É DE AVERMELHAR O ZÓIO DA CARA

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)

Uma das coisas mais lindas desse mundo – e que lindeza - é ver esse bando de bocó de mola pedindo transporte coletivo Estatal gratuito pra todo mundo sem saber o quanto custa o dito cujo e, principalmente, esquecendo-se ou ignorando que, se essa tranqueira for estatizada de fio a pavio, quem pagará por essa bagaça toda serão os cidadãos - trabalhadores e contribuintes - através dum montão de impostos que serão cobrados aqui e acolá, todos diluídos para, como direi, não doer tanto, apesar de arder muito na carteira de todos.

(Inclusive os próprios bocós de bola terão de pagar e, pode ter certeza, que o trem não será doce não. Nem pra eles e muito menos para cada um de nós).
Detalhe que merece destaque por ser mais do que óbvio: estamos no Brasil e sabemos muito bem o quão ligeiro é o Leviatã Estatal para resolver qualquer problema e que, para tal empreita, cobra-nos sempre uma quantia que faz nossas carteiras suarem só de pensar e, no fim das contas, nunca nos entrega nada que o valha. Nada mesmo.

Outra: todos nós sabemos – menos, talvez, os bocós de mola - como terminaria essa história se essa trupe dos cidadãos críticos e engajados conseguisse fazer emplacar as suas ideias de piriri que eles cega e histericamente defendem.

E tem outra: essa trupe de arruaceiros com os olhos cheios de sangue e ódio adoram chamar os divergentes de suas palavras de ordem infantis de fascistas. Se babam fazendo isso, inclusive. Basta ver o que aconteceu com o Arthur do canal Mamãe Falei pra ver o que é o espírito democrático desses barbudinhos.

Sim, seria um Deus nos acuda maior do que esse em que estamos imersos atualmente.

Por fim, até entendo que moleques façam molecagens. Aliás, quem, em tenra idade, que não tenha feito bobagens políticas que atire a primeira pedra. Porém, todavia e, entretanto, pessoas crescidas e barbadas, metidas por ter um diploma de qualquer coisa na parede, que ficam dando guarita pra essa gurizada tocar o horror, massageando seus egos pueris, fazendo-os crer que eles são uma espécie de übermensch nietzschiano rubro, com o perdão da palavra, não valem a farinha que comem. Qualquer um que use pessoas como massa de manobra para fins políticos não valem nada, nem mesmo um passe livre.

(*) Professor, cronista e bebedor de café.

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