BLOGICAMENTE FALANDO – parte VI

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)

(1)
Ativistas profissionais politicamente corretíssimos, defensores de minorias supostamente oprimidas, que se auto-intitulam progressistas e, por isso mesmo, julgam-se ser pessoas muitíssimo boazinhas, com seu sentimentalismo barato e caricato são indubitavelmente os pais de toda a brutalidade que se vê estampada na primeira página de todos os grandes jornais.

(2)
A história tem  muitas serventias. Dentre elas, a mais usual, é aquela em que suas turvas linhas são empregadas de maneira canalha para “fundamentar” mentiras ideologicamente concebidas. Bem, como a maioria das pessoas tem apenas uma miserável e esquemática “compreensão” histórica da realidade, as ideologizadas mentiras mais estapafúrdias acabam colando nas mentes incautas, feito chiclete velho nos fundilhos duma calça. Enfim, por essas e outras que quem dita o tom da memória coletiva oficiosa acaba forjando na realidade o sentido que bem entender a partir da versão histórica que eleger para justificar as sandices ditadas pelos seus grilhões ideológicos.

(3)
Essa gente boazinha e afetada que fica com esse trelelê fiado de discurso de ódio pra e pra cá, francamente, como diziam os antigos, não reza. E não adianta explicar e puxar prosa com essa trupe não porque, tal qual bêbedo sarna, essa gente alucinada só vê e apenas ouve o que se encaixa direitinho em seu desvairado mundinho de apartamento. Pra despertar esses tipos, seria necessária uma sacolejada bem no capricho, um choque de realidade nada afetuoso nos cornos e aí, quem sabe, os carcarás politicamente corretíssimos acabariam colocando as suas ideias no devido lugar e, desse modo, quem sabe, recuperariam o juízo a tanto perdido.

(4)
Para, em termos históricos, compreender um único dia são necessários muitos anos de estudo. E o pior de tudo é que a maioria das pessoas ignora esse axioma elementar duma reflexão histórica, principalmente aqueles que dizem que são críticos entendedores do babado.

(5)
O mais engraçado nessas discussões ditas críticas - realizadas por pessoas supostamente esclarecidas e estultamente diplomadas - é que elas são capazes de “explicar” tudo, tudinho, com meia dúzia de palavras ocas e, ao mesmo tempo, se enrolam pra caramba para tentar explicar as míseras decisões tomadas em sua porca vida.

(6)
A liberdade não é um problema. Problema, de fato, é o que fazemos com ela. Outra coisa: os poucos, ou muitos, recursos que temos a nossa disposição para efetivar nossa liberdade também não são o problema. Não mesmo. O problema, o grande problema nesse quesito, é como nós utilizamos os meios que temos para nos realizar enquanto pessoa; qual a finalidade que empregamos a esses meios; qual o sentido que realizamos em nosso coração com a liberdade temos é a questão que temos de encarar em nossa vida.

(7)
A vida cristã, necessariamente, é uma vida de oração; uma oração na forma dum viver para a eternidade. Um orar constante vivido através de gestos, palavras e ações permeados por um discreto, contemplativo e pio silêncio.

(*) professor e cronista.

Site: http://dartagnanzanela.webcindario.com/

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