REFLEXÕES DUM SAQUAREMA – parte IV

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)

VEIO PRA FICAR - Os feitos e malfeitos de um político são similares as grandes obras de arte. Elas não são repetíveis e os efeitos de sua presença no mundo ecoam sem cansar pelos infindáveis corredores da história. Não há dúvida alguma de que tanto aquilo que hoje convencionamos chamar de arte [modernosa] e bem como as lambanças perpetradas pela classe política brasileira são obras únicas do mau gosto e do grotesco que, com toda certeza, tem o seu lugar garantido no mausoléu da mestra da vida para dar testemunho às gerações futuras do estado fecal da época atual. A nossa época.

O CÚMULO DO RIDÍCULO - As invasões de instituições de ensino - que continuam a assombrar vários cantos da nação brazuca - que cinicamente, através dum sorrateiro jogo linguístico, são chamadas de ocupações, vistas bem de perto não passam dum cristalino sintoma do estado demencial em que se encontra boa parte da sociedade brasileira que confunde essa palhaçada sombria com a dignidade de um ato de desobediência civil, que identifica essa esbórnia tosca com uma manifestação cívica legitima. Tudo isso, junto e misturado, é um claro sinal da total perda do senso das proporções em misto com a mais abjeta falta de caráter que hoje toma conta da alma nacional.

MUITO MAIS - Não há mérito algum em lutar por si. Isso é um dever de cada um de nós. Podemos até cair, mas devemos cair pelejando, sempre. Agora, lutar pelos outros, por aqueles que amamos, ou por aqueles que nem mesmo sabem o nosso nome, é o que realmente torna a vida mais que um mero devir de um materno ventre para uma cova junto à mãe terra. É esse tipo de justa que torna a vida bem mais que um mero existir.

O FIM DA PICADA - Quando um (de)formador de opinião brasileiro diz, do alto de toda a sua furibunda empáfia, que os EUA deveria rever a sua democracia é porque além de ter perdido o senso das proporções, ele perdeu totalmente a noção do ridículo e reconheceu, publicamente, que nada conhece de história do Brasil e, principalmente, a respeito da história dos EUA e sobre o seu sistema político. Ora carambolas! O que nosso país tem pra ensinar ao mundo, de um modo geral, e para os EUA, em particular, no quesito democracia? O que caramba? Tem tanto a ensinar sobre isso quando um pedófilo tem para ensinar a uma professora normalista a respeito de como se deve educar uma criança. É mais ou menos por aí.

PIADA SOMBRIA - Comunistinhas são unas criaturinhas engraçadinhas mesmo. Vejam só como eles são: ao mesmo tempo em que eles fazem elogios para tranqueiras como a autodenominada República Democrática da Coréia do Norte, pra Cuba, Venezuela, ou pra qualquer porcaria totalitária similar, ficam dando pitos em Deus e em todo mundo sobre como deveria ser a dita cuja da democracia e, ainda por cima, querem nos convencer com aqueles mimosos zoinhos de psicopata, que eles entendem pra caramba do babado democrático e que sabem muitíssimo mais a respeito dos tais direitos humanos fundamentais. Enfim, palhaçada tem limites, principalmente aquelas que não têm a melhor graça.

(*) Professor, cronista e bebedor de café.

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