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Mostrando postagens de 2016

QUASE POESIA – n. 43 (31/XII/2016)

Que o ano que está por vir
Nos faça crescer e sorrir.
E se nele viermos a chorar e cair
Que Deus nos valha e venha nos acudir,
Ajudando-nos a levantar e a seguir
Pela vereda da retidão e persistir
Na Verdade sem jamais desistir.

Um feliz e abençoado 2017 para todos!

QUASE POESIA – n. 42 (31/XII/2016)

Na democracia da república do bichos
Sempre deixa tudo e todos imersos no lixo.
Nela não há limites para o destrutivo caos
Que impera na brasílica Fazenda Animal.

QUASE POESIA – n. 41 (31/XII/2016)

Os anos passam, os dias vão
Seguindo o rumo dos eventos
Que seguem ao ritmo do vento
E da multidão sem coração.

Os dias vem, o ano descansa
Ao passo sereno da esperança
Que não se cansa das andanças
Nem da inocência das crianças.

NOVOS E VELHOS DONOS DO PODER

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)
Neste ano, em muitíssimos municípios brasileiros, teremos novos governantes tomando as rédeas das repúblicas municipais de nosso país. Noutros tantos, continuaremos a ter os mesmos a reger a banda do Paço.
Bem, seja como for, o que desejo a todos é que sejam dignos, prestativos e bons, que atuem de modo exímio no exercício do poder e que a gestão de cada município brasileiro seja a melhor possível.
Enfim, desejo a todos - novos e velhos governantes, novos e velhos legisladores - sucesso, muito sucesso, porque o povo brasileiro não merece - e não mais aguenta - uma série de fracassos para se juntar aos borbotões de insucessos que se acumularam na lixeira da história recente de nossa nação.
E que Deus abençoe a Terra de Vera Cruz.
(*) Professor, cronista e bebedor de café.
Blog: http://zanela.blogspot.com/

NOTINHAS E NOTÕES

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)
AMIGOS E AMIGOS Estou com Drummond e não abro quando o poeta diz que certas amizades comprometem a ideia de amizade. Certas amizades corrompem o caráter e pervertem a personalidade.
O DITO PELO NÃO DITO As pessoas, dum modo geral, não procuram a verdade e não a acatam mesmo que ela lhe bata as portas da percepção. O que a maioria dos indivíduos procuram sem cansar e sem cessar é o primeiro boato do dia para nele, entusiasticamente, acreditar e voluntariamente propagá-lo aos quatro ventos para todos aqueles que desejarem o mesmo que eles: uma fofoquinha para ocupar o tempo das conversar fiadas do dia a dia.
ANTES... Antes de sermos um animal racional, antes mesmo de seremos uma criatura sociável, somos um bicho que se move por meio da imaginação.
UM PÃO O povo brasileiro está tendo de comer o pão que Marx amaçou, que foi assado por Gramsci e que lhes foi vendido ao preço duma baita crise pelos intelectuais progressistas que só conhecem essa abatumada receita q…

[áudio] PROGRAMA AVE MARIA, 15 de dezembro de 2016.

O PROGRAMA AVE MARIA é o programa radiofônico da Paróquia NOSSA SENHORA DE BELÉM que vai ao ar pelas ondas da rádio IGUAÇU FM de segunda a sábado às 18h00. Na quinta-feira o programa é apresentado por DARTAGNAN DA SILVA ZANELA.

QUASE POESIA – n. 40 (29/XII/2016)

Obs.: Ser audacioso
Sem ser ambicioso
É algo para poucos.

QUASE POESIA – n. 39 (29/XII/2016)

Os verdadeiros amigos não são aqueles que são feitos
Nos balcões etílicos dos abismos dos desesperado e aflitos,
Nem somente nas oficinas soturnas que nos consomem o peito.

As verdadeiras amizades são cultivadas e bem partilhadas
Em meio aos tesouros íntimos feitos de valores e ideias claras
Que não se dissolvem frente às intempéries com suas pragas.

As amizades verdadeiras são fundadas e solidamente erguidas
Nos sólidos alicerces que transpassam os umbrais dos dias
Firmados sob o solo profícuo da eternidade que nos aguarda.

QUASE POESIA – n. 38 (29/XII/2016)

Não desejo nem almejo glória, nem quero a pompa
Que vem pra afagar meu miserável ego de pecador.
Quero apenas poder ver a Luz que pousou como pomba
Certa feita nas águas do Jordão no batismo do Senhor.

REFLEXÕES PRA LÁ DE INQUIETAS – parte II

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)
É SIMPLES ASSIM De pretensiosos é feito o mundo, de pretensões nossa vida é feita e, em regra, a grande maioria dessas pretensiosas tranqueiras são ocas e vazias. Como são! E, por ignorarmos que tudo o que está sob o vigilante olhar do astro rei é passageiro, por desdenharmos que tudo o que é tocado pelo véu dos nossos olhos acaba sendo maculado por nossa vaidade, as tranqueiras pretensiosas vão se avolumando e se acumulando no mundo, em nossa vida e, principalmente, na nossa alma. É isso; e é simples assim.
PAPÉIS SUJOS Horas e mais horas trancafiados numa sala de aula podem até auferir a um aluno o tal do diploma, porém, essas horas de cárcere não irão garantir que o indivíduo estará liberto e protegido dos grilhões do famigerado analfabetismo funcional não. Na verdade, em muitíssimos casos, o diploma apenas atesta que o infeliz é um. E esse é o dado que primeiramente devemos reconhecer e encarar antes de falarmos um “a” que seja a respeito da dita cuja…

QUASE POESIA – n.37 (28/XII/2016)

Os ratos e ratazanas onde quer que se alojem
Sempre deixam pra traz um ignóbil rastro
De imundice e ruína no chão por eles pisado
Como legado de sua glutomaníaca rapinagem.

QUASE POESIA – n.36 (28/XII/2016)

Santo Antão, que na vastidão das areias do velho Egito
Consagrou todo o seu coração e toda sua alma ao Senhor,
Num silencioso caminhar penitente de heroicos suplícios
Ensinou-nos a diferenciar os desejos vãos do sublime Amor.

É ASSIM MESMO

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)
Não existe esse negócio de luta de classes não. Repito: não há.
O que temos no cardápio da história são desigualdades de toda ordem e, infelizmente, injustiças de todos os matizes, o que, por sua deixa, não significa que as primeiras sejam necessariamente conflituosas e, muito menos, que ambas, as desigualdades e as injustiças, tenham a sua origem numa perene pugna classista que mereça receber a importância dum imperativo categórico. Não mesmo.
O que de fato temos, não apenas hoje, mas em toda a história, é uma infindável luta entre elites. Elites dos mais variados tipos e das mais diversas estirpes, mas sempre elites.
Inclusive, há quem o diga, que a tal da democracia seria apenas uma forma diferente de organizar as oligarquias em combate.
Tal afirmação não deixa de ter o seu fundo de verdade, haja vista que de tempos em tempos, indivíduos com interesses em comum, e/ou com os mesmos adversários, se agregam numa patota para tomar o poder.
Observação essa qu…

QUASE POESIA – n. 35 (26/XII/2016)

Se a história se divorcia da inspiração advinda da poesia
Ela acaba por entregar-se ao vagar catatônico da boemia
Relativista, caduca e bocó que desde sempre se alinha
Com as mais sangrentas e canhestras formas de tirania.

REFLEXÕES PRA LÁ DE INQUIETAS

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)
INQUIETUDE NATALINA Ao raiar do dia, durante a santa missa, ouvia-se o jubiloso canto dos pássaros que, ao seu modo, estavam dando glória a Deus pelo natalício da encarnação do Verbo divino. E, enquanto isso, conforme nos lembrou o Padre, boa parte do gênero humano passa indiferente frente o nascimento Daquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida.
INQUIETUDE BRASÍLICA O desfile de desvalidos que se avoluma mais e mais em nosso país, a multidão de rostos esquálidos, de feições maceradas pelas derrotas impostas pelas injustiças da brasílica vida e pelas ilusões advindas das equivocadas decisões dessa nau de desterrados, é o mais furioso e titânico libelo contra as ideias socializantes que contribuíram significativamente para o descarrilamento de nosso país.
Essas faces sofridas são o panfleto que melhor depõe contra a [des]governança que se impôs ao nosso país por quase duas décadas e que, ao seu modo, aprofundou como nunca se viu antes na história desse paí…

QUASE POESIA – n. 34 (25/XII/2016)

Amanheceu um novo dia para todo a raça humana
Com o santo natalício do nosso Senhor e Salvador.
E a alegria que invade todo do universo é tamanha
Que todas as criaturas cantam hinos de louvor.

QUASE POESIA – n. 33 (24/XII/2016)

Que a noite escura venha a dissipa-se
Na espera do nascimento do Salvador.
E que na espera nosso coração faça-se
Manjedoura para acolher o divino amor.

[áudio] PROGRAMA AVE MARIA, 22 de dezembro de 2016.

O PROGRAMA AVE MARIA é o programa radiofônico da Paróquia NOSSA SENHORA DE BELÉM que vai ao ar pelas ondas da rádio IGUAÇU FM de segunda a sábado às 18h00. Na quinta-feira o programa é apresentado por DARTAGNAN DA SILVA ZANELA.

QUASE POESIA – n. 32 (22/XII/2016)

Aos vinte e cinco dias do mês de dezembro
Eis que chega aquele tão esperado momento
Em que nosso coração manjedoura tornar-se
Para acolher o Verbo divino que se fez carne.

INQUIETAS REFLEXÕES – parte II

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)
INQUIETUDE - 01 Quando nossa alma está inquieta, assolada por toda ordem de tormentos, urge, que aprendamos primeiro a não nos deixar afligir com o devir do tempo para que essa aflição não intensifique o impacto de tudo o que está nos amargurando no momento. Por isso, antes de qualquer coisa, ocupemo-nos dele, do tempo, com coisas dignas, prestativas e boas, para que ele não venha se ocupar de nós, com mais angústias em nossa desocupação.
INQUIETUDE - 02 A Santa Cruz é, ao mesmo tempo, vara e balança. Ela, a cruz de Cristo, é prefigurada nas balanças e varas que se fazem presentes no Antigo Testamento e, após o escândalo da crucificação, é diante dela que temos nossos méritos e deméritos devidamente pesados e, frente a ela que receberemos aquilo que nos é devido na medida da misericórdia divina e na proporção de nossa humildade.
INQUIETUDE - 03 Recusar-se a desejar o mundo através dos desejos do outro é esforçar-se na senda da imitação de Cristo, recusando-…

QUASE POESIA – n. 31 (21/XII/2016)

O fio da espada da justiça e da liberdade
São afiados na procura abnegada pela verdade
Para que seu brilho seja sempre um vivo guia
Dos corações que não se curva às tiranias.

INQUIETAS REFLEXÕES – parte I

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)
REFLEXÃO 01 Quem está em paz com sua consciência não carece de bajulações, nem sofre de auto piedade, muito menos se entrega à comiseração.
REFLEXÃO 02 Ajoelho-me diante do Santíssimo Sacramento porque diante de mim, misteriosamente, está o Rei do Universo que se fez carne e sangue para salvar cada um de nós.
REFLEXÃO 03 Por misericórdia, a segunda pessoa da Santíssima Trindade fez-se carne e sangue, caminhou nesse vale de lágrimas, se faz presente entre nós e, amorosamente, pede abrigo em nosso coração na forma de Comunhão. Por isso, recebamo-Lo com o coração, não com a mão.
REFLEXÃO 04 Coerência no Brasil é mais ou menos assim: você aprende e pratica um punhado de estupidezes na juventude e, envelhecido, ao invés de amadurecer, continua fiel aos disparates da mocidade por coerência com a mentira em que sustenta a autoimagem que dá sentido a sua vida humanamente miserável.
REFLEXÃO 05 Nós, modernosos cristãos católicos, aceitamos a cruz, a nossa cruz, mais nom…

QUASE POESIA – n. 30 (21/XII/2016)

Feliz é a alma que ao fim dum dia de trabalho
Pode retornar sereno para o conforto de seu lar
E repousar a cabeça num travesseiro e descansar
Sem ter seu sono por sua consciência assombrado.

QUASE POESIA – n. 29 (20/XII/2016)

Aquele que se arroga conhecedor de tudo
Sem primeiro dedicar-se a algo aprender
Nada de relevante tem essa alma a dizer
Apesar de não calar-se nem por um minuto.

UM SORRATEIRO ARDIL CONTRA A BARCA DE PEDRO

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)
Certa feita o poeta Bruno Tolentino havia definido, com aquele jeitão inconfundível dele, que o ecumenismo nada mais era do que a união de todas as religiões para destruir o Cristianismo. Pra destruir a Igreja Católica em particular e o Cristianismo dum modo geral.
Ora, o poeta aparentemente carregou demais nas tintas quando afirmou isso? De jeito maneira. E vou um pouco mais adiante. Os Cristãos Católicos, mais entusiasmados com o tal ecumenismo, na real, como diz René Girard, desejam no fundo que a Igreja não mais exista. Desejam isso não tão conscientemente e de maneira inconfessável, é claro.
Repare num detalhe: quando, através do Concílio Vaticano II se declarou que a Igreja pretendia abrir-se ao mundo, essa declaração sinalizava para o desejo apostólico de que ela, Santa Madre Igreja, ampliaria os seus esforços para converter o mundo.
Porém, devido à malícia de muitos, que ao invés de interpretar essa afirmação à luz da tradição da Igreja, procurara…

QUASE POESIA - n. 28 (20/XII/2016)

A grande maledicência da impunidade
Não é o fato daqueles que são investidos
Com a toga da justiça, fazerem-se de Pilatos,
Mas sim, testemunhar a gélida impiedade
Para com as vítimas desamparadas de tudo
Enquanto os biltres se locupletam a vontade
Através das leis desse desajuizado mundo
Que desdenha o cidadão e ultraja a verdade
Em nome dum bom mocismo politicamente correto
Parido pelo vil marxismo cultural multifacetado
Que ignora a diferença entre o certo e o errado
Através dum multiculturalismo furibundo e afetado
Que intenta as bases de toda sociedade destruir
E com isso fazer o bom senso e a razoabilidade ruir.

QUASE POESIA – n. 27 (18/XII/2016)

Minha amada é, se é, imperdoavelmente bela
Não há nesse mundo alma mais doce que ela
Sabendo ser carinhosa quando os dias sedem
E ser guerreira quando os mesmos dias pedem.

AS CHAVES DE DAVI

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)
Não podemos ser libertos de algo se não nos reconhecemos como prisioneiros dele. A lição é simples. Tão simples quanto antiga e talvez, por isso, tão sumamente desdenhada, principalmente nos dias atuais.
Todos aqueles que em algum momento da vida leram A REPÚBLICA de Platão, mais especificamente o famoso MITO DA CAVERNA, sabem muito bem de quê estamos falando.
Da mesma forma que qualquer um que tenha observado um pouco que seja os rumos que vem sendo dado para a educação em nosso país, seja no bojo do sistema ou no âmago de muitíssimas famílias, sabe muito bem que, atualmente, os grilhões da estultice são tidos na conta de sapiência e que a sapiência e encarada como um vil grilhão, bem ao velho estilo da distopia 1984 de George Orwell.
Sendo a ignorância uma prisão os seus grilhões, não tão invisíveis assim, nos impedem de vararmos para além dos limites de nossa gaiola.
E tem mais! As famigeradas grades da estupidez não são conhecidas por nós como despauté…

ENTRE CRÍTICAS E ORAÇÕES

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)
Não são poucos os que erguem a sua estarrecida e indignada voz contra o Papa Francisco, da mesma forma que não é minguado o número de gargantas que vociferam no mesmo tom contra um e outro sacerdote e, as vezes, contra todo o clero.
Espere: quer dizer que não podemos levantar a voz contra as autoridades eclesiásticas? Não. Longe de mim dizer o que é ou não de direito dos fiéis e dos não tão fiéis assim. Longe mesmo.
Aliás, quando as críticas se fazem necessárias penso que elas devem ser ditas sim. Quanto ao tom, cabe a cada um discernir sobre ele.
Bem, mudando um pouco, só um pouco de saco pra mala, permitam-me perguntar: quantos de nós, procura, diariamente, rezar pelo Papa, pelos Bispos, padres, enfim, pela multidão de sacerdotes que sacrificaram suas vidas em nome do corpo místico de Nosso Senhor Jesus Cristo, quantos?
É, meu caro, sacerdotes, como nós, são feitos de carne e ossos. Eles são tentados, são pecadores como eu e você e tem de carregar um pes…

O NAIPE DO BA RALHO – parte II

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)
O Brasil está cheio dessa gente que ganha muito bem pra paparicar a bandidagem. Gente que diz sandices mil. E todas essa sandices apresentam-se empavonadas com o bom e velho judidiquês sociologicamente afetado.
No parlamento, nas redações, nas cátedras, púlpitos, cadeiras e tutti quanti, sempre há muitos dessa estirpe que, em boa parte dos casos, sejamos francos, não sabem o que fazem. Não mesmo.
Os promotores desse tipo de lorota intelectual, em muitíssimos casos, fazem isso crendo piamente que estão defendendo as classes populares. Creem mesmo.
Pois é. Essa gente é tão avoada que chega dar náuseas só de imaginá-las dizendo o que dizem. Elas, sem querer querendo, acabam caracterizando as pessoas humildes como criminosos em potencial crendo que estão defendendo-as.
É ridículo. Tô sabendo. Mas é isso que está subjacente a fala politicamente corretíssima da turma boazinha.
É, de fato, o cúmulo da alienação. Mas é assim mesmo que essa gente criticamente age…

QUASE POESIA – n. 26 (18/XII/2016)

Foi gerado o divino Rei de todo o universo criado
No ventre, de Maria Santíssima, sempre imaculado.
De tudo e de todos Ele é o Verbo divino encarnado
Que se fez carne pra nos livrar dos grilhões do pecado.

QUASE POESIA – n. 25 (18/XII/2016)

Todos os corações se elevam aos céus
Quando as palavras tocam seus átrios
Revelando que o está por trás do véu
É a amorosa face do Deus Trinitário.

O NAIPE DO BARALHO – parte I

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)
Tontos existem as pampas e dos mais vários naipes. De todos esses, com o perdão da palavra, o que mais me causa espécie são aqueles diplomados que paparicam a criminalidade com aquele discursinho pro-marxista que afirma que os meliantes, dum modo geral, são vítimas do tal sistema.
E, fazendo isso, entusiasticamente crendo que estão defendendo os interesses das classes populares.
Parece trelelê, mas são os fatos.
Porém, essa gente tão metida a sabida ignora que as maiores vítimas desses biltres são justamente as classes trabalhadores que tem seus bens roubados e sua vida devassada por toda essa cultura da impunidade tão enraizada e glamourizada em nosso triste país por esse tipo de gente chique.
Não preciso nem dizer, mas direi: cultura essa que, de quebra, dificulta muitíssimo o trabalho policial.
Não? Então pergunte, não ao policial, mas ao obreiro que teve sua casa assaltada pra ver o que ele pensa a respeito disso.
Sem mais delongas e milongas, sempre é b…

NÃO LAVE AS SUAS MÃOS

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)
Não chore o leite derramado. Assim reza o ditado popular. Pois é, mas como no Brasil conselho dado é óbolo desprezado.
Ao invés de encarar-se os pequenos infortúnios da vida, de encarar aqueles reveses que quando são vistos na perspectiva da alma imortal são ridiculamente insignificantes, com um mínimo de dignidade e resignação, prefere-se entrega-se, na maioria das vezes, a mais vergonhosa auto piedade, clamando-se soberbamente para que tudo e todos realizem pelo suplicante aquilo que ele em nenhum momento se dispôs fazer por si.
Outra coisa: não apenas isso. Cada queda, cada tombo que levamos em nossa vida podem ser vistos como um momento para refletirmos sobre os erros cometidos por nós, para ponderarmos sobre nossa vida e, inclusive, sobre os caminhos que escolhemos seguir nesse ou naquele momento de nossa existência.
(Tais reflexões podem e devem ser feitas não apenas com os nossos tropeços, mas também, e por que não, a partir dos de outrem para tamb…

QUASE POESIA – N. 24 (17/XII/2016)

Existem muitas dores que devoram a alma
Mas, de todas, provavelmente a mais dolorosa
É a dor de fome dum infante que, silenciosa,
Noite a dentro consome-nos em tristeza e revolta.

ONDE ESTÃO AS FRONDOSAS ÁRVORES?

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)
É curioso, pra dizer o mínimo, que uma nação como a nossa, que se ufana de ser a maior nação católica do mundo, não tenha presente em suas letras uma longa, profícua e pujante tradição literária dessa linhagem.
Sim, já fora apontado certa feita, sobre o catolicismo à brasileira, que aqui ufana-se muito do tamanho das fileiras de fiéis, porém, sem querer ofender-nos, foi perguntado a nós, brasileiros: se somos tão grandes na fé, onde estão os nossos santos? Onde? Pois é. São poucos. Tão minguados quanto a solidez de nossa catolicidade.
E não sou eu que o digo. São os fatos. Fatos esses que foram certa feita constatados e apontados pelo Papa São João Paulo II que, em uma de suas visitas a Terra de Vera Cruz, disse que nós, brasileiros, somos, sim, católicos no sentimento, mas não na fé.
Duro isso não? É uma senhora pulga plantada atrás de nossa orelha pelo sucessor da cátedra de São Pedro.
Enfim, podemos dizer que do mesmo modo que nosso nacionalismo não pas…

QUE VENHAM AS NUVENS... TODAS ELAS

Por Dartagnan da Silva Zanela (*)
Muitas vezes nossa alma é tomada por um grande sentimento de indignação. Justo, muitas vezes, porém, não em sua inteireza. 
Há, nessas manifestações, uma forte dose da desordenação advinda de nossa alma que, por sua deixa, leva-nos a exacerbarmos as dimensões dos males que nos afligem ao mesmo tempo em que minimizamos as arestas que produzimos.
Por termos nossa alma desordenada, acabamos por ignorar essa tensão que há em nós, focando, nossas vistas, apenas naquilo que é de nosso interesse, ou que imaginamos ser da nossa alçada.
Chamamos esse sentimento que muitas vezes nos invade de indignação. Fúria essa que reconhecemos como se fosse a mais límpida manifestação da virtude da justiça.
Reconhecer a existência dessa fraqueza que há no coração de todos nós significa adquirir uma potência libertadora. 
Esquivar-se, negar que ela habita em nós, denota apenas que essa fraqueza nos domina, assenhorando-se de nossa vontade e turvando a nossa consciência.
(*) profes…