QUASE POESIA – n. 54 (09/I/2017)


Os doutos da lei são tão zelosos quanto cínicos
Ao esbravejar na defesa dos criminosos iníquos
Que barbarizam a vida vivida fora dos condomínios

Onde estão os ignorados pelos diplomados metidos
A bons-moços e que vivem fazendo pose de sabidos.
Ao mesmo tempo, esses arrogantes embriagados

Com a vilania típica dos parvos ideologizados
Acusam de hipócritas e tratam como indignos
Todos os cidadãos e seus ordinários pecados.

E fazem isso com aquele juridiquês depravado
Sem economizar a troça, nem poupar no escárnio,
Nas suas observações irônicas fazem pouco caso

Dos cidadãos que pelo sistema são abandonados,
Tratados como se fossem os piores meliantes,
Estupradores, assassinos, pedófilos e traficantes.

Cidadãos que estão noite e dia no seu trabalho
Desgastando-se de modo soturno e incessante
Pra pagar a brasílica montanha asfixiante

De impostos para serem aos criminosos igualados
De uma forma cruel, descabida e aviltante
Por essa empáfia de bacharéis desavergonhados

Que são, com seu marxizante discurso, 
Que distorce o vocabulário e os fatos,
Dos canalhas, o último refúgio.

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