A LONGA MARCHA

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)

Hoje, em países como a Polônia, Lituânia, Geórgia e Moldávia, que amargaram décadas a fio nas garras sanguinolentas de políticos e burocratas da ex-URSS, exibir publicamente símbolos que remetam ao marxismo, a essa ideologia genocida e totalitária, é considerado crime. Isso mesmo. Crime.

Nesses países o marxismo é tratado pelos frutos de suas obras que esses povos bem conhecem. Essa gente sentiu na carne e nos ossos o real significado das canhestras utopias delirantes do alemão barbudo e, por isso mesmo, não querem mais nem saber de sandices desse naipe.

Pois é. Já na Terra de Vera Cruz, hoje Brasil, segue-se um caminho muito diferente. Bem diferente mesmo. Aqui, entre outras coisas, tais símbolos, e bem como a ideologia que esses representam, são ostentados com orgulho e soberba em todos os cantos e das mais variadas maneiras.

E tem mais! Os mesmos que ostentam essas tranqueiras vermelhas não medem esforços e nem calculam o tamanho do histerismo para querer proibir, em locais públicos, a presença de símbolos religiosos Cristãos e, fazem isso, dissimuladamente, em nome da dita cuja laicidade do Estado que, no fundo, não passa de um reles cavalo de batalha dessa gente.

O que essa gente quer – uns cônscios, outros não disso - é melhor impor os seus delirantes princípios políticos ideológicos; ideologia essa que vê em países como Cuba e Venezuela exemplos democráticos a serem imitados pelo Brasil.

Enfim, é isso e é assim, desse jeitão que segue o nosso país em sua longa marcha para o brejo da história.

(*) Professor, cronista e bebedor de café.

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