UMA VIDRAÇA QUEBRADA

Por Dartagnan da Silva Zanela


DE POUCA VALIA - Essa cambada, que vive com esse papinho de discurso de ódio pra lá e pra cá, sistematicamente, pensa e age da seguinte maneira: eles juntam a sua patotinha, te insultam incansavelmente, te enchem de rótulos odiosos e ainda posam de coitadinhos. Pior! Eles se acham muito fofos quando fazem isso.

Agora, quando você ousa discordar, eles ficam histéricos e não entendem como você pode fazer uma coisa dessas, discordar. E por não concordar, por não aceitar ser insultado e ficar calado, eles dizem que você é intolerante.

Pior! Se você for petulante ao ponto de não apenas discordar, mas de denunciar a farsa que eles representam, aí meu amigo, a turminha tem piti, arranca os cabelos e rasga as vestes gritando: “discurso de ódio! Discurso de ódio! Ui! Ai! Agora não dá mais!”

Enfim, por essas e outras que essa conversa toda de bom-mocismo não vale nem um peito e, bem possivelmente, seus autores valem menos que isso.

REGRA DE OURO – O professor Olavo de Carvalho, com grande frequência lembra-nos dois ensinamentos que, penso eu, não temos o direito de esquecer e, principalmente, temos o dever de praticá-los. O primeiro vem da lavra de Johann Goethe que nos diz que “a maior força que existe é a personalidade”. A segunda foi colhida das lições de Paulo Mercadante que nos exorta para, em nossas tarefas e lutas, “não pararmos, não precipitarmos e não retrocedermos”. Esses ensinos, juntos, devem formar, penso eu, a regra de ouro de cada um de nós nesses dias e em todos os outros que estão por vir.

OUSADIA QUE TANTO FALTA - Para conhecer qualquer coisa é necessária uma boa dose de coragem. Isso mesmo! Não é de nenhuma pedagogice modernosa e de nenhum recurso tecnológico de última geração que carecemos. Nada disso. Apenas coragem.

Coragem de ver, de ouvir, de perceber, compreender e, é claro, de dizer aquilo que nós, e bem como a maioria das pessoas, não quer saber de jeito nenhum.

Por essas e outras que a ousadia é companheira de viagem na jornada de busca pelo conhecimento e pela sabedoria. E é por isso mesmo que o medo é sempre um péssimo conselheiro e um fiel aliado da estultice.

O RIDÍCULO ORIGINAL - O princípio e o fim de tudo são o centro de toda a realidade. A razão que leva algo iniciar é a mesma que o leva a encontrar o seu termo final.

Sejam questões de ordem cosmológica ou interrogações menores, de ordem meramente societal ou individual. O princípio e o fim são o centro.

No último caso, das questões individuais, os dramas e contradições que se revelam entre esses dois extremos, que são o centro pulsante de nossa existência, revelam a totalidade de nossa natureza. Totalidade essa que, muitas vezes, nos recusamos a enxergar, tamanho o ridículo que nos é revelado por elas.

CONSCIÊNCIA E ETERNIDADE - Segundo Boécio, a eternidade seria a possibilidade de vermos as imagens de todos os tempos num único instante. Tal possibilidade, a mim ao menos, parece aterradora. Aliás, tente fazer isso: imagine-se no meio do limbo tendo diante de seus olhos a visão de tudo o que você já viveu. Ao menos os momentos mais grandiosos, mais terríveis e, claro, os mais ridículos, junto com as possíveis imagens de seus dias que estão por vir. Pois é, pode-se dizer que tal visão é um pequeno grão de mostarda dessa realidade frondosa que é a eternidade. Realidade que uns ignoram por leviandade e, outros tantos, por pura covardia.

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