quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

MUITO OBRIGADO...

Paz e bem amigos.

Gostaria de agradecer a todos que tão gentilmente me felicitaram pelo meu aniversário. Acima de tudo, agradeço a Deus por ter colocado em minha vida pessoas como vocês para me acompanharem nessa peregrinação.

Dentre as felicitações, uma gentil alma enviou-se um Salmo. O Salmo 139. Palavras essas que partilho agora com todos vocês:

SALMOS, CXXXIX

1. Ao mestre de canto. Salmo de Davi.
2. Livrai-me, Senhor, do homem mau; preservai-me do homem violento,
3. daqueles que tramam o mal no coração, que provocam discórdias diariamente,
4. que aguçam a língua qual serpente, que ocultam nos lábios veneno viperino.
5. Salvai-me, Senhor, das mãos do ímpio; preservai-me do homem violento, daqueles que tramam minha queda.
6. Orgulhosos, armam laços contra mim e estendem suas redes, e junto ao caminho me colocam ciladas.
7. Digo ao Senhor: Vós sois o meu Deus. Escutai, Senhor, a voz de minha súplica.
8. Senhor Deus, meu poderoso apoio! Vós protegeis minha fronte no dia do combate.
9. Não atendais, Senhor, os desejos do ímpio, não deixeis que se cumpram seus desígnios.
10. Que não levantem a cabeça os que me cercam; sobre eles recaia a malícia de seus lábios.
11. Carvões ardentes chovam sobre eles: sejam lançados numa fossa de onde não se ergam mais.
12. Não terá duração na terra a má língua; o infortúnio surpreenderá o homem violento.
13. Sei que o Senhor defende o desvalido, e faz justiça aos pobres.
14. Sim, os justos celebrarão o vosso nome, e os retos poderão viver em vossa presença.

Que Deus derrame suas graças hoje e sempre sobre todos e que 2016 seja um ano abençoado para cada um de vocês.

Cord.

Dartagnan da Silva Zanela

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

TEM QUE TER ESTÔMAGO FORTE

Por Dartangan da Silva Zanela (*)

Ano que vem tem marmelada? Tem sim senhor! Em 2016 haverá xaveco, lorota e palhaçada? Haverá sim senhor! Nesse ano, que está por vir, serão realizadas eleições em todas as republiquecas municipais da pátria não tão grande de Banânia? Sim! Bem ou mal, haverá sim senhor.

Todos sabem que esse surrado espetáculo é grotesco, sem graça e repetitivo; nem mesmo os néscios dão crédito as, como direi, estrelas que despontam nos picadeiros em forma de palanque que pipocam em todos os cantos desse triste país, entretanto, como não há nada mais interessante pra se ver nas praças das cidades de Banânia, todos vão lá assistir os figurões que farsescamente posam de salvadores da lavoura, cheios de mandingas, prometendo salvar a bananada toda sem arruinar o bananal.

A canalhice é tamanha que todos os bananas votantes, mesmo sabendo que tanto “A” quanto “B” não valem a farinha que comem, mesmo estando carecas de saber que ambos têm a credibilidade de uma nota de sete reais, acabam votando num ou noutro meramente por esporte, pra dizer que participaram da tal festa da democracia.

É a não tão velha política do “já que tá que vá”. Como as cartas são tão parcas quanto ruins que a imaginação dos cidadãos acaba se limitando aos ditames dessa circunstância aviltante. O repertório de possibilidades de ações que os cidadãos conseguem vislumbrar torna-se tão limitada quanto às águas dum aquário. Tudo se resume a votar naquilo que se convencionou chamar de “o menos pior”.

E por mais simplória que tal atitude política seja, ela acaba encontrando dificuldades para ser empreendida, haja vista que a cada dia que passa se torna mais e mais complicado saber quem é o tal do “menos ruim”em meio a tantos tão ruins.

Tal quadro, para todo bom entendedor, é um claro sinal de derrocada da vida política para a barbárie. Qualquer um sabe que numa arena onde se disputa o poder sempre há um “Q” de risos e gracejos que, numa medida apropriada e em seu devido lugar, é tão saudável quanto desejável. Agora, outra coisa bem diferente é o que estamos vendo em nosso país, onde o descaramento deslavado tornou-se uma regra pétrea e uma rotina aviltante.

Nicolau Maquiavel dizia que qualquer um pode recuperar-se duma derrota política ou militar, porém, do ridículo, praticamente não há remédio. E em se tratando de ridículo, o Brasil, já varou longe, bem longe, já faz algum tempo. Por isso, é difícil precisar se iremos um dia nos recuperar do quadro de crise que atualmente assola o nosso país. Uma crise de ordem moral, política, econômica e, antes de qualquer coisa, uma crise que nos levou a perda do senso do burlesco que, por sua deixa, inviabilizou a realização de qualquer ação, menos os enxovalhos e a balburdia niilista, é claro, que tanto abundam em toda Banânia.

(*) professor e cronista.
Site: http://dartagnanzanela.webcindario.com
Canal: http://youtube.com/dartagnanzanela

e-mail: dartagnanzanela@gmail.com

domingo, 27 de dezembro de 2015

ENTRE O FERVO E A MANJEDOURA

Por Dartagnan da Silva Zanela


Mais um fim de ano, mais um Natal, mais um encontro com a verdade sobre nós, um teti a teti com a verdade que nos habita.

Detalhe: não quero com essa lacônica afirmação repetir aquele velho e surrado clichê que todos conhecem, e que muitos outros repetem com aquele narizinho entupido de superficialidade, de que tudo no fim de um ano resume-se a um punhado de reles rituais consumistas de troca de presentinhos e de encontros com amigos e familiares onde a hipocrisia reina. Tempo esse, segundo os surrados clichês, onde são trocadas lembrancinhas que foram compradas muito mais com o desejo de cumprir uma obrigação social brega do que por amor àquele que é regalado com o mimo.

Apesar desse chavão, como todos os chavões, ter lá o seu “Q” de verdade, não é disso que pretendo falar não cara pálida nessa breve missiva.

Penso que esse tempo pouco ou nada tem haver com o que é apontado por colocações como essa e, quando o tem, frases feitas nesse tom acabam dizendo muito mais a respeito do que existe na alma dos autores desse tipo de preleção que, por um entojamento politicamente correto, acabam cegos, não vendo a vida humana tal qual ela é, com suas grandezas e misérias cotidianas.

Não que tais almas estejam mentindo. Também não é isso não. O problema é que essas almas, mesmo que bem intencionadas, com suas ditas boas intenções, veem apenas a miséria humana em seus desafetos e pintam grandezas pra lá de sobre-humanas sobre si mesmas; grandezas essas, inexistentes em seus coraçõezinhos, na maioria das vezes.

Não há nada mais torpe e mais canalha que isso.

Por isso, em mais esse fim de ano, nesse tempo natalino, mesmo que queiramos gazear, temos um encontro marcado com a verdade sobre nós que, por sua natureza, e devido a nossa decaída condição, manifesta-se de maneira ambivalente e contraditória em nós e para nós, porque a verdade sempre exige de nosso ser uma predisposição dialética para evidenciar aos nossos olhos as contradições presentes, latentes e patentes em nosso ser.

Como todos os anos, temos presentinhos, festinhas, confraternizações, rusgas, bebedeiras e tutti quanti e, também temos novenas, penitências, orações, celebrações de Santas Missas, peregrinações e tudo o mais que a Graça possa nos regalar. Eis aí a tensão dialética de nosso peregrinar por esse vale de lágrimas; tensão essa que, queiramos ou não, imprime o sentido de nossa existência.

Outra coisa: tudo isso, junto e bem misturado, apresenta-se a cada um, em nós e para nós, não apenas no fim de um ano. Não se engane com isso não companheiro. Tal contradição nos acompanha em todos os dias de nossa vida, porém, nessa época, recebe uma ênfase maior da Graça, contrastando com a nossa humana e ordinária miséria, da mesma forma que a Graça se fez presente, discretamente ou não, no correr de todos os dias desse ano que está partindo para junto de todos os outros que já se foram com nossas escolhas e decisões bem ou mal feitas.

Por essas e outras que toda aquela patacoada de afirmar que o Natal nos dias hodiernos se tornou uma celebração meramente mundana não passa de uma crendice modernosa sem par, da mesma forma que o é acreditar que nos anos que a muito se foram o Nascimento do Menino Jesus era celebrado duma forma tão pia que chegava a causar inveja aos anjos e aos Reis Magos.

Em todos os tempos o coração humano encontra-se imerso nas sombras de si, sempre sedento pela luz que desce da fonte cujo dom nunca se acaba e nem sempre o coração humano quer, realmente, beber dessa fonte.

Doravante, conversas com esse tom não passam de uma clara demonstração da falsa modéstia moderna travestida de humildade que, por sua deixa, é tão bem quista pelos cretinos de plantão que celebram o natal difamando o Senhor para empavonar-se e assim, desse modo, não ter que enfrentar a verdade sobre si mesmo.

Tanto ontem quanto hoje, as contradições nestes dias que findam o ano são tão abundantes e essa luz da santidade sempre, em todos os tempos, teve que se defrontar com as sombras da mundanidade que tanto nublam a nossa visão. Lembre-se: quando mais perto estamos Daquele que é, mais os anjos decaídos querem nos arrastar para longe Dele.

O nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo é um símbolo dessa boa peleja. Ele, o Verbo divino que se fez carne, desceu ao âmago de nossa sombria e fria gruta existencial para alumiar a escuridão da caverna de nossa alma e nos arrastar para altitudes por nós nunca nem sequer imaginadas para vermos, com tristeza, no que nos permitimos ser e contemplarmos, com alegria, o que nós devemos nos tornar.

Eis aí a raiz de nosso desconforto: nessa contradição, sentida mais intensamente por nós nesses dias finais do ano, refletindo o cenário desta batalha espiritual que faz de nossa alma um verdadeiro campo de batalha.

E vejam: se nestes dias, em certas ocasiões sentimos em nosso peito um grande vazio como se nossa vida fosse um deserto sem sentido, se em meio ao regozijo superficial que permeia esses dias imaginamos, na solidão de nosso íntimo, que tudo que está ocorrendo em torno de nós deveria ter um aroma de santidade e não apenas o cheirinho da segunda via de uma compra feita através de nosso cartão de crédito, não é porque estamos entregues ao consumismo e rendidos ao hedonismo materialista não, mas sim, porque essas coisinhas, atualmente, simbolizam para nós as sombras mundanas que se manifestaram em todas as épocas, porém, com vestes diferentes das que as mundanidades se fantasiam noutros idos. O Verbo divino, bem ao contrário! É sempre o mesmo, pouco importando quantas vezes os céus e as terras venham a passar. Talvez por isso nosso volúvel coração não consiga descansar Nele.

Se as contradições desses dias nos alfinetam isso é bom. É muito bom! Sinal de que estamos navegando em meio às tensões dialéticas da salvação que nos é apresentada por Aquele que é o caminho, a verdade e a vida. Porém, se enxergamos apenas nos outros essas manchas, abra olhos navegante! Abra olhos! Porque você está boiando, à deriva, imaginando que está no rumo certo.

Enfim, chega de lenga-lenga: o Natal é isso e muito mais! É o tempo em que Cristo Jesus se faz pequenino para que possamos ver o quão grande é nossa mesquinhez. É a época em que nos defrontamos com as gritantes contradições que habitam em nossa alma e fazem com que sejamos quem nós somos: míseros pecadores, almas enfermas que carecem e muito do olhar e dos cuidados Daquele que se fez menino para nos elevar de nossa indigência que todos os dias do ano, e nesses dias em especial, dividem a nossa vida entre os ecos do fervo e a singeleza da manjedoura.

E se sentimos que no fervo não encontramos a paz que desejamos com toda a intensidade de nosso coração não é porque ele, os festejos dum modo geral, não sejam bons, mas sim, que eles não são nem de longe o Bem para o qual fomos criados. Bem esse que não é desse mundo, mas de outro, diga-se de passagem.

Por fim, como nos ensina São Clemente Romano, César, com suas riquezas, promessas e diversões, não é tudo. Cristo, por sua deixa é. Tudo e algo mais.

Pronto! Parei!

Um Feliz Natal e um abençoado 2016 para todos.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

POLITICAMENTE PERDIDO, HUMANAMENTE CANSADO

Por Dartagnan da Silva Zanela

(1)
A cretinice politicamente correta acanalha e nos faz emburrecer, porque ela nos agrilhoa num círculo vício que nos impede de dizer e escrever o que pensamos, de fato, ao mesmo tempo em que nos leva a não pensar como escrevemos e falamos. Nenhuma inteligência humana sobrevive por muito tempo uma demência dessa monta.

(2)
A política brasileira, na atual conjuntura, é similar ao estupro de um suíno: somente pensar no assunto já é uma nojeira nauseabunda inominável.

(3)
O nacionalismo esquerdofrênico e os delírios patrimonialistas, infelizmente, continuam a imperar na cabeça das almas sebosas; almas essas que amam falar em nome do tal do povo e que fazem isso não para o benefício dos anônimos desgraçados, mas sim, para a glória geral dos incompetentes e para a risonha satisfação dos canalhas de plantão, dos amigos do rei e dos capachos de todo e qualquer coronelzinho. Aliás, como todo mundo sabe disso. Esses tipos de vilões são os únicos que realmente se beneficiam com essa patuscada nacionalistóide toda; jamais o tal do povo se banha nas delícias do mar de lama nacional que jorra de Brasília e deságua em todos os cantos dessa esbórnia geral.

(4)
Lula havia dito, noutra primavera, que ele e sua trupe fariam o diabo para reeleger a comandanta. Atualmente, o molusco e suas hostes continuam lavorando noite à dentro para mantê-la no Planalto e, junto com ela, o projeto comuno-petista de poder.

(5)
Dizem que tudo o que há em nosso país é para inglês ver. Discordo. Se eles estiverem vendo o que está acontecendo hoje em nosso país, morreriam de vergonha por nós.

(6)
Que o sistema educacional em nosso país padece de toda ordem de males, isso é algo praticamente incontestável; que toda a sua estrutura é voltada para a maquinação duma obra de engenharia comportamental sacana somente os idiotas não enxergam, porém, é de bom alvitre lembrar que uma sociedade deseducada, inculta e que, ainda por cima, se orgulha disso, não tem porque queixar-se da ausência daquilo que ela mesma despreza. Por isso, não é à toa que o materialismo mais rasteiro e o vil e cínico hedonismo germinem de maneira tão viçosa em nosso triste país, haja vista que um corpo social formado majoritariamente por uma massa ignara e governado por uma canalhocracia inepta não tem como ser outra coisa senão essa choldra ignóbil em que vivemos.

(7)
Uma das coisas mais fofas do mundo é vermos autoridades irreverentes, adultos infames e pais displicentes, que não respeitam nem mesmo a própria família e, muitas vezes, portam-se como depravados, sóbrios ou ébrios, falarem de boca cheia que a educação de nosso país está uma “m”. Todos esses biltres de meia pataca mais do que provavelmente não sabem - e se sabem ignoram – que o modelo primordial de conduta de um infante é dado pela postura constante de seus genitores e dos adultos que convivem com eles, cujo exemplo é uma força que arrasta os mancebos para serem o que são: uma cópia daquilo que lhes foi, de maneira silente, ensinado a ser, ou um reflexo distante, desfocado e envergonhado daquilo que é a sua procedência. Dum jeito ou de outro, tal situação é uma infelicidade para os pequenos e uma tragédia sem precedentes para toda a sociedade.

(9)
Um dos fenômenos mais frequentes e esquisitos da sociedade brasileira contemporânea é vermos famílias onde os filhos são mais maduros e responsáveis que seus genitores. Outro fenômeno, também muito frequente (que é triste, mas não esquisito), é vermos famílias onde os infantes são tão insolentes quanto seus pais e esses, os tais “responsáveis” pelos pequenos, juram de pés juntos que se importam, e muito, com a educação de sua prole.

(10)
Vivemos provavelmente numa das épocas mais estúpidas de toda história da humanidade. Se não for a mais, com toda certeza encontra-se entre as dez primeiras.

(11)
É curioso como em uma sociedade como a nossa onde os indivíduos têm acesso a uma gama praticamente inabarcável de informações seja tão infértil e débil em termos tanto culturais quanto humanos. Assusta-me pensar no que ficará como legado de nossa época para as próximas gerações. Envergonho-me, quando para e penso no que legarei, como filho dessa época, para os meus descendentes.

(12)
Todo aquele que maldiz o lugar onde ganha o seu pão de cada dia é um maldito infame. Todo aquele que graciosamente difama o local onde seu filho recebe a tal da educação formal maldiz o seu mancebo. Prezar pelo seu trabalho é abençoar tudo o que, através dele, levamos para o nosso lar. Zelar pela educação de nossos filhos é santificar tudo aquilo que, através dela, nós semeamos na alma dos curumins.


quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

OS ENCANAMENTOS ESTÃO ENTUPIDOS

Por Dartagnan da Silva Zanela

(1)
Militonto não tem opinião política própria como eles gostam tanto de gritar aos quatro ventos. Não mesmo. O que eles realmente sabem fazer, e com fartura, é defecar verbalmente no ouvido das almas desavisadas; os bichinhos são mestres nesse o negócio de evacuar suas ideias ideologicamente fecais através das redes sociais e, por fazerem isso, os fofinhos acreditam que são almas impolutas, críticas e dignas de respeito. De fato, não dá pra aguentar toda a criticidade dessa gente com sua profunda mentalidade intestinal.

(2)
Das tripas que vem do bucho, a tigrada grita, sem fazer muito luxo, em defesa da noiva do Chucky, o boneco presidento, que desgoverna um dito país com instituições moribundas, com uma governança desprovida de competência e talento. O trem está tão feio que o único eco que se ouve é de mimimi, ranger de dentes e lamentos de mesma tigrada que grita a todo o momento contra o mais elemantar bom senso que quer virar essa triste página de nossa história e acabar com esse totalitário tormento.

(3)
O cúmulo do mimimi histérico (depre)cívico é mais ou menos assim: o caipora evacua um monte de disparates ideologicamente desorientados e depois, mais do que depressa, se faz de vitimazinha e, indignado, passa a exigir respeito e adulação da parte daqueles que ele cinicamente afrontou. Enfim, essa gentinha, boazinha de doer, não abre mão do monopólio dessa dupla canalhice.

(4)
O pior cego não é aquele que não tem olhos e nem mesmo aquele que os tem e não vê; o pior de todos é aquele que os tem, vê claramente a tramoia toda e ainda por cima tem a desfaçatez de dizer não é assim não, que nossos olhos estão nos enganando e que a realidade nua e crua não é assim tão real.

(5)
No atual estado de putrefação de nosso país um único vídeo, foto ou post divulgado através do facebook sobre as manifestações contra a (des)governança rubro-petista vale muito mais do que qualquer coisa que venha a ser vinculada pela silente e apática grande mídia.

(6)
O que indigna os caboclos com duas mãos canhotas não é o número, grande ou minguado, de pessoas que vão às ruas pra dizer que a Dilma deve pedir pra sair, mas sim, que essa gente toda sai pro limpo, de cara limpa, sem bolsa militante ou pão com mortadela. Eles ficam doidos com isso, como ficam.

(7)
Se um caipora vier pro teu lado pra te azucrinar com aquele papo surrado de elite aqui e golpismo acolá, não perca seu precioso tempo! Tome uma atitude que não alimenta, mas que te livrará desse tormento: puxe a descarga e siga em frente.

(8)
Em uma sociedade onde a estupidez se torna o discurso oficial e a fanfarronice ideológica apresenta-se soberbamente com vestes de douta criticidade diplomada é porque estamos a um passo da mais rasteira animalidade. E o pior é que estamos mesmo.

(9)
Esse negócio de conclamar os outros para se queixar disso ou daquilo não é cidadania não; é mimimi organizado. E tem mais! Instigar os outros a formarem uma sinfonia de chororó não criticidade não, nem manifestação de uma mente esclarecida; é apenas uma demonstração gratuita de covardia envergonhada. E te digo outra! Pessoas adultas resolvem problemas sem lamentá-los. Não sei se isso é cidadania, mas é bem mais apropriado para aqueles que são maiores de idade.

(10)
Se você quer tentar, com toda boa vontade, entender o que se passa nas profundezas muito profundas da cuca da senhora presidente(a) e, de quebra, compreender de onde vem a devoção demente da tigrada com duas mãos canhotas que vive pra, sei lá, idolatrá-la, a hora é agora! Já pode ser encontrado nas melhores livrarias (nas piores também) o livro “DILMÊS - O Idioma da Mulher Sapiens”, de Celso Arnaldo Araujo.

Roga a lenda que os primeiros exemplares foram impressos com tinta de vento estocado em finas folhas de papel de mandioca.


quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

CONVERSA QUIXOTESCA, 09/12/2015: ENTRE COMUNAS E PATRIMONIALISTAS.

CONVERSA QUIXOTESCA, 09/12/2015: ISSO NÃO DEMOCRACIA NÃO.

O AFLORAR DAS ABÓBORAS

Por Dartagnan da Silva Zanela

(1)
Fachin, o fantoche togado do Planalto, como bom serviçal dos rubros larápios que é, jurídica, cínica e indiscretamente, com uma única canetada escaqueou a democracia em favor dum projeto cretino e totalitário de poder que vem fazendo do Brasil uma grande piada, como nunca se viu antes na história universal.

(2)
Dizem as piadas de salão, que todo bom advogado de porta de cadeia sempre acha uma brecha na lei para salvaguardar os interesses do seu cliente. O senhor Fachin não. Ele violenta a democracia, arromba a constituição, faz o diabo e muito mais, e tudo o faz em nome da consolidação desse infame projeto totalitário de poder.

(3)
O senhor Álvaro Dias é um clássico exemplo de sujeito provinciano presunçoso que, na majestade de sua soberba, se recusou a enxergar o óbvio ululante quando simiescamente bajulou o senhor Fachin ao invés de sabatina-lo da maneira devida como um verdadeiro Senador da República.

(4)
As sebosas almas que ficam com aquela surrada cantinela de que impeachment é golpe, que o Brasil vai aprofundar a crise caso a comandanta seja deposta, deveriam lembrar que Collor caiu e, até onde se sabe, o Brasil, após o seu impeachment, ficou bem melhor sem ele ocupando aquele ridículo palácio erguido no planalto central. Por isso, penso que o nosso país ficará muito melhor não tendo mais que estocar vento e sem precisar mais saldar a mandioca no ritmo ditado pela batuta da "mulher sapiens".

(5)
Todo político medíocre se ufana de ninharias porque, geralmente, ele tem apenas isso para se vangloriar. E assim o é, porque esses biltres disformes, que tanto abunda em nosso país, são incapazes de realizar qualquer tipo de grandeza.

(6)
A massa ululante de militontos não se cansa de repetir a firula de que estão querendo tirar a Comandanta da presidência porque, segundo o que seus mestres colaram junto de suas viseiras, a mulher sapiens mandiocardus está combatendo o vil sistema de corrupção que está afundando o país. Se formos seguir a lógica desses tontos, o impeachment de Fernando Collor teria sido motivado pela mesma razão; que ele, Fernandinho, que hoje está apoiando o governo Dilma, estava combatendo a corrupção nos idos dos anos noventa e, por isso, foi cassado, inclusive, pelos inflamados vermelhinhos. Seria isso? Pois é, essa gente definitivamente perdeu todo e qualquer senso de razoabilidade; abdicaram da mais elementar noção do ridículo, tamanho é o papelão que voluntariamente estão fazendo. Enfim, por essas e outras que Roberto Campos tinha razão quando dizia que a burrice no Brasil tem um passado glorioso e que seu futuro está mais do que garantido nestes tristes trópicos.

(7)
Vamos, se possível for, tentar entender a maneira de raciocinar de um militonto? Vejamos: Delcídio do Amaral, líder do Governo no Senado, foi flagrado tentando obstruir a justiça não por sacanagem vil, mas sim, para ajudar nas investigações e pra combater a corrupção que assola o Brasil e que Sérgio Moro não é um juiz não, mas sim, um sinistro agente da CIA tentando derrubar o governo popular bolivariano da mandioca maior. Ou seria da macaxeira menor? Vai saber. Na eólica lógica dessa gente tontamente crítica tudo é possível. Tudo mesmo.

(8)
Se um militonto vier pro seu lado babando, com os olhos chispando bolas de fogo feito um cão raivoso pra defender Comandanta eólica do aipim estocado, não se esqueça de ter ao alcance de suas mãos um bom rolo de papel higiênico. Pode ter certeza que ele será mais do que necessário.

(9)
Ninguém é capaz, como um militonto com seu pensamento crítico, de falar tanta bobagem com aquela cara séria de neném cagado, todo iluminado com aqueles pútridos ares de indignação afetada. Não tem jeito: nesse quesito eles são imbatíveis.

(10)
Tão ridículo quanto um militonto defendendo o projeto totalitário de poder comuno-petista como se fosse o suprassumo da democracia é termos de ver um politiqueiro marreteiro de quinta categoria falando de honestidade, honra e, ui, de espírito republicano. Por essas e outras, meu caro, que o Brasil não passa de uma mal contada piada surreal. De uma péssima piada, diga-se de passagem.

(11)
Enquanto o Brasil não der um chega pra lá nas chupetas ideológicas e nas fraudas utópicas pra colocar definitivamente o pé na estrada da dura e pedregosa realidade, continuaremos a ser assombrados por toda ordem de visagens populistas e por esse vil projeto comuno-totalitário que, com muita eficiência, vem afunda o nosso país e mutilando nossa débil democracia.


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

E O DIA PASSOU RÁPIDO, BEM RÁPIDO


Por Dartagnan da Silva Zanela

(1)
Fofoca é uma merda, todo mundo sabe disso; talvez, por isso mesmo, tantos a apreciam tão gulosamente e sem o menor pudor ou moderação.

(2)
Em todo e qualquer lugar o falatório abunda. A principal pauta desses colóquios flácidos é a vida alheia, principalmente as intimidades sórdidas. Infelizmente, o que há de pior nessas futilidades não são elas em si, mas sim, a sua sinistra capacidade de prender a nossa atenção às imagens que suas palavras evocam, fazendo aflorar o que há de mais vulgar em nossa alma.

(3)
Se um caipora vier pro seu lado pra lhe contar uma resma de fofocas, ou qualquer coisa do gênero e se você quiser cortar a prosa sem ser deselegante, interrompa o caboclo, no meio de sua palestra, dizendo que leu um livro; discorra sobre ele com tanta sagacidade quanto ele lhe contava a futrica e, pode crer, que a conversa acaba na hora e dificilmente você terá qualquer outra notícia vinda dos lábios do sujeito. Porém, todavia, entretanto, para que isso funcione você precisa ser um leitor. Um bom e frequente ledor.

(4)
Por traz dum aluno displicente frequentemente tem-se a presença de pais indiferentes para com o destino do rebelde infante. Pior! Em alguns casos, não existe a presença da figura do pai; há outros que se têm uma rotação de homens que dissimulam esse papel e, noutros tantos, não encontramos nem mesmo a imagem materna. E, é claro, há ainda aquelas situações em que não há nem um, nem outro. Nem mãe, muito menos pai. Pois bem, chamar um cenário como esse, pintado com essas cores, de família, é um misto de cinismo com uma total falta de senso das proporções ou de misericórdia. E tem mais! Nominar, arbitrariamente, um quadro de desesperança como esse de família, de modo algum irá remediar ou aliviar o sofrimento dos desprezados mancebos e dificilmente gerará algo análogo ou semelhante ao que deveria ser uma amorosa procedência.

(5)
Se a prudência é a mãe de todas as virtudes, a coragem moral é o pai.

(6)
A preguiça é a mãe de todos os vícios da mesma forma que a prudência é a genitora de todas as virtudes.

(7)
Poder! Ah! O tal do poder! Desde tempos imemoriais até os modernosos dias atuais, ele continua a ser o melhor espelho da alma humana; aquele que mais eficazmente revela o caráter de uma pessoa; seja de um fidalgo ou de um Zé ruela.

(8)
O amor constrói, o medo destrói e o bom-mocismo politicamente correto corrompe até o talo.

(9)
Qualquer caboclo investido de poder, com grande facilidade torna-se incapaz de reconhecer a diferença abissal que há entre a sinceridade fraternal e a bajulação oportunista.

(10)
Todo dia é um marco zero. Todo nascer do sol exige de cada um de nós a reconquista da nossa dignidade existencial originária. Quem ignora isso sempre será apenas, e unicamente, uma sombra fria, totalmente desprovida de forma e graça. Mesmo que seus dias sejam abastados; por mais que se esforce pra dissimular o contrário, sempre será apenas isso e não mais do que isso: uma vida humanamente vazia.

(11)
O mimimi politicamente correto é o tal do trem fuçado que asfixia a inteligência, tortura as palavras e mutila a literatura e assim o é porque esse negócio de sentir-se ofendidinho por qualquer coisinha reduz o caráter do sujeito ao nível de um chihuahua estressado.

(12)
Dum modo geral, os incapazes sem caráter superestimam os méritos que eles não possuem e subestimam e desdenham os talentos de todos os outros que, simplesmente por existirem e possuírem esse ou aquele dote os afronta com sua luminosa presença e, por isso, tais indivíduos não passam de sombras; infelizmente, todas essas as almas sebosas que perambula de lá para cá, sem rumo nem prumo, feito um walking dead, não estão em falta nos mercados dessa terra desesperançada.

(13)
O medo mutila a inteligência, atrofia a escrita, amordaça a sinceridade e, consequentemente, inviabiliza o coração humano pra receber a luz e a graça da verdade que quer amorosamente habitá-lo.

(14)
Um homem tem razão quando ele procura dizer a verdade e não apenas ter razão.


domingo, 6 de dezembro de 2015

CONVERSA QUIXOTESCA, 06/12/2015: UMA NOTA SOBRE NOSSA SENHORA.

CONVERSA QUIXOTESCA, 06/12/2015: RELIGIÕES - UMA REFLEXÃO

ESSE TROTEADO NÃO ME ENGANA NÃO

Por Dartagnan da Silva Zanela

(1)
Não quero, de jeito nenhum, dizer o que penso, não mesmo; pois, como dizem os tongos, de tanto pensar morreu um burro militando em prol dum aloprado projeto totalitário. De mais a mais, o que penso não é relevante. Pra dizer a verdade, não é nada quando comparado com a realidade. Por isso, desejo apenas, se possível for, descrever o que vejo; almejo simplesmente, se me for permitido, apresentar através de linhas e letras mal traçadas o que qualquer um é capaz de ver, mas, por razões que não me cabe especular, muitas vezes os sujeitos não encontram palavras apropriadas pra contar o que seus olhos veem. Só isso e nada mais.

(2)
Esse negócio do sujeito dizer o que pensa; de afirmar que supostamente ‘pensa criticamente’ com os próprios miolos, sejamos francos, é coisa de gente abiloladamente vermelha e carente; bem carente de atenção. Tadinhos! Os caboclos posam de ridículos na vã esperança de parecer diplomadamente inteligentinhos.

(3)
Quando o vinho na cabeça sobe, as ideias voam e o juízo some.

(4)
Vou-me embora pra Pasárgada, porque lá não tem PT; não existe tucano, não tem PMDB, PSOL, REDE... e nem rede Globo na TV.

(5)
Quando um militonto, ou um esquerdopata, começa a dar chilique de indignação, não se esqueça do seu papel higiênico, vulgo PH. Ele será demasiadamente necessário para manutenção da sua integridade auditiva e de sua higiene mental.

(6)
Um sujeito que não sabe a diferença que há entre um pensamento e a descrição duma visão da realidade, pra ser um jumento, só carece de guampas na cuca, dum siricutico nas ancas e nada mais.

(7)
Os esquerdopatas são uns canalhinhas interessantes. Pintam e bordam, xingam e batem, insultam e caluniam, difamam e distorcem, enfim, fazem o diabo e realizam tudo isso, e muito mais, com lágrimas reptilianas nos olhos e mimimi cretino no coração.

(8)
Raymond Reddington, o carinha sinistro do seriado de TV, tem lá a sua lista negra que sempre tem um nominho que surpreende os agentes do FBI que, mais do que depressa, não medem esforços para prender o caboclo listado por ele. Já no Brasil, em sua infindável série de escândalos de corrupção, temos a operação Lava Jato que sempre inclui um nome aqui, outro acolá, que, por sua deixa, infelizmente não surpreende nem a mãe Joana em seu esquecido cabaré. Quanto à prisão dos caiporas, não precisamos nem dizer. A vontade é mais do que grande, mas as oportunidades não são tão fartas quanto são as ocasiões para os ladrões serem o que são: ladrões.

(9)
Algo que aprendi com a castração de um de meus cachorros é que uma criatura não sente falta daquilo que ela não usa. Por isso, algo me diz que muita gente, mas muita gente mesmo, não sentiria a menor falta da cachola se seu corpo fosse separado dela. Porém, abram olhos navegantes! Isso não é razão para iniciarmos uma onda de automutilação não, porque uma coisa são os escrotos de um cão, outra bem diferente são pessoas escrotas.

(10)
O Brasil é assim mesmo: enquanto uma editora do calibre da Cosac Naify fecha suas portas, entretenimentos extravagantes como o Cabaré do Leonardo e Eduardo Costa faturam alguns bons barões de gente com grana no bolso e com a cabeça cheia de... deixe pra lá. Enfim, cada país tem a cultura que está disposta a pagar e, no caso brasileiro, como qualquer um pode ver, lupanares sertanejos estão em primeiríssimo lugar. Quanto aos livros, não há muito espaço pra eles no pardieiro nacional.

(11)
Senhores Bispos de todo o Brasil, lembrai-vos que sois príncipes da Igreja de Cristo, não capachos do projeto totalitário comuno-petista.

(12)
A democracia é, dizem os sabidos, o governo do povo, pelo povo, para o povo, sob o império da lei. Assim o é, em todos os cantos, menos no Brasil. Aqui, democracia, é zelar por instituições capengas, através de leis tão ocas quanto pervertidas, que garantem que um grupelho permaneça no governo lavorando para consolidar o seu projeto totalitário poder. Quando ao povo, esse é apenas um mero detalhe e, no momento atual, um incômodo que os representantes da comuno-democracia brazuca não querem saber de ouvir.

(13)
O poder cega as pessoas e revela a verdadeira face da alma daqueles que dele se apoderam e todos os outros que o almejam. Todos sabem disso e, mesmo assim, ignoram esse fato. Talvez, assim o seja, por terem as vistas de sua alma feridas pelos espinhos do dito cujo.

(14)
Quando um Zé ruela, aloprado, diz “não vai ter golpe” é porque ele, de fato, não passa de apenas mais um bichinho de cocuruto vazio, desgarrado de seu bando, gritando, desesperadinho, pra ver se acha alguém da sua turma pra não se sentir tão perdido e só.


sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

CONVERSA QUIXOTESCA, 04/12/2015: ESPONTÂNEO, NEM CARNAVAL

UM CASO DE DILATAÇÃO ESCROTAL CRÔNICA

Por Dartagnan da Silva Zanela

(1)
A sinceridade é, em toda a humanidade, uma joia preciosa, mui estimada por todas as almas imbuídas de boa vontade; porém, na vida política brasileira, essa virtude não chega a ser nem mesmo um conjunto vazio, como todos estão carecas de saber.

(2)
Uma sociedade onde as pessoas, dum modo geral, não sabem identificar e nominar os seus estados interiores, um ambiente onde os indivíduos não têm o menor critério para discernir entre o que seja realmente importante e o que é irremediavelmente irrelevante, não é uma sociedade nem aqui, nem na Cochinchina. Na melhor das hipóteses é uma horda aloprada sujeita a tirania dos oportunistas mais ousados que acabam ditando aos indivíduos desnorteados um rumo que, obviamente, não é o deles. Esse é o risco, mortal, de viver uma vida sem rumo, nem prumo. Esse é o risco de tornar-se um instrumento nas mãos de quem tem um. Até aqui, esse tem sido o fado destes tristes trópicos.

(3)
Apenas os amigos são capazes de traição. Os inimigos não. Esses apenas realizam aquilo que deles é esperado.

(4)
Uma vida sem oração é como uma festa sem canção.

(5)
Nietzsche dizia que a arte existe para que a verdade não nos destrua. Discordo. A arte existe para que possamos ver a verdade sem que ela nos cegue, para que ouçamos a sua doce voz sem que ela nos enlouqueça, enfim, para que sua majestade coroe de glória nossa caminhada por esse vale de lágrimas. E tem mais! Ela, a verdade, apenas destrói a nossa farsa existencial, nossa superficial e vulgar maneira de viver para que possamos verdadeiramente viver iluminados pela luz da eternidade.

(6)
Imagine uma geração de estudantes e intelectuais que acham o sexo livre e desenfreado, o uso de drogas e tutti quanti a coisa mais linda do mundo; uma geração que combate os valores morais, a estrutura tradicional da família como se essas fossem as mais ferozes bestas. Imaginou? Pois é, essa era a galera dos anos 60 e 70 arrotando superioridade com suas baixezas.

Passaram-se pouco mais, pouco menos, de três décadas e essa turma toda chegou ao poder, encastelou-se nas cátedras e nos órgãos de mídia e passaram a propor nas Universidades, tribunas e parlamentos essas mesmas sandices como se fossem ideias inovadores, salvadoras, que, rapidamente, passaram a ser propostas como projetos de lei para realizar em idade adulta tudo aquilo que eles achavam uma lindeza em sua mocidade. Bem, esse é o cenário em que nós vivemos hoje.

Enfim, agora imagine como será nosso triste país daqui a duas ou três décadas. Imaginou? Pois é, dá até medo de imaginar o que será visto e vivido como normalidade num futuro nada distante; assusta só de pensar no que estará presente nos currículos escolares de nossa nação daqui a pouco.

Enfim, não há dúvidas de que somos, enquanto nação, a receita mais que perfeita para perverter toda e qualquer sociedade.

(7)
Em 29 de dezembro de 1992 ganhei de aniversário a renuncia de Fernando Collor de Mello à Presidência da República do Brasil. Foi show de bola! Esse ano eu estou torcendo para no dia 29 de dezembro ganhar de presente o pedido de renúncia da senhora Dilma Rousseff. Vai que eu ganhe... Tomara que eu ganhe.

(8)
Só para lembrar a galerinha que está ouriçada com a possibilidade iminente do impeachment da senhora Dilma: ela não é a presidência; está apenas, exercendo-a mal e porcamente. Ou, se preferirem: ela é apenas a presidenta, não a presidência. Ainda bem.

(9)
A vida é uma pedagoga com métodos de ensinação politicamente-incorretos, mas pedagogicamente eficazes. Cedo ou tarde seus pupilos (no caso, todas as almas que peregrinam ou vagueiam por esse vale de lágrimas), sempre acabam aprendendo o que é necessário através de suas misteriosas (e, nada doces) preleções. Por isso, quando mais cedo aprendemos, pode crer, melhor pra nós. Agora, se formos displicentes com seus ensinos o bicho pega, haja vista que ela não gosta de ensinar duas vezes a mesma lição e, quando isso ocorre, não tem ECA nem bom-mocismo fingido pra bajular o desleixado não.
(10)
Os opostos se atraem, sim, isso é verdade; mas apenas os semelhantes se unem. Tal fato não é uma mera questão de amor, muito menos de tesão. Antes de qualquer coisa, união é questão de caráter. Ponto.


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

CONVERSA QUIXOTESCA, 01/12/2015: UM SISTEMA ANTI EDUCACIONAL

ENTRE POMBAS E PARDAIS

Por Dartagnan da Silva Zanela

(1)
Não podemos deixar que palavras, adornadas com toda aquela pompa de bom-mocismo, nos intimidem. Palavras, por mais bonitinhas que possam parecer, sempre são menores que a verdade. Contrariar isso ou é sinal de demência, ou da mais pura sacanagem. Se o sujeito for um militonto, as duas coisas estão juntas e bem misturadas.

(2)
Em muitos países as leis são instituídas a partir de normas costumeiras. No Brasil não. Aqui as leis, muitas vezes, são instrumentalizadas com o objetivo de perverter os costumes para que grupelhos manhosos e mal-intencionados possam impor pra toda sociedade a sua sanha totalitária travestida de justiça supostamente social.

(3)
Todo caipora que diz rejeitar toda e qualquer forma de autoridade (moral, intelectual, policial, professoral, etc.), no fundo, o que ele está querendo dizer é que a sua pessoinha respeita apenas a sua própria autoridade (existente ou não) e nada mais. E o trem não para por aí não! Na realidade, esse tipo de sujeitinho não passa dum reles, perene e incurável moleque mimadinho que não quer saber de aceitar o fato de que ele não será tratado pelo mundo como o filhinho da mamãe (tolinho). Doravante, muitos desses tipos acabam, por infortúnio do destino, tornando-se “otoridades” e, mutatis mutandis, passam a exigir de todos aquilo que ele nunca foi capaz de ofertar a ninguém: o tal do respeito. Aliás, respeito e autoridade são coisas que esse tipo de biltre não sabe o que é (apesar de serem exímios dissimuladores quando lhes convêm) haja vista que seus olhinhos não conseguem elevar-se acima das muralhas de seus interesses umbilicais.

(4)
Quando a tradição, os ditos bons costumes, são desdenhados e os juízos morais ficam unicamente a mercê dos caprichos dos indivíduos, ou de grupelhos ideologicamente desorientados, inevitavelmente as relações humanas tornam-se infernais onde a insanidade torna-se o critério realidade. E, infelizmente, é justamente isso que toda essa patacoada politicamente-correta vem insistentemente fazendo através de nosso sistema anti-educacional.

(5)
Dois tipos perigosos: o idiota convencido de que é um gênio e o canalha que se julga moralmente correto.

(6)
A grande literatura universal, como direi, é o receptáculo que abarca todas as possibilidades de realização humana. Possibilidades tanto augustas quanto funestas. Lendo as obras desse livresco panteão inevitavelmente ampliamos o nosso horizonte de compreensão do mundo, da vida e, é claro, de nós mesmos. Em suas páginas aprendemos tudo o que um ser humano é capaz de fazer; vislumbramos diante de nossos olhos, através das palavras magistralmente escritas, tudo o que podemos ser e aquilo que, por incapacidade pessoal nossa, nunca poderemos realizar. Enfim, por essas e outras que a grande literatura universal é a única vacina conhecida contra a idiotia universalmente disseminada pelos quatro cantos do mundo e que, no Brasil, mais do que em qualquer outro lugar, é epidêmica.

(7)
Quem não reverencia a grande literatura universal não é digno de respeito. Aliás, um sujeito que aprende a ler e, soberbamente, faz beicinho para Dostoievski, Fernando Pessoa, Shakespeare, Dante, Homero, Virgílio e tutti quanti, achando que isso seria uma demonstração de excelsa distinção, na verdade não passa de um caipora que não vale a dignidade duma flatulência, pois, quando decide abrir a sua boca, essa exala abundantemente o que há em seu íntimo: uma fartura de peidos verbais e de ideias fecais. E isso é tudo o que há. Apenas isso e nada mais.

(8)
A medida de nossa grandeza, e de nossa miséria, é dada por nossa imaginação.

(9)
O beócio mais perigoso que existe é aquele que devota toda a sua atenção a um único livro. A muito Santo Tomás de Aquino nos adverte sobre esse tipo demasiadamente humano. E assim o é porque o caboclo transforma as luminosas páginas dum alfarrábio qualquer numa viseira para cegá-lo do perigo das pirambeiras que cercam a sua vida mesquinha. Não sabe ele, na verdade, não quer nem saber, que, como nos ensina Jorge Luis Borges, para se entender um único livro é preciso ter lido muitos outros; da mesma forma que para entendermos apropriadamente uma única frase dum livro precisamos ler toda a obra, de fio a pavio, onde ela se encontra. Uma verdade simples como o nascer e o pôr do sol, uma verdade que qualquer pessoa razoável compreende; menos esses tipos presunçosos que preferem perecer afogados em sua soberba ao invés de, simplesmente, abrir e limpar os olhos de sua encalacrada estultice.

(10)
Uma das maiores tragédias do Brasil é, infelizmente, a falta de amor pelo conhecimento e a grande carência de coragem para conhecer.

(11)
Onde o amor encontra-se à míngua, a covardia desavergonhadamente impera.

(12)
Uma sociedade governada por pessoas deseducadas, de personalidade disforme, grotesca e mesquinha, não pode esperar, muito menos exigir, que os mancebos sejam melhores que a geração que os antecedeu.

(13)
Todo aquele que nasce numa sociedade tacanha, mesquinha e canalha, tem o dever de se tornar uma pessoa digna, prestativa e boa. Não porque deva honrar a atual geração que diz cuidar do futuro de todos, mas sim, para não aumentar o fardo de baixezas que será legado para as futuras gerações; para não sermos igual àqueles que tanto desprezamos.

(14)
Nada é mais ridículo e degradante que querer justificar a sua incapacidade e fracasso no esforço exitoso dos outros.