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Mostrando postagens de Agosto, 2016

TERMOS DUM CRISTÃO SEM TERMOS – III

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)
(1) Deveríamos, ensina-nos São Josemaria Escrivá, colocar Cristo no topo de todas as nossas atividades. De todas elas. Precisaríamos fazer tudo por Ele, com e para Ele. Todavia, muitas vezes colocamos o mundo com seus sortilégios no cume de todos os propósitos de nossa vida e, de modo sacrílego, sem ponderarmos devidamente, acabamos elevando nosso ego vaidoso acima Dele e, com nossos gestos dizemos que queremos que tudo seja por nós, com o mundo e para nosso deleite.
(2) Onde está o Reino dos Céus? Próximo. Como faço para chegar a ele? Fazendo em minhas escolhas a opção preferencial por Ele que, por definição é aquilo que é muito mais Eu do que eu mesmo. Aceitá-Lo e permiti-Lo imperar em meus gestos, atos e palavras é realizar em meu coração e em minha vida aquele que eu devo ser frente a eternidade. Negá-Lo é fazer-me agrilhoar através de malfadados gestos, atos e ditos, negando-me a Ser frente a eternidade devido a minha opção preferencial por meu vaido…

DIÁRIO DE BORDO: DATA ESTRELAR 160822

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)
(1) As paixões populares celebradas pelas multidões midiaticamente tangidas são, dum modo geral, fruto de ilações confusas advindas de almas desordenadas. Geralmente, as massas – reunidas nas ruas ou atomizadas em suas alcovas – defendem seus irascíveis pontos de vistas antes mesmo de terem-se dado ao trabalho de formá-los e, principalmente, ignorando a pedregosa tarefa de avaliar a verdadeira importância do que está sendo defendido por eles com tanta afetação de superioridade (depre)cívica.
(2) Muitas pessoas, muitas mesmo, querem posar de sabidas contando a história da humanidade toda, explicando seus melindres, dissertando sobre o sentido profundo do devir humano neste vale de lágrimas, ao mesmo tempo em que são incapazes de contar com alguma propriedade a história de sua família com algum sentido minimamente razoável. Na verdade, na maioria dos casos, são almas incapazes de contar a sua própria história. (3) O ímpeto Estatal em zelar pelo bem-estar …

RABISCOS QUASE PERIPATÉTICOS – parte I

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)
(1) Toda sociedade é organizada para a obtenção de algum ganho. Seja ele lícito ou ilícito; espiritual ou material; digno ou indigno, as pessoas quando se reúnem o fazem entorno de algo, cientes ou não disso.
Por isso, é sempre importante perguntarmos o que reúne e mantém um grupo de indivíduos unidos. A resposta a essa pergunta ajuda, e muito, a compreendermos as intenções dos caiporas reunidos e nos permite antecipar as ações dos mesmos que se congregam e, contra outros, precipitam-se num acirrado combate no âmago de uma sociedade.
Entretanto, jamais as pessoas poderão organizar algo que dê frutos entorno delas mesmas, a partir de seus desejos mesquinhos. Se um grupo de indivíduos procede assim, o que ele conseguirá, de fato, é a sua gradual autodestruição moral, espiritual e, em alguns casos, a sua destruição física, por colocarem o amor a si mesmo acima do amor ao próximo.
(2) Para compreender questões de ordem política é sempre salutar esforçarmo-nos n…

BLOGICAMENTE FALANDO – parte XX

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)
(1) Todos gostam de tecer críticas. Todos. Ouvi-las e discerni-las são outros quinhentos.
Sim, é óbvio que nisso tudo há uma boa dose de vaidade – tanto no ouvir como no proferir críticas - mas, além disso, há outros fatores que levam uma crítica a ser devidamente acolhida e ponderada pelo ouvinte.
O momento em que ela é foi feita, o tom que é utilizado para tanto, o lugar escolhido para tal, o tamanho e o tipo de público que está testemunhando-a e, naturalmente, a personalidade e o caráter do ouvinte. Tudo isso contribui dum jeito ou de outro para a acolhida ou não de uma crítica.
Não apenas isso! Devemos também considerar a intenção daquele que profere a crítica. Se essa é feita por misericórdia, com o intento de corrigir um erro, ou se é proferida simplesmente pela satisfação sádica de destruir não o equívoco, mas sim, o equivocado. Isso também - gostemos ou não - faz parte do babado.
Enfim, seja como for, todos nós sabemos que tudo o que está abaixo do …

BLOGICAMENTE FALANDO – parte XIX

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)
(1) Lição que é desdenhada pelas alminhas críticas: saber observar os acontecimentos com paciência e sem se enervar.
Essa atitude é imprescindível para conhecer o tempo de cada fato e o passo de cada ato. Ficar nervosinho, dando peti de cidadanite, pode até dar IBOPE, mas não ajuda a entender nada e não resolve coisa alguma.
E te digo uma coisa: indignação não passa duma birra. Isso mesmo. Por mais que se diga que ficar indignado seja uma “virtude cívica”, no fundo não passa de uma criancice aceita socialmente em sociedade moralmente decadentes.
E te digo outra: ter nervos de aço é fundamental para conhecer os fatos sem ser arrastado pelas paixões do momento e, consequentemente, para sermos capazes de agir sobre os acontecimentos com razoável consistência.
E, por fim, te digo isso: ficar nervosinho pode até fazer-nos parecer bonitinho na foto e aos olhos instantâneos do momento, entretanto, tal atitude não passa dum impensado rompante infantil e ordinário. …

BLOGICAMENTE FALANDO – parte XVIII

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)
(1) Frequentemente naufragamos em meio ao frenético tsunami de acontecimentos que se abatem sobre a nau de nossa existência. Frequentemente.
Para nos defendermos dessas turbulências é de fundamental importância que nos encontremos munidos de boias; boias essas que seriam as perguntas apropriadas a serem feitas para compreendermos de modo adequado as circunstâncias em que nos encontramos.
Se tivermos em nossa algibeira as perguntas certas, bem provavelmente iremos conseguir navegar e superar as correntes do mar tenebroso que nos desafia; caso contrário, nos afogaremos em nós mesmos por não sabermos o que estamos procurando, nem desconfiar de onde exatamente estamos. E, tudo isso por não sermos capazes de fazer as perguntas que realmente importam; por não sabermos nem mesmo como fazê-las.
(2) O ódio nos cega da mesma forma que o medo é mau conselheiro. Sempre foi e sempre será assim. O primeiro nos leva a subestimarmos a astúcia de nossos inimigos e a superes…

BLOGICAMENTE FALANDO – parte XVII

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)
(1) O mal educado de carteirinha sempre imagina que qualquer um que ouse exigir dele um pingo daquilo que ele não tem, deve fazê-lo com o máximo de decoro possível. Ora, onde já se viu alguém falar com um sem educação na linguagem dele, não é mesmo? Isso é demais para sua sebosa alminha suportar.
(2) Só para constar: toda essa defesa, constante e irascível,  da busca pela satisfação egoística de todo e qualquer prazer não tem por intento emancipar essa ou aquela minoria não. Não mesmo. Tais inclinações da alma humana, da sua alma e da minha, são, de fato, estimuladas porque nada na face dessa terra é mais facilmente manipulável do que uma massa que fundamentalmente busca a satisfação de sua insaciável sede por prazer. Enfim navegante, seja como for, abra olhos e não cai nesse pérfido canto de sereia politicamente correto.
(3) Quanto mais se estimula a liberdade pessoal; quanto mais é fomentada a libertinagem dos costumes para realização das inclinações mais…

DA VIOLÊNCIA DAS ÁGUAS

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)
Não são poucos os folgados, os mal educados de pai e mãe que agem como se o mundo existisse para satisfazer as suas manhas e futilidades. Eles não são muitos, mas em número suficiente e com petulância o bastante para infernizar a vida dos demais.
Tais tipos são facilmente reconhecíveis; são inconfundíveis na forma como utilizam os espaços e transportes públicos; pessoinhas vazias que, inconvenientemente, não medem esforços para chamar a atenção de todos com sua zoada mimada. Imaginam eles que a palavra “público” signifique inexistência de regras de convívio, que aquilo que é tido como sendo público sinaliza um vale tudo em favor do seu egoísmo incurável. E com base nesse imaginar doentio eles vivem com seus narizes tão empinados quanto entupidos.
E o pior é que estes biltres, com sua patente falta de respeito para com todos, sempre contam, na verdade exigem que qualquer um porte-se com todo o decoro e civilidade caso cogite a possibilidade de chamar-lhes…

TERMOS DUM CRISTÃO SEM TERMOS – II

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)
(1) Ensina-nos São Paulo que más companhias corrompem bons costumes. Essa é uma verdade tão auto-evidente que dispensa qualquer comentário ou explicação, todavia, como evitar a companhia dos maus numa sociedade como nossa é uma questão delicada pra caramba.
É praticamente inevitável a todo aquele que tem o propósito de exercer a profissão de bom em meio a abundância de tantos maus ter de se acostumar a viver longos períodos de solidão que, para todo aquele que almeje o bem, é sempre uma excelente companhia.
Mas não se deve apenas ficar com ela. A provação das más companhias é fundamental para conhecermos a real densidade de nossa alma, de nosso caráter.
Ora, se facilmente caímos no canto de seria da mundanidade é porque não somos tão bons assim como imaginamos ser. Agora, se somos de fato pessoas de grande densidade moral; de grande envergadura espiritual; de nada servirá toda essa força se ela não for empregada no intento de alumiar aqueles que estão atol…

BLOGICAMENTE FALANDO – parte XVI

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)
(1) O grande erro, a sacanagem cognitiva maior que se faz latente em todas as ideias progressistas politicamente corretas é que elas desdenham a real e constante condição humana. Realidade a qual seria: a inconstância geral das almas, o tédio generalizado do dia a dia e a inquietação perene dos indivíduos frente às miudezas da vida. Qualquer ideiazinha que ignore esses traços não passa de um sintoma epidérmico dessa realidade passada e demasiadamente humana, jamais um unguento para ela.
(2) Muitas pessoas, como se diz, de bem, sentem-se indignadas diante do lúgubre pântano moral, político e econômico em que nos encontramos atualmente e, indignados, querem agir de supetão crendo poder, desse modo, colher bons frutos em curtíssimo prazo.
Ledo engano. Não se pode combater algo com eficiência sem, primeiramente, conhecer bem o que se pretende combater da mesma forma que nenhuma ação de curto prazo, por mais bem intencionada que seja, obterá um sucesso duradour…