quarta-feira, 30 de março de 2016

CANSADO, BEM CANSADO...

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)

(1)
A história republicana brazuca é uma sucessão de golpes, a começar pela proclamação. Depois disso, tivemos uma treta seguida de outra.

(2)
Impeachment é golpe? Depende. Se for apenas por irresponsabilidade, sem tocar no Foro de São Paulo, é golpe. Um golpe contra a sociedade.

(3)
Destronar Dilma sem tocar no assunto Foro de São Paulo seria similar a processar Pablo Escobar por sonegação fiscal.

(4)
Um ódio comum reúne muitos corações para destruir e regozijar-se juntos e, logo depois, todos arrependem-se sozinhos cada um no seu canto.

(5)
Hoje, mais do que nunca, o povo brasileiro sabe o que quer, porém, infelizmente, não tem meios, nem canais, para realizar a sua vontade.

(6)
O brasileiro vem esforçando-se para tornar-se um povo vigoroso, porém, seus lideres não chegam nem a ser uma vergonha. Estão abaixo disso.

(7)
Os bajuladores dos usurpadores da nação vivem falando do povo, mas não sabem quem é o tal do povo e ignoram seus reais anseios de temores.

(8)
Nada é mais cínico que uma capitã desvairada dizer pra todos que o navio não está naufragando ao mesmo tempo em que a nau faz muita água.

(9)
Cristão que enche a boca pra dizer, junto com Marx, que a religião é o ópio do povo, é um escândalo de estupidez diabólica.

(10)
Cristão que defende governos marxistas, das duas uma: ou o carniça não conhece o Evangelho, ou ignora o que seja, de fato, o marxismo.

(11)
Quando os formadores de opinião não sabem o que dizer é porque está mais do que na hora do povo tomar a palavra e fazer a sua voz valer.

(12)
Alma vulgar reunida com os seus age feito cadela no cio numa alcateia embasbacada em meio a seus gritos, ganidos e gargalhadas histéricas.

(13)
Uma pessoa sem sentimento de culpa é um monstro que disfarça sua crueldade repetindo patéticos trejeitos politicamente corretos.

(14)
Alma podre de mimada, nula e putrefaz, ri de tudo e sem parar pra não correr o risco de cair em si e flagrar-se em sua total imbecilidade.

(15)
Amar é compartilhar a culpa pelo mal que fazemos uns aos outros. Cegar-se de ódio é projetar nossa culpa para calar a nossa consciência.

(16)
A vingança não precisa de razões. Nisso reside todo o seu veneno que tão profundamente corrompe a alma humana.

(*) professor e cronista.

domingo, 27 de março de 2016

O CAIPIRISMO É A BOLA DA VEZ

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)

(1)
Lula e FHC são realmente uma dupla dinâmica bem tupiniquim. Amigos íntimos que se fazem de inimigos públicos para enganar bobos como eu e você.

(2)
Céus e terras passarão; o projeto petista também. A palavra do Senhor não passará; o estrago da utopia rubra passará, mas irá demorar um pouco.

(3)
O que mais dói na canalhada é que eles sabem que o Moro está certo e que o Olavo tem razão.

(4)
O Brasil virou, foi pro fundo do mar, tudo por causa do projeto comuno-petista que em nome do Foro de São Paulo está a muito a nos governar.

(5)
Assistencialismo Estatal deseduca o povo, o empresariado, as lideranças regionais; estupidifica a todos nós pra querermos tudo sem esforço.

(6)
Nem uma pessoa, nem mesmo um partido, são maiores que as instituições de uma sociedade. O contrário disso não é democracia. É totalitarismo.

(7)
Partidos que se auto-proclamam os únicos defensores do povo, não são nem mesmo seus representantes de fato; são apenas usurpadores de todos.

(8)
Sou um homem afortunado por ter sempre bons amigos ao meu lado. Entretanto, não posso dizer o mesmo deles por me terem próximo a eles.

(9)
Há apenas duas formas de entrar para história: honradamente ou como um biltre. A fronteira entre uma e outra é sutil, porém, substancial.

(10)
Foi por mim; foi por você. Creia para compreender e compreenda isso para de fato crer e entender por que Ele é o caminho, a verdade e a vida.

(11)
A sociedade deixou bem clara a sua indignação ao governo federal. Agora quero ver como será isso frente aos palácios municipais de todo o Brasil.

(*) professor e cronista.

sábado, 26 de março de 2016

O CÉU ESTÁ NUBLADO EM PINDORAMA

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)

(1)
A Páscoa, ressurreição de Cristo, é a abertura, com chave da Santa Cruz, do céu nublado por nossos pecados para a majestade solar da verdade.

(2)
Político que teme a publicidade e transparência de seus atos não passa de um gangster; os defensores dele, somente capos da mafiosa famiglia.

(3)
É muito mais cômodo para um jumento ideológico chamar seus antagonistas de fascistas do que tentar entender o que eles estão falando.

(4)
Quanto uma pessoa recusa-se a enxergar o óbvio sob a desculpa de que tudo é muito complexo é porque ela não passa de um canalha inconfesso.

(5)
O conservador defende verdades e valores universais; o revolucionário defende ideologias despóticas com pretensões universais.

(6)
A honorabilidade de Lula e Dilma é tão crível quanto a mortadela é um alimento saudável.

(7)
Dilma sonha sofrer de megalomania verbal, mas não tá dando pé não. Terá de se contentar com o que lhe cabe: a sua congênita catatonia oral.

(8)
O Brasil vive hoje sua grande odisseia política. A questão é saber se teremos a astúcia de Ulisses para enfrentar essa dura e longa jornada.

(9)
Socialista/marxista falando em defesa da democracia é o mesmo que um nazi-fascista falando em defesa das liberdades individuais.

(10)
Rui Falcão, faceiro, porque 2000 artistas apoiam Dilma. Hum! Sei. Mas 93% do povo está fulo da vida com ela. Então: se gabar disso por quê?

(11)
Nunca, na história desse país, duas personalidades políticas - sem personalidade - encarnaram tão bem a figura de Judas para serem malhados.

(12)
2000 artistas cortejam servilmente a presidente. É? Bá tchê! Perdi as contas dos bonecos com a cada dela que, neste sábado, foram malhados.

(13)
Quando a voz da maioria da população tem menos valor que a de meia dúzia de artistas é porque tudo virou uma palhaçada totalitária mesmo.

(14)
Militonto gritando em defesa da democracia é o mesmo que um cafetão defendendo a moral e os bons costumes no púlpito de uma igreja.

(15)
Utopias e ideologias totalitárias sempre encontram morada fixa em uma mente vazia.

(17)
Diga-me um canto do planeta onde o marxismo imperou que não tenha se tornado um inferno totalitário que eu paro de ser tão desconfiado.

(*) professor e cronista.

sexta-feira, 25 de março de 2016

POR ESSA NEM O SEU ZÉ ESPERAVA

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)

Coisa que todo o cafajeste mais gosta de fazer é chamar o tal do povo de toda e qualquer coisa. Agora, a nova moda é chamá-lo de corrupto. Segundo essa pacutia de caráter duvidoso, o grande problema do Brasil é que o povo, de modo geral e irrestrito, é corrupto de doer porque fura fila uma vez ou outra; porque de vez em quando dá um migué nesse ou naquele imposto que lhe é imposto goela abaixo e, por causa desses deslizes que, segundo dizem, a vermelhada e seus parceiros afanaram descaradamente o erário. Resumindo: pra essa gente, se mensalão, petrolão e tutti quanti existem a culpa é do povão que fura a fila do buzão.

Um caipora que diz isso, francamente, não vale o excremento que produz. Não vale porque esse tipo fecal literalmente abdica de todo o senso de proporções para justificar e defender a corja política que ele idolatra; corja que faz parte da mesma seita ideológica que o dito caipora.

Ora, ora, há uma diferença mastodôntica entre furar uma fila por estar com pressa, por estar atarantado com o seu horário de trabalho e afanar descaradamente bilhões e mais bilhões, direta e indiretamente, do erário público que é pago, mesmo que com desgosto, pelo tal do povo que é frequentemente enxovalhado por essa horda de aduladores de tiranetes totalitários.

Isso não significa que estou, por meio dessas turvas linhas, defendo os desvios cotidianos que todos, de vez em quando, comentem. De jeito maneira cara pálida. Estou dizendo apenas que tais gestos não equiparam um indivíduo comum a um mensaleiro, nem pelas proporções dos atos, muito menos pelas finalidades almejadas com os mesmos.

Isso não quer dizer, de modo algum que estejamos a dourar a efígie do povo brasileiro. Não somos santos e estamos ainda bem distantes de ser uma nação de têmpera heróica. Temos um punhado de defeitos, porém, verdade seja dita: não somos uma pátria de ladrões.

Na verdade, em meio a todos os vícios que compõe a têmpera nacional, há uma grande virtude no coração de nossa gente: uma gorda e opulenta paciência para aturar toda horda de calhordas que os faz de bobo, dia e noite, e que agora, em meio ao vexame dos malfeitos petrálicos, eles insiste em justificar através de toda ordem de petulantes melindres ideológicos aquilo que é injustificável, chamando o sofrido povo brasileiro de corrupto e corruptor. Resumindo: querem culpar as vítimas dos males perpetrados pelos seus mestres sombrios.

Enfim, o caipora tem que ser muito, mas muito cínico pra fazer isso; tem que ser muito sicofanta e bem adestrado para se prestar a um papelão desses. Encerrando: é uma gente moralmente doente até a medula da alma.

Pronto; é isso. E tenho dito.

(*) professor e cronista.

quarta-feira, 23 de março de 2016

ATÉ QUE O TINTEIRO SECAR

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)

(1)
Acredite no que quiser. Em qualquer sandice, na mais tola das estultices. Você pode fazer isso, sim senhor, porque consciência é sua, porém, não se esqueça: a responsabilidade por suas crenças e crendices também é sua. Todinha ela.

(2)
Desconfie de todos aqueles que fazem pose de santarão na arena política. Não se esqueça que quem a si exalta não carrega em seu coração nada digno de glorificação. Resumindo: se o caipora diz ser o baluarte da ética, da honestidade ou a própria imagem encarnada de uma nova política limpinha e orgânica, abandone, porque é sacanagem.

(2)
A tigrada vermelha é sacana até a medula mesmo. Dizem que vão pegar em armas pra defender a comandanta, fazem ameaças para tentar intimidar a população para que não vá às ruas protestar, chamam as pessoas que querem o fim do comuno-petismo de fascistas, golpistas e blá-blá-blá e, no final das contas, ainda tem a cara de pau de dizer que quem está semeando a cizânia no país é o povo que não cai mais em suas lorotas totalitárias.

(3)
A pergunta que não quer calar: Cunha e Temer não valem a farinha que arrotam, mas em que medida eles são mais maléficos para o Brasil que a dupla Lula e Dilma?

(4)
O “X” da questão, o grande problema da nação, é o poderio do Foro de São Paulo e o projeto político totalitário comuno-petista. Por isso, a queda de Dilma não é, nem de longe, o fim de nossos problemas, mas apenas uma pequena parte de uma longa peleja que continuará sendo travada contra esse projeto totalitário de poder que hoje se assenhora de nossa mãe gentil.

(5)
Uma dica, bem simples: jamais acredite em ex-petista que não se torne um anti-petista aguerrido. Jamais acredite num ex-marxista que não tenha se tornado um anti-marxista convicto. Enfim, jamais, repito, jamais confie num caboclo que não combate ferozmente os seus antigos erros, pois se não há esse bom combate, todo o seu ex-marxismo não passa de dissimulação, uma pose tão postiça quanto seu caráter.

(*) professor e cronista.

domingo, 20 de março de 2016

MAIS UMA IDEIA FURADA

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)

(1)
Entenda uma coisa: você não é obrigado a ter opinião sobre tudo; você deve, necessariamente, saber o que está falando quando resolver falar.

(2)
O grande problema do Brasil, em si, não é Dilma, nem Lula. O grande problema é a existência de toda essa multidão de indivíduos fanatizados e/ou dopados intelectualmente, que orbitam a sobra dessa plúmbea ideologia rubra que paira sobre toda a sociedade.

Derrubar a primeira e condenar o segundo sem combater todos os matizes marxistas que dão sentido, justificação e “legitimidade” a essa loucura toda pouco ou nada resolverá.

Com o perdão da palavra, se não houver uma séria dedicação a essa bona pugna, continuaremos chovendo no molhado. Mesmo que a comandanta caia e a viva alma vá para a prisão, ainda continuaremos na contramão da vitória.
(3)
No Brasil é assim: o caboclo não sabe nada, não quer saber, morre de raiva de quem sabe e, ainda por cima, exige desse um untuoso respeito pelas suas flatuosas opiniões.

(4)
O caipora metido a crítico e engajado sempre mede a inteligência alheia através da régua desenhada pela sua avantajada burrice.

(5)
O pior cego não é aquele que não quer ver, mas sim, aquele que petulantemente deseja guiar todas as pessoas que enxergam bem e, ainda por cima, se recusa a escutar todas as advertências sobre o abismo que está a diante de seus passos.

(6)
A militontada é uma comédia mesmo. Uma tragicomédia. Os caiporas não sabem a diferença abissal que há entre a admiração que muitas pessoas nutrem pelos atos virtuosos de uma pessoa honrada e a devoção hipostática que eles cultivam pelo ícone psicopático e artificioso de um movimento político-ideológico totalitário.

E não adianta explicar isso para um caboclo desses que usa sua massa fecal como se estivesse realizando um apolíneo esforço mental porque, no frigir dos ovos, você já sabe no que vai dar: ele não vai entender merda nenhuma; se for detentor de um diploma que ateste a sua superioridade excrementícia, menos ainda.

(7)
Somos todos Sérgio Moro. Isso mesmo! Todo cidadão de bem que não tem bandido de estimação apóia a operação Lava Jato. Agora, se o caipora não passa de um militonto, de um bichinho de estimação dessa corja de bandidos, tudo bem, entendemos que ele não pode morder a mão dos seus donos. Entretanto, vê se cria vergonha nessa cara e para de abanar servilmente o rabo quando vê os seus amos. Pelo menos isso.

(8)
Vejam só como são as coisas, vejam só a reação de algumas feministas sobre a afirmação troglodita de Lula. Não apenas defenderam o molusco mor como algumas, bem sorridentes, tiraram fotos fofas com um cartaz dizendo: “te amamos grelo duro”.

Fala sério! Se fosse o Bolsonaro que tivesse dito essa barbaridade, elas estariam dando chilique vinte e quatro horas por dia, mas como foi o macho alfa ideológico delas, aí a conversa é outra.

Pois é. Submissão canina é outros quinhentos. Ele pode tudo e, no fundo, o sonho delas seria poder, pelo menos uma vez na vida, lavar na mão as cuecas do molusco alfa. Já Pensou? Não. Melhor nem tentar imaginar. Só cogitar a possibilidade da cena me causa ojeriza.

(*) professor e cronista.

sexta-feira, 18 de março de 2016

COM QUANTOS PINHEIROS SE FAZ UMA DEMOCRACIA

Por Dartagnan da Silva Zanela

(1)
Sérgio Moro, firma seu pé na República das Araucárias. Ele e os seus lá estão na curitibana barricada de pinhas democráticas representando um Brasil que resiste e luta para acabar com a república proto-totalitária dos bananais comuno-petista.

Se Deus quiser os bravos e destemidos dos pinheirais vencerão essa bona pugna. E vencerão com o devido e necessário apoio de todos os Ipês e Jacarandás dessa terra que a muito está fatigada, cansada de ser espoliada pela canalhada que diz representar o povo brasileiro apenas para melhor utilizá-lo contra o mesmo, contra a sociedade civil da nossa entristecida mãe gentil que hoje, mais do que nunca, quer dar um basta a toda essa demoníaca palhaçada vermelha que em nome duma utopia sinistra e desvairada não mede esforços para afundar o Brasil.

Alea jacta est. A sorte está lançada e que Deus tenha misericórdia de todos nós.

(2)
O governo não se cansa de querer ampliar a felação tributária no bolso do povo brasileiro para que o tal do povo pague o pato manco que a própria chefia brasílica pariu junto com seus asseclas que a tanto parasitam a nação.

(3)
A hipnótica devoção lulopetista é um caso clássico de demência em massa, praticamente uma seita, onde uma multidão histérica idolatra despudoradamente uma personalidade psicopática.

(4)
De tempos em tempos devemos relembrar o verdadeiro significado da liberdade e o seu preço real para não aceitarmos, de jeito nenhum, trocá-la levianamente por qualquer bugiganga e, principalmente, para não vendê-la, por um vil valor, a nenhum tiranete que se apresente como ministro da salvação nacional.

(5)
A militontada adora chamar seus adversários de fascistas. São uns cretinos fofos mesmo. E é claro que já estão tentando colar esse rótulo infamante no juiz Sérgio Moro. Só eles mesmos são capazes de uma imbecilidade dessas.

Na verdade eles só sabem fazer isso: colar figurinhas que seus mestres sombrios lhes dão para adesivar os seus adversários; prática essa que eles chamam carinhosamente de pensamento crítico – e coloca crítico nisso.

Sei que é difícil pra esses tipos entenderem a diferença que há entre pensar com clareza e esse trem fuçado que eles maquinam em suas pervertidas cucas; mas, mesmo assim, vale lembrar uma coisa, entre tantas outras: um dos traços fundamentais do fascismo é algo que esses tontos vermelhos fazem incansavelmente e com orgulho: o culto histérico a uma personalidade psicopática. Adoração essa que raia todas as fronteiras do ridículo, colocando o seu líder, um sujeito abjeto, acima de qualquer suspeita como se ele fosse uma entidade que paira acima do bem e do mal.

Enfim, por não terem um espelho moral, essa gente ideologicamente tonta não se enxerga e, por isso, vive paranoicamente chamando todas as pessoas que veem o óbvio daquilo que elas mesmas são: fascistas. Militontos rubro-fascistas.

(6)
Cabeça de militonto funciona mais ou menos assim: tudo que está de acordo com os ditames de sua ideologia, ou que seja sinalizado como certíssimo pelo diretório central de sua patota política, é bom, mesmo que isso tudo não passe de uma alucinação da brava. E assim o é porque a realidade para essa gente é apenas um inconveniente que insiste em contradizer suas crendices ideológicas; inconveniente que eles desprezam olimpicamente, em coro, com os seus pares, sem pestanejar.

(7)
O quase ministro Lula da Silva chamou uma galera de covarde. Sua língua ferina não poupou ninguém. Mas, afinal, qual seria a verdadeira face de um covarde? Segundo Frank Underwood é a nuca. E assim o é porque esse tipo de gente sempre está fugindo de uma briga, principalmente daqueles que realmente importam. Pois é, detesto dizer isso, mas, em que medida ele está errado no que disse?

(*) professor e cronista.

quinta-feira, 17 de março de 2016

[áudio] 17/03/2016 - CONVERSA QUIXOTESCA: BASTA!

Por Dartagnan da Silva Zanela 

A MAIOR GLÓRIA QUE HÁ

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)

“Não quero rezar para me proteger dos perigos, mas para ser destemido ao encará-los”. (Tagore)

* * *

Há livros e filmes que mexem profundamente conosco. Obras que literalmente nos viram de cabeça para baixo e nos fazem repensar a nossa maneira viver.

Esse é o caso do filme Cristiada (2012) sobre a Guerra dos Cristeiros no México. Filme esse que, ao seu término, fez-me prostrar ao chão em meio a riachos de lágrimas e soluços desconcertantes, coberto pela solidão e pelo silêncio da escura noite.

Após essa experiência estética e mística a prece, escrita por Santo Anacleto e recitada pelos camponeses mexicanos, passou a integrar meu modesto repertório de orações, que diz: “¡Madre Santa de Guadalupe!, acompaña en su agonía a este pobre pecador. Concédeme que mi último grito en la tierra y mi primer cántico en el cielo sea ¡Viva Cristo Rey!”

Inúmeras cenas dessa película foram gravadas em minha alma com um incandescente braseiro, cenas que carrega em seus movimentos verdades universais que são inegáveis, mas que, por minha natureza decaída e soberba, muitas vezes em minha porca vida acabei por vergonhosamente virar minhas costas para elas.

Duas coisas, nesse momento em que estou sulcando essas linhas, veem a minha mente que me foram suscitadas pelo filme em questão. A primeira é a questão central para a filosofia e, consequentemente, para todo indivíduo humano que perambula aturdido por esse vale de lágrimas: a existência de Deus.

Guimarães Rosa dizia sempre aos seus amigos mais chegados que essa era, de fato, a única questão que realmente importa. É o rochedo sobre o qual está edificado todo o sentido da existência. Ele, existente ou não, é o grande divisor. Se o Divino não existe e nós vivemos como se existi-Se, estaríamos cometendo uma tolice; se Ele existe e nós vivemos como se não existi-Se, estamos cometendo um gravíssimo erro. E, por fim, se desdenhamos essa questão estamos sendo mais do que inconsequentes.

Não consigo deixar de pensar nisso quando rememoro as imagens do filme em questão e a força dramática das personagens que, de fato, deram um testemunho contumaz da Verdade que dava sentido as suas vidas perdoando seus algozes, como o fez Santo Anacleto, ou cantando glórias a Virgem de Guadalupe e a Cristo Rei durante o suplicio, como o fez o infante Bem-aventurado José Sanchez Del Rio, cujo corpo permanece incorrupto, ainda hoje, dando testemunho Daquele que tudo criou, mas que a ordem jurídica e política Mexicana do começo da centúria passada não somente desprezavam, mas também e fundamentalmente combatia.

Outro ponto que faz minhas vistas saltarem é o fato de que aquelas almas tão audazes quando piedosas lutavam apenas pelo direito de viver a sua fé, pelo direito de ver e ostentar os símbolos dessa como, por exemplo, a possibilidade dos sacerdotes de Cristo apresentar-se publicamente com suas batinas.

Resumindo o entrevero: eles queriam o direito de poder assistir uma Santa Missa. Direito esse que lhes era negado na forma de um ato de genocídio cultural que, em regra, sempre antecede o genocídio literal, como tantas vezes ocorreu no correr do século XX e que continua a acontecer no terceiro milênio do natalício do Senhor.

Pois é, eles deram suas vidas por isso. Nós, por nossa deixa, vemos diariamente os valores e símbolos cristãos serem enxovalhados, assistimos embasbacados a aprovação de leis e a aplicação de medidas administrativas que visam minar e dissolver tudo aquilo que muitos dizem ser inegociável, mas que, ao contrário dos Cristeros, covardemente nos mantemos calados como se tais impropérios nada tivesse haver conosco. Preferimos insultar a Deus a desagradar as potestades desse mundo infame.

Exemplo gritante disso que estamos dizendo, que faria qualquer fiel da paróquia do Padre Pro riscar o facão no chão, são as cenas blasfemas manifestas em várias passeatas do orgulho gay ou em protestos de feministas radicais. Em especial, lembramos aqui uma onde um homem vestido de Papa com um cálice em uma mão e, na outra, uma caminha, fazendo às vezes do santíssimo sacramento. Homem esse que se auto-intitulava Papa Bento XXIV.

Outro, não menos ignóbil, foi um casal que, por ocasião da visita do Papa Francisco I, destruiu e masturbou-se com imagens de Nossa Senhora e com crucifixos – não necessariamente nessa ordem.

Bem, a pergunta que não quer calar - cuja resposta todos sabem - é: qual foi a reação dos fiéis? Qual foi a atitude apresentada pelos sacerdotes? Enfim, qual medida foi tomada pela famigerada CNBB do B? Apenas uma reação tão insípida quanto nossa fé, tão mesquinha quanto o nosso amor por Aquele que, por nós, se entregou na Santa Cruz.

Pois é. Pra chacoalharmos as cadeiras, ou fazer firulas para avacalhar com uma missa celebrada à margem das rubricas do missal Romano, todos estão dispostos; porém, se for preciso desafiar as diabruras materialistas do Estado brasileiro moderno, com suas inclinações ateísticas e niilistas, escondemo-nos todos, feito baratas que rastejam entre o fétido entulho que restou de nossa fé.

Enfim, ver o filme Cristiada e refletirmos sobre o estado de espírito reinante no Brasil, a maior nação Católica do mundo, é algo que nos faz temer e tremer sobre o destino de nossa pátria e, principalmente, de nossa alma.

É isso! E tenho dito: Viva Cristo Rey! Que Viva!

(*) professor e cronista

domingo, 13 de março de 2016

MAIS UM PARA A COLEÇÃO

Por Dartagnan da Silva Zanela

(1)
A idiotia não é somente transmitida oralmente. Não há necessidade de se promover um contato direto com a matéria fecal produzida verbalmente. Ela também pode ser transmitida pelo “clima” de uma época. Detalhe: também não é preciso sentir o odor putrefaz da pestilência no ar não. Basta encontrar-se imerso numa atmosfera societal onde a idiotia é reinante e catapimba! Jaz mais um idiota.

(2)
São Paulo Apóstolo nos ensina que tudo podemos; podemos dizer o que nos vier na telha e fazer o que nos der na ventana, porém, todavia e entretanto, nem tudo é conveniente.

Saber o que dizer, a quem falar, em qual ocasião proclamar e, principalmente, saber como fazer isso ou aquilo é algo que apenas um homem maduro sabe. Se são o for, o que temos são apenas inconvenientes malcriações disfarçadas de criticidade.

O mesmo vale para nossos feitos. Para todos eles.

(3)
Quem diz amar as grandes verdades sem necessariamente nutrir o mesmo apresso pelas pequenas, definitivamente, não ama nada que não seja o reflexo de seu ego inflado. Na verdade, tais tipos humanos não passam duma alma postiça desprovida de caráter que, no fundo, fogem da verdade como o diabo corre da cruz.

(4)
O homem sabido teme ser um idiota; o tongo tem medo de parecer um.

(5)
O povo, nas ruas, deu o seu recado. Um recado mais do que claro. Mas como a cúpula governista é surda, o congresso é sonso e a governante(a) é louca, vai saber o que poderá acontecer com nosso entristecido país.

(*) Professor e cronista.




sexta-feira, 11 de março de 2016

[áudio] CONVERSA QUIXOTESCA - UM DEDO DE PROSA SOBRE EDUCAÇÃO

Por Dartagnan da Silva Zanela 

BENDA, Julien. LA TRAICION DE LOS INTELECTUALES. [pdf]

DIÁRIO DE BORDO SEM DATA ESTRELAR

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)

(1)
A procura por um título sem sermos detentores do devido e indispensável merecimento, seja na forma de um diploma ou de um cargo, apenas atesta a mediocridade inconfessada que habita o coração de todo aquele que procura esse tipo de vanglória.

(2)
Estou meio cansado. Não. Já faz muito que estou totalmente fatigado; abatido com o cinismo dos idiotas que vivem fazendo pose de autoridade impoluta.

Tal cansaço não significa que estou me dispondo a fazer uma faxina geral e livrar-me de toda essa tranqueira. Não. Não tenho meios para realizar tal empreitada e, pra dizer a verdade, nem mesmo tenho lá muita vontade de fazer isso.

Estou apenas exausto, procurando forças para continuar minha jornada como modesto palhaço ensinador e escrevinhante que sou e, estoicamente, encarar e suportar o inevitável mal que está sufocando nossa nação porque, saber resistir com dignidade também é lutar.

(3)
Chato, por definição é o que é: um porre. Porém, um chato de porre é algo praticamente insuportável. Por isso, se você é um desses tipos, faça um favor a todos e para si mesmo: não beba e procure apenas falar daquilo que é estritamente necessário. O mundo agradece.

(4)
Quanto maior é a necessidade de nos justificarmos, mais pesada encontra-se a nossa consciência.

(5)
Uma vida vivida sem perspectiva não passa duma existência sem profundidade, indigna de ser vivida e de ser chamada de vida.

(6)
Se você radicalmente defende o aborto, chamando o assassinato dum inocente de direito humano, lembre-se duma coisa: um dia você também foi um feto.

(7)
É difícil tentar ser bom tendo como concidadãos tantas pessoas vulgares. Isso mesmo! Se dermos confiança a esses tipos de alma, que tanto abundam nessas terras de pindorama, elas folgam, como folgam, e abusam sem a menor cerimônia da tal da paciência. Porém, se procurarmos manter uma salutar distância, aí já viu: ficam todas ressentidas, cheias de mimimi e blá-blá-blá, sufocando seus dias com borbotões de queixumes e mais queixumes que, pouco a pouco, vão corroendo toda a sua dignidade.

(9)
A música é a diadema que coroa a educação de um homem, é a peça que dá o acabamento, fino ou grosseiro, ao caráter duma pessoa.

(10)
Quando passamos a considerar algo, que obtivemos ser ter que realizar o mais mínimo esforço para conquistá-lo, como sendo um direito que nos assiste de maneira inalienável é porque, de fato, não valemos nem mesmo o excremento que defecamos.

E, por essas e outras, que todo aquele que reivindica qualquer coisa sem ser detentor do devido mérito não é nem mesmo digno de ser chamado de bosta porque tal epíteto é uma deferência elevada demais para identificar uma alma de tão pouca valia.

(*) professor e cronista.

[áudio] JARDIM DE ACADEMUS - REFLEXÕES MAIS OU MENOS CONFUCIANAS

Por Dartagnan da Silva Zanela 


quinta-feira, 10 de março de 2016

[áudio] CONVERSA QUIXOTESCA - DA DESEDUCAÇÃO FAMILIAR

Por Dartagnan da Silva Zanela 

PERSEVERAR É A REGRA

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)

(1)
Todo caminho é encurtado quando a jornada é iniciada com perseverança. Toda via torna-se extenuante quando a viagem é feita sem propósito. Por fim, toda marcha não iniciada não é e jamais será um caminho.

(2)
Os indivíduos que tem sua alma imersa no licor do medo são comandados por aqueles que têm seu olhar embebido no vinho da ousadia.

(3)
Jamais esqueçamos a advertência que nos foi feita por José Bonifácio, cujas palavras ecoam pelos séculos e que nos lembram o óbvio ululante de que uma verdade muda inevitavelmente introduz uma vil tirania.

(4)
Tudo que não segue uma formalidade tradicional é, por si mesmo, uma negação do humano, porque tudo aquilo não tem figura é, por definição, disforme.

Combater uma formalidade tradicionalmente instituída pode até ser uma manifestação justa, todavia, na maioria esmagadora dos casos, não passa de uma impertinente mostra de soberba histericamente inconfessa.

(5)
Onde a prudência não encontra morada a demência instaura o seu soberbo reinado.

(6)
Quando a prudência não é o leme da ação, o rumo da jornada torna-se inconsequente. E assim o é porque as ações não são realizadas de modo ponderado e refletido.

Por leviandade, acabamos nos julgando detentores duma sabedoria que, de fato, não possuímos, ao mesmo tempo em que desdenhamos a sabedoria que se encontra latente em tudo que nos foi legado pelas gerações que nos antecederam e, fazemos isso, simplesmente porque nós, em nossa soberba, achamos que tudo está errado, não porque isso ou aquilo seja injusto, mas sim, por nos sentirmos desconfortáveis com tudo e com todos e, por isso, preferimos imaginar que o erro encontra-se em outrem; nunca e em nós.

Em fim, por essas e outras que quando a prudência não é o leme da ação, o rumo da jornada torna-se inconsequente. Em alguns casos, demasiadamente inconsequente.

(7)
Um líder que aberta e cinicamente diz que lava as mãos frente aos problemas gerados pela sua porca direção não passa de um usurpador da dignidade de seus liderados.

(8)
Meios utilizados para a concreção de fins que não são condizentes com a natureza dos mesmos acabam pervertendo tudo o que está em seu em torno, inclusive e principalmente o agente que os emprega indevidamente.

(9)
Há apenas uma questão que importa; a questão que importa é aquela que incomodava Guimarães Rosa. Todo o resto não passa de trelelê.

(10)
Aquele que não sabe conter e controlar os seus ódios não está apto a dedicar-se a arte da boa governança.

(11)
Não são poucos os que se queixam de que a vida é breve demais, porém, os mesmos são os primeiros a desperdiçar boa parte de seus dias com as mais tolas futilidades.

(12)
A formosura ou a deformidade duma alma veem-se claramente estampada nos olhos. Basta saber mirar no olhar para ver o que há além da abertura da janela do ser.

(*) professor e cronista.

domingo, 6 de março de 2016

[áudio] CONVERSA QUIXOTESCA - ENTRE A GRANDEZA E A MEDIOCRIDADE

Por Dartagnan da Silva Zanela 

JOELHOS DOBRADOS PELO BRASIL

Por Dartagnan da Silva Zanela

Domingo, 06 de março – teremos, bem provavelmente, enquanto nação, uma semana bem atribulada e, dia 13, será sem dúvida alguma uma data importantíssima para o desenrolar dos próximos passos que serão dados por nosso país.

Não são poucas as vozes que estão clamando a todos os brasileiros que nesse domingo próximo se vistam com as cores do pavilhão nacional e clamem, em uma só voz, pelo derradeiro fim do projeto totalitário comuno-petista.

Está certo e, inclusive, assino junto, porém, não apenas isso é necessário. Há algo mais que todos aqueles que estão enojados e perplexos com o que está acontecendo com o Brasil devem, urgentemente, fazer: rezar.

Rezar pelo país, pelo bom andamento da operação Lava Jato e que ao final, o nome dado a essa etapa da referida operação, prevaleça. Que ao fim a aletheia (verdade) ilumine e guie a nossa entristecida nação.

Sem ela, sem a verdade, a justiça não prevalecerá e continuaremos neste círculo cármico infernal.

Por isso rezemos, todos os dias, uma Ave Maria e recitemos o Salmo 139 para que esse projeto totalitário que assombra o Brasil caia de podre e seja definitivamente sepultado no mausoléu da história, para o bem de todos nós e, principalmente, para o bem das futuras gerações.

E que Deus tenha misericórdia.