ATRAVANCANDO UM PAÍS SEM RUMO

Por Dartagnan da Silva Zanela

MUITAS MESMO - Muitas pessoas preferem supostas soluções que tenham um forte apelo dramático do que optar por uma atitude razoável e prudente frente aos problemas que lhes são apresentados.

PROGRESSISTAS À BRASILEIRA - O historiador Ernest Renan dizia que os verdadeiros progressistas são aqueles que nutrem um profundo respeito pelo passado. Nesse sentido, no Brasil atual, a palavra progressista teria o sentido inverso do que fora apontado, haja vista que nessas terras os intelectuais e cidadãos que se intitulam progressistas não apenas tem um grande desdém pelo passado; eles desejam, na real, destruir tudo o que nos foi legado por ele.

ESPELHO, ESPELHO MEU - Não existe beleza, nem mesmo amor, sem uma razoável dose de pudor. Na ausência desse odor, a beleza transfigura-se em vulgaridade e o amor transubstancia-se numa reles relação coisificada. Por essa e outras que hoje o Brasil é tão vulgar quanto deprimente.

SEM CAMINHO ACERTADO - Quem não sabe para onde deve ir está à deriva e, dum modo geral, encontra-se cônscio de sua desorientada situação. Porém, quem vai para onde bem quer está perdido e imagina estar no rumo certo. Tadinho do tontinho. Mais perdido que um cego no meio de um tiroteio.

TROLOLÓ EPISTEMOLÓGICO - Pouco importa se você é parcial ou imparcial. Não tem muita importância se você é ou não objetivo. Tudo isso é frescura de quem tem preguiça de estudar.

O que realmente importa é saber se realmente desejamos conhecer a verdade, mesmo que ela nos contrarie. É isso o que realmente interessa. O resto não passa de trololó de gente que gosta de fazer pose de sabido sem, necessariamente, saber nada.

JARDINS MORTOS - Atualmente o que o sistema educacional tem feito, com grandessíssima eficiência, é criar e alargar desertos e mais desertos culturais, morais e espirituais ao invés de cultivar jardins onde essas flores, noutras primaveras, abundavam.

E tem mais! Se os intelectuais, políticos e militontos, com duas mãos esquerdas, não conseguem realizar os seus projetos criminosos de poder, no ritmo que eles desejam, é porque estão sendo contrariados por vários setores da sociedade e por muitíssimas pessoas que simplesmente desaprovam suas sandices.

Outra coisa: o nome que se dá a isso não é dificuldade institucional, nem retrocesso conservador e muito menos fascismo, como eles gostam de rotular. O nome disso, meu caro, é democracia. Capenga, mas é.

HIPOCRITAMENTE CORRETO - Se você é daqueles que gosta de erguer uma taça de vinho no conforto dum restaurante, ou no aconchego de seu lar, para falar da importância da preservação dos direitos humanos dos humanos que agem de maneira infra-humana, lembre-se que para você poder fazer isso há uma multidão de homens e mulheres tendo que sujar as mãos para que você possa manter as suas bem limpinhas, podendo, inclusive, enxovalhá-los com o seu discurso humanamente esterilizado.

De mais a mais, vale lembrar que as pessoas que veementemente reprovam todo e qualquer ato de violência assim procedem não porque sejam melhores do que o restante da humanidade, mas sim, porque elas podem contar, direta ou indiretamente, com pessoas que estejam realizando esses atos em seu lugar para que ela possa continuar sentindo-se boazinha, tomando seu vinhozinho no conforto e na segurança de seu lar.

QUANDO MENOS É MAIS - Seria interessante diminuir a interferência do Estado na sociedade. O Tiranossauro Rex estatal teria menos justificativas para abocanhar os ganhos dos cidadãos através dos impostos, tributos e taxas que ele ama nos cobrar. Diminuindo o gigantismo atrofiado do Estado diminuiria, necessariamente, o poder dos políticos sobre os recursos produzidos pela sociedade e, consequentemente, haveria menos corrupção.

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