ENTRE COXINHAS E REAÇAS

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)

Bolsonaro e seus eleitores seriam um fenômeno proto-fascita? De jeito maneira. Ele e seus eleitores podem ser muitas coisas, mas não isso.

Somente uma toupeira acredita nisso e, na maioria dos casos, os indivíduos que procedem assim, o fazem por duas razões: a primeira porque é um figurão, ou figurinha, diplomado, formatadinho de acordo com as sandices ideológicas vermelhas da hora e, por isso, não quer parecer esquisito e ser reprovado pelos olhares da matilha rubra vendo-o reconhecer méritos num adversário como o referido deputado. A segunda porque ele seja possivelmente um militonto e, como todos os sujeitos dessa estirpe, repete caninamente tudo o que seus mestres ocultos mandam repetir.

Enfim, um e outro são muito bem adestrados para agir assim. Por métodos diferentes, sem dúvida, mas de qualquer jeito são bem adestradinhos.

Outra coisa! Dê uma olhadinha em todas as publicações dos eleitores de Bolsonaro e constatará o óbvio ululante: não há ódio no que eles publicam. De um modo geral e irrestrito eles são gozadores infernais. Tiram sarro de tudo e de todos sem dó.

São zoadores inveterados da petralhada mortadela e nem precisaram graduar-se ou fazer qualquer curso de pós-graduação no assunto.

Resumindo: ou você ri com eles ou fica fazendo beicinho crítico sozinho.

E tem outra! Dê uma olhada nas publicações da turminha que se autodenomina tolerante, democrática, boazinha e nhe-nhe-nhe e verá onde reside o indisfarçado ódio totalitário. Sem falar que são chatos pra dedéu.

E tem mais uma! Repito só pra constar: Bolsonaro não é fascista. É apenas um homem de coragem que, do seu jeito atarantado e simprão, diz um punhado de verdades que todos os brasileiros que não bebem do cálice vermelho veem, verdades que a tigrada rubra não mede esforços para ocultar.

É por isso que eles o odeiam tanto.

E é claro que um carniça sapiens desses, que estoca vento com mandioca, ao ler essas linhas irá dar petis críticos e gritinhos histéricos de ódio tolerante. Fazer o que? Melhor assim. Tais imposturas comunas sempre rendem boas piadas.

E que rufem os tambores, porque a história segue em frente e a zoação não pode parar.

Cowabunga!

(*) professor e cronista.

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