nem tão só por ter como personagem central o professor Olavo com quem tanto aprendi (e com quem até hoje aprendo muito). Mas porque a censura velada, o boicote canalha e vilania insidiosa que está sendo promovida pela esquerdalha de todas as estirpes contra o filme - que eles não viram - é d…

QUASE POESIA, N. 115

A demonstração viva do que é o amor divino
É a figura de uma mãe que dedica-se com afinco
Para criar do melhor modo possível os seus filhos
Mesmo que eles, um dia, não se lembrem mais disso,
Do quão grande foram os amorosos sacrifícios
Feitos por ela, por nossa vida, desde o início.

QUASE POESIA, N. 114

Conversão, penitência e oração
São as bases da mensagem de Fátima
Que devem ser prontamente cultivadas
Em nosso impenitente coração
Com gemidos e lágrimas
Sinceras de arrependimento
E devoção.

QUASE POESIA, N. 113

Três crianças portuguesas que pastoreavam Brincavam e com inocência aos céus rezavam Receberam diretamente da Virgem Santíssima A missão de comunicar uma mensagem salvífica.

HAVIAM ALGUMAS PEDRAS NO CAMINHO

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Por Dartagnan da Silva Zanela (*)
(i) A vaidade da ignorância presunçosa é algo que, literalmente, não tem fronteiras e vai muito, muito além do ridículo imaginável.
(ii) Educação não é - ou pelo menos não deveria ser - a reafirmação de estereótipos ideologizados que são repetidos diuturnamente pela mídia e endossados pelas potestades estatais.
(iii) Onde não existe a confiança na presença luminosa da verdade divina não há educação. Num ambiente assim, o que impera é a deturpação da inteligência e deformação do caráter.
(iv) O conhecimento da divina verdade é a pedra angular dos umbrais da educação. Quando a rejeitamos e a substituímos por qualquer tranqueira ideológica, é só uma questão de tempo para que todo o edifício da educação, e bem como de toda a sociedade, venha a desmoronar.

(*) Professor, cronista e bebedor de café.

QUASE POESIA, N. 112

Faz cem anos que em Fátima,
Portugal, nossa Senhora apareceu
A três crianças que pastoreavam
Advertindo-nos para repararmos
As nossas ofensas, pecados e faltas
Graciosamente cometidas contra Deus
Nesse sangrento e cínico século ateu.

COM AS FLECHAS NA ALJAVA

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Por Dartagnan da Silva Zanela (*)
(i) Uma convicção ideológica prematuramente assumida em tenra idade como sendo uma verdade etérea, que paira acima da gravidade dos fatos, é um veneno gregário violentíssimo, capaz de tornar até mesmo a alma mais gentil numa figura moralmente disforme e intelectualmente obtusa.
(ii) Uma das coisas mais escandalosas de nossa época é o fato de vermos inúmeras pessoas externando, através dos mais variados meios, as mais desbaratadas opiniões sem ter ao menos lido um único livro sequer sobre o assunto. E o pior nisso tudo é que essas almas perturbadas ainda creem que todos aqueles que não estão de acordo com elas são alienados. Que dó.
Enfim, são essas mesmíssimas pessoas que se intitulam portadores da tal “consciência crítica” que rotulam os discordantes com os mais variados rótulos difamantes como... bem, melhor deixar esse ponto de lado, porque aí a lista iria longe e, como todos sabem, tais rótulos não tem nenhum significado que valha algo, que vá além da …

QUASE POESIA, N. 111

Lula foi pra Curitiba responder
Como réu inconfesso que é
As questões que fazem todos ver
A sua vexaminosa má fé.

QUASE POESIA, N. 110

As nuvens negras se aproximam Sem pedir licença ao azul celeste Para derramar-se sobre a menina Molhando suavemente suas vestes.

UM DIA DEPOIS DO OUTRO

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Por Dartagnan da Silva Zanela (*)
(i) Fim de semana tem cheiro de cozinha inundada com os mais deliciosos sabores e com as flagrâncias mais saborosas que se misturam e se fundem com a presença dos amigos e da família; são dias que tem gosto de saudade daqueles que não mais estão próximos de nós com sua contagiante alegria.
Fim de semana são dias pios para nos recolhermos e nos mantermos sob o abrigo da graça divina colocando-nos em oração e em abençoada vigília; esses são dias em que nos recolhemos longe da presença infecta do mundo para renovar nossas forças junto ao calor santificante da família que permanece unida.
(ii) Nada é mais humilhante que fundar a personalidade - que construir o nosso caráter - sob o fundamento rasteiro e sujo de nossos desejos e paixões carnais – pouco importando quais sejam eles.
No fundo, uma pessoa que assim procede, acaba reduzindo a sua vida a uma caricatura grosseira de si mesma feita com o que há de mais degradante e vil em seu ser.
De mais a mais, como é …

QUASE POESIA, N. 109

Governar nossa vontade e desejos É o que devemos na vida aprender Para saber dizer não a nós mesmos
E no caminho da Verdade crescer.

QUASE POESIA, N. 108

Todo aquele que não sabe contrariar-se Não compreende o que significa sacrificar-se Nem entende o valor da responsabilidade
Na luta pela conquista da liberdade.

POR MARES NUNCA ANTES NAVEGADOS

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Por Dartagnan da Silva Zanela (*)
(i) Quando as almas se encontram carcomidas pelo rancor e pela cobiça, qualquer forma de competição, mesmo que com o intuito de irmanar os participantes, acaba, sem querer querendo, semeando a cizânia.
Agora, se essa disputa é orquestrada, desde o princípio, com a finalidade de fomentar a discórdia, pra dividir mais e mais as pessoas que já se encontram apartadas, à possibilidade de que o tiro acabe saindo pela culatra. A possibilidade é pequena, mas existe.
(ii) Toda pessoa que diz ser portadora do tal pensamento crítico, em regra cultiva uma visão monolítica sobre a realidade. Normalmente é uma perspectiva que tem uma alta dose de veneno ideológico e de sentimentalismo tóxico e, por essa razão, sua forma de encarar a vida é puerilmente limitada, incapaz de levar em consideração a complexidade de qualquer coisa, mesmo que o carniça esteja sempre com a tal “complexidade” na boca.
(iii) Para a galerinha esquerdopática, apenas são dignos de respeito aqueles qu…

QUASE POESIA, N. 106

Saber como dar ordens é uma arte Que deve ser devidamente aprendida Para bem zelar do caminho da Verdade Que educa os infantes para a vida.

UM, DOIS, TRÊS...

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Por Dartagnan da Silva Zanela (*)
(i) Essa conversa furada de querer mudar o mundo, de desejar construir o tal do mundo melhor possível, de lavorar pela realização de uma utopia e blábláblá, no fundo, bem no fundo, tudo isso é apenas um amargo fruto de uma tremenda falta de vergonha na cara e de achar algo útil, bom e digno que fazer. Só isso e olhe lá.
(ii) Um dos fatores que mais nos leva a cometer equívocos é a crença pueril de que somos imunes a qualquer tentativa de nos influenciar e de nos ludibriar; a fantasia tonta de que somos mui espertos e que ninguém poderá dar um migué em nós.
Não é preciso dizer que em nosso país sobram pessoas – muitas delas bem intencionadas – que alimentam esse tipo de tolice. Soberba tolice.
Também não é à toa que os sem vergonha de todos os naipes políticos e dos mais variados estratos sociais fazem a festa às nossas custas e tripudiam, e com razão, em nossas paletas ao nos verem, muitas vezes, manifestando aquela indignação [depre]cívica contra eles quan…